{"id":76882,"date":"2026-03-04T17:44:42","date_gmt":"2026-03-04T20:44:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=76882"},"modified":"2026-03-04T17:44:45","modified_gmt":"2026-03-04T20:44:45","slug":"saude-alerta-sobre-os-riscos-de-queda-de-idosos-foram-13-mil-casos-no-parana-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/03\/04\/saude-alerta-sobre-os-riscos-de-queda-de-idosos-foram-13-mil-casos-no-parana-em-2025\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade alerta sobre os riscos de queda de idosos; foram 13 mil casos no Paran\u00e1 em 2025"},"content":{"rendered":"\n<p>Paran\u00e1 possui mais de 2 milh\u00f5es de pessoas idosas, o que representa 17,6% da popula\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio&nbsp;que exige planejamento permanente e monitoramento cont\u00ednuo. Embora quedas possam ocorrer em qualquer idade, seus impactos na popula\u00e7\u00e3o acima de 60 anos s\u00e3o desproporcionalmente graves, levando a fraturas, perda de autonomia e complica\u00e7\u00f5es graves. Diante deste cen\u00e1rio, a Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa) alerta para a conscientiza\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de quedas em idosos e destaca que a maioria desses acidentes podem ser evitados com medidas simples.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares do SUS (SIH\/SUS), o Paran\u00e1 registrou ano passado 13.077 interna\u00e7\u00f5es de idosos por quedas,&nbsp;com uma preval\u00eancia maior entre as mulheres, que somaram 8.021 registros contra 5.056 de homens. A gravidade dos acidentes se reflete no n\u00famero de mortes, que aumenta progressivamente com a idade. No mesmo ano, foram 412 \u00f3bitos, sendo 226 deles na faixa et\u00e1ria com mais de 80 anos, que tamb\u00e9m concentra a maior taxa de quedas do \u00faltimo ano, chegando a representar 50% dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>As quedas de idosos raramente s\u00e3o eventos isolados, estando frequentemente associadas a um decl\u00ednio funcional gradual, que inclui a perda de for\u00e7a muscular, altera\u00e7\u00f5es de equil\u00edbrio e o uso de m\u00faltiplos medicamentos. Fatores ambientais, como tapetes soltos, ilumina\u00e7\u00e3o inadequada e falta de barras de apoio, tamb\u00e9m desempenham um papel crucial, especialmente dentro de casa, onde a maioria dos acidentes ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o secret\u00e1rio de Estado da Sa\u00fade, Beto Preto, os dados mostram que as quedas n\u00e3o podem ser tratadas como acidentes isolados, mas sim como um evento comum e, muitas vezes, evit\u00e1vel. Ele ressalta a import\u00e2ncia de uma abordagem coletiva para o problema. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica com impacto direto na qualidade de vida, na independ\u00eancia e na sobrecarga dos servi\u00e7os de sa\u00fade. A preven\u00e7\u00e3o de quedas \u00e9 um cuidado coletivo que envolve toda a sociedade incluindo familiares, cuidadores, profissionais de sa\u00fade, gestores p\u00fablicos e as pr\u00f3prias pessoas idosas. Todos t\u00eam um papel na constru\u00e7\u00e3o de um envelhecimento mais seguro e saud\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIA NO ATENDIMENTO&nbsp;<\/strong>&#8211;&nbsp;O Hospital do Trabalhador (HT), em Curitiba, \u00e9 refer\u00eancia no atendimento a traumas no Paran\u00e1 e recebe diariamente pacientes idosos v\u00edtimas de quedas. O hospital possui um protocolo espec\u00edfico e rigoroso para agilizar o atendimento de idosos com fraturas deste tipo e o objetivo de realizar a cirurgia em at\u00e9 48 horas, o que aumenta significativamente a sobrevida do paciente. Situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, incluindo pacientes sob uso cont\u00ednuo de medicamentos, como anticoagulantes, por exemplo, podem ter que aguardar um prazo maior para a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando um idoso chega ao pronto-socorro do HT com hist\u00f3rico de queda e suspeita de fratura, a equipe faz uma avalia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, confirmado o diagn\u00f3stico com raio-X, e come\u00e7a a contagem do tempo de otimiza\u00e7\u00e3o para a cirurgia. O paciente passa por avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, avalia\u00e7\u00e3o anest\u00e9sica e exames pr\u00e9-operat\u00f3rios, tudo para que a cirurgia aconte\u00e7a no menor tempo poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o m\u00e9dico ortopedista, especialista em cirurgia do quadril do HT e gerente t\u00e9cnico do&nbsp;Centro Hospitalar de Reabilita\u00e7\u00e3o Ana Carolina Moura Xavier (CHR), Bruno Schuta Bodanese, a agilidade no atendimento \u00e9 fundamental para evitar complica\u00e7\u00f5es. \u201cA partir de 48 horas, o efeito na mortalidade aumenta. O p\u00f3s-operat\u00f3rio, normalmente, \u00e9 na UTI, justamente pela idade e pela gravidade do trauma cir\u00fargico. Por\u00e9m, no dia seguinte da cirurgia, o paciente j\u00e1 senta, j\u00e1 come\u00e7a a fazer exerc\u00edcio e a andar\u201d, explicou o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Um diferencial importante do HT \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o com o CHR, que faz parte do Complexo do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes que realizam a cirurgia de quadril s\u00e3o encaminhados para acompanhamento em fisioterapia ap\u00f3s deixar o hospital. O tempo de recupera\u00e7\u00e3o varia de acordo com o estado cl\u00ednico de cada paciente, mas geralmente dura de tr\u00eas a seis meses. \u201cN\u00f3s acionamos em 100% dos casos o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o. O paciente sai de alta aqui do Trabalhador, j\u00e1 com a fisioterapia agendada para ter uma reabilita\u00e7\u00e3o mais adequada, um fluxo melhor, tudo isso de uma forma mais direcionada\u201d, explicou Bodanese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OSTEOPOROSE AUMENTA O RISCO DE LES\u00d5ES<\/strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;Um fator agravante frequentemente subdiagnosticado \u00e9 a osteoporose, uma doen\u00e7a silenciosa que se caracteriza pela perda progressiva de massa \u00f3ssea, tornando os ossos fr\u00e1geis e suscet\u00edveis a fraturas. Uma estimativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta que 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrer\u00e3o uma fratura osteopor\u00f3tica ao longo da vida. Em um idoso com osteoporose, uma queda que poderia resultar em apenas um hematoma pode levar a uma fratura grave, como a de f\u00eamur, que tem altas taxas de mortalidade e perda de independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/strong>&nbsp;&#8211;&nbsp; As estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o s\u00e3o multifatoriais e incluem desde a pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios f\u00edsicos para fortalecimento muscular e \u00f3sseo at\u00e9 a revis\u00e3o peri\u00f3dica de medicamentos. Para combater a fragilidade \u00f3ssea, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 manter uma dieta rica em c\u00e1lcio e a exposi\u00e7\u00e3o solar moderada para produ\u00e7\u00e3o de vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre preven\u00e7\u00e3o, o SUS disponibiliza medicamentos para tratamento da osteoporose e acompanhamento nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS). No \u00faltimo ano, o Paran\u00e1 registrou crescimento de 165,54% no n\u00famero de pessoas idosas avaliadas pelas equipes de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casa, a adapta\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel com a&nbsp;instala\u00e7\u00e3o de barras de apoio, a melhora da ilumina\u00e7\u00e3o, remo\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos, tapetes e pantufas escorregadias tamb\u00e9m s\u00e3o recomendadas para evitar quedas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LINHA DE CUIDADO AO IDOSO<\/strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;O esfor\u00e7o para reduzir a incid\u00eancia de quedas \u00e9 cont\u00ednuo e tamb\u00e9m envolve a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, a realiza\u00e7\u00e3o de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o de um envelhecimento ativo e saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diretora de Aten\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais e materiais de apoio s\u00e3o refer\u00eancias para orienta\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias, profissionais e cuidadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto Envelhecer com Sa\u00fade no Paran\u00e1 norteia nossos trabalhos, a\u00e7\u00f5es e iniciativas voltadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o idosa no Estado. Mantemos um olhar atento a esse p\u00fablico e sabemos da import\u00e2ncia de aprimorar continuamente nossas pol\u00edticas p\u00fablicas para garantir um envelhecimento com dignidade e seguran\u00e7a\u201d, explicou a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sesa tem investido em pol\u00edticas p\u00fablicas robustas, como o projeto Envelhecer com Sa\u00fade no Paran\u00e1. Uma das principais ferramentas dessa iniciativa \u00e9 o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.saude.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2021-06\/manual_de_prevencao_de_quedas_em_idosos_digitalpdf.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manual de Preven\u00e7\u00e3o de Quedas para Idosos<\/a><\/strong>, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). O material oferece orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para adaptar o ambiente dom\u00e9stico e adotar comportamentos seguros, servindo como um guia para idosos, familiares e cuidadores.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paran\u00e1 possui mais de 2 milh\u00f5es de pessoas idosas, o que representa 17,6% da popula\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio&nbsp;que exige planejamento permanente e monitoramento cont\u00ednuo. Embora quedas possam ocorrer em qualquer idade, seus impactos na popula\u00e7\u00e3o acima de 60 anos s\u00e3o desproporcionalmente graves, levando a fraturas, perda de autonomia e complica\u00e7\u00f5es graves. 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