{"id":76536,"date":"2026-02-18T14:16:32","date_gmt":"2026-02-18T17:16:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=76536"},"modified":"2026-02-18T14:16:35","modified_gmt":"2026-02-18T17:16:35","slug":"carnaval-de-paranagua-retoma-desfile-das-escolas-de-samba-apos-cinco-anos-e-emociona-publico-no-centro-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/02\/18\/carnaval-de-paranagua-retoma-desfile-das-escolas-de-samba-apos-cinco-anos-e-emociona-publico-no-centro-historico\/","title":{"rendered":"Carnaval de Paranagu\u00e1 retoma desfile das escolas de samba ap\u00f3s cinco anos e emociona p\u00fablico no Centro Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<p>A noite de domingo, dia 15, entrou para a hist\u00f3ria recente de Paranagu\u00e1. Ap\u00f3s cinco anos sem desfile oficial no Carnaval, as escolas de samba voltaram \u00e0 avenida, na Pra\u00e7a de Eventos do Centro Hist\u00f3rico. O reencontro entre comunidade, cultura e samba foi marcado por emo\u00e7\u00e3o, arquibancadas cheias e o brilho nos olhos de quem esperou por esse momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro agremia\u00e7\u00f5es se apresentaram: Le\u00e3o da Estradinha, Filhos da Gavi\u00f5es, Unidos da Ponta do Caju e Uni\u00e3o da Ilha do Valadares. Cada escola teve entre 45 e 60 minutos para desfilar, sendo avaliada por jurados em quesitos como bateria, harmonia, fantasias, evolu\u00e7\u00e3o e enredo. A estrutura montada pela Prefeitura contou com palco, sistema de som e arquibancadas, garantindo conforto e seguran\u00e7a ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O prefeito Adriano Ramos destacou que o retorno do desfile simboliza o cumprimento de um compromisso assumido com a popula\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s nos comprometemos em fazer o melhor carnaval do estado do Paran\u00e1. Hoje, aqui na avenida, o que a gente v\u00ea \u00e9 a felicidade dos integrantes das escolas e as fam\u00edlias reunidas para assistir ao desfile. \u00c9 uma festa para as fam\u00edlias de Paranagu\u00e1\u201d, afirmou. Segundo ele, ap\u00f3s equacionar o d\u00e9ficit financeiro herdado pela gest\u00e3o, foi poss\u00edvel retomar investimentos em eventos culturais e estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>A vice-prefeita Fabiana Parro definiu o momento como um verdadeiro resgate. \u201c\u00c9 um momento muito especial. D\u00e1 para sentir o grito que estava guardado na garganta de todos. \u00c9 resgatar a nossa cultura, a nossa hist\u00f3ria, homenagear carnavalescos que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais aqui\u201d, declarou, ao destacar o empenho das escolas para apresentar \u201co melhor carnaval do Litoral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cultura e impacto econ\u00f4mico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o secret\u00e1rio de Governo, Thiago Campos, o carnaval representa mais que festa. \u201cCarnaval \u00e9 cultura. \u00c9 colocar aquilo que a nossa cidade tem de melhor para que todo mundo possa ver. E movimenta a economia. Em anos anteriores, essas pessoas talvez estivessem gastando em outras cidades. Agora, o dinheiro fica aqui e ainda trazemos turistas\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio municipal de Cultura e Turismo, Jos\u00e9 Reis de Freitas Neto, o Juca, ressaltou que o retorno foi resultado de di\u00e1logo e respeito \u00e0s agremia\u00e7\u00f5es. \u201cFoi um processo longo, de muita conversa. As escolas se esfor\u00e7aram e tenho certeza de que v\u00e3o fazer hist\u00f3ria. O Carnaval volta com for\u00e7a total\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do desfile ficou sob responsabilidade de nove jurados, vindos de S\u00e3o Paulo, divididos em m\u00f3dulos musicais, de dan\u00e7a e visuais. O coordenador t\u00e9cnico da comiss\u00e3o avaliadora e representante da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Escolas de Samba (FenaSamba), Kaxitu Ricardo Campos, destacou a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da retomada. \u201cParanagu\u00e1 tem um dos carnavais mais importantes do estado. A avalia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o para a melhoria do espet\u00e1culo. O que estamos vendo aqui \u00e9 qualidade t\u00e9cnica e tradi\u00e7\u00e3o carnavalesca muito forte\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o das Escolas de Samba de Paranagu\u00e1 (AESP), M\u00e1rcio Costa, enfatizou o simbolismo do retorno. Durante a abertura da programa\u00e7\u00e3o, 18 personalidades hist\u00f3ricas do Carnaval parnanguara foram homenageadas. \u201cTentaram sufocar nossa cultura por cinco anos, mas conseguimos resgatar. O Carnaval est\u00e1 novamente na avenida. As escolas j\u00e1 fizeram sua parte, agora \u00e9 mostrar na avenida\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><a href=\"https:\/\/www.paranagua.pr.gov.br\/noticias\/noticia5358.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carnaval de Paranagu\u00e1 \u00e9 aberto com homenagem a 18 personalidades e celebra retorno das escolas de samba<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As escolas que devolveram o samba \u00e0 avenida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O retorno do desfile n\u00e3o foi apenas um evento. Foi a reconstru\u00e7\u00e3o de quatro hist\u00f3rias comunit\u00e1rias que resistiram por cinco anos. Cada escola atravessou dificuldades financeiras, desmobiliza\u00e7\u00e3o e falta de estrutura. E todas precisaram recome\u00e7ar praticamente do zero para conseguir desfilar na avenida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Le\u00e3o da Estradinha \u2013 recome\u00e7ar do zero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com cerca de 200 integrantes, a Le\u00e3o da Estradinha levou \u00e0 avenida o enredo \u201cCom que roupa eu vou para o samba que voc\u00ea me convidou?\u201d, uma proposta que brinca com identidade, estilo e pertencimento no universo do samba.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente Elza Olsen viveu uma estreia dupla: primeiro desfile \u00e0 frente da escola e o primeiro Carnaval ap\u00f3s o hiato de cinco anos. \u201cFoi muito dif\u00edcil. A gente teve que come\u00e7ar tudo do zero\u201d, afirmou. Segundo ela, a reconstru\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao envolvimento coletivo. \u201cS\u00e3o muitas fam\u00edlias envolvidas. \u00c9 a for\u00e7a da nossa fam\u00edlia e dos nossos amigos que est\u00e1 fazendo esse Carnaval acontecer\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Elza n\u00e3o escondeu o car\u00e1ter competitivo, mas refor\u00e7ou o esp\u00edrito coletivo do retorno. \u201cA gente espera que todas as escolas fa\u00e7am um bel\u00edssimo Carnaval. Mas viemos para buscar um t\u00edtulo in\u00e9dito na nossa vida\u201d, contou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escola tamb\u00e9m apresentou estreia na bateria, comandada por Lucas Calado. A expectativa, segundo a presidente, era de que a emo\u00e7\u00e3o superasse o desgaste da prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Filhos da Gavi\u00f5es \u2013 f\u00e9, resist\u00eancia e mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fundada em 2003, a Filhos da Gavi\u00f5es apresentou o enredo \u201cSanta Josefina Bakhita \u2013 F\u00e9 na Adversidade\u201d, contando a trajet\u00f3ria da mulher sudanesa sequestrada na inf\u00e2ncia, escravizada e posteriormente canonizada pela Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com 180 integrantes, seis alas e dois carros aleg\u00f3ricos, a escola trouxe uma narrativa de supera\u00e7\u00e3o e espiritualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio do Nascimento, mais conhecido como Cl\u00e1udio Apiacas, explicou que o tema foi escolhido ainda em 2020, por sugest\u00e3o de um amigo, o padre Denildo da Silva, e aguardava a retomada do desfile. \u201cA expectativa foi muito trabalhosa, mas \u00e9 para ganhar o Carnaval\u201d, afirmou, sem rodeios. Ao falar sobre o per\u00edodo sem desfile, ele foi direto: \u201cPara quem gosta de samba, para quem gosta da folia, ficar quase seis anos sem Carnaval foi muito dolorido. Para n\u00f3s \u00e9 tudo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1udio destacou que o enredo representa mais que uma homenagem religiosa. \u201c\u00c9 cultura. Carnaval \u00e9 cultura do Brasil. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do Paran\u00e1\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Unidos da Ponta do Caju \u2013 esfor\u00e7o extremo e uni\u00e3o entre rivais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com 180 componentes, dois carros aleg\u00f3ricos e um trip\u00e9, a Unidos da Ponta do Caju estruturou seu desfile sobre a simbologia do n\u00famero sete \u2014 dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o \u00e0s sete cores do arco-\u00edris, passando por cren\u00e7as populares e religiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente Anderson Ramos relatou o impacto do curto prazo de prepara\u00e7\u00e3o. \u201cFoi bem dif\u00edcil. Estamos alguns dias sem dormir direito. Eu estou h\u00e1 dois dias praticamente sem dormir\u201d, revelou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explicou que o pouco tempo exigiu esfor\u00e7o intenso da equipe. \u201cFoi muito corrido. Cinco anos sem Carnaval e tivemos pouco tempo para preparar tudo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da disputa, Anderson destacou o esp\u00edrito de coopera\u00e7\u00e3o entre as agremia\u00e7\u00f5es. \u201cA rivalidade \u00e9 s\u00f3 na avenida. Fora dela, somos amigos. Tem gente que desfila em mais de uma escola. Todo mundo quer que o Carnaval volte forte\u201d, contou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o da Ilha do Valadares \u2013 tradi\u00e7\u00e3o e identidade hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fundada em 1988, a Uni\u00e3o da Ilha do Valadares \u00e9 uma das escolas mais tradicionais do munic\u00edpio, com diversos t\u00edtulos ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Neste retorno, levou mais de 300 integrantes \u00e0 avenida com o enredo \u201cO povo \u00e9 a for\u00e7a\u201d, abordando a hist\u00f3ria da \u00c1frica e a resist\u00eancia da mulher negra.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Edvaldo Pedro destacou o esfor\u00e7o coletivo ap\u00f3s cinco anos sem desfile. \u201c\u00c9 muita correria demais para voltar depois de cinco anos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressaltou que o enredo partiu de pesquisa hist\u00f3rica sobre o passado escravocrata da regi\u00e3o. \u201cMuita gente n\u00e3o sabe que o Valadares teve esse hist\u00f3rico. N\u00f3s estudamos e queremos trazer essa realidade para a avenida\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo confiante na competi\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ou o respeito entre as escolas. \u201cN\u00f3s estamos aqui para concorrer e vencer, mas todas s\u00e3o guerreiras. Rivalidade \u00e9 s\u00f3 na avenida. Fora dela, um ajuda o outro\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><a href=\"https:\/\/www.paranagua.pr.gov.br\/noticias\/noticia5359.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bloco da Limpeza garante organiza\u00e7\u00e3o da avenida durante desfile das escolas de samba em Paranagu\u00e1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria, trabalho e pertencimento no retorno do carnaval<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O retorno do desfile das escolas de samba n\u00e3o mobilizou apenas foli\u00f5es. A retomada da festa reverberou em hist\u00f3rias pessoais, na economia popular e no sentimento coletivo de identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem trabalha nas ruas, o Carnaval n\u00e3o \u00e9 apenas celebra\u00e7\u00e3o, \u00e9 sustento. H\u00e1 oito anos atuando como ambulante em Paranagu\u00e1, Maria Aparecida de Souza, conhecida como Mari Souza, acompanhou diferentes fases da cidade. Ela afirma que o momento atual representa uma virada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses eventos fortalecem a economia da cidade. Fortalece todo mundo: ambulante, feirante, restaurante, com\u00e9rcio. Cresce a economia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mari relembra que nem sempre houve estrutura ou previsibilidade para quem vive do com\u00e9rcio informal. \u201cA gente trabalhava na chuva, no relento, e dava gra\u00e7as a Deus. Era o que tinha. Hoje tem mais organiza\u00e7\u00e3o, mais di\u00e1logo\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, o aumento da programa\u00e7\u00e3o cultural trouxe reflexos diretos na renda. \u201cEst\u00e1 tendo mais eventos, sim. Isso significa mais renda. Claro que tem mais gasto tamb\u00e9m, mas faz parte. A tend\u00eancia \u00e9 melhorar mais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia do di\u00e1logo com o Poder P\u00fablico. \u201cEstamos sendo atendidos. Est\u00e1 tendo di\u00e1logo com a Prefeitura, e isso \u00e9 bom. A gente se sente ouvido\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um desejo atravessando gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os visitantes, o retorno do Carnaval ganhou um significado ainda mais profundo. Simone Couvara Coutinho veio de Rio Grande (RS) para cumprir uma promessa feita pelo pai h\u00e1 17 anos. Ele havia desfilado no bloco Casa Ca\u00edda e, naquele dia, disse \u00e0 filha que ela precisava conhecer o Carnaval de Paranagu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeu pai veio aqui h\u00e1 17 anos e saiu no bloco da Casa Ca\u00edda. Nesse dia ele falou para mim: \u2018Minha filha, um dia eu quero que tu v\u00e1 no Carnaval de Paranagu\u00e1\u2019. Ele faleceu\u2026 e este ano eu disse para o meu marido que eu precisava vir\u201d, contou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A visita, segundo ela, foi carregada de emo\u00e7\u00e3o. \u201cTudo o que ele me falou \u00e9 verdade. Alegria, simplicidade e folia. Isso resume Paranagu\u00e1\u201d, se emocionou.<\/p>\n\n\n\n<p>Simone afirma que o que encontrou superou expectativas. \u201cEstou amando. Est\u00e1 tudo maravilhoso. A cidade est\u00e1 de parab\u00e9ns\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, n\u00e3o se tratou apenas de turismo, mas de mem\u00f3ria e afeto. \u201cEra algo que eu precisava viver\u201d, finalizou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resgate cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Morador do Parque S\u00e3o Jo\u00e3o, Luiz Carlos de Assun\u00e7\u00e3o aguardava o retorno do desfile com ansiedade. \u201cEra isso que eu estava esperando para o Carnaval desse ano. Cinco anos sem Carnaval\u2026 eu estava ansioso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Carnavalesco \u201cda antiga\u201d, como ele mesmo se define, Luiz afirma que a cidade precisava do retorno. \u201cParanagu\u00e1 precisava desse Carnaval. Precisava e muito. O povo estava esperando por esse momento\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que a festa tem car\u00e1ter coletivo tamb\u00e9m apareceu na fala de Cinthia Mendon\u00e7a, que veio de Rio Grande (RS) para morar na cidade, no bairro Estradinha, h\u00e1 apenas dois meses. \u201cEstou muito surpresa. O carnaval daqui \u00e9 muito entusiasmado, o pessoal \u00e9 acolhedor\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destacou o ambiente familiar da festa. \u201cMeu filho tem dois anos e est\u00e1 aqui tocando o instrumentinho dele. \u00c9 bem fam\u00edlia, bem alegre. Estou muito satisfeita com o Carnaval de Paranagu\u00e1\u201d, destacou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ra\u00edzes que sustentam a tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre o p\u00fablico, tamb\u00e9m estavam nomes que ajudaram a construir a hist\u00f3ria do Carnaval de Paranagu\u00e1. Jozelito Xavier, o Lito, um dos fundadores da Escola de Samba Mocidade Unida do Jardim Santa Rosa, acompanhava o desfile com o olhar de quem j\u00e1 viveu muitas disputas na avenida. Fiel ao esp\u00edrito competitivo do carnaval, resumiu com humor: \u201cA minha escola era melhor que todas\u201d, brincou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o peso hist\u00f3rico da noite apareceu com mais profundidade na fala de Elisabete, sua esposa, tamb\u00e9m carnavalesca de longa trajet\u00f3ria na cidade. Para ela, o retorno ap\u00f3s cinco anos representa mais do que uma retomada de agenda cultural. \u201c\u00c9 um resgate da nossa cultura. Tinha que voltar de qualquer forma\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Elisabete lembrou que, apesar da rivalidade natural entre as agremia\u00e7\u00f5es, o esp\u00edrito sempre foi coletivo. \u201cA guerra \u00e9 de cada uma na avenida, mas fora dela a luta \u00e9 de todas. Sempre uma escola ajudava a outra\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, o per\u00edodo sem desfile deixou uma lacuna na identidade da cidade. \u201cO Carnaval faz parte da hist\u00f3ria de Paranagu\u00e1. A gente sempre esteve ali, ajudando, participando, vivendo isso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sem a escola do cora\u00e7\u00e3o na disputa deste ano, fez quest\u00e3o de prestigiar as quatro agremia\u00e7\u00f5es. \u201cA gente veio desejar boa sorte para todas. Independente do resultado, o importante \u00e9 o Carnaval estar de volta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E completou com um desejo para o futuro: \u201cQue daqui para frente seja cada vez melhor\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apura\u00e7\u00e3o das notas acontece nesta segunda (16)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o segue nesta segunda-feira, dia 16, na Pra\u00e7a de Eventos. \u00c0s 14h, ocorre a apura\u00e7\u00e3o das notas das escolas de samba, com representantes das agremia\u00e7\u00f5es. \u00c0s 15h, ser\u00e1 realizado o tradicional Bloco dos Sujos. \u00c0s 18h, acontece o Carnaval Pra\u00e7a Viva.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira, dia 17, a Ilha dos Valadares recebe a 21\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Carnailha, com concentra\u00e7\u00e3o a partir do meio-dia e arrast\u00e3o \u00e0s 15h. \u201c\u00c9 um evento que re\u00fane tradi\u00e7\u00e3o, alegria e cultura popular\u201d, afirmou o idealizador Jo\u00e3o Carlos Alves Rodrigues, o Carlinhos da Ilha. \u00c0 noite, \u00e0s 20h, o Desfile das Campe\u00e3s, na Pra\u00e7a de Eventos, encerra oficialmente o Carnaval de Paranagu\u00e1 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A noite de domingo, dia 15, entrou para a hist\u00f3ria recente de Paranagu\u00e1. 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