{"id":76297,"date":"2026-02-06T10:39:01","date_gmt":"2026-02-06T13:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=76297"},"modified":"2026-02-06T10:39:03","modified_gmt":"2026-02-06T13:39:03","slug":"prefeitura-de-paranagua-reforca-politica-de-acolhimento-e-autonomia-para-mulheres-no-cras-vila-garcia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/02\/06\/prefeitura-de-paranagua-reforca-politica-de-acolhimento-e-autonomia-para-mulheres-no-cras-vila-garcia\/","title":{"rendered":"Prefeitura de Paranagu\u00e1 refor\u00e7a pol\u00edtica de acolhimento e autonomia para mulheres no CRAS Vila Garcia"},"content":{"rendered":"\n<p>A Prefeitura de Paranagu\u00e1 mant\u00e9m uma pol\u00edtica p\u00fablica voltada \u00e0s mulheres, desenvolvida a partir da rede municipal de assist\u00eancia social e da atua\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios. Dentro desse contexto, o Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (CRAS) da Vila Garcia retomou, nesta quinta-feira, dia 5, as atividades do grupo de mulheres do Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos (SCFV) em 2026. A iniciativa d\u00e1 continuidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s mulheres no munic\u00edpio, com foco no acolhimento, na escuta qualificada e no fortalecimento da autonomia feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro encontro do ano reuniu mulheres atendidas pelo servi\u00e7o, a equipe t\u00e9cnica do CRAS e representantes da gest\u00e3o municipal. Participaram da atividade a vice-prefeita Fabiana Parro, a primeira-dama Patr\u00edcia Bamvakiades Ramos e a secret\u00e1ria municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial, Carolina Louren\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Equipamento estrat\u00e9gico para o territ\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O CRAS da Vila Garcia \u00e9 um dos principais equipamentos de assist\u00eancia social do munic\u00edpio. Com abrang\u00eancia em 18 bairros &#8211; entre o Jardim Cometa e o Jardim Esperan\u00e7a -, o espa\u00e7o realiza cerca de 1.600 atendimentos por m\u00eas, oferecendo acolhimento, orienta\u00e7\u00e3o, acompanhamento familiar e atividades coletivas voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da cidadania e ao fortalecimento dos v\u00ednculos comunit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro dessa estrutura, o Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos (SCFV) voltado \u00e0s mulheres cumpre um papel estrat\u00e9gico: criar espa\u00e7os seguros de conviv\u00eancia, troca de experi\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o de autonomia, especialmente para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CRAS como rede de apoio para as mulheres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante o encontro, a vice-prefeita Fabiana Parro destacou a import\u00e2ncia do CRAS como um ponto de apoio permanente para mulheres que, ao longo da vida, acabam se colocando em segundo plano diante das responsabilidades familiares. \u201cHoje \u00e9 um momento de acolhimento, de receber essas mulheres para que elas tenham o CRAS como um ponto de apoio, uma rede de apoio. Muitas vezes a mulher se dedica tanto \u00e0 casa e \u00e0 fam\u00edlia que acaba ficando em segundo ou terceiro plano. Aqui \u00e9 um espa\u00e7o para elas, onde podem falar dos seus sonhos, das suas dificuldades e saber que existe uma equipe preparada para caminhar junto\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a vice-prefeita, a proposta \u00e9 que o CRAS seja um ambiente onde as mulheres se sintam seguras para compartilhar suas viv\u00eancias e construir, coletivamente, caminhos para superar desafios individuais e comunit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fortalecer v\u00ednculos para promover autonomia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria Carolina Louren\u00e7o explicou que o primeiro encontro do ano tem como objetivo apresentar o funcionamento do CRAS e do SCFV, al\u00e9m de alinhar expectativas e construir o cronograma de atividades que ser\u00e1 desenvolvido ao longo de 2026. \u201cNesse primeiro encontro \u00e9 feita a acolhida do grupo de mulheres que comp\u00f5e o Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos. Apresentamos o que \u00e9 o CRAS, quais servi\u00e7os s\u00e3o ofertados, a abrang\u00eancia territorial e o objetivo do servi\u00e7o. Esse momento inicial \u00e9 fundamental para fortalecer os v\u00ednculos e iniciar a constru\u00e7\u00e3o coletiva das atividades\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina ressaltou que o SCFV \u00e9 um dos principais eixos da pol\u00edtica de assist\u00eancia social, justamente por atuar na preven\u00e7\u00e3o de riscos e no enfrentamento das vulnerabilidades. \u201cEsse servi\u00e7o \u00e9 muito importante porque proporciona o fortalecimento dos v\u00ednculos entre as mulheres, desenvolvendo autonomia e habilidades para que elas possam superar situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade social e de risco. Aqui elas compartilham suas hist\u00f3rias e, juntas, constroem possibilidades reais de romper ciclos de vulnerabilidade, sempre com o apoio da equipe t\u00e9cnica\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Espa\u00e7o de encontro, escuta e reconstru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira-dama Patr\u00edcia Bamvakiades Ramos, que \u00e9 estudante de Psicologia e ex-estagi\u00e1ria do CRAS da Vila Garcia, falou sobre a import\u00e2ncia desses espa\u00e7os como ambientes de cuidado emocional, pertencimento e reconstru\u00e7\u00e3o da autoestima feminina. \u201cO CRAS \u00e9 um lugar de encontro e de reencontro consigo mesma. Aqui as mulheres trabalham o emocional, constroem amizades e percebem que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. Muitas redescobrem vontades que haviam deixado para tr\u00e1s, como voltar a estudar, fazer um curso ou buscar uma nova profiss\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia tamb\u00e9m destacou o car\u00e1ter acolhedor do equipamento. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o onde qualquer pessoa que entra \u00e9 bem recebida, bem atendida e respeitada. Isso faz toda a diferen\u00e7a na vida de quem busca apoio\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atendimento cont\u00ednuo e a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A educadora social Elo\u00edsa Cordeiro Gon\u00e7alves de Souza explicou que atualmente cerca de 30 mulheres participam dos grupos de conviv\u00eancia, organizados por faixa et\u00e1ria, mas com um prop\u00f3sito comum: fortalecer a autonomia no meio social. \u201cO grupo \u2018Elas por Elas\u2019 atende mulheres de 20 a 40 anos, e o grupo \u2018Mulheres de Ouro\u2019 \u00e9 voltado para mulheres de 40 a 59 anos. Acima disso, temos o grupo da \u2018Melhor Idade\u2019. S\u00e3o grupos diferentes, mas com o mesmo objetivo: fortalecer v\u00ednculos, trabalhar autoestima e autonomia\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os encontros de cada grupo acontecem de forma quinzenal e incluem rodas de conversa, din\u00e2micas, palestras, atividades de artesanato e pintura, al\u00e9m de encaminhamentos para cursos profissionalizantes em parceria com institui\u00e7\u00f5es como o Senac. O CRAS tamb\u00e9m realiza o Cadastro \u00danico, que permite o acesso a benef\u00edcios sociais como Bolsa Fam\u00edlia, Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), tarifas sociais de \u00e1gua e energia, al\u00e9m de outros direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada mulher tem uma hist\u00f3ria diferente, muitas vezes marcada por dor, traumas e dificuldades. O trabalho \u00e9 individualizado, mas sempre pensado para fortalecer o coletivo e criar uma rede de apoio entre elas\u201d, destacou Elo\u00edsa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2018Aqui a gente chega triste e sai mais forte\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem participa do grupo, os encontros representam apoio concreto e transforma\u00e7\u00e3o real. Frequentadora do CRAS h\u00e1 quase cinco anos, Celia da Silva relata a import\u00e2ncia do servi\u00e7o em sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso aqui faz toda a diferen\u00e7a. Nunca me arrependi de participar. A gente chega triste e sai melhor. Sempre fomos bem atendidas, nunca disseram n\u00e3o pra gente. Aqui \u00e9 muito bom\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudiane Damasio Rodrigues, que participa das atividades junto com a filha, tamb\u00e9m destacou o impacto do servi\u00e7o. \u201cAqui a gente aprende, conversa, recebe orienta\u00e7\u00e3o. Isso faz toda a diferen\u00e7a, muda um pouco a nossa hist\u00f3ria\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Alessandra Francieli da Silva Souza ressaltou o papel do grupo no enfrentamento da depress\u00e3o e do sofrimento emocional. \u201c\u00c9 um lugar que a gente chega triste e sai alegre. Muitas pessoas que estavam em depress\u00e3o conseguiram se fortalecer aqui. Faz toda a diferen\u00e7a na nossa vida\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p>A retomada do grupo de mulheres do CRAS da Vila Garcia reafirma o papel da pol\u00edtica p\u00fablica de assist\u00eancia social como ferramenta essencial de cuidado, escuta e fortalecimento feminino, consolidando o compromisso da gest\u00e3o municipal com as mulheres e com o desenvolvimento social do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prefeitura de Paranagu\u00e1 mant\u00e9m uma pol\u00edtica p\u00fablica voltada \u00e0s mulheres, desenvolvida a partir da rede municipal de assist\u00eancia social e da atua\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios. 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