{"id":76267,"date":"2026-02-04T14:13:45","date_gmt":"2026-02-04T17:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=76267"},"modified":"2026-02-04T14:13:47","modified_gmt":"2026-02-04T17:13:47","slug":"policia-civil-conclui-investigacao-sobre-a-morte-do-cao-comunitario-orelha-e-pede-internacao-de-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/02\/04\/policia-civil-conclui-investigacao-sobre-a-morte-do-cao-comunitario-orelha-e-pede-internacao-de-adolescente\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia Civil conclui investiga\u00e7\u00e3o sobre a morte do c\u00e3o comunit\u00e1rio \u201cOrelha\u201d e pede interna\u00e7\u00e3o de adolescente"},"content":{"rendered":"\n<p>A Pol\u00edcia Civil de Santa Catarina concluiu a investiga\u00e7\u00e3o que apurava as agress\u00f5es contra o c\u00e3o comunit\u00e1rio conhecido como Orelha, morto ap\u00f3s sofrer maus-tratos na regi\u00e3o da Praia Brava, no norte da capital. Ap\u00f3s reunir provas t\u00e9cnicas, imagens e depoimentos, a corpora\u00e7\u00e3o encaminhou \u00e0 Justi\u00e7a o pedido de interna\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de um adolescente, apontado como principal respons\u00e1vel pelo crime.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, quando o animal foi violentamente agredido. Orelha, que vivia h\u00e1 anos no bairro e era cuidado por moradores e comerciantes, foi encontrado ferido e levado para atendimento veterin\u00e1rio. Devido \u00e0 gravidade das les\u00f5es, ele n\u00e3o resistiu e morreu no dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Investiga\u00e7\u00e3o detalhada<\/p>\n\n\n\n<p>Para esclarecer os fatos, a Pol\u00edcia Civil mobilizou equipes especializadas e analisou centenas de horas de imagens de c\u00e2meras de seguran\u00e7a instaladas na regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, testemunhas foram ouvidas e provas t\u00e9cnicas foram cruzadas, incluindo dados de localiza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de vestimentas registradas nos v\u00eddeos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os levantamentos permitiram reconstruir a movimenta\u00e7\u00e3o dos suspeitos no hor\u00e1rio da agress\u00e3o. As imagens mostraram o deslocamento do adolescente at\u00e9 o local onde o animal foi encontrado ferido, contrariando a vers\u00e3o apresentada inicialmente em depoimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Laudos periciais apontaram que Orelha sofreu traumatismo grave na regi\u00e3o da cabe\u00e7a, provocado por objeto contundente, o que resultou em ferimentos incompat\u00edveis com a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Contradi\u00e7\u00f5es e novos elementos<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a apura\u00e7\u00e3o, os investigadores identificaram inconsist\u00eancias nas declara\u00e7\u00f5es do principal suspeito. Embora ele tenha afirmado que n\u00e3o esteve na cena do crime, as imagens comprovaram sua circula\u00e7\u00e3o pela \u00e1rea no per\u00edodo da agress\u00e3o.<br>Tamb\u00e9m foi apurado que familiares tentaram ocultar objetos que poderiam estar relacionados ao caso, como pe\u00e7as de vestu\u00e1rio utilizadas na madrugada do crime. O material, no entanto, foi localizado e analisado pelos peritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos ind\u00edcios reunidos, a Pol\u00edcia Civil representou pela interna\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria do adolescente, conforme previsto no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, para casos de infra\u00e7\u00f5es cometidas com grave viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros epis\u00f3dios investigados<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu\u00e9rito tamb\u00e9m apurou outro epis\u00f3dio envolvendo um segundo cachorro da regi\u00e3o, conhecido como Caramelo. Nesse caso, um grupo de adolescentes teria tentado agredir e colocar o animal em risco, mas ele conseguiu escapar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro menores foram responsabilizados por esse epis\u00f3dio. Al\u00e9m disso, tr\u00eas adultos foram indiciados por tentativa de coagir testemunhas, o que pode ter prejudicado o andamento das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Encaminhamento \u00e0 Justi\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Com a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito, todo o material foi encaminhado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao Poder Judici\u00e1rio, que agora ir\u00e3o analisar o caso e definir as medidas legais cab\u00edveis aos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edcia Civil refor\u00e7ou que o conjunto de provas foi constru\u00eddo com base em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e legais, respeitando os direitos dos investigados e o devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o e como\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A morte de Orelha causou grande como\u00e7\u00e3o entre moradores da Praia Brava e ganhou repercuss\u00e3o nas redes sociais. O animal era conhecido por circular livremente pela regi\u00e3o, sendo alimentado e cuidado por diversas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso reacendeu o debate sobre a viol\u00eancia contra animais, a responsabilidade dos respons\u00e1veis legais por menores e a necessidade de a\u00e7\u00f5es educativas para prevenir maus-tratos.<\/p>\n\n\n\n<p>Moradores e protetores independentes destacaram que a mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade foi fundamental para que o crime fosse investigado com rigor e para que os respons\u00e1veis fossem identificados.<br>Reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Civil de Santa Catarina concluiu a investiga\u00e7\u00e3o que apurava as agress\u00f5es contra o c\u00e3o comunit\u00e1rio conhecido como Orelha, morto ap\u00f3s sofrer maus-tratos na regi\u00e3o da Praia Brava, no norte da capital. 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