{"id":75778,"date":"2026-01-19T16:17:25","date_gmt":"2026-01-19T19:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=75778"},"modified":"2026-01-19T16:17:28","modified_gmt":"2026-01-19T19:17:28","slug":"simepar-registra-quatro-casos-de-nuvem-funil-em-menos-de-dez-dias-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/01\/19\/simepar-registra-quatro-casos-de-nuvem-funil-em-menos-de-dez-dias-no-parana\/","title":{"rendered":"Simepar registra quatro casos de nuvem funil em menos de dez dias no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Em nove dias, quatro casos de nuvem funil foram registrados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1 (Simepar) em diversas regi\u00f5es do Estado. A nuvem recebe este nome devido \u00e0 apar\u00eancia de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela se forma atrav\u00e9s de uma coluna de ar que est\u00e1 girando, e \u00e9 o est\u00e1gio inicial de forma\u00e7\u00e3o de um tornado \u2013 mas somente vir\u00e1 a se caracterizar como tornado se alcan\u00e7ar o solo e provocar ventos fortes.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro caso de 2026 foi no dia 9 de janeiro, por volta das 13h, em Ponta Grossa. O segundo no dia 11, tamb\u00e9m no per\u00edodo da tarde, em Paulo Frontin, pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com o estado de Santa Catarina. O terceiro foi no dia 15, por volta das 16h, em S\u00e3o Jorge do Iva\u00ed, perto de Maring\u00e1. O mais recente ocorreu na tarde do \u00faltimo s\u00e1bado (17), em Arapongas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de nuvem tende a ocorrer quando a atmosfera est\u00e1 muito inst\u00e1vel, e s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es mais comuns em c\u00e9lulas de tempestade. As nuvens funil ocorrem com certa frequ\u00eancia no Paran\u00e1, principalmente na primavera e no ver\u00e3o \u2013 esta\u00e7\u00f5es em que as tempestades s\u00e3o t\u00edpicas. Em muitos casos, sequer s\u00e3o filmadas e catalogadas. Podem tamb\u00e9m ocorrer em regi\u00f5es pouco habitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesta \u00e9poca do ano n\u00f3s temos os ingredientes b\u00e1sicos para a forma\u00e7\u00e3o de tempestades severas, que s\u00e3o a umidade do ar, calor e, \u00e0s vezes, alguma for\u00e7ante meteorol\u00f3gica, como frente fria, ciclone extratropical ou uma grande \u00e1rea de converg\u00eancia. Esses sistemas n\u00e3o atuam diretamente sobre o estado do Paran\u00e1, mas induzem a intensifica\u00e7\u00e3o das tempestades e, associado ao calor e \u00e0 umidade, esses eventos meteorol\u00f3gicos mais severos acabam se formando com maior frequ\u00eancia\u201d, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no ver\u00e3o, o levantamento for\u00e7ado do ar ocorre nas serras e montanhas, contribuindo para a intensifica\u00e7\u00e3o das tempestades. Quanto mais umidade e calor, elas ficam mais severas, podendo evoluir para superc\u00e9lulas, que s\u00e3o as grandes tempestades com desenvolvimento vertical muito intenso: podem passar, \u00e0s vezes, de 15 km de altitude.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDentro dessas tempestades, quando h\u00e1 o cisalhamento do vento, ou seja, quando o vento varia em dire\u00e7\u00e3o e em intensidade entre v\u00e1rias camadas da atmosfera, acaba acelerando o processo dentro das tempestades. Elas podem evoluir para a forma\u00e7\u00e3o de mesociclones, que s\u00e3o ventos girando dentro da nuvem, aproximadamente entre dois e 10 km, dependendo da severidade do sistema\u201d, afirma Reinaldo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, \u00e9 assim que se forma uma tempestade supercelular, que pode provocar ventos fortes, grande incid\u00eancia de raios, e chuva intensa em um intervalo curto de tempo. A rota\u00e7\u00e3o do vento dentro das superc\u00e9lulas pode favorecer a forma\u00e7\u00e3o da nuvem funil, que \u00e9 aquele n\u00facleo de condensa\u00e7\u00e3o em formato de funil, que desce da tempestade resultante da r\u00e1pida queda da press\u00e3o atmosf\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso cria aquele funil que n\u00e3o chega a tocar o solo, por isso que \u00e9 considerado uma nuvem funil. Se tocasse o solo, ele ia evoluir para um tornado, ou, sobre a \u00e1gua, seria uma tromba d&#8217;\u00e1gua. Ent\u00e3o, a nuvem funil n\u00e3o apresenta perigo para a popula\u00e7\u00e3o em solo, apenas para a avia\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta Reinaldo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante lembrar, entretanto, que a nuvem funil pode ser um processo inicial de um tornado, portanto a orienta\u00e7\u00e3o para quem v\u00ea o fen\u00f4meno \u00e9 se afastar, e se proteger em locais com estrutura de alvenaria. Dentro de uma casa o local mais seguro \u00e9 o banheiro, que tem a estrutura das paredes refor\u00e7ada pelo encanamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Simepar faz a previs\u00e3o de tempestades severas e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emite alertas para a popula\u00e7\u00e3o. Para receber os alertas, basta enviar um SMS do seu celular para o n\u00famero 40199 com o CEP de sua resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nove dias, quatro casos de nuvem funil foram registrados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1 (Simepar) em diversas regi\u00f5es do Estado. A nuvem recebe este nome devido \u00e0 apar\u00eancia de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. 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