{"id":73680,"date":"2025-10-20T10:34:49","date_gmt":"2025-10-20T13:34:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=73680"},"modified":"2025-10-20T10:34:51","modified_gmt":"2025-10-20T13:34:51","slug":"abelhas-sem-ferrao-transformam-escolas-do-parana-em-laboratorios-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/10\/20\/abelhas-sem-ferrao-transformam-escolas-do-parana-em-laboratorios-ambientais\/","title":{"rendered":"Abelhas sem ferr\u00e3o transformam escolas do Paran\u00e1 em laborat\u00f3rios ambientais"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas escolas estaduais do Paran\u00e1, as abelhas sem ferr\u00e3o deixaram de ser apenas tema de aula para se tornarem protagonistas da aprendizagem. Em col\u00e9gios da rede estadual como o J\u00falia Wanderley e o Le\u00f4ncio Correia, em Curitiba, as colmeias instaladas nos p\u00e1tios, nas \u00e1rvores e at\u00e9 nas paredes viraram parte da rotina dos alunos. Entre as atividades que passaram a fazer parte da rotina de aprendizagem est\u00e1 a alimenta\u00e7\u00e3o das colmeias, o estudo do comportamento das esp\u00e9cies e o equil\u00edbrio da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa surgiu da proposta de Educa\u00e7\u00e3o Socioambiental Interdisciplinar, integrante da grade curricular dos alunos do Ensino M\u00e9dio, que usa a cria\u00e7\u00e3o de abelhas nativas como porta de entrada para o ensino sobre biodiversidade, sustentabilidade e ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor Gabriel Portugal, do Col\u00e9gio Estadual Le\u00f4ncio Correia, o projeto tem mobilizado meninos e meninas em prol da preserva\u00e7\u00e3o ambiental e do conhecimento da natureza. \u201cN\u00f3s temos 12 caixas de abelhas na escola e j\u00e1 mapeamos seis colmeias que se desenvolveram naturalmente no terreno da escola. S\u00e3o cerca de 4 esp\u00e9cies diferentes que criamos h\u00e1 cinco anos, tendo como maior objetivo ensinar os alunos sobre os benef\u00edcios e import\u00e2ncia ecol\u00f3gica deste tipo de ecossistema\u201d, conta o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gabriel, os estudantes aprendem na pr\u00e1tica a import\u00e2ncia de se preservar a esp\u00e9cie e inclusive provam o mel produzido dentro da institui\u00e7\u00e3o. \u201cEles aprendem a cuidar delas, manejar, alimentar no inverno, reconhecer as esp\u00e9cies e perdem o medo dos insetos e abelhas que em geral todo mundo tem. Ano passado conseguimos fazer algumas divis\u00f5es de enxames, para gerar novos enxames a partir de uma matriz e neste m\u00eas de outubro estamos come\u00e7ando os estudos mais aprofundados sobre elas com nossas turmas\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas, todas nativas e sem ferr\u00e3o, como das esp\u00e9cies Jata\u00ed, Manda\u00e7aia e Mirim, fazem parte da paisagem da escola em colmeias feitas de madeira e material recicl\u00e1vel. A cada semana, grupos de estudantes alimentam os enxames com xarope e prote\u00edna natural e observam a atividade das oper\u00e1rias. Os espa\u00e7os tamb\u00e9m viraram abrigo de pesquisas, desenhos e reda\u00e7\u00f5es sobre ecologia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Col\u00e9gio J\u00falia Wanderley, a professora Rafaela Caroline Bartolamei, que coordena os projetos de sustentabilidade, detalha que as esp\u00e9cies de abelhas est\u00e3o espalhadas pela institui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que h\u00e1 colmeias em \u00e1rvores, nas paredes e at\u00e9 no cimento. \u201cA gente tem uma sala verde e estamos come\u00e7ando a implantar o nosso Jardim de Mel, como \u00e9 feito em a\u00e7\u00f5es governamentais. Ainda estamos no in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es, mas acreditamos que j\u00e1 para o ano que vem teremos avan\u00e7ado bem nessa iniciativa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EDUCA\u00c7\u00c3O ECOL\u00d3GICA EM REDE<\/strong>&nbsp;\u2013 Os col\u00e9gios J\u00falia Wanderley e Le\u00f4ncio Correia fazem parte de uma rede crescente de escolas estaduais que desenvolvem projetos pr\u00f3prios de meliponicultura educativa, inspirados em a\u00e7\u00f5es como o Poliniza Paran\u00e1 e os Jardins de Mel de Curitiba, mas com foco direto no ambiente escolar e no protagonismo dos alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>As iniciativas incluem desde a instala\u00e7\u00e3o de jardins com plantas nativas at\u00e9 oficinas sobre poliniza\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e reciclagem. As atividades envolvem professores de biologia, geografia, artes e at\u00e9 matem\u00e1tica, num trabalho interdisciplinar. O resultado \u00e9 vis\u00edvel: as escolas relatam maior engajamento estudantil, melhora no clima escolar e fortalecimento da educa\u00e7\u00e3o ambiental como pr\u00e1tica permanente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SUSTENTABILIDADE&nbsp;<\/strong>\u2013 O Paran\u00e1 tem hoje mais de 30 esp\u00e9cies de abelhas nativas sem ferr\u00e3o catalogadas, fundamentais para a poliniza\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica e para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.&nbsp;O Poliniza Paran\u00e1, um dos principais projetos dessa \u00e1rea, j\u00e1 conta com mais de 200 melipon\u00e1rios distribu\u00eddos em 29 munic\u00edpios, instalados em parques urbanos, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e edif\u00edcios p\u00fablicos, como os Pal\u00e1cios Igua\u00e7u e das Arauc\u00e1rias. Nos pr\u00f3ximos meses&nbsp;ser\u00e3o implantadas 87 novas col\u00f4nias de abelhas nativas sem ferr\u00e3o, com investimento estimado em R$ 92 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas escolas estaduais do Paran\u00e1, as abelhas sem ferr\u00e3o deixaram de ser apenas tema de aula para se tornarem protagonistas da aprendizagem. Em col\u00e9gios da rede estadual como o J\u00falia Wanderley e o Le\u00f4ncio Correia, em Curitiba, as colmeias instaladas nos p\u00e1tios, nas \u00e1rvores e at\u00e9 nas paredes viraram parte da rotina dos alunos. 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