{"id":73184,"date":"2025-10-08T11:24:23","date_gmt":"2025-10-08T14:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=73184"},"modified":"2025-10-08T11:24:26","modified_gmt":"2025-10-08T14:24:26","slug":"iat-reforca-alerta-para-evitar-temporada-de-resgastes-nas-montanhas-do-marumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/10\/08\/iat-reforca-alerta-para-evitar-temporada-de-resgastes-nas-montanhas-do-marumbi\/","title":{"rendered":"IAT refor\u00e7a alerta para evitar \u201ctemporada de resgastes\u201d nas montanhas do Marumbi"},"content":{"rendered":"\n<p>O Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo), grupamento formado por montanhistas experientes que atuam em parceria com o Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) para garantir a seguran\u00e7a de visitantes no Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, no Litoral, faz um alerta importante: 75% das ocorr\u00eancias registradas na Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o ocorrem entre outubro e maio, fora da chamada \u201ctemporada de montanha\u201d, um per\u00edodo marcado por chuvas mais intensas, calor elevado e menos pontos de hidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento, finalizado em 2023 com base em cadastros e registros de incidentes e acidentes, foi publicado pela organiza\u00e7\u00e3o SciELO Brasil, especializada em artigos cient\u00edficos, e revela ainda que, entre os casos analisados, 58% dos incidentes est\u00e3o relacionados a atrasos, cansa\u00e7o e desidrata\u00e7\u00e3o; 39% envolvem quedas, fraturas ou doen\u00e7as; e 3% correspondem a situa\u00e7\u00f5es de p\u00e2nico ou vertigem. A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que 56% dos visitantes s\u00e3o estreantes, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia do planejamento e do conhecimento pr\u00e9vio das trilhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trajetos mais procurados, Rochedinho (22%), Olimpo (21%) e Abrolhos (20%), concentram a maior parte das ocorr\u00eancias, principalmente pela combina\u00e7\u00e3o entre o alto n\u00famero de visitantes e o n\u00edvel de exig\u00eancia f\u00edsica. O estudo levou em considera\u00e7\u00e3o uma m\u00e9dia ponderada de dados de 41.631 visitantes, entre os anos de 2002 e 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Caius Marcellus Ferreira, coordenador de Comunica\u00e7\u00e3o do Cosmo, durante a temporada de montanha \u00e9 comum que o p\u00fablico seja mais experiente, chegue cedo, utilize os equipamentos adequados e conhe\u00e7a bem os caminhos. J\u00e1 fora da temporada, ressalta ele, o perfil dos frequentadores costuma ser mais variado, o que pode resultar em situa\u00e7\u00f5es de maior exig\u00eancia f\u00edsica, como enfrentar o calor intenso e a menor disponibilidade de pontos de hidrata\u00e7\u00e3o, fatores que demandam aten\u00e7\u00e3o redobrada para evitar incidentes, como quedas ou pequenas contus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando dizemos que, ao encerrar a temporada de montanha, come\u00e7a a temporada de resgates, pode at\u00e9 parecer uma brincadeira, mas na verdade \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o baseada em dados preocupantes. O n\u00famero de atendimentos \u00e9 significativo e serve como um alerta. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde desidrata\u00e7\u00e3o severa at\u00e9 exaust\u00e3o extrema, o que muitas vezes impede a pessoa de continuar a trilha ou at\u00e9 mesmo de se locomover\u201d, destaca Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os principais fatores que levam \u00e0 necessidade de resgate s\u00e3o a falta de preparo f\u00edsico, o desconhecimento do terreno e o planejamento inadequado, respons\u00e1veis por seis em cada dez atendimentos. \u201cO cansa\u00e7o compromete o julgamento, o que pode resultar em decis\u00f5es erradas e, consequentemente, acidentes mais graves. Por isso, refor\u00e7amos sempre a import\u00e2ncia do preparo, da hidrata\u00e7\u00e3o e do planejamento adequado, especialmente fora da temporada\u201d, diz o t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os itens do checklist que todo montanhista deve cumprir, Ferreira cita a necessidade de equipamentos compat\u00edveis com a atividade, como cal\u00e7ados, perneiras e lanternas com pilha reserva, al\u00e9m do preenchimento do cadastro obrigat\u00f3rio com destino exato da trilha \u2013 qualquer altera\u00e7\u00e3o de trajeto sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e9 considerada infra\u00e7\u00e3o grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante, destaca ele, \u00e9 respeitar o hor\u00e1rio limite para acesso \u00e0s trilhas: impreterivelmente \u00e0s 9 horas. \u201cS\u00e3o itens que fazem parte de uma estrutura m\u00ednima obrigat\u00f3ria de recursos para trazer um pouco mais de seguran\u00e7a para o visitante. E \u00e9 sempre bom lembrar, o celular n\u00e3o serve como lanterna. Serve para chamar ajuda em caso de necessidade\u201d, afirma o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESGATE<\/strong>&nbsp;\u2013 Quando o resgate \u00e9 necess\u00e1rio, um plantonista conhecido como \u201ccoelho\u201d, vinculado ao Cosmo, \u00e9 designado para acessar a v\u00edtima com uma mochila de resgate, equipada para diferentes situa\u00e7\u00f5es. O protocolo b\u00e1sico inclui estabiliza\u00e7\u00e3o, hidrata\u00e7\u00e3o e, se poss\u00edvel, o in\u00edcio da descida assistida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos mais severos, pode ser necess\u00e1ria a remo\u00e7\u00e3o a\u00e9rea pelo Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar de Opera\u00e7\u00f5es A\u00e9reas (BPMOA), desde que haja disponibilidade de aeronave e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando h\u00e1 les\u00f5es que impossibilitam a locomo\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, como fraturas ou luxa\u00e7\u00f5es, e a evacua\u00e7\u00e3o a\u00e9rea n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, o resgate \u00e9 feito por via terrestre. Nessas situa\u00e7\u00f5es, estima-se que, para cada hora de subida, s\u00e3o necess\u00e1rias at\u00e9 10 horas de descida com maca, um processo complexo que envolve grande esfor\u00e7o humano e log\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o chefe do Parque Estadual Pico do Marumbi, Gabriel Camargo Macedo, para garantir a seguran\u00e7a e proporcionar uma experi\u00eancia satisfat\u00f3ria no parque, \u00e9 fundamental que os visitantes sigam os protocolos, incluindo o cadastro, a identifica\u00e7\u00e3o e a assinatura do termo de risco, al\u00e9m das orienta\u00e7\u00f5es do pessoal do Corpo de Socorro em Montanha. \u201cEsses procedimentos funcionam como mecanismos de seguran\u00e7a, garantindo que, em caso de emerg\u00eancia ou necessidade de resgate, o visitante esteja em um ambiente controlado e acompanhado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE de qualquer forma, independentemente da \u00e9poca do ano, a pessoa que vai fazer qualquer trilha deve estar atenta \u00e0 hidrata\u00e7\u00e3o e \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Se preparar adequadamente\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ATRATIVOS<\/strong>&nbsp;\u2013 O Parque Estadual Pico do Marumbi tem 8,7 mil hectares de \u00e1rea e \u00e9 classificado como Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza de Prote\u00e7\u00e3o Integral, ou seja, um complexo ambiental com objetivo principal de conservar a rica biodiversidade local.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais atrativos, destaque para parte da hist\u00f3rica Ferrovia Paranagu\u00e1-Curitiba, com diversas constru\u00e7\u00f5es antigas como as Esta\u00e7\u00f5es do Marumbi e Engenheiro Lange. Vale a visita tamb\u00e9m ao Salto dos Macacos; Caminho do Itupava; Conjunto do Marumbi, formado por diversos Picos que superam mil metros de altitude, como a Ponta do Tigre (1.400 m); e as trilhas Noroeste, Frontal e Morro do Rochedinho.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo), grupamento formado por montanhistas experientes que atuam em parceria com o Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) para garantir a seguran\u00e7a de visitantes no Parque Estadual Pico do Marumbi, em Morretes, no Litoral, faz um alerta importante: 75% das ocorr\u00eancias registradas na Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o ocorrem entre outubro e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73185,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-73184","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pico_marumbi_011.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73184"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73186,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73184\/revisions\/73186"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}