{"id":72929,"date":"2025-10-03T07:59:00","date_gmt":"2025-10-03T10:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=72929"},"modified":"2025-10-03T07:59:02","modified_gmt":"2025-10-03T10:59:02","slug":"parana-detem-146-da-producao-nacional-de-mel-e-se-torna-lider-do-setor-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/10\/03\/parana-detem-146-da-producao-nacional-de-mel-e-se-torna-lider-do-setor-no-pais\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 det\u00e9m 14,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional de mel e se torna l\u00edder do setor no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p>O Paran\u00e1 \u00e9 o maior produtor de mel do Pa\u00eds. De acordo com o \u00faltimo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), em 2024, o estado produziu 9,8 mil toneladas de mel, 16% a mais que em 2023. A informa\u00e7\u00e3o faz parte do\u00a0Boletim Semanal do Deral\u00a0(Departamento de Economia Rural) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A publica\u00e7\u00e3o ainda mostra detalhes das exporta\u00e7\u00f5es de soja e de bovinos, bem como o avan\u00e7o da colheita de trigo, e mapeia as produ\u00e7\u00f5es su\u00ednos para reprodu\u00e7\u00e3o, gramados e plantas perenes ornamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 det\u00e9m 14,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional de mel. Em seguida est\u00e3o o Piau\u00ed (12,6%), Rio Grande do Sul (12%), Minas Gerais (10,9), S\u00e3o Paulo (10%) e Cear\u00e1 (9%). A regi\u00e3o Nordeste continua se destacando como a maior produtora nacional, com um total de 26.527 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois munic\u00edpios paranaenses se destacam no p\u00f3dio da produ\u00e7\u00e3o nacional de mel. Arapoti \u00e9 o segundo maior produtor nacional, com 1.125.130 quilos, e Ortigueira est\u00e1 em quinto lugar, com 805.000 quilos, os dois munic\u00edpios est\u00e3o localizados nos Campos Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, a produ\u00e7\u00e3o nacional de mel de 2024 ficou em 67.304 toneladas e \u00e9 o mais alto valor j\u00e1 registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, desde 2016. O setor vem alcan\u00e7ado recordes a cada ano. O veterin\u00e1rio Roberto Carlos Andrade e Silva, do Deral, lembra que a produ\u00e7\u00e3o vem se mantendo, apesar das adversidades clim\u00e1ticas, amea\u00e7a dos agrot\u00f3xicos, desmatamentos e polui\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOJA E TRIGO<\/strong>&nbsp;\u2013 De janeiro a agosto deste ano as exporta\u00e7\u00f5es de soja alcan\u00e7aram 11,15 milh\u00f5es de toneladas. Quanto a pr\u00f3xima safra, de acordo com os levantamentos do Deral, na \u00faltima semana o plantio atingiu 26% da \u00e1rea estimada, 5,77 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os produtores de trigo, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 que neste in\u00edcio de m\u00eas a saca do cereal foi cotada a R$ 65. O Paran\u00e1 plantou 825 mil hectares e deve produzir 2,68 milh\u00f5es de toneladas de trigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de 53% da \u00e1rea colhida no Paran\u00e1 a oferta de trigo chegou a 1 milh\u00e3o de toneladas em setembro. At\u00e9 o fim deste m\u00eas essa oferta deve dobrar. Hugo Godinho, do Deral, explicou que a demanda mensal brasileira \u00e9 pr\u00f3xima de 1 milh\u00e3o de toneladas, o que deve gerar um excedente na oferta no fim deste m\u00eas. Mesmo com o encerramento da colheita do trigo paranaense em novembro, os baixos pre\u00e7os devem continuar com a press\u00e3o das colheitas no Rio Grande do Sul e Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>O boletim desta semana destaca ainda a produ\u00e7\u00e3o de gramados e plantas perenes ornamentais que geram uma renda bruta de R$ 164,7 milh\u00f5es ou 60,6% do VBP (Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o) dos produtos da floricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o de Maring\u00e1 lidera a produ\u00e7\u00e3o de gramas com 28,3% desse total, seguida pelas regi\u00f5es de Curitiba (24,5%), Londrina (16,1%), Cascavel (14%). De acordo com o Deral, Marialva, no Noroeste, \u00e9 o munic\u00edpio com a maior \u00e1rea de grama no estado, 3,7 milh\u00f5es de m\u00b2. Por\u00e9m, o neg\u00f3cio do cultivo de gramados est\u00e1 presente em 47 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as plantas perenes ornamentais movimentaram R$ 35,2 milh\u00f5es em VBP com a produ\u00e7\u00e3o de 1,72 milh\u00e3o de unidades. As regi\u00f5es de Curitiba e Maring\u00e1 s\u00e3o as maiores produtoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SU\u00cdNOS E BOVINOS<\/strong>&nbsp;\u2013 Na \u00e1rea da suinocultura, o Paran\u00e1 apresentou um aumento de 33,9% na cria\u00e7\u00e3o de animais com finalidade de reprodu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o animais, f\u00eameas e machos, provenientes de granjas comerciais, voltados ao melhoramento gen\u00e9tico dos rebanhos. Priscila Marcenovicz, do Deral, informou que no per\u00edodo analisado o VPB de su\u00ednos f\u00eameas apresentou crescimento de 5,5%, chegando a R$ 668,4 milh\u00f5es. O VPB de su\u00ednos machos reprodutores teve um aumento mais significativo, 145%, atingindo R$ 395,5 milh\u00f5es em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouro Verde do Oeste \u00e9 l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de su\u00ednos reprodutores, com 21,6% do total estadual. Toledo, com 16,7%, est\u00e1 em segundo lugar e S\u00e3o Pedro do Igua\u00e7u, com 8,9%, ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o. Priscila ressalta que esses resultados evidenciam a relev\u00e2ncia da suinocultura de reprodu\u00e7\u00e3o na economia paranaense e sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para diversos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es continuam sustentando os pre\u00e7os da carne bovina. Em agosto foram embarcadas 295 mil toneladas de carne brasileira, gerando US$ 1,6 bilh\u00e3o. O produto continua valorizado no mercado externo. A carne vem sendo comercializada a US$ 5,40\/kg, contra os US$ 4,35 no mesmo m\u00eas do ano passado. No mercado interno os pre\u00e7os seguem em alta. No atacado paranaense o quilo do dianteiro foi comercializado a R$ 18,33, em m\u00e9dia, ao longo de setembro. O traseiro atingiu R$ 24,95. Esses valores est\u00e3o 32% e 15% mais altos, respectivamente, que no mesmo m\u00eas de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FRANGOS<\/strong>&nbsp;\u2013 O custo de produ\u00e7\u00e3o do frango vivo no Paran\u00e1, criado em avi\u00e1rios climatizados, est\u00e1 em queda. De acordo com a Central de Intelig\u00eancia de Aves e Su\u00ednos (CIAS) da Embrapa Su\u00ednos, o valor de R$ 4,59\/kg, em agosto deste ano, \u00e9 0,2% menor em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, mas \u00e9 1,3% maior que o valor de agosto do ano passado. Ainda assim fica abaixo dos custos de produ\u00e7\u00e3o de outros estados como Santa Catarina (R$5,08\/kg) e Rio Grande do Sul (R$ 5,04).<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado do ano, o ICPFrango apresentou uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 4,09%. Em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, o \u00edndice registrou quedas nos gastos com ra\u00e7\u00e3o das aves e gen\u00e9tica, mas houve aumento nos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica. Levando-se em conta os \u00faltimos doze meses, foram registradas baixas nos custos de ra\u00e7\u00e3o (2,53%) e m\u00e3o de obra (2,31%). Houve tamb\u00e9m uma alta nos custos da gen\u00e9tica (16,5%), sanidade (9,2%), transporte (1,8%) e energia el\u00e9trica (1,45%).<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1 a alimenta\u00e7\u00e3o dos frangos de corte atingiu o valor de R$ 2,94\/kg, passando a representar 64,05% do custo total de produ\u00e7\u00e3o (R$ 4,59\/kg). Esse valor \u00e9 3,97% menor do que em agosto de 2024, quando atingiu R$ 3,02\/kg. Em agosto deste ano o pre\u00e7o nominal m\u00e9dio do frango vivo ao produtor ficou em R$ 4,92\/kg, com uma retra\u00e7\u00e3o de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o m\u00e9dio de julho, que ficou em R$ 5,01\/kg e 6% acima do praticado em agosto do ano passado (R$ 4,64\/kg).<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 \u00e9 o maior produtor de mel do Pa\u00eds. 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