{"id":72235,"date":"2025-09-17T13:01:07","date_gmt":"2025-09-17T16:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=72235"},"modified":"2025-09-17T13:01:09","modified_gmt":"2025-09-17T16:01:09","slug":"integracao-e-precisao-conheca-o-trabalho-das-forcas-de-seguranca-em-explosoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/09\/17\/integracao-e-precisao-conheca-o-trabalho-das-forcas-de-seguranca-em-explosoes\/","title":{"rendered":"Integra\u00e7\u00e3o e precis\u00e3o: conhe\u00e7a o trabalho das for\u00e7as de seguran\u00e7a em explos\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Basta um chamado para que o protocolo seja colocado em pr\u00e1tica: Esquadr\u00e3o Antibombas, bombeiros e Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Paran\u00e1. Em poucos minutos, diferentes equipes chegam ao local e passam a atuar de forma coordenada. Em casos que envolvem explos\u00f5es, cada minuto conta \u2014 da garantia da seguran\u00e7a imediata at\u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o de vest\u00edgios que podem esclarecer como e por que o epis\u00f3dio ocorreu. E essa integra\u00e7\u00e3o entre for\u00e7as \u00e9 o que possibilita a constru\u00e7\u00e3o de provas t\u00e9cnicas que sustentam uma investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA coopera\u00e7\u00e3o em diferentes \u00e1reas \u00e9 extremamente importante, principalmente em sistemas complexos\u201d, afirma o perito da Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Paran\u00e1 (PCIPR), Jerry Gandin. \u201cPara entender como ocorreu uma explos\u00e3o, precisamos de uma equipe multidisciplinar. Ent\u00e3o \u00e9 importante a presen\u00e7a de profissionais de diferentes \u00e1reas e que a gente integre esses diferentes grupos, cada um com sua especialidade, expertise e habilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho come\u00e7a com a atua\u00e7\u00e3o dos esquadr\u00f5es antibombas, da Pol\u00edcia Militar, e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), respons\u00e1veis por avaliar os riscos e neutralizar poss\u00edveis amea\u00e7as antes que qualquer outro time possa acessar a \u00e1rea. Essa etapa \u00e9 fundamental para preservar vidas e garantir que o ambiente esteja seguro para a coleta de materiais. Cada procedimento adotado por essas equipes precisa ser cuidadosamente planejado, j\u00e1 que qualquer interven\u00e7\u00e3o pode impactar diretamente as an\u00e1lises posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Como explica o capit\u00e3o Daniel Keiny Cardoso, do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (BOPE), a atua\u00e7\u00e3o dos profissionais busca, prioritariamente, garantir condi\u00e7\u00f5es seguras para que as equipes possam acessar o local para buscas e coletas de vest\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Esquadr\u00e3o Antibombas realiza varreduras em busca de explosivos e artefatos explosivos remanescentes no local realizando, quando encontrados, a neutraliza\u00e7\u00e3o, desativa\u00e7\u00e3o e\/ou destrui\u00e7\u00e3o desses materiais, evitando riscos adicionais aos profissionais que atuam na ocorr\u00eancia e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e especializada da unidade \u00e9 determinante para a estabiliza\u00e7\u00e3o inicial da \u00e1rea que, muitas vezes, se encontra com potencial de novos incidentes\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>O BOPE mant\u00e9m suas a\u00e7\u00f5es de forma cont\u00ednua ao longo de toda a investiga\u00e7\u00e3o, garantindo a seguran\u00e7a da \u00e1rea e prestando apoio \u00e0s demais for\u00e7as de seguran\u00e7a e \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos durante todo o per\u00edodo em que os trabalhos policiais e periciais s\u00e3o realizados no local.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma paralela, o CBM alinha reuni\u00f5es com o Esquadr\u00e3o Antibombas para avaliar os riscos ao encontrar material explosivo n\u00e3o deflagrado. \u201cEsse \u00e9 o maior risco que as equipes enfrentam, mas a queda de estruturas, de pedras e de terra no caso de desabamentos pode causar traumas. Por isso os bombeiros usam capacetes e luvas especiais\u201d, afirma a capit\u00e3 do Corpo de Bombeiros Militar do Paran\u00e1, Luisiana Guimar\u00e3es Cavalca.<\/p>\n\n\n\n<p>A capit\u00e3 ainda explica que toda a a\u00e7\u00e3o da corpora\u00e7\u00e3o \u00e9 para garantir a seguran\u00e7a das equipes que v\u00e3o trabalhar nos ambientes. \u201cAs explos\u00f5es causam, por exemplo, inc\u00eandios, problemas estruturais, ocorr\u00eancias de buscas e resgates de v\u00edtimas em estruturas colapsadas. Os bombeiros eliminam os focos de fogo, o oficial da primeira equipe faz a averigua\u00e7\u00e3o dos riscos no local e estabelece um per\u00edmetro de seguran\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a \u00e1rea liberada, a per\u00edcia criminal assume o cen\u00e1rio para identificar as causas da explos\u00e3o. A an\u00e1lise inclui desde a busca por fragmentos met\u00e1licos e res\u00edduos qu\u00edmicos at\u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica da ocorr\u00eancia. O trabalho, nestes casos, \u00e9 como montar um quebra-cabe\u00e7a: cada detalhe encontrado, em conjunto, pode revelar o tipo de material utilizado, a forma como foi acionado e at\u00e9 os ind\u00edcios sobre sua proced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma ferramenta por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 capaz de reconhecer a causa. \u00c9 muito mais a expertise dos profissionais envolvidos que v\u00e3o auxiliar na conclus\u00e3o da per\u00edcia\u201d, destaca Gandin. \u201cUm atentado, por exemplo, envolve a coloca\u00e7\u00e3o de um artefato onde n\u00e3o deveria ter explosivos. Um acidente, por outro lado, muda a forma de an\u00e1lise, porque a gente deixa de procurar aquilo que n\u00e3o existia e passa a tentar achar algum erro naquilo que j\u00e1 existe. Ent\u00e3o \u00e9 um processo mais complexo, envolve mais conhecimento, an\u00e1lise de projetos e tamb\u00e9m um registro de dados mais detalhado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TECNOLOGIA<\/strong>&nbsp;\u2013 Nestes casos, o uso de novas tecnologias tem transformado a rotina de documenta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise. Isso porque ferramentas como drones e scanners 3D permitem criar uma representa\u00e7\u00e3o detalhada do ambiente, j\u00e1 que ajudam a localizar com maior precis\u00e3o o ponto de origem da explos\u00e3o, evitam retrabalhos, como voltar ao local para coletar novas imagens, e tornam a documenta\u00e7\u00e3o muito mais completa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom estes equipamentos, fazemos um levantamento de pontos da regi\u00e3o e das deforma\u00e7\u00f5es encontradas. A partir disso, \u00e9 poss\u00edvel identificar o ponto de origem, o epicentro dessa explos\u00e3o e, com isso, realizar os c\u00e1lculos que v\u00e3o auxiliar a documenta\u00e7\u00e3o\u201d, explica o perito da PCIPR.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, a Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Paran\u00e1 tem refor\u00e7ado seu trabalho por meio de capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e investimentos em tecnologia. Equipamentos como\u00a0scanners de alta precis\u00e3o, softwares de modelagem 3D e ferramentas avan\u00e7adas de an\u00e1lise qu\u00edmica ampliam a capacidade de investiga\u00e7\u00e3o e reduzem o tempo necess\u00e1rio para emiss\u00e3o de laudos periciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com toda a tecnologia, o fator humano permanece insubstitu\u00edvel. \u201cA tecnologia auxilia, mas \u00e9 a experi\u00eancia e o conhecimento do profissional que transformam os dados em informa\u00e7\u00f5es \u00fateis. Sem a coordena\u00e7\u00e3o entre especialistas de diferentes \u00e1reas, toda a opera\u00e7\u00e3o perderia efici\u00eancia e seguran\u00e7a\u201d, conclui o perito Jerry Gandin.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basta um chamado para que o protocolo seja colocado em pr\u00e1tica: Esquadr\u00e3o Antibombas, bombeiros e Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Paran\u00e1. Em poucos minutos, diferentes equipes chegam ao local e passam a atuar de forma coordenada. 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