{"id":7108,"date":"2019-04-18T10:10:18","date_gmt":"2019-04-18T13:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=7108"},"modified":"2019-04-18T10:10:19","modified_gmt":"2019-04-18T13:10:19","slug":"casos-de-tuberculose-sobem-no-parana-e-acendem-o-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/18\/casos-de-tuberculose-sobem-no-parana-e-acendem-o-alerta\/","title":{"rendered":"Casos de tuberculose sobem no Paran\u00e1 e acendem o alerta"},"content":{"rendered":"\n<p>A cada quatro horas, um novo caso de tuberculose \u00e9 diagnosticado no Paran\u00e1. Segundo informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, enquanto o Brasil registrou queda de 0,63% no n\u00famero de diagn\u00f3sticos em 2018, no estado foi verificado crescimento de 10,9%, o que coloca o Paran\u00e1 como uma das 12 unidades da federa\u00e7\u00e3o que registraram alta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, foram registrados um total de 2.248 novos casos de tuberculose no Paran\u00e1, o maior n\u00famero de diagn\u00f3sticos da doen\u00e7a desde 2013. J\u00e1 em 2017, haviam sido registrados 2.027 ocorr\u00eancias. Com o aumento de casos, a taxa de incid\u00eancia por 100 mil habitantes subiu cerca de 10%, passando de 17,9 para 19,7.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) avalia que os n\u00fameros registrados no estado ainda s\u00e3o considerados aceit\u00e1veis. O estado, inclusive, pretende, at\u00e9 2035, alcan\u00e7ar uma taxa de menos de 10 casos por 100 mil habitantes. Para tanto, desde o ano passado, em todo o Brasil, come\u00e7ou a ser implementado o novo Sistema de Notifica\u00e7\u00e3o de Tratamento da Infec\u00e7\u00e3o Latente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tuberculose \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica que s\u00f3 controlaremos com monitoramento e alinhamento de esfor\u00e7os\u201d, afirmou recentemente o secret\u00e1rio da Sa\u00fade do Paran\u00e1, Beto Preto, explicando que o novo sistema de abordagem tem dois focos: o primeiro, pessoas que tiveram contato com pacientes com tuberculose, que vivam com HIV, fa\u00e7am terapias imunossupressoras (tratamento de tumores e per\u00edodos de pr\u00e9-transplante) e diab\u00e9ticos; o segundo, identificar os casos sintom\u00e1ticos respirat\u00f3rios, ou seja, pessoas com tosse h\u00e1 mais de 3 semanas e que tamb\u00e9m devem ser encaminhadas para o teste.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, 10% das pessoas infectadas v\u00e3o desenvolver a forma ativa e contagiosa da doen\u00e7a em algum momento da vida. A transmiss\u00e3o ocorre de forma direta, ou seja, de um doente ao outro, principalmente pela via respirat\u00f3ria, ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir. A estimativa \u00e9 que, em um ano, um indiv\u00edduo infectado pode contaminar, em m\u00e9dia, de 10 a 15 pessoas. Essas bact\u00e9rias podem se depositar em roupas, len\u00e7\u00f3is, copos e outros objetos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doen\u00e7a est\u00e1 se tornando cada vez mais resistente, diz m\u00e9dico<\/strong><br>De acordo com o m\u00e9dico Aier Adriano Costa, do aplicativo Docway, os casos de tuberculose resistente (quando a doen\u00e7a n\u00e3o responde aos principais medicamentos) s\u00e3o cada vez mais comuns. Assim, segundo, ele, a chave para o controle do problema \u00e9 a r\u00e1pida detec\u00e7\u00e3o, que pode ser feita por meio da tradicional baciloscopia, um meio r\u00e1pido de triagem que pode auxiliar na detec\u00e7\u00e3o precoce do bacilo, ou via Biologia Molecular com o avan\u00e7ado \u201cMycobacterium Tuberculosis (MTB) detec\u00e7\u00e3o por PCR\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda destaca que o principal sintoma da doen\u00e7a \u00e9 a tosse. \u201c\u00c9 recomendado que as pessoas que estejam com tosse h\u00e1 tr\u00eas semanas ou mais procurem um m\u00e9dico para que o caso possa ser investigado e a suspeita da doen\u00e7a afastada. Em casos positivos, a doen\u00e7a pode ser tratada corretamente\u201d, diz o especialista. Existem ainda outros sintomas que podem aparecer al\u00e9m da tosse, como a febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansa\u00e7o\/fadiga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mortes<\/strong><br>A tuberculose \u00e9 transmitida pelo ar, no espirro ou tosse. E pode matar, principalmente por conta de sua elevada capacidade de infectar os pulm\u00f5es, al\u00e9m de outras partes do corpo humano (como os ossos e o sistema nervoso). O tratamento contra a tuberculose come\u00e7a ap\u00f3s confirma\u00e7\u00e3o bacteriol\u00f3gica, tem dura\u00e7\u00e3o de 6 meses e a medica\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no SUS. Nos \u00faltimos cinco anos com dados dispon\u00edveis (2013-2017), inclusive, foram registradas 22.711 mortes em decorr\u00eancia da doen\u00e7a em todo o Brasil, das quais 636 ocorreram no Paran\u00e1. No \u00faltimo ano (2017), entretanto, houve redu\u00e7\u00e3o de 13,19% no n\u00famero de mortes no Paran\u00e1, que passaram de 144 para 125. J\u00e1 no Brasil, o n\u00famero de \u00f3bitos nesse mesmo per\u00edodo subiu 1,14%, passando de 4.483 para 4.534. Dados referentes a 2018, contudo, s\u00f3 dever\u00e3o ser divulgados em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Casos novos de tuberculose<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>2018: 72.788&nbsp;<br>2017: 73.249<br>2016: 70.669<br>2015: 69.775<br>2014:&nbsp; 70.039<br>2013:&nbsp; 71.192<\/p>\n\n\n\n<p>TOTAL: 427.712<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paran\u00e1<\/strong><br>2018: 2.248<br>2017: 2.027<br>2016: 2.106<br>2015: 2.122<br>2014: 2.200<br>2013: 2.285&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>TOTAL: 12.988<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mortes por tuberculose<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil<\/strong><br>2017: 4.534<br>2016: 4.483<br>2015: 4.610<br>2014: 4.467<br>2013:&nbsp; 4.617<\/p>\n\n\n\n<p>TOTAL: 22.711<br><br><strong>Paran\u00e1<\/strong><br>2017: 125<br>2016: 144<br>2015: 125<br>2014: 108<br>2013: 134<\/p>\n\n\n\n<p>TOTAL: 636<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estados que registraram alta de casos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Roraima: 15,98%<\/p>\n\n\n\n<p>Tocantins: 23,9%<\/p>\n\n\n\n<p>Maranh\u00e3o: 1,24%<\/p>\n\n\n\n<p>Piau\u00ed: 3,54%<\/p>\n\n\n\n<p>Cear\u00e1: 1,6%<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Grande do Norte: 4,91%<\/p>\n\n\n\n<p>Sergipe: 13,91%<\/p>\n\n\n\n<p>Minas Gerais: 2,86%<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00edrito Santo: 9,93%<\/p>\n\n\n\n<p>Paran\u00e1: 10,9%<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso do Sul: 18,68%<\/p>\n\n\n\n<p>Distrito Federal: 15,48%<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Sinan\/SVS\/MS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada quatro horas, um novo caso de tuberculose \u00e9 diagnosticado no Paran\u00e1. 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