{"id":70980,"date":"2025-07-25T11:53:08","date_gmt":"2025-07-25T14:53:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=70980"},"modified":"2025-07-25T11:53:14","modified_gmt":"2025-07-25T14:53:14","slug":"tst-mantem-responsabilidade-da-portos-do-parana-por-pagamento-do-adicional-de-insalubridade-a-um-trabalhador-terceirizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/07\/25\/tst-mantem-responsabilidade-da-portos-do-parana-por-pagamento-do-adicional-de-insalubridade-a-um-trabalhador-terceirizado\/","title":{"rendered":"TST mant\u00e9m responsabilidade da Portos do Paran\u00e1 por pagamento do adicional de insalubridade a um trabalhador terceirizado"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Laudo apontou insalubridade em grau m\u00e1ximo por exposi\u00e7\u00e3o a agentes biol\u00f3gicos em processo movido por funcion\u00e1rio da coleta de res\u00edduos dentro do porto de Paranagu\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou, por unanimidade, o recurso da Portos do Paran\u00e1 contra o reconhecimento de sua responsabilidade pelo pagamento do adicional de insalubridade a um auxiliar de produ\u00e7\u00e3o terceirizado. Segundo a decis\u00e3o divulgada pelo Tribunal no \u00faltimo dia 14, o colegiado entendeu que o tomador de servi\u00e7os \u2013 no caso, a empresa p\u00fablica que administra os Portos de Paranagu\u00e1 e Antonina \u2013 tem o dever de zelar pelas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a dos terceirizados que atuam em suas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O empregado tinha v\u00ednculo com a HMS Transporte e Loca\u00e7\u00e3o de Ca\u00e7ambas, contratada pela Portos do Paran\u00e1 para coletar lixo e res\u00edduos s\u00f3lidos no p\u00e1tio do Porto de Paranagu\u00e1. De acordo com laudo pericial que faz parte do processo, o funcion\u00e1rio era exposto de forma cont\u00ednua a agentes biol\u00f3gicos, o que caracteriza insalubridade em grau m\u00e1ximo, como preconiza a Norma Regulamentadora (NR) 15 do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acatou parcialmente o entendimento do TRT<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Antes de a defesa da Portos recorrer \u00e0 inst\u00e2ncia superior, o caso havia sido apreciado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR), que reconheceu a responsabilidade subsidi\u00e1ria da empresa p\u00fablica por todas as verbas devidas ao trabalhador. A decis\u00e3o se baseou na aus\u00eancia de provas efetivas de que o \u00f3rg\u00e3o teria fiscalizado o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e na presun\u00e7\u00e3o de neglig\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica na fiscaliza\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a relatora do recurso, ministra Dela\u00edde Alves Miranda Arantes, destacou que o STF, ao julgar a mat\u00e9ria em repercuss\u00e3o geral, fixou que a responsabilidade subsidi\u00e1ria da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o pode ser presumida pela simples aus\u00eancia de prova da fiscaliza\u00e7\u00e3o. <em>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio que a parte autora demonstre, de forma objetiva, que a conduta do ente p\u00fablico que tenha contribu\u00eddo para o descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es\u201d<\/em>, diz trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o TRT atribuiu responsabilidade \u00e0 Portos do Paran\u00e1 com base exclusiva no fato de que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o provou a fiscaliza\u00e7\u00e3o, ou seja, inverteu o \u00f4nus da prova, o que contraria o entendimento do Supremo. Por isso, a relatora reformou parcialmente a decis\u00e3o regional para afastar a responsabilidade subsidi\u00e1ria do porto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s parcelas trabalhistas que n\u00e3o envolviam o adicional de insalubridade, informou o TST.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Garantia de sa\u00fade e seguran\u00e7a de terceirizados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Como no caso do adicional de insalubridade a condena\u00e7\u00e3o foi mantida, a ministra relatora explicou que o tomador de servi\u00e7os deve garantir condi\u00e7\u00f5es adequadas de sa\u00fade e seguran\u00e7a aos trabalhadores terceirizados que atuam em suas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita no TST desde o ano de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>JB Litoral<\/em> procurou os escrit\u00f3rios de advocacia que representam a HMS Transporte e Loca\u00e7\u00e3o de Ca\u00e7ambas (Galli Advogados) e o funcion\u00e1rio em quest\u00e3o (Spaluto Advocacia), e aguarda retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, a reportagem tamb\u00e9m questionou se a Portos do Paran\u00e1 ir\u00e1 se manifestar sobre a decis\u00e3o judicial e n\u00e3o obteve retorno at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Reda\u00e7\u00e3o JB Litoral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laudo apontou insalubridade em grau m\u00e1ximo por exposi\u00e7\u00e3o a agentes biol\u00f3gicos em processo movido por funcion\u00e1rio da coleta de res\u00edduos dentro do porto de Paranagu\u00e1 A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou, por unanimidade, o recurso da Portos do Paran\u00e1 contra o reconhecimento de sua responsabilidade pelo pagamento do adicional de insalubridade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":70981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[77,74],"tags":[],"class_list":{"0":"post-70980","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-paranagua","8":"category-setor-portuario"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-11.48.40.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70980"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70980"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70980\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70982,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70980\/revisions\/70982"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}