{"id":69771,"date":"2025-07-03T09:20:53","date_gmt":"2025-07-03T12:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=69771"},"modified":"2025-07-03T09:20:55","modified_gmt":"2025-07-03T12:20:55","slug":"parana-desenvolve-tecnologia-inedita-para-combater-violencia-domestica-e-feminicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/07\/03\/parana-desenvolve-tecnologia-inedita-para-combater-violencia-domestica-e-feminicidio\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 desenvolve tecnologia in\u00e9dita para combater viol\u00eancia dom\u00e9stica e feminic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<p>O Paran\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ando no desenvolvimento do\u00a0projeto-piloto de Monitora\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica Simult\u00e2nea (MES) para combater casos de feminic\u00eddio e de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Com uma tecnologia in\u00e9dita no Pa\u00eds, v\u00edtimas e for\u00e7as policiais do Estado ser\u00e3o alertadas em tempo real caso agressores descumpram medidas protetivas, permitindo as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para proteger a mulher e prender o autor da viol\u00eancia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato para presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o foi assinado\u00a0em maio, quando o programa foi lan\u00e7ado, e a empresa desenvolvedora da tecnologia tem at\u00e9 setembro para entregar os equipamentos \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Sesp). Neste meio tempo, o sistema est\u00e1 sendo ajustado e calibrado para funcionar nas mais diversas condi\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s trouxemos o que h\u00e1 de mais inovador em tecnologia no mundo para proteger nossas mulheres. \u00c9 algo pioneiro no Pa\u00eds e vai ser mais uma ferramenta fundamental para as pol\u00edcias, o Judici\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico atuarem nestes casos\u201d, explicou o diretor de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, coronel Saulo de Tarso Sanson Silva. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto vai funcionar como dois radares que se comunicam constantemente. De um lado, a mulher carrega um smartphone especial chamado Unidade Port\u00e1til de Rastreamento (UPR). Do outro, o agressor usa uma tornozeleira eletr\u00f4nica de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Os dois equipamentos trocam informa\u00e7\u00f5es de localiza\u00e7\u00e3o 24 horas por dia, criando uma rede de prote\u00e7\u00e3o digital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o monitoramento dos agressores seja recorrente nestes casos, o sistema paranaense \u00e9 o primeiro do Brasil a cruzar dados com a localiza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima e avis\u00e1-la dos riscos. O investimento do Estado na contrata\u00e7\u00e3o da empresa para desenvolver o sistema e prestar o servi\u00e7o \u00e9 de R$ 4,8 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m da pol\u00edcia ser alertada da localiza\u00e7\u00e3o do agressor, a v\u00edtima tamb\u00e9m consegue acompanh\u00e1-lo. Desta forma, ela consegue procurar ajuda ou abrigo, fugindo dele e se protegendo\u201d, afirmou o coronel Sanson.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMO FUNCIONA<\/strong>&nbsp;\u2013 O sistema cria uma zona de prote\u00e7\u00e3o em dois n\u00edveis ao redor da v\u00edtima. O primeiro n\u00edvel, de advert\u00eancia, tem 500 metros de raio. O segundo, de exclus\u00e3o, tem 200 metros. Juntos, formam uma barreira m\u00ednima de 700 metros que o agressor n\u00e3o pode ultrapassar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o agressor se aproxima da zona de advert\u00eancia, a tecnologia age como um sem\u00e1foro eletr\u00f4nico. A tornozeleira come\u00e7a a vibrar e emitir uma luz roxa, sinalizando que ele est\u00e1 entrando em \u00e1rea proibida. O celular da v\u00edtima dispara alertas via SMS, WhatsApp e liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica autom\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se o agressor avan\u00e7a para a zona de exclus\u00e3o, que \u00e9 mais pr\u00f3xima da v\u00edtima, o smartphone da v\u00edtima se transforma em uma central de comando pessoal. Ela passa a ver no mapa a localiza\u00e7\u00e3o exata do agressor em tempo real e pode gravar v\u00eddeos do ambiente, que s\u00e3o enviados diretamente para a pol\u00edcia. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente, o sistema dispara um alerta de prioridade m\u00e1xima para as for\u00e7as policiais e uma viatura \u00e9 deslocada imediatamente para a localiza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs raios de prote\u00e7\u00e3o podem ser ainda maiores, dependendo do entendimento do juiz. Em casos mais perigosos ou em zonas rurais, por exemplo, este raio pode ser adaptado\u201d, explicou o coronel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema \u00e9 projetado para funcionar mesmo em locais com sinal de internet limitado. Neste caso, os dispositivos se conectam via Bluetooth, mantendo comunica\u00e7\u00e3o em um raio de at\u00e9 100 metros. Se a tornozeleira for rompida ou perder sinal, a v\u00edtima \u00e9 notificada instantaneamente e a pol\u00edcia se desloca para sua localiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ACEITA\u00c7\u00c3O DAS V\u00cdTIMAS<\/strong>&nbsp;\u2013 A Sesp j\u00e1 formou uma Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Aceitabilidade para acompanhar o desenvolvimento do sistema e os testes e simula\u00e7\u00f5es dos equipamentos. Assim que estiverem operacionais, eles ficam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para que sejam entregues para as mulheres. O monitoramento tamb\u00e9m depende que as v\u00edtimas aceitem participar do programa. Com o consentimento, ela recebe instru\u00e7\u00f5es de funcionamento e de uso do equipamento, fornecidas pela Pol\u00edcia Penal do Paran\u00e1 (PPPR).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto-piloto come\u00e7ar\u00e1 em Curitiba nos primeiros seis meses. Na sequ\u00eancia, ser\u00e1 expandido para Foz do Igua\u00e7u. Ap\u00f3s um ano de opera\u00e7\u00e3o, o sistema ser\u00e1 estendido para todo o Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo deste primeiro ano de funcionamento, tamb\u00e9m ser\u00e1 gerado um algoritmo baseado em intelig\u00eancia artificial (IA) com dados sobre as ocorr\u00eancias, que vai ajudar no aperfei\u00e7oamento do sistema e que ser\u00e1 disponibilizado para a Justi\u00e7a embasar decis\u00f5es futuras sobre as dist\u00e2ncias-limite mais adequadas entre agressores e v\u00edtimas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VIOL\u00caNCIA EM QUEDA&nbsp;<\/strong>\u2013 A a\u00e7\u00e3o integra uma s\u00e9rie de medidas que o Governo do Estado vem desenvolvendo para aumentar a seguran\u00e7a dos paranaenses, principalmente as mulheres. Em mar\u00e7o deste ano, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o decreto que expande o programa Mulher Segura para todo o Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as v\u00e1rias atua\u00e7\u00f5es do programa, hoje presente nos 399 munic\u00edpios do Paran\u00e1, destacam-se palestras que s\u00e3o levadas \u00e0s comunidades, como \u201cMulher Segura\u201d, \u201cDe homem para homem\u201d e \u201cViol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d, que \u00e9 destinada ao p\u00fablico adolescente. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reflexo disso, nos \u00faltimos dez anos, os homic\u00eddios de mulheres ca\u00edram 18,7% no Paran\u00e1, de acordo com os dados do Atlas da Viol\u00eancia 2025, publicado pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP).<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ando no desenvolvimento do\u00a0projeto-piloto de Monitora\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica Simult\u00e2nea (MES) para combater casos de feminic\u00eddio e de viol\u00eancia dom\u00e9stica. 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