{"id":69481,"date":"2025-06-30T09:38:35","date_gmt":"2025-06-30T12:38:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=69481"},"modified":"2025-06-30T09:38:38","modified_gmt":"2025-06-30T12:38:38","slug":"com-rede-especializada-estado-garante-educacao-para-alunos-hospitalizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/06\/30\/com-rede-especializada-estado-garante-educacao-para-alunos-hospitalizados\/","title":{"rendered":"Com rede especializada, Estado garante educa\u00e7\u00e3o para alunos hospitalizados"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma aula de hist\u00f3ria com dois apaixonados pela investiga\u00e7\u00e3o. De um lado, o professor da rede estadual de ensino do Paran\u00e1, Rudimar Bertotti, do outro, o aluno Eliel Davi Martins, do 6\u00ba de um col\u00e9gio em Ponta Grossa. Enquanto o professor fala sobre a import\u00e2ncia da investiga\u00e7\u00e3o dos fatos para conhecer e entender a hist\u00f3ria, Eliel, aos 10 anos, tem um sonho: ser cientista para investigar e descobrir a cura do c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>A aula com a troca entre professor e aluno s\u00f3 tem um detalhe: ela n\u00e3o acontece em uma sala de aula. Rudimar \u00e9 um dos professores do Servi\u00e7o de Atendimento \u00e0 Rede de Escolariza\u00e7\u00e3o Hospitalar (Sareh), coordenado pela Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o (Seed), e Eliel, trata uma leucemia linfoide aguda (LLA), descoberta algumas semanas depois que o garoto completou 10 anos em dezembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante \u00e9 acompanhado pela equipe do Sareh desde a primeira etapa do tratamento em Curitiba, e agora retornou \u00e0 escola em sua cidade, Ponta Grossa, onde vai seguir acompanhado pela equipe educacional (da escola de origem e do Sareh) at\u00e9 o fim do tratamento. Durante este per\u00edodo, caso precise ficar mais tempo em Curitiba, retorna para as aulas presenciais com a equipe do servi\u00e7o estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu acordei no dia 10 de dezembro com muita dor no meu joelho e n\u00e3o passava, quase n\u00e3o conseguia andar\u201d, relembra Eliel. At\u00e9 o diagn\u00f3stico, houve piora no quadro e necessidade de interna\u00e7\u00e3o, seguida da not\u00edcia da necessidade de mudan\u00e7a para a Capital. \u201cEu fiquei um pouco triste, mas sabia que era para o meu bem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a primeira fase do tratamento, Eliel e seu pai foram recebidos na institui\u00e7\u00e3o APACN (Associa\u00e7\u00e3o Paranaense de Apoio \u00e0 Crian\u00e7a com Neoplasia), uma das 19 unidades, entre hospitais, comunidades terap\u00eauticas e espa\u00e7os de acolhimento, em todo o Estado no qual o Sareh trabalha para garantir o direito constitucional \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 450 estudantes do 6\u00ba ao 9\u00ba ano e das tr\u00eas s\u00e9ries do Ensino M\u00e9dio, continuam recebendo aulas nas unidades em que se recuperam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse cen\u00e1rio ruim e triste, de todas as restri\u00e7\u00f5es que o Eliel teve, o que deixou ele mais triste, foi a de que ele n\u00e3o poderia ir para a escola esse ano\u201d, conta Luciano Martins, pai de Eliel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, ao chegar em Curitiba para come\u00e7ar o tratamento e descobrir que o filho seguiria com as aulas por meio do Sareh, o momento foi de celebra\u00e7\u00e3o. \u201cPara ele foi uma alegria, uma maravilha. Ele fica ansioso para os dias de aula aqui. Al\u00e9m da import\u00e2ncia de continuar os estudos e estar aprendendo, isso tamb\u00e9m ajuda o psicol\u00f3gico e o emotivo dele, contribui para um todo, diante da situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai conta que a vontade de ser cientista vem desde pequeno, mas ficou ainda mais forte depois que a m\u00e3e de Eliel lutou contra um c\u00e2ncer no intestino por tr\u00eas anos e faleceu h\u00e1 sete meses. \u201cEle diz que agora mais do que nunca ele vai ser cientista para descobrir a cura do c\u00e2ncer\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Eliel, que diz gostar de matem\u00e1tica e ingl\u00eas, mas emenda rapidamente que gosta de \u201ctodas as disciplinas\u201d, enumera as raz\u00f5es pelas quais aprova as aulas do Sareh. \u201cEu me distraio e n\u00e3o fico pensando s\u00f3 no tratamento, eu consigo aprender e cada vez mais o tempo passa mais r\u00e1pido para eu chegar perto de ir para casa\u201d, planeja.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Rudimar reconhece a dedica\u00e7\u00e3o de Eliel e explica que o Sareh proporciona um olhar espec\u00edfico para cada aluno, levando em considera\u00e7\u00e3o o momento pelo qual os alunos est\u00e3o passando. \u201cNeste atendimento, a gente avalia a situa\u00e7\u00e3o de cada estudante. O Eliel, por exemplo, \u00e9 muito avan\u00e7ado para a idade dele, ent\u00e3o adaptamos as aulas para a etapa que ele se encontra. Mas j\u00e1 atendemos, por exemplo, um aluno que por conta de um tumor teve problemas motores e adaptamos todo o conte\u00fado fazendo o uso de outras ferramentas nas aulas\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ATENDIMENTO INDIVIDUALIZADO&nbsp;<\/strong>\u2013 O atendimento do Sareh acontece por meio de um termo de parceria assinado entre a Seed e a institui\u00e7\u00e3o que atende o estudante durante o tratamento de sa\u00fade. \u201c\u00c9 uma pol\u00edtica do Estado do Paran\u00e1 que apenas em 2024 atendeu 10 mil alunos. Os atendimentos s\u00e3o feitos sempre por uma equipe composta por um pedagogo e professores das \u00e1reas de Humanas, Exatas e Linguagens\u201d, explica a coordenadora pedag\u00f3gica de Educa\u00e7\u00e3o Especial da SEED, Claudia Camargo Saldanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuando no Sareh como pedagoga h\u00e1 17 anos, Elaine Marques, explica que os atendimentos s\u00e3o caso a caso, levando em considera\u00e7\u00e3o todo o aspecto psicol\u00f3gico que o aluno enfrenta durante o per\u00edodo de afastamento para tratamento de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrimeiro fazemos uma sondagem para ver como esse aluno est\u00e1, para entender em qual n\u00edvel de conhecimento ele se encontra, independente da s\u00e9rie. \u00c9 a partir disso que vamos montar o plano de aulas, respeitando o momento dele. Normalmente o aluno em um per\u00edodo est\u00e1 no hospital ou recebendo a medica\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 verificado se ao retornar, \u00e9 poss\u00edvel manter as aulas no per\u00edodo contr\u00e1rio, levando em considera\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional do aluno\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, todas as atividades s\u00e3o enviadas para a escola de origem, inclusive com sugest\u00e3o de notas. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento ao mundo escolar ajuda muito o estudante a perceber que ele n\u00e3o precisa interromper todos os seus sonhos, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel continuar seus estudos, priorizando a sa\u00fade, mas evoluindo, aprendendo e mantendo o v\u00ednculo com a escola e com os colegas. Escola \u00e9 vida e isso para o psicol\u00f3gico e para o tratamento \u00e9 muito importante\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Sareh seja um servi\u00e7o destinado aos estudantes da rede p\u00fablica do Paran\u00e1, muitas crian\u00e7as e adolescentes de outras localidades v\u00eam ao Estado para o tratamento de sa\u00fade. \u201cQuando isso acontece, n\u00f3s tamb\u00e9m fazemos atividades com eles, com os nossos professores que atuam dentro das institui\u00e7\u00f5es parceiras, dentro das especificidades que cada aluno precisa\u201d, detalha a coordenadora pedag\u00f3gica da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o, Claudia Saldanha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da estudante carioca Bruna Fernandes Pinto de Oliveira, que tem 14 anos e est\u00e1 em Curitiba ap\u00f3s passar por um transplante de medula para tratar de uma leucemia mieloide cr\u00f4nica, descoberta quando ela tinha apenas dois anos. \u201cMinha m\u00e3e n\u00e3o pode estudar e sempre me aconselha a seguir estudando. Aqui eu gosto porque fica eu e a professora e ela pode me ensinar mais, na sala de aula s\u00e3o muitos alunos, fica dif\u00edcil a aten\u00e7\u00e3o para uma aluna s\u00f3. Eu j\u00e1 quis parar de estudar, sabe? Mas a\u00ed no hospital eu me mantive forte, porque passei por isso tudo, queria crescer, fazer minha faculdade, tudo\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos s\u00e3o acompanhados pela equipe do Sareh durante todo o tratamento, mesmo em fases mais adiantadas, como a de manuten\u00e7\u00e3o, quando voltam aos hospitais\/institui\u00e7\u00f5es para fazerem exames de rotina. Nestes casos, as aulas acontecem de maneira remota, para alunos do Paran\u00e1 e de todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o programa est\u00e3o dispon\u00edveis\u00a0<a href=\"https:\/\/professor.escoladigital.pr.gov.br\/educacao_especial\/sareh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neste site<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma aula de hist\u00f3ria com dois apaixonados pela investiga\u00e7\u00e3o. De um lado, o professor da rede estadual de ensino do Paran\u00e1, Rudimar Bertotti, do outro, o aluno Eliel Davi Martins, do 6\u00ba de um col\u00e9gio em Ponta Grossa. 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