{"id":69456,"date":"2025-06-28T09:23:48","date_gmt":"2025-06-28T12:23:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=69456"},"modified":"2025-06-28T09:23:51","modified_gmt":"2025-06-28T12:23:51","slug":"mulheres-paranaenses-tem-menos-filhos-e-sao-maes-mais-tarde-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/06\/28\/mulheres-paranaenses-tem-menos-filhos-e-sao-maes-mais-tarde-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Mulheres paranaenses t\u00eam menos filhos e s\u00e3o m\u00e3es mais tarde, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>As mulheres paranaenses est\u00e3o tendo menos filhos e cada vez mais tarde. \u00c9 o que mostram os dados mais recentes do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. A idade m\u00e9dia de fecundidade no Paran\u00e1 aumentou 1,4 anos em 12 anos \u2013 passando de 27 anos em 2010 para 28,4 anos em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado segue uma tend\u00eancia nacional, cuja m\u00e9dia avan\u00e7ou de 26,8 para 28,1 anos no per\u00edodo, mas se destaca entre os estados do Sul como aquele em que as mulheres t\u00eam filhos mais cedo. Em Santa Catarina, a m\u00e9dia \u00e9 de 28,7 anos, e no Rio Grande do Sul, de 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro indicativo dessa mudan\u00e7a no comportamento reprodutivo \u00e9 o aumento do percentual de mulheres que n\u00e3o tiveram filhos. Em 2010, 9,5% das paranaenses entre 50 e 59 anos n\u00e3o eram m\u00e3es. Doze anos depois, o \u00edndice subiu para 13%, em conson\u00e2ncia com uma tend\u00eancia observada em todo o Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TAXA DE FECUNDIDADE<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;O levantamento do IBGE tamb\u00e9m apresenta dados sobre a Taxa de Fecundidade Total (TFT) do Paran\u00e1. O indicador, que estima o n\u00famero m\u00e9dio de filhos que uma mulher teria ao longo da vida reprodutiva (dos 15 aos 49 anos), ficou em 1,55 filho por mulher \u2013 valor igual \u00e0 m\u00e9dia nacional. Em 2010, a taxa no Estado era de 1,74, o que evidencia uma queda em pouco mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice atual est\u00e1 bem abaixo do chamado n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o populacional, estimado em 2,1 filhos por mulher \u2013 patamar necess\u00e1rio para manter o tamanho da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel de uma gera\u00e7\u00e3o para outra. Quando a fecundidade se mant\u00e9m abaixo desse n\u00edvel por longos per\u00edodos, a tend\u00eancia \u00e9 de envelhecimento e redu\u00e7\u00e3o populacional, salvo em cen\u00e1rios de alta imigra\u00e7\u00e3o ou revers\u00e3o nas tend\u00eancias demogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o TFT em queda, o Paran\u00e1 ainda apresenta uma taxa superior \u00e0quela registrada por estados como Rio Grande do Sul (1,44), Santa Catarina (1,51), S\u00e3o Paulo (1,39) e Rio de Janeiro (1,35), por exemplo. J\u00e1 as TFT mais altas est\u00e3o na regi\u00e3o Norte, com Roraima (2,19) e Amazonas (2,08) liderando entre os estados brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado que refor\u00e7a a tend\u00eancia de queda da fecundidade \u00e9 o n\u00famero m\u00e9dio de filhos que tiveram ao longo da vida mulheres de 50 a 59 anos. O n\u00famero m\u00e9dio caiu de 2,9 em 2010 para 2,2 em 2022. Embora esse n\u00famero n\u00e3o represente diretamente a taxa de fecundidade total, j\u00e1 que se refere a uma gera\u00e7\u00e3o anterior, ele ajuda a ilustrar o ritmo da transforma\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, as mudan\u00e7as observadas refletem o impacto de fatores como a maior escolariza\u00e7\u00e3o feminina, a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, o amplo acesso a m\u00e9todos contraceptivos e a mudan\u00e7as nos projetos de vida das mulheres. O custo de vida e o desejo de estabilidade antes de ter filhos tamb\u00e9m influenciam essa nova realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>METODOLOGIA<\/strong>\u00a0\u2013 O levantamento sobre fecundidade no Censo abrangeu mulheres a partir de 12 anos de idade e considerou o n\u00famero de filhos nascidos vivos at\u00e9 31 de julho de 2022, al\u00e9m da idade do \u00faltimo filho e da quantidade de filhos ainda vivos na data de refer\u00eancia. Os dados completos podem ser consultados nas planilhas do\u00a0<strong>Sidra, o banco de dados do IBGE<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR Foto: Gilson Abreu\/Arquivo AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres paranaenses est\u00e3o tendo menos filhos e cada vez mais tarde. \u00c9 o que mostram os dados mais recentes do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. A idade m\u00e9dia de fecundidade no Paran\u00e1 aumentou 1,4 anos em 12 anos \u2013 passando de 27 anos em 2010 para 28,4 anos em 2022. 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