{"id":67349,"date":"2025-05-22T11:48:57","date_gmt":"2025-05-22T14:48:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=67349"},"modified":"2025-05-22T11:48:59","modified_gmt":"2025-05-22T14:48:59","slug":"dia-da-biodiversidade-conheca-as-especies-que-so-sao-encontradas-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/05\/22\/dia-da-biodiversidade-conheca-as-especies-que-so-sao-encontradas-no-parana\/","title":{"rendered":"Dia da Biodiversidade: conhe\u00e7a as esp\u00e9cies que s\u00f3 s\u00e3o encontradas no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Minhocas, peixes, sapinhos e pequenos cactos: h\u00e1 um ecossistema cheio de vida que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de se encontrar no Paran\u00e1. Chamadas de esp\u00e9cies end\u00eamicas, aquelas que ocorrem naturalmente em apenas uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica espec\u00edfica, s\u00e3o essenciais para a biodiversidade e exigem uma aten\u00e7\u00e3o especial em nome da preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser end\u00eamico \u00e9 carregar a beleza e o risco da exclusividade. Isso significa que, caso desapare\u00e7am dali, desaparecem do planeta. Tamb\u00e9m por estarem adaptadas a condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas de clima e vegeta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o muito sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e altera\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse mesmo motivo, a preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a estabilidade ecol\u00f3gica de um determinado ecossistema. Enquanto elas existirem, haver\u00e1 ali um peda\u00e7o \u00fanico e insubstitu\u00edvel do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, um bio-indicador da qualidade ambiental daquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste 22 de maio, data de celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Biodiversidade, o Instituto \u00c1gua e Terra (IAT), autarquia vinculada \u00e0 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Sedest), preparou um guia sobre esp\u00e9cies tipicamente paranaenses, com direito a \u201cp\u00e9 vermelho\u201d e \u201cleite quente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mirinaba curitybana<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: caracol<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>M. curitybana<\/em>&nbsp;\u00e9 end\u00eamica do Paran\u00e1, foi vista em apenas duas localidades no Primeiro Planalto Paranaense: Curitiba e Campo Magro. A esp\u00e9cie foi avistada pela \u00faltima vez no final da d\u00e9cada de 1970, o que indica ser uma popula\u00e7\u00e3o severamente fragmentada, com decl\u00ednio na \u00e1rea de ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Drymaeus currais<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: caracol<\/p>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de carac\u00f3is habita a Ilha Grapir\u00e1, localizada a 11 km da costa paranaense. Embora esteja dentro de um parque nacional, por se tratar de uma popula\u00e7\u00e3o \u00fanica, potenciais amea\u00e7as podem afet\u00e1-la e lev\u00e1-la \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, como coleta indevida de exemplares, fogo e introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Glossoscolex lutocolus<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: minhoca<\/p>\n\n\n\n<p><em>G. lutocolus<\/em>&nbsp;est\u00e1 associada a \u00e1reas com solos alag\u00e1veis, registrada em brejos, pastagens \u00famidas e \u00e1reas inundadas. S\u00e3o essenciais para a sa\u00fade do solo, atuando como &#8220;arados naturais&#8221; que melhoram a estrutura e promovem a fertilidade da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Brachycephalus pernix<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: sapinho-dourado, sapinho-de-colete, sapinho-pingo-de-ouro-sardento<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00e9cie conhecida por habitar apenas a localidade na qual foi encontrada pela primeira vez: o Morro do Anhangava, em Quatro Barras, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. Esse sapo de pequeno porte tem baixa capacidade de dispers\u00e3o, e possui habitat espec\u00edfico, sendo encontrado somente na serapilheira de florestas altomontanas acima de 1.100 m de altitude. Assim, sua distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0 \u00e1rea do topo do morro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Acrolebias carvalhoi<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: peixe-anual, killifish<\/p>\n\n\n\n<p>Natural da bacia do Rio Igua\u00e7u, a&nbsp;<em>A. carvalhoi<\/em>&nbsp;\u00e9 conhecida apenas na sua localidade-tipo \u2013 o local exato onde foi pela primeira vez encontrada \u2013, uma \u00e1rea alagadi\u00e7a sazonal pr\u00f3xima ao rio, na regi\u00e3o de Porto Uni\u00e3o (SC). Trata-se de um peixe anual, que vive em ambientes tempor\u00e1rios e sobrevive \u00e0 esta\u00e7\u00e3o seca na forma de ovos em diapausa enterrados no solo. Sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada extremamente restrita e vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Parodia carambeiensis<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: cacto<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00e9cie dos Campos Gerais do Paran\u00e1, a&nbsp;<em>Parodia carambeiensis<\/em>&nbsp;\u00e9 encontrada em \u00e1reas de campo limpo com afloramentos rochosos, no munic\u00edpio de Carambe\u00ed. Trata-se de um pequeno cacto que ocorre em manchas de vegeta\u00e7\u00e3o aberta sobre solos rasos, frequentemente associados a campos naturais em eleva\u00e7\u00f5es moderadas. Desde sua descri\u00e7\u00e3o, em 1952, a esp\u00e9cie tem sido raramente registrada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Calamodontophis ronaldoi<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nome comum: cobra-espada-do-paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas dois registros comprovam a exist\u00eancia dessa esp\u00e9cie de cobra. Um deles, em General Carneiro, no Sul do Estado, e o outro em Campo Largo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. Entende-se que ela ocupa regi\u00f5es campestres da Mata Atl\u00e2ntica, em \u00e1reas de planalto acima de 800 metros de altitude. A esp\u00e9cie corre perigo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AParodia carambeiensisNome comum: cactoEsp\u00e9cie dos Campos Gerais do Paran\u00e1, a Parodia carambeiensis \u00e9 encontrada em \u00e1reas de campo limpo com afloramentos rochosos, no munic\u00edpio de Carambe\u00ed. Trata-se de um pequeno cacto que ocorre em manchas de vegeta\u00e7\u00e3o aberta sobre solos rasos, frequentemente associados a campos naturais em eleva\u00e7\u00f5es moderadas. Desde sua descri\u00e7\u00e3o, em 1952, a esp\u00e9cie tem sido raramente registrada.Calamodontophis ronaldoiNome comum: cobra-espada-do-paran\u00e1Apenas dois registros comprovam a exist\u00eancia dessa esp\u00e9cie de cobra. Um deles, em General Carneiro, no Sul do Estado, e o outro em Campo Largo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. Entende-se que ela ocupa regi\u00f5es campestres da Mata Atl\u00e2ntica, em \u00e1reas de planalto acima de 800 metros de altitude. A esp\u00e9cie corre perigo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minhocas, peixes, sapinhos e pequenos cactos: h\u00e1 um ecossistema cheio de vida que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de se encontrar no Paran\u00e1. Chamadas de esp\u00e9cies end\u00eamicas, aquelas que ocorrem naturalmente em apenas uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica espec\u00edfica, s\u00e3o essenciais para a biodiversidade e exigem uma aten\u00e7\u00e3o especial em nome da preserva\u00e7\u00e3o. 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