{"id":65703,"date":"2025-03-24T11:53:40","date_gmt":"2025-03-24T14:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=65703"},"modified":"2025-03-24T11:53:43","modified_gmt":"2025-03-24T14:53:43","slug":"em-quatro-anos-parana-reduziu-em-95-o-desmatamento-ilegal-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/03\/24\/em-quatro-anos-parana-reduziu-em-95-o-desmatamento-ilegal-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Em quatro anos, Paran\u00e1 reduziu em 95% o desmatamento ilegal da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"\n<p>O Paran\u00e1 reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos quatro anos. Passou de 6.939 hectares, registrados em 2021, para 329 hectares em 2024. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de um levantamento produzido pelo Instituto \u00c1gua e Terra (IAT), autarquia vinculada \u00e0 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Sedest).<\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o foi coordenado pelo N\u00facleo de Intelig\u00eancia Geogr\u00e1fica e da Informa\u00e7\u00e3o (NGI) do \u00f3rg\u00e3o ambiental, setor desenvolvido para colaborar com a vigil\u00e2ncia do patrim\u00f4nio natural paranaense, com base nos alertas publicados pela Plataforma MapBiomas, uma iniciativa do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as regionais do IAT que apresentaram as redu\u00e7\u00f5es mais significativas no per\u00edodo est\u00e3o a de Francisco Beltr\u00e3o, que passou de 706,01 hectares para 11,26 hectares (queda de 98%), seguida do Litoral (de 58,58 hectares para 1,88 hectare) e Pato Branco (de 571,79 hectares para 17,68 hectares), ambas com 96%. Fecham o ranking os n\u00facleos de Cascavel (de 278,51 hectares para 12,86 hectares), Irati (de 473,47 hectares para 22,92 hectares) e Guarapuava (de 2.596,06 hectares para 111,73 hectares), todos com diminui\u00e7\u00e3o de 95%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FISCALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong>&nbsp;\u2013 A redu\u00e7\u00e3o significativa pode ser atribu\u00edda a melhorias nas a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o desenvolvidas pelo IAT, tanto em vistorias a campo quanto de forma remota. De 2021 para 2024, o n\u00famero de Autos de Infra\u00e7\u00e3o Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora nativa aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252. O valor total das multas tamb\u00e9m cresceu, indo de R$ 78.797.343 para R$ 134.067.876 no ano passado, um aumento de 70%.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente em 2024, em n\u00famero de infra\u00e7\u00f5es, as regionais de Guarapuava (745), Curitiba (633), Francisco Beltr\u00e3o (584), Irati (529) e Ponta Grossa (420) foram as que mais advertiram. Somados, esses escrit\u00f3rios do IAT aplicaram R$ 84,9 milh\u00f5es (63%) em multas ambientais relacionadas \u00e0 supress\u00e3o vegetal.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor arrecadado com as infra\u00e7\u00f5es \u00e9 repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preserva\u00e7\u00e3o, a conserva\u00e7\u00e3o e a recupera\u00e7\u00e3o do meio ambiente, conforme a\u00a0Lei Estadual 12.945\/2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Gerente de Monitoramento e Fiscaliza\u00e7\u00e3o do IAT, \u00c1lvaro Cesar de Goes destaca que o aumento do volume de multas refor\u00e7a a efic\u00e1cia do trabalho desenvolvido pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental no combate ao desmatamento criminoso no Paran\u00e1. \u201cEsse balan\u00e7o mostra claramente a forte atua\u00e7\u00e3o do IAT, por meio dos nossos agentes fiscais, que est\u00e3o espalhados por todo o Paran\u00e1, mas principalmente nas \u00e1reas onde ainda se concentram a maior reserva de vegeta\u00e7\u00e3o nativa da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o apoio de ferramentas tecnol\u00f3gicas, conseguimos identificar e punir os infratores com uma maior rapidez. Isso nos possibilita realizar opera\u00e7\u00f5es de rotina e planejadas, atuando por terra, \u00e1gua e tamb\u00e9m com apoio a\u00e9reo\u201d, acrescenta o gerente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMO AJUDAR<\/strong>&nbsp;\u2013 A den\u00fancia \u00e9 a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal est\u00e1 sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal n\u00ba 9.605\/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal n\u00ba 6.514\/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O respons\u00e1vel tamb\u00e9m pode responder a processo por crime ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal canal do Batalh\u00e3o Ambiental \u00e9 o Disque-Den\u00fancia 181, o qual possibilita que seja feita uma an\u00e1lise e verifica\u00e7\u00e3o in loco de todas as informa\u00e7\u00f5es recebidas do cidad\u00e3o. No IAT, a den\u00fancia deve ser registrada junto ao servi\u00e7o de Ouvidoria, dispon\u00edvel no\u00a0<strong>Fale Conosco<\/strong>, ou nos\u00a0<strong>escrit\u00f3rios regionais<\/strong>. \u00c9 importante informar a localiza\u00e7\u00e3o e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorr\u00eancia, melhor ser\u00e1 a apura\u00e7\u00e3o dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos quatro anos. Passou de 6.939 hectares, registrados em 2021, para 329 hectares em 2024. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de um levantamento produzido pelo Instituto \u00c1gua e Terra (IAT), autarquia vinculada \u00e0 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Sedest). 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