{"id":64194,"date":"2025-01-25T15:45:33","date_gmt":"2025-01-25T18:45:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=64194"},"modified":"2025-01-25T15:45:36","modified_gmt":"2025-01-25T18:45:36","slug":"apos-resgate-em-residencia-iat-devolve-tamandua-mirim-para-a-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/01\/25\/apos-resgate-em-residencia-iat-devolve-tamandua-mirim-para-a-natureza\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s resgate em resid\u00eancia, IAT devolve tamandu\u00e1-mirim para a natureza"},"content":{"rendered":"\n<p>Um tamandu\u00e1-mirim (<em>Tamandua tetradactyla<\/em>) resgatado em uma resid\u00eancia na tarde de sexta-feira (24) foi devolvido ao seu habitat natural neste s\u00e1bado (25), nas proximidades do Parque Estadual do Rio da On\u00e7a, localizado na divisa entre os munic\u00edpios litor\u00e2neos de Matinhos e Pontal do Paran\u00e1. A f\u00eamea adulta, de 4,5 quilos, estava saud\u00e1vel e, ap\u00f3s ser microchipada, p\u00f4de ser devolvida para a natureza. Foi a primeira \u201cdevolu\u00e7\u00e3o\u201d de um animal da esp\u00e9cie ao seu habitat neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador do Setor de Fauna do Escrit\u00f3rio Regional do Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) do Litoral, Rafael Galv\u00e3o da Silva, destacou que o animal silvestre passou por uma s\u00e9rie de avalia\u00e7\u00f5es antes de ser liberado para soltura. \u201cN\u00f3s tivemos um acionamento para resgate de um tamandu\u00e1-mirim, em uma resid\u00eancia pr\u00f3xima ao Parque Estadual do Rio da On\u00e7a. Ela acabou saindo da \u00e1rea de floresta e entrando nos fundos de uma resid\u00eancia. Fizemos uma avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do animal e os procedimentos legais para poder realizar essa soltura\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a equipe do IAT faz uma avalia\u00e7\u00e3o ambulatorial para verificar a sa\u00fade do bicho antes da soltura. J\u00e1 a microchipagem serve para que o \u00f3rg\u00e3o saiba por onde ele anda, se ainda se encontra dentro do seu habitat, e serve tamb\u00e9m para registro, como se fosse uma esp\u00e9cie de CPF.<\/p>\n\n\n\n<p>O microchip tamb\u00e9m ajuda em caso de recaptura, em que o leitor indica, por exemplo, quantos anos se passaram entre as capturas e se aumentou de tamanho, contribuindo para a cria\u00e7\u00e3o de programas e pol\u00edticas p\u00fablicas para incentivar o cuidado com a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NO TOPO&nbsp;<\/strong>\u2014 O tamandu\u00e1-mirim \u00e9 uma esp\u00e9cie que ocorre em todo o bioma da Mata Atl\u00e2ntica, na bacia amaz\u00f4nica e em um peda\u00e7o do leste da Bol\u00edvia e do Paraguai. \u201cDiferente do tamandu\u00e1-bandeira, que estamos acostumados a ver andar pelo ch\u00e3o, principalmente no cerrado, esse \u00e9 um animal quase 100% arbor\u00edcola, ent\u00e3o ele vai passar boa parte da sua vida no topo das \u00e1rvores\u201d, ressaltou Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>As f\u00eameas podem ter at\u00e9 duas gesta\u00e7\u00f5es por ano, com um filhote. Classificados tanto na lista paranaense quanto na lista nacional de amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, a soltura do tamandu\u00e1-mirim e de outras esp\u00e9cies segue diversos par\u00e2metros, principalmente na escolha do melhor habitat para o animal, que neste caso \u00e9 justamente o parque, uma vez que ele foi encontrado nas proximidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tem certeza que esse animal estava aqui, ent\u00e3o sempre iremos priorizar o habitat pr\u00f3ximo do grupo que ele j\u00e1 est\u00e1 integrado, para n\u00e3o reintroduzir um animal fora do seu grupo. A distribui\u00e7\u00e3o desses animais, principalmente aqui no nosso bioma, \u00e9 por conta da preserva\u00e7\u00e3o que temos no nosso Litoral\u201d, acrescentou o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMO PROCEDER&nbsp;<\/strong>\u2014 Os munic\u00edpios, juntamente com o Estado, s\u00e3o os respons\u00e1veis por resgatar e atender animais silvestres feridos ou que circulam em zona urbana ou periurbana. Caso encontre um animal em sua resid\u00eancia ou em \u00e1reas urbanas, o ideal \u00e9 entrar em contato com as secretarias municipais de meio ambiente (ou \u00f3rg\u00e3os similares da cidade) e passar o m\u00e1ximo de detalhes. A partir desta triagem \u00e9 que o animal ser\u00e1 resgatado.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for um animal silvestre de menor porte e que n\u00e3o cause perigo, uma op\u00e7\u00e3o \u00e9 deixar que o pr\u00f3prio bicho volte ao seu habitat natural. Mas se for um animal com elevado potencial agressivo e que seja uma amea\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, ou ainda que corra risco de morte, informe o Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Ambiental &#8211; For\u00e7a Verde pelo n\u00famero 181, o Corpo de Bombeiros pelo 193, ou o escrit\u00f3rio regional do IAT mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, o telefone da ger\u00eancia de Biodiversidade do IAT \u2013 (41) 3213-3830 \u2013, o contato dos veterin\u00e1rios do setor \u2013 (41) 3213-3767 \u2013 e o WhatsApp \u2013 (41) 99554-3114. No Litoral, o telefone de contato \u00e9 o (41) 97401-6701.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTRUTURA<\/strong>&nbsp;\u2014 O Parque Estadual do Rio da On\u00e7a foi criado em 1981 e conta com diversas esp\u00e9cies de fauna e de flora em seu interior. Aberto de quarta a segunda-feira, das 8 \u00e0s 17 horas, conta com uma trilha de 1,5 quil\u00f4metro bem estruturada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o parque foi ampliado, passando de 118 hectares para aproximadamente 1,6 mil hectares. \u201cOs visitantes conhecem um pouco da nossa Mata Atl\u00e2ntica, com bastante fauna e flora, uma variedade de plantas com mais de 80 esp\u00e9cies de brom\u00e9lias\u201d, contou Jeferson Pereira, que trabalha no receptivo do parque. \u201cQualquer turista pode vir conhecer, mas o foco mesmo \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o ambiental. \u00c9 fundamental ter esse parque no nosso munic\u00edpio porque mostra o quanto \u00e9 importante a natureza para todos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar ao parque, a pessoa passa por um centro de visitante, onde \u00e9 feito um cadastro e passadas orienta\u00e7\u00f5es sobre a trilha. Possui tamb\u00e9m um audit\u00f3rio, onde s\u00e3o recebidas escolas, col\u00e9gios e universidades para a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental. O nome do parque \u00e9 em alus\u00e3o a uma hist\u00f3ria contada por antigos moradores, que afirmavam que viam uma on\u00e7a no rio aos fundos do parque, bebendo \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VER\u00c3O MAIOR PARAN\u00c1<\/strong>&nbsp;\u2013 Toda a programa\u00e7\u00e3o do Ver\u00e3o Maior Paran\u00e1 pode ser conferida no site exclusivo do Governo do Paran\u00e1, o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.verao.pr.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pr.gov.br\/verao<\/a><\/strong>. Ser\u00e3o 33 shows nacionais gratuitos nas arenas de Matinhos e Pontal do Paran\u00e1, al\u00e9m de grande programa\u00e7\u00e3o esportiva nas arenas das praias do Litoral e na regi\u00e3o Noroeste.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tamandu\u00e1-mirim (Tamandua tetradactyla) resgatado em uma resid\u00eancia na tarde de sexta-feira (24) foi devolvido ao seu habitat natural neste s\u00e1bado (25), nas proximidades do Parque Estadual do Rio da On\u00e7a, localizado na divisa entre os munic\u00edpios litor\u00e2neos de Matinhos e Pontal do Paran\u00e1. 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