{"id":63492,"date":"2025-01-14T11:07:41","date_gmt":"2025-01-14T14:07:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=63492"},"modified":"2025-01-14T11:07:44","modified_gmt":"2025-01-14T14:07:44","slug":"depois-dos-50-estagios-e-novas-vagas-ajudam-na-reinsercao-de-pessoas-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2025\/01\/14\/depois-dos-50-estagios-e-novas-vagas-ajudam-na-reinsercao-de-pessoas-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Depois dos 50: est\u00e1gios e novas vagas ajudam na reinser\u00e7\u00e3o de pessoas no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cProfe-vov\u00f3\u201d. Era assim que M\u00e1rcia Regina Espinosa era chamada pelas crian\u00e7as do Centro Municipal de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Zilda Arns, em Fazenda Rio Grande, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, onde estagiou nos \u00faltimos dois anos. O apelido carinhoso dos pequenos, que t\u00eam entre 2 e 3 anos de idade, tem um motivo. M\u00e1rcia, que hoje tem 62 anos, resolveu retornar \u00e0 carreira na educa\u00e7\u00e3o quando j\u00e1 poderia ter idade para se aposentar, e encontrou no est\u00e1gio uma forma de se reinserir no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento de M\u00e1rcia, que voltou aos estudos com 58 anos de idade, mostra uma retomada das pessoas mais velhas ao mercado de trabalho, \u00e0s vezes, come\u00e7ando pelos est\u00e1gios. No Paran\u00e1, a reinser\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com mais de 50 anos na busca por novas coloca\u00e7\u00f5es \u00e9 incentivada pela Secretaria de Estado do Trabalho, Qualifica\u00e7\u00e3o e Renda (SETR).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a SETR promoveu o primeiro mutir\u00e3o de empregos para pessoas dessa faixa et\u00e1ria na Ag\u00eancia do Trabalhador de Curitiba, que conseguiu intermediar a coloca\u00e7\u00e3o de cerca de 500 pessoas no mercado formal. Com isso, houve um crescimento de 38% no n\u00famero de vagas intermediadas pela Rede Sine no Estado entre 2023 e 2024 para o p\u00fablico com mais de 50 anos, passando de 8.994 para 12.440 de um ano para outro, somando 21.434 coloca\u00e7\u00f5es em dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2025, a pasta vai promover cursos de qualifica\u00e7\u00e3o espec\u00edficos para esse p\u00fablico, para que possam disputar de forma igualit\u00e1ria com os mais jovens as vagas que demandam forma\u00e7\u00f5es e conhecimentos espec\u00edficos. As iniciativas da secretaria buscam ampliar a presen\u00e7a das pessoas com mais de 50 anos no mercado de trabalho e j\u00e1 t\u00eam conseguido reduzir o d\u00e9ficit de vagas para essa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre janeiro e setembro de 2023, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, apontava um saldo negativo de 6.175 vagas para esse p\u00fablico no Paran\u00e1, n\u00famero que reduziu para 1.420 no mesmo per\u00edodo de 2024. Apesar do saldo negativo, a diferen\u00e7a entre os dois per\u00edodos foi significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA nossa meta agora \u00e9 passar a ter um saldo positivo na gera\u00e7\u00e3o de empregos para idosos neste ano no Paran\u00e1\u201d, afirma o secret\u00e1rio estadual do Trabalho, Qualifica\u00e7\u00e3o e Renda, Mauro Moraes. \u201cAl\u00e9m dos mutir\u00f5es de emprego, vamos oferecer aos idosos a qualifica\u00e7\u00e3o, para que eles possam disputar com os mais jovens as vagas de emprego, inclusive em \u00e1reas mais novas, como a de tecnologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cursos ser\u00e3o ofertados em projetos como o Bora Paran\u00e1, Qualifica Paran\u00e1 e as Carretas do Conhecimento, que leva cursos de qualifica\u00e7\u00e3o profissional para cidades paranaenses atrav\u00e9s de escolas m\u00f3veis. \u201cS\u00e3o pessoas que j\u00e1 t\u00eam uma experi\u00eancia de trabalho, mas que n\u00e3o tiveram acesso ao conhecimento que \u00e9 demandado hoje pelas empresas. A ideia \u00e9 de que eles possam ter esses empregos que hoje s\u00e3o ocupados principalmente pela juventude\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXPERI\u00caNCIA DE VIDA&nbsp;<\/strong>\u2013 Formada no magist\u00e9rio, M\u00e1rcia j\u00e1 trabalhava com a educa\u00e7\u00e3o infantil e foi concursada na Prefeitura de Curitiba at\u00e9 o ano 2000, quando se mudou para os Estados Unidos com a fam\u00edlia. Dez anos depois, eles voltaram para a Capital, mas ela n\u00e3o conseguiu a reinser\u00e7\u00e3o na rede municipal, j\u00e1 que naquele per\u00edodo os concursos passaram a exigir ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, fez alguns bicos como assistente em escolas e tamb\u00e9m em outros trabalhos, at\u00e9 que resolveu se dedicar como dona de casa. O desejo de voltar a trabalhar com educa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, continuava. E foi com o incentivo da filha que se matriculou no curso de Pedagogia em 2020. \u201cEu comecei a fazer est\u00e1gio j\u00e1 no primeiro ano de faculdade. Estagiei por dois anos na Educa\u00e7\u00e3o Especial, em Curitiba, e depois nos mudamos para Fazenda Rio Grande, onde comecei meu est\u00e1gio com as crian\u00e7as pequenas\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cForam experi\u00eancias maravilhosas, que fizeram muito bem para mim. As crian\u00e7as me chamavam de profe-vov\u00f3 e eu me dava muito bem com as outras professoras, que eram bem mais novas que eu. Eu tinha elas como minhas filhas\u201d, diz M\u00e1rcia. \u201cE \u00e9 um trabalho puxado, que precisa pegar crian\u00e7a no colo, mas eu tinha a mesma disposi\u00e7\u00e3o que as mais jovens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE essa experi\u00eancia tamb\u00e9m abriu novos horizontes para mim. At\u00e9 eu come\u00e7ar a estudar, s\u00f3 sabia usar o telefone fixo, nem celular tinha. Agora uso tudo, mexo no computador. Fiz todo o curso a dist\u00e2ncia, online, e ainda paguei a faculdade com o dinheiro do meu est\u00e1gio\u201d, destaca. \u201cEu me formo em abril e tenho planos de come\u00e7ar uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, podendo continuar estagiando ainda. Mas vou come\u00e7ar a prestar concursos, n\u00e3o quero parar t\u00e3o cedo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O est\u00e1gio de M\u00e1rcia foi intermediado pelo Centro de Integra\u00e7\u00e3o Empresa-Escola do Paran\u00e1 (CIEE\/PR), que busca a inser\u00e7\u00e3o de estudantes no mercado de trabalho por meio de programas de est\u00e1gios e aprendizagem, cursos de capacita\u00e7\u00e3o e cidadania e programas sociais. O pr\u00f3prio CIEE\/PR, que ofereceu 8.738 vagas em 2024 para todas as faixas et\u00e1rias e pretende ampliar em 10% esse n\u00famero neste ano, v\u00ea um aumento na procura de est\u00e1gio por pessoas com 60 anos ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a supervisora operacional do CIEE\/PR, Ilsis Cristine da Silva, as \u00e1reas mais procuradas por esse p\u00fablico s\u00e3o administra\u00e7\u00e3o e pedagogia, e as pr\u00f3prias empresa t\u00eam tido interesse nas pessoas mais velhas por causa da experi\u00eancia e comprometimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSentimos a necessidade, no \u00faltimo ano, de fazer a inclus\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria no mercado de trabalho, porque vemos um movimento de pessoas com 50, 60 anos, buscando as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, seja para buscar ou retomar um curso, fazer uma segunda gradua\u00e7\u00e3o ou mesmo uma especializa\u00e7\u00e3o\u201d, explica. \u201cAs pr\u00f3prias empresas t\u00eam buscado esse p\u00fablico, ainda como reflexo da pandemia, j\u00e1 que os jovens querem trabalhos home office ou n\u00e3o se interessam por certas atividades. Elas acham vantajoso contratar pessoas mais velhas, porque t\u00eam experi\u00eancia e comprometimento, j\u00e1 que h\u00e1 toda uma quest\u00e3o motivacional por retornarem ao mercado de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00cdNDICE DE ENVELHECIMENTO&nbsp;<\/strong>\u2013 A inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho do p\u00fablico idoso vem ao encontro da mudan\u00e7a das proje\u00e7\u00f5es que apontam um envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2027, o n\u00famero pessoas com mais de 60 anos de idade no Paran\u00e1 deve superar a propor\u00e7\u00e3o daquelas com menos de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que aponta um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Populacao-idosa-vai-superar-jovens-com-menos-de-15-anos-em-2027-no-Parana\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (Ipardes)<\/a>&nbsp;com base nas proje\u00e7\u00f5es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), feitas a partir de dados do Censo 2022. O cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelo IBGE aponta que esta \u00e9 uma tend\u00eancia que deve se acentuar ao longo das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Em 2046, o \u00cdndice de Envelhecimento aponta que o n\u00famero de idosos ser\u00e1 o dobro do de jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cProfe-vov\u00f3\u201d. 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