{"id":61680,"date":"2024-12-02T18:25:52","date_gmt":"2024-12-02T21:25:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=61680"},"modified":"2024-12-02T18:26:48","modified_gmt":"2024-12-02T21:26:48","slug":"mais-de-140-tartarugas-marinhas-encalharam-no-litoral-do-parana-nos-ultimos-30-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2024\/12\/02\/mais-de-140-tartarugas-marinhas-encalharam-no-litoral-do-parana-nos-ultimos-30-dias\/","title":{"rendered":"Mais de 140 tartarugas marinhas encalharam no litoral do Paran\u00e1 nos \u00faltimos 30 dias"},"content":{"rendered":"\n<p><br><em>O aumento de encalhes de tartarugas-cabe\u00e7udas no Paran\u00e1 refor\u00e7a a import\u00e2ncia do<br>monitoramento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br>Nos \u00faltimos 30 dias (20 de outubro a 20 de novembro de 2024) a equipe t\u00e9cnica do<br>Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pelo<br>Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) da Universidade Federal do Paran\u00e1<br>(UFPR), registrou o encalhe de 146 tartarugas marinhas no litoral paranaense. Dos<br>animais encalhados, apenas tr\u00eas foram encontrados vivos. Durante o per\u00edodo<br>analisado, os indiv\u00edduos foram registrados nos munic\u00edpios de Pontal de Paran\u00e1 e<br>Matinhos (52), em Guaratuba (13), em Guaraque\u00e7aba (10) e em Paranagu\u00e1 (7).<\/p>\n\n\n\n<p><br>Diferente dos anos anteriores, o n\u00famero de encalhes de tartaruga-cabe\u00e7uda<br>(Caretta caretta) foi superior ao de outras esp\u00e9cies, que somaram 82 ocorr\u00eancias<br>para o per\u00edodo. Na costa brasileira s\u00e3o encontradas as seguintes esp\u00e9cies:<br>tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-cabe\u00e7uda (Caretta caretta), tartaruga-<br>de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-oliva (Leptochelys olivea) e a<br>tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Al\u00e9m das tartarugas-cabe\u00e7udas, no<br>\u00faltimo m\u00eas foram encontradas 54 tartarugas-verdes, quatro tartarugas-oliva , uma<br>tartaruga-de-pente e cinco tartarugas marinhas em avan\u00e7ado est\u00e1gio de<br>decomposi\u00e7\u00e3o, que impossibilitou a identifica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61682\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-696x522.jpeg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-1068x801.jpeg 1068w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6730c933a3b33-scaled.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>O encalhe de tartarugas-cabe\u00e7udas \u00e9 frequente nesta \u00e9poca, especialmente entre<br>os meses de julho e dezembro, e pode estar relacionado a pescarias industriais<br>espec\u00edficas que interagem negativamente com estes animais (conforme pesquisa<br>rec\u00e9m publicada pela equipe do laborat\u00f3rio<br>(https:\/\/academic.oup.com\/icesjms\/advance-<br>article\/doi\/10.1093\/icesjms\/fsae143\/7840775). De acordo com a bi\u00f3loga e<br>coordenadora do PMP-BS\/LEC-UFPR, Dra. Camila Domit, os encalhes de<br>tartarugas-cabe\u00e7udas t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta com as atividades humanas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61683\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-696x522.jpg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-1068x801.jpg 1068w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-1920x1440.jpg 1920w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/6723c509bb8ae-scaled.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA intera\u00e7\u00e3o humana com o ambiente marinho, como a captura acidental em atividades<br>pesqueiras e o descarte inadequado de res\u00edduos, somada aos efeitos das<br>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, t\u00eam contribu\u00eddo para o aumento dos encalhes de tartarugas<br>marinhas. \u00c9 essencial comunicar os resultados a toda a sociedade e incentivar<br>pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis, como o uso de tecnologias que minimizem a captura<br>acidental e a redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o marinha. Al\u00e9m disso, a conserva\u00e7\u00e3o dos habitats<br>costeiros e a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas s\u00e3o passos fundamentais<br>para reverter esse cen\u00e1rio e garantir a sobreviv\u00eancia dessas esp\u00e9cies amea\u00e7adas\u201d,<br>explica Camila.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tartarugas-cabe\u00e7udas<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tartaruga-cabe\u00e7uda \u00e9 caracterizada por sua grande cabe\u00e7a e mand\u00edbulas<br>robustas, adaptadas para esmagar crust\u00e1ceos e moluscos, que comp\u00f5em sua dieta<\/p>\n\n\n\n<p>principal. Essa esp\u00e9cie pode ser encontrada em \u00e1reas com \u00e1guas temperadas e<br>tropicais. No Brasil, utiliza a costa para alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, com desovas<br>principalmente no litoral norte da Bahia, Sergipe e Esp\u00edrito Santo.<br>A esp\u00e9cie enfrenta amea\u00e7as como a captura acidental em atividades pesqueiras,<br>intera\u00e7\u00f5es com lixo marinho, colis\u00f5es com embarca\u00e7\u00f5es, polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e sonora,<br>al\u00e9m da degrada\u00e7\u00e3o de habitats costeiros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61684\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-696x928.jpeg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-1068x1424.jpeg 1068w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/673dcf712d70a-scaled.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia do monitoramento e registro dos animais marinhos mortos<br>O registro de animais marinhos mortos permite a coleta de dados importantes para<br>a conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e de seus habitats. Al\u00e9m disso, contribui para a sa\u00fade<br>p\u00fablica, permitindo a avalia\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as emergentes e altera\u00e7\u00f5es ambientais.\u201cO<br>monitoramento cont\u00ednuo realizado pelo PMP-BS \u00e9 crucial para entender as causas<br>dos encalhes e avaliar o impacto das amea\u00e7as enfrentadas pelas tartarugas<br>marinhas. Esses dados fornecem subs\u00eddios valiosos para a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o,<br>desde a prote\u00e7\u00e3o de habitats at\u00e9 o desenvolvimento de estrat\u00e9gias para reduzir<br>intera\u00e7\u00f5es negativas com atividades humanas. Al\u00e9m disso, o resgate e reabilita\u00e7\u00e3o<br>de animais vivos s\u00e3o fundamentais para garantir a recupera\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos<br>debilitados e refor\u00e7ar os esfor\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha\u201d,<br>conclui a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o PMP-BS<br><\/strong>A realiza\u00e7\u00e3o do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)<br>\u00e9 uma exig\u00eancia do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as<br>atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na<br>Bacia de Santos. No estado do Paran\u00e1, Trecho 6, a execu\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela<br>equipe LEC\/UFPR (@lecufpr e www.lecufpr.net).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Bi\u00f3loga e coordenadora do LEC\/UFPR e do PMP-BS\/UFPR, Dra. Camila Domit<\/li>\n\n\n\n<li>Bi\u00f3loga e gerente do PMP\/UFPR, Dra. Liana Rosa<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento de encalhes de tartarugas-cabe\u00e7udas no Paran\u00e1 refor\u00e7a a import\u00e2ncia domonitoramento Nos \u00faltimos 30 dias (20 de outubro a 20 de novembro de 2024) a equipe t\u00e9cnica doProjeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado peloLaborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) da Universidade Federal do Paran\u00e1(UFPR), registrou o encalhe de 146 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":61681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40,34,111],"tags":[],"class_list":{"0":"post-61680","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-meio-ambiente","9":"category-ufpr"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/671a99d9cb634-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61680"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61686,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61680\/revisions\/61686"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}