{"id":5777,"date":"2019-04-10T18:47:23","date_gmt":"2019-04-10T21:47:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=5777"},"modified":"2019-04-10T18:49:49","modified_gmt":"2019-04-10T21:49:49","slug":"secretaria-de-servicos-urbanos-realizou-mutirao-de-manutencoes-no-jardim-canada-noticias-parana-estado-praia-litoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/10\/secretaria-de-servicos-urbanos-realizou-mutirao-de-manutencoes-no-jardim-canada-noticias-parana-estado-praia-litoral\/","title":{"rendered":"Secretaria de Servi\u00e7os Urbanos realizou Mutir\u00e3o de Manuten\u00e7\u00f5es no Jardim Canad\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O H. luzonensis teria vivido na caverna de Callao, na ilha de Luz\u00f3n, nas Filipinas, entre 67 mil e 50 mil anos atr\u00e1s. Estudo foi publicado na revista Nature nesta quarta (10).<\/h4>\n\n\n\n<p>Um artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature desta quarta-feira (10) traz evid\u00eancias do que pode ser uma grande descoberta: uma nova esp\u00e9cie humana, provavelmente mais baixa e com uma mistura de tra\u00e7os arcaicos e modernos, que os pesquisadores deram o nome de&nbsp;<em>&#8216;Homo luzonensis&#8217;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>H. luzonensis<\/em>&nbsp;teria vivido na caverna de Callao, na ilha de Luz\u00f3n, nas Filipinas, entre 67 mil e 50 mil anos atr\u00e1s. Foi l\u00e1 que foram encontrados treze pequenos f\u00f3sseis: dentes, falanges do p\u00e9 e da m\u00e3o, e fragmentos de f\u00eamur. Dois destes fragmentos de f\u00f3ssil deram a pista sobre o per\u00edodo de vida da esp\u00e9cie atrav\u00e9s da data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A nova esp\u00e9cie apresenta ao mesmo tempo &#8220;elementos e caracter\u00edsticas muito primitivas semelhantes aos do&nbsp;<em>Australopithecus&nbsp;<\/em>e outras, modernas, pr\u00f3ximas aos do&nbsp;<em>Homo sapiens<\/em>&#8220;, ressalta Florent Detroit, paleoantrop\u00f3logo do Museu do Homem e principal autor do estudo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsitcas<\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>&#8216;Homo luzonensis&#8217;<\/em>&nbsp;&#8220;era provavelmente pequeno, se julgarmos pelo tamanho de seus dentes&#8221;, mas &#8220;n\u00e3o \u00e9 um argumento suficiente&#8221; para afirm\u00e1-lo, indica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a esp\u00e9cie n\u00e3o \u00e9 um ancestral direto do homem moderno, mas sim uma esp\u00e9cie vizinha, contempor\u00e2nea do&nbsp;<em>Homo sapiens<\/em>, mas com v\u00e1rias caracter\u00edsticas primitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratam-se dos restos humanos mais antigos encontrados nas Filipinas, precedendo os primeiros&nbsp;<em>&#8216;Homo sapiens&#8217;<\/em>&nbsp;datados de 30.000 a 40.000 anos encontrados na ilha de Palawan, a sudoeste do arquip\u00e9lago.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Debates \u00e0 vista<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/AlRBpfcCaiXHq_PaM3HVW7wHqbA=\/0x0:1842x1304\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/z\/J\/BqSKuFSO2ztP7VBjAL4A\/000-1fi9kt.jpg\" alt=\"Compara\u00e7\u00e3o de dentes f\u00f3sseis das esp\u00e9cies rec\u00e9m-descobertas Homo Luzonesis e a de Errectus Sapiensa desenterrada durante a escava\u00e7\u00e3o na Gruta de Callao, no norte da ilha de Luzon, no norte das Filipinas. \u2014 Foto: AFP PHOTO \/ Florent DETROIT \/ Florent DETROIT\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Compara\u00e7\u00e3o de dentes f\u00f3sseis das esp\u00e9cies rec\u00e9m-descobertas Homo Luzonesis e a de Errectus Sapiensa desenterrada durante a escava\u00e7\u00e3o na Gruta de Callao, no norte da ilha de Luzon, no norte das Filipinas. \u2014 Foto: AFP PHOTO \/ Florent DETROIT \/ Florent DETROIT<\/p>\n\n\n\n<p>Sua an\u00e1lise morfol\u00f3gica revelou muitas surpresas. A primeira diz respeito aos dentes: os pr\u00e9-molares do&nbsp;<em>&#8216;Homo luzonensis&#8217;<\/em>&nbsp;t\u00eam semelhan\u00e7as com os dos&nbsp;<em>Australopithecus&nbsp;<\/em>(homin\u00eddeos africanos desaparecidos h\u00e1 2 milh\u00f5es de anos) e de outras esp\u00e9cies antigas do g\u00eanero Homo, como&nbsp;<em>&#8216;Homo habilis&#8217;<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>&#8216;Homo erectus&#8217;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros aspectos, esses dentes t\u00eam duas ou tr\u00eas ra\u00edzes, enquanto os do&nbsp;<em>&#8216;Homo sapiens&#8217;&nbsp;<\/em>costumam ter uma, \u00e0s vezes duas, apontam os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, os molares s\u00e3o muito pequenos e sua morfologia muito simples se assemelha \u00e0 dos homens modernos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um indiv\u00edduo com essas caracter\u00edsticas combinadas n\u00e3o pode ser classificado em nenhuma das esp\u00e9cies conhecidas hoje&#8221;, observa Florent Detroit.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ossos do p\u00e9 tamb\u00e9m s\u00e3o muito surpreendentes: a falange proximal tem uma curvatura muito pronunciada e inser\u00e7\u00f5es muito desenvolvidas para os m\u00fasculos assegurando a flex\u00e3o do p\u00e9. N\u00e3o se parece com uma falange do&nbsp;<em>Homo sapiens<\/em>, mas com a de um&nbsp;<em>Australopithecus<\/em>, um homin\u00eddeo provavelmente bipedal e arb\u00f3reo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o estamos afirmando que o<em>&nbsp;&#8216;Homo luzonensis&#8217;&nbsp;<\/em>vivia nas \u00e1rvores, porque a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero Homo mostra que este g\u00eanero \u00e9 caracterizado por um bipedismo severo desde 2 milh\u00f5es de anos&#8221;, ressalta Florent Detroit.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;reaparecimento&#8221; de caracter\u00edsticas primitivas no&nbsp;<em>Homo luzonensis<\/em>pode ser explicado pelo endemismo insular, segundo ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo do Quatern\u00e1rio, a ilha de Luzon nunca esteve acess\u00edvel a p\u00e9. Se homin\u00eddios viveram l\u00e1, tiveram que encontrar um meio de atravessar o mar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Aos olhos do pesquisador, os resultados do estudo &#8220;mostram muito claramente que a evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana n\u00e3o \u00e9 linear&#8221;. &#8220;\u00c9 mais complexa do que pens\u00e1vamos at\u00e9 recentemente&#8221;, explicou.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma &#8220;descoberta not\u00e1vel&#8221; que &#8220;sem d\u00favida desencadear\u00e1 muitos debates cient\u00edficos&#8221;, disse Matthew Tocheri, da Universidade de Lakehead, no Canad\u00e1, em um coment\u00e1rio publicado na Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>Florent Detroit espera que alguns colegas &#8220;questionem a legitimidade de descrever uma nova esp\u00e9cie a partir de uma pequena amostra de f\u00f3sseis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, aos seus olhos, &#8220;n\u00e3o \u00e9 grave criar uma nova esp\u00e9cie&#8221;. Isso ajuda a chamar a aten\u00e7\u00e3o para esses f\u00f3sseis que parecem &#8220;diferentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Se no futuro, os colegas mostrarem que est\u00e1vamos errados e que esses vest\u00edgios correspondem a uma esp\u00e9cie que j\u00e1 conhec\u00edamos, n\u00e3o tem problema, vamos esquecer isso&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/x8CZZGLZFj0gvgaTbHsf0D7tsJo=\/0x0:4288x2848\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/2\/8\/Azf7sSQdyu1Z6UuzUplw\/000-1fi9kj.jpg\" alt=\"Escava\u00e7\u00f5es nas Filipinas, onde foram encontrados f\u00f3sseis do Homo luzonensis  \u2014 Foto: AFP PHOTO \/ FLORENT DETROIT \/ FLORENT DETROIT\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Escava\u00e7\u00f5es nas Filipinas, onde foram encontrados f\u00f3sseis do Homo luzonensis \u2014 Foto: AFP PHOTO \/ FLORENT DETROIT \/ FLORENT DETROIT<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.afp.com\/\" target=\"_blank\"><br> <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O H. luzonensis teria vivido na caverna de Callao, na ilha de Luz\u00f3n, nas Filipinas, entre 67 mil e 50 mil anos atr\u00e1s. Estudo foi publicado na revista Nature nesta quarta (10). 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