{"id":5767,"date":"2019-04-10T18:10:03","date_gmt":"2019-04-10T21:10:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=5767"},"modified":"2019-04-10T18:10:05","modified_gmt":"2019-04-10T21:10:05","slug":"por-que-a-classe-media-esta-ficando-muito-endividada-em-varios-lugares-do-mundo-segundo-a-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/10\/por-que-a-classe-media-esta-ficando-muito-endividada-em-varios-lugares-do-mundo-segundo-a-ocde\/","title":{"rendered":"Por que a classe m\u00e9dia est\u00e1 ficando muito endividada em v\u00e1rios lugares do mundo, segundo a OCDE"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma classe m\u00e9dia forte e pr\u00f3spera \u00e9 fundamental para o sucesso e desenvolvimento de qualquer economia. Ela sustenta o consumo, possibilita muito do investimento em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o civil, e permite a exist\u00eancia de servi\u00e7os por meio de sua contribui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, segundo a OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em diversos pa\u00edses do mundo, a classe m\u00e9dia tem visto seu padr\u00e3o de vida estagnar ou cair, enquanto grupos com rendas mais altas continuaram a acumular renda e riqueza, diz a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte da classe m\u00e9dia est\u00e1 financeiramente vulner\u00e1vel \u2013 ou seja, se encontra incapaz de lidar com gastos inesperados ou quedas repentinas na renda \u2013 e endividada.<\/p>\n\n\n\n<p> Nos pa\u00edses que fazem parte da organiza\u00e7\u00e3o, mais de um em cada cinco lares de classe m\u00e9dia gasta mais do que ganha, o que gera um risco alt\u00edssimo de endividamento excessivo. Esse n\u00edvel varia de 10% em pa\u00edses como a Est\u00f4nia e a Pol\u00f4nia a mais de 50% no Chile e na Gr\u00e9cia. No Brasil (que\u00a0aguarda resposta para seu pedido de integrar a institui\u00e7\u00e3o) o \u00edndice chega a 27 % dos lares de classe m\u00e9dia. <\/p>\n\n\n\n<p> Quase 40% dos lares de classe m\u00e9dia em 18 pa\u00edses europeus da OCDE est\u00e3o financeiramente vulner\u00e1veis \u2013 \u00edndice que varia de 12% na Noruega a 70% na Gr\u00e9cia. E metade dos lares nesses pa\u00edses tem dificuldade em pagar suas despesas recorrentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram publicados nesta quarta em um relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o sobre as dificuldades financeiras, os crescentes riscos e as press\u00f5es enfrentadas pela classe m\u00e9dia. Chamado&nbsp;<em>Under Pressure: The Squeezed Middle Class&nbsp;<\/em>(Sob Press\u00e3o: A Classe M\u00e9dia Espremida, em tradu\u00e7\u00e3o livre), o estudo analisou dados dos 36 pa\u00edses da institui\u00e7\u00e3o e de pa\u00edses emergentes como Brasil e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CC06\/production\/_106403225_5fe1ddcc-2b2f-4513-8617-b5ec14f7fe25.png\" alt=\"Gr\u00e1fico de lares que gastam mais do que ganham\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio \u00e9 o quinto de uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-44489766\">s\u00e9rie de estudos sobre as tend\u00eancias<\/a>, causas e consequ\u00eancias da desigualdade no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele mostra que em todas as gera\u00e7\u00f5es desde os<em>&nbsp;baby boomers<\/em>&nbsp;(nascidos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial) a classe m\u00e9dia diminuiu e sua influ\u00eancia econ\u00f4mica enfraqueceu. Tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s, a renda agregada dos lares de classe m\u00e9dia era quatro vezes maior do que a renda agregada dos lares de renda alta. Hoje, essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 menor do que tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a OCDE, isso alimentou a percep\u00e7\u00e3o de que o atual sistema socio-econ\u00f4mico \u00e9 injusto e que a classe m\u00e9dia n\u00e3o se beneficiou do crescimento proporcionalmente \u00e0 sua contribui\u00e7\u00e3o para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o sugere a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam reverter esse quadro e aliviar as press\u00f5es sofridas por esse grupo, que \u00e9 um &#8220;motor do crescimento econ\u00f4mico e pilar da estabilidade social&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sociedades com classes m\u00e9dias fortes t\u00eam \u00edndices de criminalidade menores, maiores n\u00edveis de confian\u00e7a e satisfa\u00e7\u00e3o com a vida, al\u00e9m de maior estabilidade pol\u00edtica e boa governan\u00e7a&#8221;, diz Gabriela Ramos, respons\u00e1vel pela iniciativa de Crescimento Inclusivo da organiza\u00e7\u00e3o, na abertura do estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Custo de vida cada vez mais alto<\/h2>\n\n\n\n<p>Na maioria dos pa\u00edses da OCDE, o excesso de endividamento \u00e9 maior na classe m\u00e9dia do que na popula\u00e7\u00e3o em geral \u2013 e em muitos deles isso vem crescendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, um dos principais motivos para esse endividamento da classe m\u00e9dia foi uma alta no custo de vida: o custo dos principais servi\u00e7os e bens aumentou muito mais r\u00e1pido que a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A renda desse grupo demogr\u00e1fico cresceu mais devagar do que a renda de quem est\u00e1 no topo em cada uma das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Nos pa\u00edses da OCDE, a renda da classe m\u00e9dia cresceu um ter\u00e7o menos do que a renda dos 10% mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O estilo de vida da classe m\u00e9dia normalmente \u00e9 associado com certos bens e servi\u00e7os e certas condi\u00e7\u00f5es de vida, como moradia decente, boa educa\u00e7\u00e3o e acesso a um bom servi\u00e7o de sa\u00fade. No entanto, os pre\u00e7os de bons servi\u00e7os de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e moradia aumentaram muito acima da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, explica o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos melhores empregos fez com que o pre\u00e7o da moradia subisse muito nas grandes cidades. A moradia \u00e9 respons\u00e1vel por uma parte cada vez maior dos gastos dos lares de classe m\u00e9dia. Entre 1995 e 2015, ela aumentou de um quarto da renda para quase um ter\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e novas tecnologias m\u00e9dicas aumentaram o custo de servi\u00e7os privados de sa\u00fade, achatando ainda mais a classe m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a competi\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho pressiona os pais a investir mais e mais em educa\u00e7\u00e3o, enquanto os servi\u00e7os do setor se tornam mais caros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CF39\/production\/_106394035_untitled-1.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia com dezenas de contas caindo sobre ela\"\/><figcaption>Image captionEm todas as gera\u00e7\u00f5es desde os &#8216;baby boomers&#8217; (nascidos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial) a classe m\u00e9dia diminuiu e sua influ\u00eancia econ\u00f4mica enfraqueceu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O economista Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas), explica que h\u00e1 mais um fator-chave para esse endividamento, especialmente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com mais dificuldade de acesso a renda, as pessoas acabam recorrendo ao mercado de cr\u00e9dito&#8221;, diz ele. &#8220;E quando deixam de pagar, a inadimpl\u00eancia aumenta o endividamento. Muitos lares acabam compremetendo uma parcela significativa da renda para pagar juros.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acaba tendo um um efeito de desacelera\u00e7\u00e3o do consumo e da economia, o que faz com que a renda cres\u00e7a menos ainda e gera um c\u00edrculo vicioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os gastos suplantaram a renda, a capacidade de poupar da classe m\u00e9dia caiu muito. Ela despencou entre 2007 e 2010 e ficou estagnada entre 2010 e 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil se difere da maioria dos pa\u00edses da OCDE em rela\u00e7\u00e3o ao peso de alimenta\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio tem no or\u00e7amento das fam\u00edlias. Na maioria dos pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o, comida e roupas correspondem a menos de um quarto dos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil e na \u00c1frica do Sul, alimenta\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio s\u00e3o quase um ter\u00e7o dos gastos dos lares de classe m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o aumento do custo de vida e gastos crescendo mais r\u00e1pido do que da renda, muitos lares de renda m\u00e9dia t\u00eam dificuldade de chegar ao fim do m\u00eas. Alguns se tornaram finaceiramente vulner\u00e1veis, e outros gastam mais do que ganham&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aut\u00f4nomos e bicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro fator que afetou essa faixa de renda nos \u00faltimos 30 anos \u00e9 que oportunidades tradicionais de mobilidade social para a classe m\u00e9dia foram diminuindo conforme o mercado de trabalho se tornou cada vez mais incerto, de acordo com o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um em cada seis trabalhadores de classe m\u00e9dia faz um trabalho que corre o risco de automa\u00e7\u00e3o, ou seja, de o trabalhador ser substituido por rob\u00f4s \u2013 fator que afeta principalmente os pa\u00edses mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pa\u00edses emergentes, o problema do trabalho para a classe m\u00e9dia \u00e9 mais relacionado ao trabalho informal e aut\u00f4nomo e \u00e0s jornadas em tempo parcial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16B79\/production\/_106394039_da29c0ea-8e2c-44ce-afaf-acfdae3c43aa.jpg\" alt=\"Rio de Janeiro\"\/><figcaption>Image captionEstudo \u00e9 o quinto de uma s\u00e9rie de pesquisas da OCDE sobre efeitos da desigualdade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos 17 pa\u00edses da OCDE onde h\u00e1 dados dispon\u00edveis, apenas 8% dos lares s\u00e3o chefiado por trabalhadores em jornadas parciais. No Brasil e na \u00c1frica do Sul, no entanto, esse \u00edndice \u00e9 de 24%.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nos pa\u00edses emergentes &#8220;uma consider\u00e1vel por\u00e7\u00e3o dos lares de renda m\u00e9dia s\u00e3o chefiados por aut\u00f4nomos&#8221;. No Brasil e na China, essa fatia \u00e9 de 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, o aumento desse tipo de trabalho pode aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a e ansiedade da classe m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora permita maior flexibilidade em acordos de trabalho, [esse tipo de trabalho] fornece menos prote\u00e7\u00e3o trabalhista, menos direitos sociais, menos oportunidades de treinamento e menor privisibilidade de ganhos \u2013 todos fatores associados com as prefer\u00eancias da classe m\u00e9dia&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 classe m\u00e9dia?<\/h2>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio da OCDE para definir o que \u00e9 classe m\u00e9dia nos pa\u00edses estudados \u00e9 classificar como parte desse grupo pessoas vivendo em lares onde a renda fica entre 75% e 200% da m\u00e9dia nacional do pa\u00eds. Acima disso, os lares s\u00e3o considerados renda alta e, abaixo, s\u00e3o considerados renda baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como a OCDE analisa muitos pa\u00edses diferentes, precisa de um crit\u00e9rio que permita compar\u00e1-los&#8221;, explica o economista da FGV Joelson Sampaio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 por isso que acaba sendo um crit\u00e9rio diferente do usado pelo IBGE no Brasil&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE tamb\u00e9m leva em considera\u00e7\u00e3o a renda, mas \u00e9 sua divis\u00e3o baseada no n\u00famero de sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 998), dividindo a popula\u00e7\u00e3o em cinco faixas de renda. A classe m\u00e9dia compreende as classes B (renda entre 10 e 20 sal\u00e1rios) e C (renda familiar entre 4 e 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo crit\u00e9rio da OCDE, a renda m\u00ednima anual por pessoa para ser considerada de classe m\u00e9dia \u00e9 de US$ 4.968 (R$ 19.046) por ano e a m\u00e1xima \u00e9 de U$ 13.247 (R$ 50.787) [dados de 2016 ajustados com \u00edndices de paridade de poder de compra de 2010].<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a OCDE, defini\u00e7\u00f5es de classe m\u00e9dia que levam em conta a renda s\u00e3o particularmente adequadas para compara\u00e7\u00f5es internacionais pois as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o amplamente dispon\u00edveis, compar\u00e1veis e consistentes ao longo do tempo e entre pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Em quase todos os pa\u00edses da OCDE (com exce\u00e7\u00e3o de M\u00e9xico e Chile), a maioria das pessoas vive nesse faixa m\u00e9dia de renda \u2013 a m\u00e9dia dos pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 61% da popula\u00e7\u00e3o na classe m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses emergentes \u2013 incluindo o Brasil \u2013 essa por\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menor. Na China, a classe m\u00e9dia \u00e9 48% da popula\u00e7\u00e3o. No Brasil, de acordo com os crit\u00e9rios da OCDE, a classe m\u00e9dia \u00e9 44% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/BA0E\/production\/_106403674_grficoocdetamanhodaclassemedia-nc.png\" alt=\"Grafico do tamanho da classe media\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Achatamento<\/h2>\n\n\n\n<p>A classe m\u00e9dia \u00e9 um grupo que tem diminu\u00eddo, segundo a OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>Menos pessoas fazem parte da classe m\u00e9dia hoje do que h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas. A m\u00e9dia caiu de 64% da popula\u00e7\u00e3o nos anos 1980 para os atuais 61% \u2013 decl\u00ednio que \u00e9 atribu\u00eddo principalmente ao aumento da pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns pa\u00edses, essa queda foi mais evidente, como no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos, onde o tamanho da classe m\u00e9dia caiu mais de 4 pontos percentuais, em Israel, onde caiu quase 7 pontos percentuais, na Finl\u00e2ndia (queda de quase 6 pontos) e na Su\u00e9cia (diminui\u00e7\u00e3o de mais de 7 pontos). Apesar disso, essas na\u00e7\u00f5es continuam tendo uma grande por\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o nessa faixa de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, as classes baixa e alta cresceram em muitos pa\u00edses onde a classe m\u00e9dia diminui, mostrando um aumento da desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E11E\/production\/_106403675_grficoocdeachatamento-nc.png\" alt=\"Gr\u00e1fico achatamento\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como reverter essa tend\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>A OCDE aponta que uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es da classe m\u00e9dia tem sido seus filhos: a gera\u00e7\u00e3o atual \u00e9 uma das mais educadas, mas tem menos chance de conseguir o mesmo padr\u00e3o de vida que seus pais.<\/p>\n\n\n\n<p>Preocupada com o futuro dessa faixa de renda que descreve como essencial para o bom funcionamento da economia e para estabilidade social, a organiza\u00e7\u00e3o apresenta pol\u00edticas e iniciativas que podem aumentar as perspectivas e oportunidades para a classe m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sampaio, da FGV, o primeiro passo para melhorar a situa\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia no Brasil \u00e9 &#8220;propiciar caminhos para o pa\u00eds crescer e se desenvolver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sem crescimento econ\u00f4mico, voc\u00ea acaba tendo um aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda e da desigualdade&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, diz ele, o crescimento &#8220;\u00e9 essencial e necess\u00e1rio, mas n\u00e3o suficiente&#8221; para resolver as crescentes press\u00f5es e dificuldade sobre esse grupo demogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, as propostas da OCDE poderiam ser aplicadas aqui tamb\u00e9m: tornar do sistema tribut\u00e1rio mais justo, lidar com o crescente costo de vida, principalmente no mercado de moradia e educa\u00e7\u00e3o, melhorar a forma\u00e7\u00e3o de lares de classe m\u00e9dia, reduzir o risco de excesso de endividamento e melhorar o acesso a oportunidades de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma classe m\u00e9dia forte e pr\u00f3spera \u00e9 fundamental para o sucesso e desenvolvimento de qualquer economia. Ela sustenta o consumo, possibilita muito do investimento em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o civil, e permite a exist\u00eancia de servi\u00e7os por meio de sua contribui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, segundo a OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico). 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