{"id":57127,"date":"2024-01-03T10:35:48","date_gmt":"2024-01-03T13:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=57127"},"modified":"2024-01-03T10:35:50","modified_gmt":"2024-01-03T13:35:50","slug":"com-apoio-do-idr-produtores-do-litoral-transformam-coxinha-de-aipim-em-negocio-rentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2024\/01\/03\/com-apoio-do-idr-produtores-do-litoral-transformam-coxinha-de-aipim-em-negocio-rentavel\/","title":{"rendered":"Com apoio do IDR, produtores do Litoral transformam coxinha de aipim em neg\u00f3cio rent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2003, depois de passar um tempo juntando dinheiro, Elizabeth e Jo\u00e3o Luiz Santos deixaram o Oeste do Paran\u00e1 e compraram uma ch\u00e1cara na Col\u00f4nia S\u00e3o Luiz, em Paranagu\u00e1, no Litoral, em busca de melhorar a situa\u00e7\u00e3o financeira e dar condi\u00e7\u00f5es de estudo para as duas filhas. Ambos s\u00e3o origin\u00e1rios de fam\u00edlia rural e vivem da agricultura desde a inf\u00e2ncia. No come\u00e7o tiveram dificuldades, mas desde que chegaram ao novo espa\u00e7o recebem apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 (IDR-Paran\u00e1) e agora administram uma agroind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a assist\u00eancia, o casal venceu os desafios impostos pela restri\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura na regi\u00e3o, principalmente de ordem ambiental, j\u00e1 que as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o predominantes no Litoral.&nbsp; A assist\u00eancia dada por profissionais do Instituto abrange preparo do solo, a sele\u00e7\u00e3o de cultivares, plantio e manejo das culturas, at\u00e9 a agroindustrializa\u00e7\u00e3o e o acesso ao cr\u00e9dito rural. Hoje, al\u00e9m de uma vida confort\u00e1vel e segura, Elizabeth e Jo\u00e3o Luiz s\u00e3o refer\u00eancia para estudantes e profissionais de todos os cantos do Brasil e recebem at\u00e9 excurs\u00f5es do Exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo que chegaram a Paranagu\u00e1, eles direcionaram a propriedade para atividades que permitem maior rentabilidade em pequenas \u00e1reas, como a produ\u00e7\u00e3o de frutas, hortali\u00e7as, palmito e mandioca. As atividades s\u00e3o realizadas em uma \u00e1rea de dois hectares &#8211; a propriedade tem \u00e1rea total de 6,3 hectares, mas 4,3 deles s\u00e3o \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eles come\u00e7aram com a venda dos produtos na feira em Paranagu\u00e1. Logo, a partir da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, passaram a preparar lanches para oferecer ao p\u00fablico. Foram refor\u00e7ando a atividade e aumentando as vendas at\u00e9 instalarem a agroind\u00fastria, a Beth Lanches, que oferece produtos de maior qualidade e em quantidade muito maior nas feiras de Paranagu\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os past\u00e9is e a coxinha de aipim s\u00e3o o carro-chefe da Beth Lanches, com produ\u00e7\u00e3o significativa. S\u00e3o 600 past\u00e9is e 400 coxinhas vendidos por semana, al\u00e9m de massas, bolos, empad\u00f5es, quibes, sucos naturais (acerola, maracuj\u00e1 e ara\u00e7\u00e1-p\u00eara).<\/p>\n\n\n\n<p>No Litoral a produ\u00e7\u00e3o de mandioca \u00e9 muito importante regionalmente, pois garante o sustento de muitas fam\u00edlias que exploram a cultura para a venda in natura (aipim de mesa), descascada e embalada, e tamb\u00e9m para a fabrica\u00e7\u00e3o artesanal de farinha, que \u00e9 reconhecida pela sua qualidade. A fam\u00edlia Santos usa toda a produ\u00e7\u00e3o de mandioca da propriedade para produzir os lanches. S\u00e3o cultivadas diversas variedades do tub\u00e9rculo. Jo\u00e3o Luiz testa pessoalmente o cozimento e a qualidade da raiz que produz para a produ\u00e7\u00e3o dos salgados.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Foi gra\u00e7as aos programas oficiais do Governo do Estado que a fam\u00edlia conseguiu adquirir um trator para o trabalho na lavouras e uma van utilit\u00e1ria para a log\u00edstica de comercializa\u00e7\u00e3o. Eles tamb\u00e9m recebem assist\u00eancia para entrega de alimentos atrav\u00e9s de programas institucionais, como a Merenda Escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>O planejamento dos investimentos mudou completamente a qualidade de vida da fam\u00edlia. Em 2003 o casal possu\u00eda uma pequena casa de madeira, na qual fizeram melhorias para agregar valor aos produtos da ro\u00e7a e vender na feira. Al\u00e9m de conseguir uma renda para seu sustento, o que sobrava foi aplicado no aumento da produ\u00e7\u00e3o, na variedade e na quantidade de lanches e alimentos oferecidos pelo casal na banca da feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa determina\u00e7\u00e3o, atualmente Elizabeth e Jo\u00e3o Luiz t\u00eam uma casa confort\u00e1vel, uma agroind\u00fastria que gera tr\u00eas empregos diretos e outros cinco postos indiretos de trabalho nas atividades agr\u00edcolas. Suas filhas, Priscila e Renata, j\u00e1 s\u00e3o p\u00f3s-graduadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os propriet\u00e1rios da Ch\u00e1cara Santos recebem, desde 2009, visitas de estudantes de escolas municipais, estaduais, universidades, institutos federais, e at\u00e9 excurs\u00f5es de universidades dos Estados Unidos e Canad\u00e1. A coordena\u00e7\u00e3o das visitas \u00e9 feita em parceria com o IDR-Paran\u00e1, e divulga a evolu\u00e7\u00e3o trabalho da fam\u00edlia tanto na atividade agr\u00edcola, quanto na transforma\u00e7\u00e3o dos produtos que s\u00e3o comercializados. Essa atividade tamb\u00e9m \u00e9 importante por propiciar a troca de saberes entre campo e cidade, cada um com algo para ensinar e aprender com o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2003, depois de passar um tempo juntando dinheiro, Elizabeth e Jo\u00e3o Luiz Santos deixaram o Oeste do Paran\u00e1 e compraram uma ch\u00e1cara na Col\u00f4nia S\u00e3o Luiz, em Paranagu\u00e1, no Litoral, em busca de melhorar a situa\u00e7\u00e3o financeira e dar condi\u00e7\u00f5es de estudo para as duas filhas. 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