{"id":5448,"date":"2019-04-08T20:18:16","date_gmt":"2019-04-08T23:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=5448"},"modified":"2019-04-08T20:18:17","modified_gmt":"2019-04-08T23:18:17","slug":"guerra-de-faccoes-criminosas-volta-com-forca-nas-cadeias-do-parana-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/08\/guerra-de-faccoes-criminosas-volta-com-forca-nas-cadeias-do-parana-3\/","title":{"rendered":"Guerra de fac\u00e7\u00f5es criminosas volta com for\u00e7a nas cadeias do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>A inten\u00e7\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria (Sesp) de amenizar a superlota\u00e7\u00e3o de determinadas unidades prisionais, atender decis\u00f5es da Justi\u00e7a e remanejar grupos faccionados reacendeu uma disputa entre fac\u00e7\u00f5es criminosos no Paran\u00e1. As medidas, que segundo o Departamento Penitenci\u00e1rio (Depen) n\u00e3o passam de \u201cestudos\u201d, causaram choque de presos rivais. O temor causou a consolida\u00e7\u00e3o de uma nova coliga\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es. Os integrantes t\u00eam chamado de \u201c\u00c9 Tudo Dois\u201d. S\u00e3o faccionados da M\u00e1fia Paranaense &#8211; da chamada oposi\u00e7\u00e3o ao Primeiro Comando da Capital (PCC) &#8211; com o Primeiro Grupamento Catarinense (PGC) e alguns poucos integrantes do Comando Vermelho, quase extinto no Estado. O Bem Paran\u00e1 ouviu agentes penitenci\u00e1rios que, sob a condi\u00e7\u00e3o de anonimato, relataram o que t\u00eam visto nas pris\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo Dois\u201d, que na origem \u00e9 um g\u00edria e que virou um t\u00edtulo, \u00e9 a forma que os presos da oposi\u00e7\u00e3o encontraram para sobreviver ao PCC, que tem pelo menos 600 membros apenas na Penitenci\u00e1ria Estadual de Piraquara I (PEP I), na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, e domina a maioria dos pres\u00eddios do Paran\u00e1. Ainda que re\u00fana fac\u00e7\u00f5es diversas, a coliga\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue contrapor a gigante paulista que surgiu no Paran\u00e1 em meados da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>O foco da crise atual estaria na superlota\u00e7\u00e3o de unidades e na possibilidade de transfer\u00eancia de integrantes da chamada M\u00e1fia Paranaense, que surgiu ap\u00f3s presos do \u201cseguro\u201d, que s\u00e3o jurados de morte, se unirem para contrapor ao predom\u00ednio do PCC a partir de 2014. O governo tamb\u00e9m tenta conter a prolifera\u00e7\u00e3o da \u201cnova fac\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia de integrantes da m\u00e1fia, que surgiu em Curitiba, para outras unidades criou novos focos do bando. O fen\u00f4meno \u00e9 semelhante ao que ocorreu com o PCC, que de S\u00e3o Paulo se espalhou por todo o Pa\u00eds ap\u00f3s transfer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Presos do Paran\u00e1 est\u00e3o enviando \u201crecados\u201d ao governo para evitar que as fac\u00e7\u00f5es rivais sejam reunidas. A Casa de Cust\u00f3dia de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (CCSJP), na regi\u00e3o metropolitana, que tem predom\u00ednio de integrantes do PCC, pode receber detentos vindos da Penitenci\u00e1ria Estadual de Ponta Grossa (PEPG). Esses presos s\u00e3o na maioria da M\u00e1fia Paranaense. O governo chegou a cogitar lev\u00e1-los de volta para a Casa de Cust\u00f3dia de Curitiba (CCC), na Cidade Industrial, onde a M\u00e1fia surgiu. O problema \u00e9 que a CCC agora est\u00e1 ocupada e superlotada por presos do \u201cSeguro\u201d que cumprem pena por crimes sexuais, contra crian\u00e7as ou feminic\u00eddio, al\u00e9m de presos famosos, como Edison Brittes, r\u00e9u que confessou ter matado o jogador Daniel Correa Freitas.<\/p>\n\n\n\n<p>A vinda para Curitiba de faccionados, sejam eles do PCC, m\u00e1fia ou qualquer outra, na situa\u00e7\u00e3o em que a unidade se encontra (com presos demais e funcion\u00e1rios de menos) poderia causar uma \u201ccarnificina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um agente penitenci\u00e1rio, que pediu para n\u00e3o ser identificado, remonta a crise atual ao surgimento da nova fac\u00e7\u00e3o. \u201cA pol\u00edtica do Depen mudou desde o ano passado. A CCC, que tem estrutura, foi projetada para aguentar todo tipo de preso, est\u00e1 com \u2018presos menos graves\u2019. (Em 2014) colocaram l\u00e1 presos do \u2018seguro\u2019 e que por inger\u00eancia do Estado se juntaram e criaram a M\u00e1fia Paranaense. S\u00f3 tinha l\u00e1 (a m\u00e1fia). Eles (m\u00e1fia) querem demonstrar poder para a m\u00eddia, como ocorreu naquela rebeli\u00e3o (em julho de 2018 na CCC) em que eles ficaram segurando um tempo (cinco dias) s\u00f3 para demonstrar for\u00e7a para o PCC\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a rebeli\u00e3o, com a ida de presos da \u201cm\u00e1fia\u201d para Ponta Grossa, advogados entraram com pedidos para que os detentos voltem para regi\u00e3o de Curitiba onde moram suas fam\u00edlias. Al\u00e9m disso, autoridades da cidade dos Campos Gerais teriam se movimentando para \u201cse livrar\u201d dos faccionados. \u201cO problema \u00e9 que esses caras da M\u00e1fia Paranaense foram para a PEPG, ficaram l\u00e1 um tempo, uns oito meses, e agora querem que eles voltem. A CCC n\u00e3o quer receber para n\u00e3o misturar com presos do seguro. Se mandar para S\u00e3o Jos\u00e9 s\u00f3 tem PCC. \u00c9 pior\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>As transfer\u00eancias estariam marcadas para come\u00e7ar na \u00faltima ter\u00e7a-feira (2), mas o Depen recuou ap\u00f3s o alerta de seguran\u00e7a. Como a CCC est\u00e1 superlotada, o Depen teria cogitado levar parte dos detentos por crimes sexuais para S\u00e3o Jos\u00e9 para abrir espa\u00e7o aos integrantes da \u2018m\u00e1fia\u2019. Foi ent\u00e3o, que na \u00faltima segunda-feira, o Conselho da Comunidade, \u00f3rg\u00e3o de direitos humanos previsto na Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, emitiu seu alerta por considerar que a transfer\u00eancia de presos para S\u00e3o Jos\u00e9, na cadeia dominada pelo PCC, poderia causar uma rebeli\u00e3o na unidade. Al\u00e9m disso, a hip\u00f3tese ventilada pelo governo de transferi-los gerou uma s\u00e9rie de outras rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A cadeia de Curitiba tem capacidade para 492 presos, mas na \u00faltima semana, abrigava 740 detentos. \u201cFamiliares t\u00eam procurado o conselho para relatar o medo que tomou conta dos presos (do seguro, crimes sexuais e da oposi\u00e7\u00e3o) na CCC. Eles temem ser mortos se forem para S\u00e3o Jos\u00e9. Muitos alegam que est\u00e3o jurados de morte pelo PCC. A transfer\u00eancia pode provocar rebeli\u00f5es nas duas unidades\u201d, afirma a advogada Isabel Kugler Mendes, presidente do conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>A CCSJP tamb\u00e9m n\u00e3o tem margem para novos presos. Hoje abriga 1050 detentos e tem capacidade para 850, segundo agentes penitenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 crise das transfer\u00eancias, a dire\u00e7\u00e3o da CCSJP foi trocada, assim como a vice-dire\u00e7\u00e3o e a chefia de seguran\u00e7a da CCC. As mudan\u00e7as teriam partido do secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a, General Luiz Felipe Kraemer Carbonell. \u201cO que ele quer \u00e9 deixar s\u00f3 preso do seguro na CCC. N\u00e3o vai dar certo. Isso (rebeli\u00e3o do PCC contra Tudo Dois) \u00e9 iminente. Quest\u00e3o de tempo. O diretor (da SCJP) n\u00e3o aceitou a imposi\u00e7\u00e3o do general e saiu da dire\u00e7\u00e3o. Ele (secret\u00e1rio) quer deixar o Brittes na CCC, preso de crime contra mulher, crian\u00e7a e idosa\u201d, critica outro agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNingu\u00e9m quer esses caras da M\u00e1fia Paranaense e nem da oposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 \u201cTudo Dois\u201d, que foi uma coliga\u00e7\u00e3o que levantaram, que tamb\u00e9m tem o PGC. S\u00e3o 25 homens do PGC hoje entre Ponta Grossa e nos shelters da CCC. Foram em 69 (M\u00e1fia Paranaense) para Ponta Grossa em agosto. Na rebeli\u00e3o tinha 140, mas 69 assinaram dizendo que eram da fac\u00e7\u00e3o. O juiz de Ponto Grossa come\u00e7ou a determinar que voltassem para Curitiba. Depois de construiram os shelters (seis) na CCC mandaram uns 30 para l\u00e1. Monstrinho, Moretti (foi lider PCC e est\u00e1 em Ponta Grossa), Balzeki (Tudo Dois) est\u00e3o na CCC. Cada shelter tem capacidade para 12, mas tem 15. No total tem 72. Est\u00e3o at\u00e9 furando os shelter. Quem sobra dorme no ch\u00e3o, que eles chamam \u2018dormir na praia\u2019\u201d, diz.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inger\u00eancia teria criado e ampliado fac\u00e7\u00e3o. Agora \u2018\u00c9 Tudo Dois\u2019<\/strong><br>Para agentes penitenci\u00e1rios que testemunharam o surgimento da fac\u00e7\u00e3o criminosa M\u00e1fia Paranaense, o Estado do Paran\u00e1 tem responsabilidade por ter criado ambiente ao fen\u00f4meno. Agora, o novo movimento do governo, mesmo que involuntariamente, estaria para impulsionar a coliga\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es. \u201cPoderiam ter evitado, primeiro, garantindo seguran\u00e7a. Os presos s\u00f3 fizeram isso para sobreviver contra o PCC. Agora \u00e9 a mesma coisa. E \u00e9 uma praga. Quando o governo transfere presos por n\u00e3o ter estrutura em um lugar, ele cria um foco novo em outra cadeia. Agora, querem tirar de Ponta Grossa, mas n\u00e3o adianta. Sai um, outro toma o lugar. A fac\u00e7\u00e3o continua, s\u00f3 que com um foco a mais\u201d, analisa outro agente, que trabalhou na CCC e viu de perto o surgimento das novas fac\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e1fia teria surgido a partir de 2014, quando houve uma sequ\u00eancia de rebeli\u00f5es na Penitenci\u00e1ria Estadual de Piraquara II (PEP2). \u201cTeve tr\u00eas rebeli\u00f5es. Surgiu um grupo l\u00e1, que eram \u201cOs Corintianos, ou \u201cBando de Loko\u201d, de oposi\u00e7\u00e3o ao PCC, que estendeu uma faixa l\u00e1 com esses nomes. Eles estavam em tr\u00eas blocos, eram 323 presos mais ou menos. O PCC estava em dois blocos, mas queria avan\u00e7ar contra os corinthianos. Uma a\u00e7\u00e3o do Depen resolveu mandar os l\u00edderes dos Corinthianos para a Casa de Cust\u00f3dia de Curitiba. At\u00e9 ent\u00e3o a CCC era s\u00f3 para crime contra mulher, crian\u00e7a, crime sexual. Levaram os presos sexuais para Piraquara e levaram 200 presos mais ou menos para a CCC\u201d, remonta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dissidentes dos corintianos, ent\u00e3o, resolveram fundar uma fac\u00e7\u00e3o, que conta com estatuto, mensalidade e institucionaliza\u00e7\u00e3o do crime. Assim nasceu a M\u00e1fia Paranaense, na Casa de Cust\u00f3dia de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(Os l\u00edderes) eram Fortunato, Bill, que foi morto um pouco antes da rebeli\u00e3o (de 2018), Billy, o Sem Terra e o Captiva. Eles formaram a M\u00e1fia. Eram uns 60 presos s\u00f3. A \u2018caixinha\u2019 (mensalidade) era 60 reais, que depositam em uma conta (banco informal). (Na cadeia) eles alugam cub\u00edculos, fazem o tr\u00e1fico de drogas, controlam a cai\u00e7ara (tabaco) que \u00e9 moeda na cadeia. Um pacote de cai\u00e7ara na cadeia vale 500 reais\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Se juntou \u00e0 M\u00e1fia Paranaense o Primeiro Comando do Paran\u00e1 (PCP), que foi fundado em 2000, por um dissidente do PCC apelidado de \u201cFortunato\u201d, mas que est\u00e1 praticamente extinto. Na Casa de Cust\u00f3dia de Curitiba estariam hoje, entre 700 presos, cerca de 200 presos \u201cTudo Dois\u201d. \u201cA oposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o duzentos presos que n\u00e3o s\u00e3o de crime sexual, mas s\u00e3o dissidentes do PCC e est\u00e3o l\u00e1 tidos como oposi\u00e7\u00e3o porque foram exclu\u00eddos do PCC por conta, d\u00edvida e outras coisas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Contrapor a hegemonia do PCC, no entanto, ainda parece longe de ser vi\u00e1vel. \u201cO PCC quer acabar com a oposi\u00e7\u00e3o. Os cara s\u00e3o maioria. Eles t\u00eam poder aquisitivo, agem do lado de fora, no Brasil. T\u00eam lideran\u00e7a e t\u00eam estrutura. O MP (m\u00e1fia) eram uns caras que fumavam pedra e s\u00e3o fracos. A m\u00e1fia cobra 60 reais de mensalidade. O PCC cobra 260 reais e tem muito mais gente. Fazem rifa de carro. Vendem drogas, itens, sabonete e essas coisas de cadeia. Agora tem o problema do LCD, que \u00e9 o adesivo. Custa 50 reais. A coca\u00edna est\u00e1 50 reais a buchinha. E est\u00e3o usando o \u2018Gatorade\u2019 para matar os inimigos. \u00c9 \u00e1gua e coca\u00edna que mandam o cara tomar. A\u00ed ele tem um AVC, morre e n\u00e3o parece que foi assassinado. Esses dias fizeram o Gatorade com coca\u00edna vencida e n\u00e3o matou. O cara s\u00f3 passou mal, mas n\u00e3o morreu. Esse dias fizeram um arremesso e jogaram cinco celulares e at\u00e9 um computador l\u00e1 para fazer um wi-fi\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O agente concorda que as transfer\u00eancias \u00e9 uma das causas da prolifera\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es. \u201cO PCC veio em 86 quando o Paran\u00e1 mandou \u2018uns ladr\u00e3o de bicicleta\u2019 para l\u00e1 (S\u00e3o Paulo) e veio os 90 presos do PCC para c\u00e1. Em 89 fizeram a primeira rebeli\u00e3o, com dez mortos. Mandaram \u2018uns ladr\u00e3o de galinha pra l\u00e1\u2019 e trouxeram os \u2018cara cabuloso\u2019 pra c\u00e1. Hoje somos em 36 (agentes penitenci\u00e1rios) ou 40 juntos na PCE, com 1,7 mil presos, maioria do PCC. J\u00e1 pensou? Ningu\u00e9m segura uma rebeli\u00e3o\u201d, teme.<\/p>\n\n\n\n<p>Os focos da M\u00e1fia Paranaense ainda seriam pequenos e a uni\u00e3o a outras fac\u00e7\u00f5es uma forma de sobreviver. \u201cA m\u00e1fia t\u00e1 meio quebrada, porque muitos n\u00e3o est\u00e3o contribuindo. Em Cascavel tem 12 (integrantes); Em Foz, na PEF 2 uns 10; na PCE tem uns 12 na cadeia que tem 1,7 mil presos. Na PEP 1, o PCC tem 660 pessoas. Nem todos s\u00e3o PCC mesmo, mas chamam de \u2018companheiros\u2019. S\u00e3o 460 PCC e 200 companheiros. Hoje o preso ou entra para a fac\u00e7\u00e3o ou vai para a igreja\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depen afirma que estudo para transfer\u00eancias ocorre em todo o Paran\u00e1<\/strong><br>Por meio de nota, o Depen afirma que as transfer\u00eancias n\u00e3o est\u00e3o decididas. De acordo com a assessoria, \u201cas informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas pelo Conselho da Comunidade n\u00e3o procedem\u201d e n\u00e3o s\u00e3o oficiais. O \u00f3rg\u00e3o, no entanto, confirma que a possibilidade \u00e9 cogitada. \u201cExiste um estudo no Depen, em andamento, para analisar a possibilidade de retirada de presos considerados \u2018seguro\u2019 do interior da Casa de Cust\u00f3dia de Curitiba, tendo em vista que essa unidade foi projetada para abrigar presos que cometeram crimes sexuais\u201d. O Depen afirma que esse estudo analisa o perfil de cada preso e acontece em todo o Paran\u00e1. \u201cAinda n\u00e3o est\u00e1 definido o local de destino desses presos, tendo em vista que se trata de um estudo\u201d, afirma o Depen.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inten\u00e7\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria (Sesp) de amenizar a superlota\u00e7\u00e3o de determinadas unidades prisionais, atender decis\u00f5es da Justi\u00e7a e remanejar grupos faccionados reacendeu uma disputa entre fac\u00e7\u00f5es criminosos no Paran\u00e1. As medidas, que segundo o Departamento Penitenci\u00e1rio (Depen) n\u00e3o passam de \u201cestudos\u201d, causaram choque de presos rivais. 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