{"id":5089,"date":"2019-04-07T16:04:53","date_gmt":"2019-04-07T19:04:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=5089"},"modified":"2019-04-07T16:33:37","modified_gmt":"2019-04-07T19:33:37","slug":"a-menina-que-cresceu-sonhando-com-um-lar-sem-goteiras-e-hoje-transforma-casas-de-graca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/07\/a-menina-que-cresceu-sonhando-com-um-lar-sem-goteiras-e-hoje-transforma-casas-de-graca\/","title":{"rendered":"A menina que cresceu sonhando com um lar sem goteiras e hoje &#8216;transforma casas&#8217; de gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p>Fernanda ainda era crian\u00e7a quando olhava para o teto e pensava: &#8220;Sinto raiva da chuva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela morava com os pais e os cinco irm\u00e3os em uma casa &#8220;bem pequena, de taipa e tijolos brancos&#8221; em Natal, no Rio Grande do Norte, onde tinham sala, cozinha, dois quartos e um banheiro nos fundos do quintal &#8211; com um monte de goteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados s\u00e3o incr\u00edveis e 100% Garantidos. 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O &#8220;reboco antigo&#8221;, de barro, tamb\u00e9m infiltrava e o cheiro que ficava no ar &#8211; para &#8220;vergonha&#8221; da menina &#8211; foi chamado de ruim por um amigo da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que eu pensava era que quando crescesse ia querer uma casa que n\u00e3o tivesse goteiras&#8221;, diz. &#8220;Era com isso que eu sonhava.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje t\u00e9cnica em controle ambiental, tecn\u00f3loga em constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e prestes a se formar em Engenharia Civil, ela lembra da hist\u00f3ria para explicar por que, aos 21 anos, decidiu criar um projeto volunt\u00e1rio para reformar casas, sem cobrar nada.<\/p>\n\n\n\n<p> O projeto nasceu em julho de 2018 e recebeu o nome de ReforAmar &#8211; uma &#8220;jun\u00e7\u00e3o de reforma com amor&#8221; que idealizou influenciada pela pr\u00f3pria hist\u00f3ria vida e com o qual pretende &#8220;mudar o que mais incomoda&#8221; a pessoas de baixa renda, asilos e, futuramente, tamb\u00e9m a abrigos de crian\u00e7as. &#8220;A Fernanda crian\u00e7a ia querer que trocassem o telhado, para n\u00e3o cair mais chuva dentro de casa, mas para outras pessoas pode haver outras prioridades&#8221;, diz. E isso vai desde paredes pintadas at\u00e9 obras maiores. <\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o atendeu at\u00e9 agora cinco casas e um asilo em Natal. O n\u00famero de volunt\u00e1rios passou de cinco para 70 em menos de um ano, e cinco novas obras s\u00e3o previstas at\u00e9 dezembro. \u00c9 um alcance que Fernanda espera aumentar. &#8220;A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 chegar a outras cidades e quem sabe crescer a ponto de tamb\u00e9m poder contratar pessoas. Mas tudo com os p\u00e9s no ch\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/128E3\/production\/_106130067_1553193990906229.jpg\" alt=\"Imagem mostra volunt\u00e1rios trabalhando em reforma de casas em Natal\"\/><figcaption>Image captionEm meio aos 70 volunt\u00e1rios, h\u00e1 quem doe m\u00e3o de obra, materiais e dinheiro. Muitos literalmente p\u00f5em a m\u00e3o na massa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inspira\u00e7\u00e3o para come\u00e7ar<\/h2>\n\n\n\n<p>O desejo de mudan\u00e7a que a menina alimentava para as pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de moradia foi a maior inspira\u00e7\u00e3o para o projeto e para o caminho profissional que decidiu trilhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Filha de uma empregada dom\u00e9stica e de um ex-padeiro, ela cresceu assistindo ao pai e posteriormente ao padastro derrubando e construindo paredes &#8211; &#8220;por partes e aos poucos&#8221;, para melhorar a casa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 aos 18 anos e morando sozinha em um &#8220;quartinho&#8221; no im\u00f3vel, ap\u00f3s o restante da fam\u00edlia se mudar, um tio aposentado se ofereceu para ajud\u00e1-la em uma poss\u00edvel reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele trabalharia de gra\u00e7a. S\u00f3 precisaria do material para a obra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Queria que as pessoas tivessem uma transforma\u00e7\u00e3o de vida como eu tive vendo o meu tio Erivan construindo uma casa nova para mim&#8221;, diz Fernanda. &#8220;E isso n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00f3 de autoestima para elas. \u00c9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade. Tem muita gente vivendo em lugares insalubres&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Volunt\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>Um outro trabalho volunt\u00e1rio que ela desenvolveu dos 15 aos 17 anos com amigos &#8211; e que s\u00f3 parou porque teria menos disponibilidade com a universidade &#8211; tamb\u00e9m serviu de ingrediente nessa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto funcionava aos s\u00e1bados, quando eles atravessavam a cidade com nariz de palha\u00e7o, tiaras, chap\u00e9us, tinta e maquiagem dentro da bolsa.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo pintava o rosto e se vestia em banheiros de hospitais, para fazer m\u00e1gica, teatro e brincar com as crian\u00e7as internadas. Fernanda come\u00e7ou a fazer vendo outras pessoas que conhecia em a\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B8C6\/production\/_106120374_photo4945197608171841500.jpg\" alt=\"Fernanda Silmara Silva dos Santos com nariz de palha\u00e7o, em trabalho volunt\u00e1rio em ala infantil de hospital em Natal\"\/><figcaption>Image captionFernanda pintava o rosto, usava tiaras e nariz de palha\u00e7o para animar crian\u00e7as em hospitais de Natal: &#8220;Sa\u00eda feliz&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso desperta a solidariedade nas pessoas e se multiplica&#8221;, acredita ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E a gente sa\u00eda mais feliz e mais grato de l\u00e1. A gente ganhava coisas muito mais importantes do que dinheiro. Era abra\u00e7o, sorriso, as crian\u00e7as pedindo para a gente ficar mais. Acredito que fazendo isso o universo nos manda coisas boas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No projeto voltado a reformas, al\u00e9m de gratid\u00e3o ela diz receber um extra: \u00e9 &#8220;experi\u00eancia profissional e social&#8221; para ela e os outros volunt\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo \u00e9 formado por estudantes de diversas \u00e1reas, mas principalmente da constru\u00e7\u00e3o civil, e inclui engenheiros e arquitetos j\u00e1 formados e p\u00f3s-graduados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu chamei meus amigos para participar e eles adoraram a ideia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Fotos e v\u00eddeos postados no Instagram mostram o grupo limpando fachadas, lixando e pintando paredes &#8211; ou com as m\u00e3os literalmente na massa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As hist\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p>Na primeira a\u00e7\u00e3o, eram apenas Fernanda e quatro amigos. Andando pelas ruas do Alecrim, o bairro de com\u00e9rcio popular onde ela cresceu em Natal, eles encontraram a casa onde poderiam come\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do im\u00f3vel estavam uma artes\u00e3 e o marido, na \u00e9poca desempregado &#8211; &#8220;desconfiados&#8221; ao ouvirem a &#8220;boa a\u00e7\u00e3o&#8221; batendo na porta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles n\u00e3o quiseram abrir e n\u00f3s tivemos que pedir os contatos deles a uma vizinha para ligar e explicar a hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria que ouviram de volta foi de que Leila, a dona, &#8220;sempre teve vergonha da frente da casa e nunca teve condi\u00e7\u00f5es de pintar&#8221;. &#8220;O dinheiro que recebia era s\u00f3 para rem\u00e9dios e comida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os volunt\u00e1rios dividiram ent\u00e3o o custo que teriam, um total de R$ 200 que tiraram dos pr\u00f3prios bolsos, para comprar os primeiros pinc\u00e9is, tintas e materiais como selador, uma esp\u00e9cie de base para deixar a parede em melhores condi\u00e7\u00f5es de pintura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8220;Antes e depois&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Foi da\u00ed que vieram as primeiras imagens de &#8220;antes e depois&#8221; que postaram nas redes sociais e o incentivo para que o projeto come\u00e7asse a deslanchar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DFD6\/production\/_106120375_1553190644670900.jpg\" alt=\"Imagens mostram antes e depois de casas reformadas por volunt\u00e1rios em Natal\"\/><figcaption>Image captionCasas escolhidas para reforma s\u00e3o encontradas pelos pr\u00f3prios volunt\u00e1rios andando pelas ruas ou por indica\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias no Instagram<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Algumas casas n\u00f3s encontramos buscando pelas ruas, mas tamb\u00e9m deixamos um link no Instagram para as pessoas mandarem fotos e hist\u00f3rias&#8221;, diz Fernanda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com essas indica\u00e7\u00f5es, n\u00f3s vamos conversar com as pessoas, perguntamos o que as incomoda, avaliamos a estrutura, fazemos medi\u00e7\u00f5es, uma maquete eletr\u00f4nica de como vai ficar e o or\u00e7amento. Da\u00ed postamos tudo no Instagram com fotos e a lista de o que vamos precisar. Arrecadamos sacos de cimento, tinta, outros produtos e dinheiro com essa divulga\u00e7\u00e3o na rede. E ent\u00e3o quando estamos com o material vamos l\u00e1 fazer, sem cobrar nada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8220;Foi um sonho&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os contemplados est\u00e1 Bruna, que precisou deixar a faculdade para cuidar da m\u00e3e, v\u00edtima de AVC, e das duas filhas pequenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um v\u00eddeo divulgado na rede social, Bruna diz que a reforma era &#8220;um sonho&#8221; &#8211; e a casa amarela e de paredes descascadas onde morava com a fam\u00edlia aparece em fotos, v\u00eddeos e&nbsp;<em>stories<\/em>&nbsp;com reboco novo e, agora, pintada de azul.<\/p>\n\n\n\n<p>Sala, janelas e porta tamb\u00e9m foram renovados e a frente ganhou um pequeno jardim vertical, feito com estrados de madeira reciclados e a ajuda das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10683\/production\/_106130276_fernanda.jpg\" alt=\"Imagem mostra Fernanda Silmara Silva dos Santos com carrinho de m\u00e3o, pr\u00f3xima a pedreiro realizando obra\"\/><figcaption>Image captionFernanda se divide entre as obras, o curso de engenharia e trabalhos que realiza em eventos como freelancer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em meio aos 70 volunt\u00e1rios, h\u00e1 quem doe m\u00e3o de obra, materiais de constru\u00e7\u00e3o e dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa de materiais el\u00e9tricos recentemente aderiu \u00e0 causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo precisou ainda do refor\u00e7o de pedreiros e para encontrar ao menos um que se engajasse na a\u00e7\u00e3o teve de busc\u00e1-los em uma p\u00e1gina de classificados online, e adicionar v\u00e1rios para conversar. Foi a\u00ed que acharam Jacson.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros profissionais, como o grafiteiro Paulo, tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 empreitada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso espec\u00edfico, ele ajudou a dar vida \u00e0 fachada de um asilo que abriga aproximadamente 50 idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles tinham um muro branco na frente, antigo, sujo, e uma placa pequena com o nome Lar da Vovozinha. O lugar passava despercebido&#8221;, diz Fernanda, e foi isso o que os volunt\u00e1rios mudaram a muitas m\u00e3os e com esse refor\u00e7o no final do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, quando j\u00e1 voltaram a entrar em campo, eles fizeram a fachada, a sala e a cozinha de um homem de 96 anos que, segundo descrevem, toma conta de duas filhas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi a a\u00e7\u00e3o que fizemos em fevereiro. Inicialmente far\u00edamos a sala e a fachada, mas acabamos arrecadando mais do que precis\u00e1vamos e compramos um arm\u00e1rio para eles, porque o que tinham estava caindo. Tamb\u00e9m pintamos a cozinha&#8221;, diz Fernanda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12D93\/production\/_106130277_insta.jpg\" alt=\"Imagem mostra post no Instagram com casa reformada por projeto volunt\u00e1rio\"\/><figcaption>Image captionA sexta casa reformada pelo grupo que criou era de um homem de 96 anos: fachada, sala e cozinha foram transformados<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima reforma, segundo os planos que anuncia, ser\u00e1 realizada no final de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ser\u00e1 o nosso maior passo&#8221;, descreve a idealizadora. &#8220;Estamos fazendo o planejamento, as propostas e esperamos fazer a obra em tr\u00eas finais de semana. Queremos fazer a casa completa, derrubar a fachada e o banheiro, trocar o telhado e a instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s das paredes, desta vez, est\u00e1 o que chama de &#8220;indica\u00e7\u00e3o de cora\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um amigo que conheceu aos 15 anos e que junto com ela se vestia de palha\u00e7o para alegrar crian\u00e7as nos hospitais. &#8220;Desde que eu criei o projeto pensava em reformar a casa dele&#8221;, diz Fernanda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele trabalha como vendedor ambulante e o irm\u00e3o entrega panfletos para lojas. \u00c9 a pessoa mais humilde que eu conhe\u00e7o, n\u00e3o por quest\u00f5es financeiras, mas porque eu sei que mesmo tamb\u00e9m precisando dessa ajuda ele ajuda ao pr\u00f3ximo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futuro de Fernanda<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9153\/production\/_106130273_p_20181110_134239_1.jpg\" alt=\"Fernanda Silmara Silva dos Santos em frente \u00e0 casa que ajudou a reformar em projeto volunt\u00e1rio\"\/><figcaption>Image captionFernanda est\u00e1 prestes a se formar em engenharia e quer mais: P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em per\u00edcia e patologia de edifica\u00e7\u00f5es \u00e9 o pr\u00f3ximo passo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fernanda diz que o projeto que criou &#8220;n\u00e3o tem data para acabar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de literalmente por a m\u00e3o na massa como volunt\u00e1ria e de estudar, ela trabalha ajudando a contratar pessoal para obras e tamb\u00e9m na \u00e1rea de eventos, como operadora de caixa e servindo ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o diploma de engenheira em m\u00e3os, sua expectativa \u00e9 se especializar em per\u00edcia e patologia de edifica\u00e7\u00f5es, assim como na \u00e1rea de gest\u00e3o de projetos. No futuro, pretende abrir a pr\u00f3pria empresa e continuar a a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A menina tem hoje 22 anos e vive na mesma casa que j\u00e1 foi de taipa. Hoje, n\u00e3o v\u00ea mais goteiras nem sente o cheiro que lhe envergonhou um dia &#8211; gra\u00e7as \u00e0 reforma que o tio, um ex-funcion\u00e1rio de supermercado, fez com as pr\u00f3prias m\u00e3os, tendo ela e o irm\u00e3o como ajudantes. A chuva, quando chega, \u00e9 agora bem-vinda: &#8220;\u00c9 bom demais ficar em casa com uma chuvinha tirando o calor de Natal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda ainda era crian\u00e7a quando olhava para o teto e pensava: &#8220;Sinto raiva da chuva&#8221;. 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