{"id":49591,"date":"2023-06-04T18:26:55","date_gmt":"2023-06-04T21:26:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=49591"},"modified":"2023-06-04T18:26:56","modified_gmt":"2023-06-04T21:26:56","slug":"meninas-no-limite-por-que-as-adolescentes-sofrem-mais-com-problemas-causados-por-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2023\/06\/04\/meninas-no-limite-por-que-as-adolescentes-sofrem-mais-com-problemas-causados-por-redes-sociais\/","title":{"rendered":"&#8216;Meninas no limite&#8217;: por que as adolescentes sofrem mais com problemas causados por redes sociais"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns dizem que \u00e9 uma emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica \u2014 e os n\u00fameros certamente indicam que algo est\u00e1 acontecendo.As adolescentes nos Estados Unidos est\u00e3o experimentando n\u00edveis sem precedentes de tristeza e ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo do Centro de Controle de Doen\u00e7as dos EUA (CDC), com dados de 2021, indica que quase tr\u00eas em cada cinco meninas adolescentes relataram sentir-se constantemente tristes ou sem esperan\u00e7a, o que representa um aumento de quase 60% em rela\u00e7\u00e3o a 2011, quando 36% das mulheres jovens disseram que se sentiam assim.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos meninos tamb\u00e9m houve piora, mas bem menor, j\u00e1 que o n\u00famero dos que relataram esses sentimentos negativos passou de 21% para 29% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro indicador preocupante do estudo \u00e9 o aumento do n\u00famero de adolescentes que consideraram seriamente o suic\u00eddio: uma em cada tr\u00eas, o que representa um aumento de quase 60% em rela\u00e7\u00e3o a 2011 e o dobro do n\u00famero de meninos (14%).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as autoridades de sa\u00fade apontem que o alto risco de suic\u00eddio, depress\u00e3o, uso de drogas e outros problemas em adolescentes pode responder a uma mistura de v\u00e1rios fatores, os especialistas destacam o papel das redes sociais na deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental dos jovens .<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses especialistas est\u00e1 Donna Jackson Nakazawa, escritora especializada em neuroci\u00eancia, imunologia e emo\u00e7\u00e3o, que, no final de 2022, publicou o livro Girls on the Brink (&#8220;Garotas no Limite&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre; sem edi\u00e7\u00e3o brasileira), no qual explora essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta conversa com a BBC Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC, a autora explica as causas biol\u00f3gicas, sociais e culturais por tr\u00e1s do aumento chocante do n\u00famero de adolescentes com problemas de depress\u00e3o e ansiedade nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora reconhe\u00e7a que isso \u00e9 causado por m\u00faltiplos fatores, ela afirma que &#8220;as redes sociais s\u00e3o as principais culpadas e s\u00e3o muito mais t\u00f3xicas para as meninas&#8221;.Al\u00e9m disso, explica por que as meninas s\u00e3o mais afetadas do que os meninos e oferece algumas dicas pr\u00e1ticas para os pais ajudarem suas filhas (e filhos). Confira abaixo a entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC News Mundo &#8211; O diretor-geral de sa\u00fade dos EUA, a mais alta autoridade do pa\u00eds na \u00e1rea, emitiu um alerta sobre os efeitos negativos que as redes sociais podem ter na sa\u00fade mental dos jovens. Em seu livro Girls on the Brink, voc\u00ea aponta que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pior para as meninas. Por que isso acontece?<\/p>\n\n\n\n<p>Donna Jackson Nakazawa &#8211; O estresse acumulado ao longo do desenvolvimento \u00e9 muito dif\u00edcil para todos os jovens. Quando h\u00e1 muito estresse n\u00e3o mitigado, come\u00e7am a ocorrer mudan\u00e7as em \u00e1reas do c\u00e9rebro como o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal e o hipocampo, onde abrigamos nossas mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 mudan\u00e7as na \u00e1rea que chamamos de rede neural padr\u00e3o, associada ao nosso senso de quem somos no mundo. Somos uma boa pessoa? Temos oportunidades? Como lidamos com essa narrativa sobre n\u00f3s mesmos? Acreditamos em n\u00f3s mesmos? Sentimo-nos desesperados ou tristes? Al\u00e9m disso, vemos mudan\u00e7as na am\u00edgdala, aquela \u00e1rea em forma de am\u00eandoa na parte superior do c\u00e9rebro. Isso \u00e9 como uma central de alarme e \u00e9 diferente em meninas e meninos. <\/p>\n\n\n\n<p>Lembre-se de que isso ocorre diante de um estresse incessante.Nas meninas, vemos sua am\u00edgdala crescendo e associamos isso a ruminar, a ficar presa aos mesmos pensamentos e repeti-los. As diferen\u00e7as s\u00e3o sempre mostradas nas \u00e1reas do c\u00e9rebro mais relacionadas \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p> H\u00e1 um velho ditado que diz que quando as meninas est\u00e3o sobrecarregadas com o estresse, \u00e9 mais prov\u00e1vel que se coloquem elas pr\u00f3prias como alvo: como se julgassem, sentindo-se sem esperan\u00e7a, envergonhadas. Enquanto os meninos s\u00e3o mais propensos a se comportar mal. E podemos ver no c\u00e9rebro por que \u00e0s vezes isso \u00e9 verdade.Agora inclua as redes sociais. As meninas est\u00e3o mais nas redes sociais do que os meninos. <\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que, mesmo que passem o mesmo tempo online que os homens, \u00e9 mais prov\u00e1vel que acabem se sentindo deprimidas, ansiosas, sem esperan\u00e7a e persistentemente tristes.Em parte, isso tem causas externas. O que as meninas encontram nas redes sociais tem um teor muito mais sexista. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 mais prov\u00e1vel que sejam informa\u00e7\u00f5es sobre seus corpos, seus rostos, sua pele, suas roupas, como elas se comparam fisicamente a algum falso ideal feminino sob o olhar masculino do que \u00e9 perfei\u00e7\u00e3o, do que \u00e9 aceit\u00e1vel e do que n\u00e3o \u00e9. Ent\u00e3o a carga que elas recebem \u00e9 maior.<\/p>\n\n\n\n<p>disparidade na qual as meninas s\u00e3o mais propensas a desenvolver depress\u00e3o do que os meninos. Isso j\u00e1 acontecia antes mesmo das redes sociais. Isso ocorre em parte porque os horm\u00f4nios entram em a\u00e7\u00e3o na puberdade, e o estrog\u00eanio aumenta a resposta ao estresse de uma forma que a testosterona n\u00e3o faz.Muitos estudos mostram que as mulheres desenvolvem uma resposta maior ao estresse. Elas t\u00eam uma resposta maior \u00e0s vacinas e s\u00e3o mais propensas a desenvolver doen\u00e7as autoimunes do que os homens.<\/p>\n\n\n\n<p> E parte da raz\u00e3o \u00e9 que a resposta feminina ao estresse na puberdade \u00e9 intensificada pelo estrog\u00eanio. Isso tamb\u00e9m tem um efeito protetor, para que um dia possam carregar outra vida humana dentro de si.Voc\u00ea mencionou os aspectos negativos que afetam as meninas, mas li que voc\u00ea disse que o c\u00e9rebro das adolescentes tamb\u00e9m pode se tornar um superpoder.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem j\u00e1 criou uma adolescente sabe que elas t\u00eam um sexto sentido completamente inigual\u00e1vel. S\u00e3o as garotas que podem olhar ao redor de uma sala com uma esp\u00e9cie de &#8220;sentido aranha&#8221; e saber exatamente o que est\u00e1 acontecendo. E sabemos que no c\u00e9rebro feminino adolescente o corpo caloso que conecta os dois lados do c\u00e9rebro \u00e9 realmente espesso e rico.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e9rebro adolescente feminino se desenvolve um pouco mais cedo do que o masculino.O que \u00e9 realmente sensacional \u00e9 que, quando removemos algumas das coisas que estressam nossos filhos e as substitu\u00edmos por seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, o c\u00e9rebro nessa idade \u00e9 extremamente pl\u00e1stico, aberto a possibilidades e pronto para disparar e se conectar novamente.Portanto, a pr\u00f3pria abertura que pode tornar o c\u00e9rebro feminino adolescente vulner\u00e1vel a mudan\u00e7as negativas \u00e9 aquela que abre tantas possibilidades de conex\u00e3o e ativa\u00e7\u00e3o de maneiras saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"449\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49592\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558.jpg 800w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558-696x391.jpg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/828de4c0-023a-11ee-a2df-53d320d4b558-748x420.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Donna Jackson Nakazawa \u00e9 escritora especializada em neuroci\u00eancia, imunologia e emo\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer isso, \u00e0 medida que esses estressores psicol\u00f3gicos aumentam, temos que construir mais seguran\u00e7a psicol\u00f3gica e tornar o mundo real \u2014 a conex\u00e3o conosco mesmos, com os adultos em suas vidas, com seus professores, com suas comunidades \u2014 mais profundo. J\u00e1 conversei com milhares de garotas e posso dizer o seguinte: mesmo para uma garota muito querida, o senso de quem ela no mundo e para as pessoas \u00e9 diminuir\u00e1 com o tempo se ela ficar muito na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC News Mundo &#8211; Como sabemos que o aumento da ansiedade, tristeza e risco de suic\u00eddio experimentado por meninas adolescentes est\u00e1 relacionado ao uso de m\u00eddia social e n\u00e3o a outros fatores?<\/p>\n\n\n\n<p>Nakazawa &#8211; Acho que n\u00e3o podemos isolar um \u00fanico fator. Eu viajo por todo o pa\u00eds conversando com garotas e elas n\u00e3o se sentem seguras de v\u00e1rias maneiras. Eles est\u00e3o crescendo em uma \u00e9poca de disc\u00f3rdia pol\u00edtica, de tiroteios em escolas. 60% dos jovens nos Estados Unidos dizem temer que sua escola seja a pr\u00f3xima. Eles est\u00e3o crescendo na era das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E, no mundo online, eles est\u00e3o enfrentando estressores que nenhuma outra gera\u00e7\u00e3o experimentou.As meninas me dizem que t\u00eam fadiga de resili\u00eancia. Elas est\u00e3o cansadas de serem exigidas a aguentar coisas dif\u00edceis. E, academicamente, as coisas mudaram muito: temos objetivos maiores e mais dif\u00edceis de alcan\u00e7ar em idades cada vez mais precoces. S\u00e3o fatores estressores, e os jovens n\u00e3o sentem que os adultos entendem como \u00e9 dif\u00edcil crescer hoje.Todas essas coisas juntas, mais as m\u00eddias sociais, significam que, em um momento em que \u00e9 muito vulner\u00e1vel a ser afetado pelo ambiente \u00e0 sua volta, o c\u00e9rebro adolescente est\u00e1 sendo acionado por esses estressores negativos antes de ter a chance de realmente se desenvolver e aprender a lidar este tipo de estresse.<\/p>\n\n\n\n<p>As jovens me dizem: &#8220;N\u00e3o sei nem como expressar o que est\u00e1 acontecendo. Estou t\u00e3o estressada. Nem sei como pedir ajuda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC News Mundo &#8211; A adolesc\u00eancia sempre foi um per\u00edodo dif\u00edcil. Quais s\u00e3o os sinais que os pais devem observar para saber se a filha est\u00e1 passando por um momento excepcionalmente dif\u00edcil?<\/p>\n\n\n\n<p>Nakazawa &#8211; Grande pergunta. 90% dos pais dizem que saberiam se sua filha estivesse passando por dificuldades. Mas eles tamb\u00e9m admitem que n\u00e3o sabem a diferen\u00e7a entre um problema s\u00e9rio de um filho ou uma filha ou se s\u00e3o apenas os altos e baixos normais. Na verdade, os pais n\u00e3o sabem quando seus filhos est\u00e3o tendo pensamentos suicidas.<\/p>\n\n\n\n<p> Uma das coisas mais importantes que sabemos \u00e9 que quando nosso filho ou filha tem abertura para conversar conosco sobre qualquer coisa, por mais dif\u00edcil que seja, isso protege muito a sanidade deles.Um estudo da [universidade norte-americana] Johns Hopkins mostra que os jovens t\u00eam 12 vezes mais chances de fazer progresso na vida quando podem conversar com seus pais sobre qualquer coisa. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas os jovens me dizem que t\u00eam dificuldade em falar com seus pais sobre esses fatores estressores. Eles temem que seus pais n\u00e3o consigam lidar com sua ang\u00fastia porque j\u00e1 est\u00e3o muito estressados. Portanto, uma das coisas mais importantes \u00e9 aprender os passos para conversar com nossos filhos sobre essas coisas de uma forma que chamo de neuroprotetora.Voc\u00ea me perguntou antes se o c\u00e9rebro feminino adolescente \u00e9 um superpoder. Claro. Mas, para que ela se desenvolva, \u00e9 preciso que os adultos ajudem a criar um ambiente adequado, no qual os jovens aprendam a expressar seus sentimentos sobre tudo isso.<\/p>\n\n\n\n<p>E as etapas de escuta neuroprotetoras s\u00e3o transformadoras porque permitem que nossos filhos nos digam o que est\u00e3o vivenciando neste mundo t\u00e3o t\u00f3xico, incluindo as m\u00eddias sociais. A maioria dos jovens n\u00e3o sente que pode conversar com seus pais sobre o que est\u00e1 vivenciando nas redes sociais e como est\u00e1 se sentindo estressado.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC News Mundo &#8211; Voc\u00ea poderia explicar como realizar a escuta neuroprotetora?<\/p>\n\n\n\n<p>Nakazawa &#8211; A escuta neuroprotetora \u00e9 bastante simples. Eu divido em etapas.A primeira \u00e9 aceitar o fato de que alguns t\u00f3picos s\u00e3o realmente dif\u00edceis de discutir. &#8220;Olha, \u00e9 dif\u00edcil falar sobre esse assunto, mesmo para mim como adulto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A segunda \u00e9 n\u00e3o adiantar as coisas. Diga ao seu filho antes de come\u00e7ar a falar: &#8220;Prometo que serei um bom ouvinte e n\u00e3o farei perguntas.&#8221; Estudos mostram que o filho falar\u00e1 mais e voluntariamente quando n\u00e3o fizermos uma \u00fanica pergunta.A terceira \u00e9 estar preparado para ser mudado pelo que voc\u00ea ouve. N\u00e3o ache de antem\u00e3o que sabe como sua filha est\u00e1 se sentindo. N\u00e3o sabemos o que elas est\u00e3o sentindo. Elas podem n\u00e3o saber como se sentem.<\/p>\n\n\n\n<p>A quarta \u00e9 oferecer valida\u00e7\u00e3o: &#8220;Seus sentimentos s\u00e3o reais, s\u00e3o importantes, s\u00e3o compreens\u00edveis, qualquer um se sentiria assim.&#8221;A quinta \u00e9 ficar em segundo plano se o adolescente quiser saber sua opini\u00e3o porque ainda est\u00e1 formando a sua. Apenas diga: &#8220;Prometo que vou lhe dar minha opini\u00e3o, mas primeiro quero saber o que voc\u00ea pensa e sente agora, porque isso \u00e9 muito mais importante do que o que eu penso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A sexta \u00e9 pedir permiss\u00e3o antes de compartilhar qualquer observa\u00e7\u00e3o. &#8220;Ei, voc\u00ea se importa se eu fizer algumas perguntas? Eu gostaria de entender melhor.&#8221;O s\u00e9timo \u00e9 destacar comportamentos e qualidades positivas. &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 realmente lidando muito, muito bem com essa situa\u00e7\u00e3o complexa e confusa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A oitava \u00e9 simplesmente lembrar que est\u00e1 tudo bem se voc\u00ea cometer um erro; Claro, quanto mais cedo voc\u00ea se desculpar ou consertar a situa\u00e7\u00e3o, maior a probabilidade de seu filho continuar falando com voc\u00ea. Voc\u00ea pode dizer: &#8220;Ei, quando eu disse XYZ, entendi errado. Sinto muito por n\u00e3o ter ajudado. Quero ser \u00fatil. Do que voc\u00ea precisa agora?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A nona \u00e9 agradecer ao seu filho por falar com voc\u00ea. Queremos que seja uma boa experi\u00eancia para eles. Diga a ele como voc\u00ea est\u00e1 feliz por ele poder falar com voc\u00ea sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns dizem que \u00e9 uma emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica \u2014 e os n\u00fameros certamente indicam que algo est\u00e1 acontecendo.As adolescentes nos Estados Unidos est\u00e3o experimentando n\u00edveis sem precedentes de tristeza e ansiedade. Um estudo do Centro de Controle de Doen\u00e7as dos EUA (CDC), com dados de 2021, indica que quase tr\u00eas em cada cinco meninas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49593,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-49591","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/dd2473e0-0235-11ee-b2e4-dd6e6d049504.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49591"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49591"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49591\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49594,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49591\/revisions\/49594"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}