{"id":4914,"date":"2019-04-05T18:30:19","date_gmt":"2019-04-05T21:30:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=4914"},"modified":"2019-04-05T18:30:19","modified_gmt":"2019-04-05T21:30:19","slug":"fome-extrema-atinge-mais-de-113-milhoes-no-mundo-diz-relatorio-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/05\/fome-extrema-atinge-mais-de-113-milhoes-no-mundo-diz-relatorio-da-onu\/","title":{"rendered":"Fome extrema atinge mais de 113 milh\u00f5es no mundo, diz relat\u00f3rio da ONU"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Relat\u00f3rio apresentado pela Uni\u00e3o Europeia, FAO e PAM destaca que o problema da inseguran\u00e7a alimentar afeta principalmente o continente africano. Causa maior s\u00e3o os conflitos armados.<\/h4>\n\n\n\n<p>Mais de 113 milh\u00f5es de pessoas em 53 pa\u00edses sofreram &#8220;inseguran\u00e7a alimentar aguda&#8221; em 2018, afirma um relat\u00f3rio global da&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/onu\/\">ONU&nbsp;<\/a>sobre a crise alimentar divulgado nesta ter\u00e7a-feira (2).<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio apresentado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/uniao-europeia\/\">Uni\u00e3o Europeia<\/a>&nbsp;(UE), Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), entre outras organiza\u00e7\u00f5es, destaca que o problema afeta principalmente o continente africano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses que atravessaram as mais graves crises alimentares s\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/iemen\/\">I\u00eamen<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/republica-democratica-do-congo\/\">Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/afeganistao\/\">Afeganist\u00e3o<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/etiopia\/\">Eti\u00f3pia<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/siria\/\">S\u00edria<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/sudao\/\">Sud\u00e3o<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/sudao-do-sul\/\">Sud\u00e3o do Sul<\/a>&nbsp;e o norte da&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/nigeria\/\">Nig\u00e9ria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dominique Burgeon, chefe de emerg\u00eancias da FAO, afirmou que os pa\u00edses africanos s\u00e3o atingidos de forma &#8220;desproporcional&#8221; pela fome aguda, com quase 72 milh\u00f5es de pessoas afetadas. Segundo o documento, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, cerca de 50 pa\u00edses vivem dificuldades cada vez maiores para alimentar a suas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal causa da inseguran\u00e7a alimentar em todo o mundo foram as guerras. Cerca de 74 milh\u00f5es de pessoas, ou seja, dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o que enfrenta a fome aguda, estavam em 21 pa\u00edses ou territ\u00f3rios localizados em zonas de conflito, assim como j\u00e1 havia ocorrido em 2017.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Nesses pa\u00edses, at\u00e9 80% das popula\u00e7\u00f5es afetadas dependem da agricultura&#8221;, afirmou Burgeon. &#8220;Estas pessoas precisam receber assist\u00eancia humanit\u00e1ria de emerg\u00eancia para poder se alimentar e condi\u00e7\u00f5es para impulsionar a agricultura.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em 2018, o n\u00famero total de pessoas que sofreram fome aguda apresentou leve redu\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o a 2017 (124 milh\u00f5es). Isso pode ter ocorrido em raz\u00e3o de alguns pa\u00edses estarem menos expostos a riscos clim\u00e1ticos violentos, como secas, inunda\u00e7\u00f5es ou chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este recuo no valor absoluto \u00e9 um epifen\u00f4meno&#8221;, minimizou Burgeon. A redu\u00e7\u00e3o ocorreu &#8220;devido \u00e0 aus\u00eancia do fen\u00f4meno clim\u00e1tico &#8216;El Nino&#8217;, que afetou muito as culturas na \u00c1frica Austral e no Sudeste Asi\u00e1tico em 2017&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Por causa dos violentos ciclones e tempestades em Mo\u00e7ambique e no Malawi este ano, j\u00e1 sabemos que esses pa\u00edses estar\u00e3o no relat\u00f3rio do ano que vem&#8221;, observou.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/b07rQJrDE_GlP4RDAYOTvbKtWMw=\/0x0:1700x1156\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/09\/16\/nigeria-boko-haram-st_fran2.jpg\" alt=\"M\u00e9dico alimenta crian\u00e7a desnutrida em um centro dos M\u00e9dicos Sem Fronteiras em Maiduguri, Nig\u00e9ria \u2013 foto de 2016 \u2014 Foto: Sunday Alamba\/AP\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>M\u00e9dico alimenta crian\u00e7a desnutrida em um centro dos M\u00e9dicos Sem Fronteiras em Maiduguri, Nig\u00e9ria \u2013 foto de 2016 \u2014 Foto: Sunday Alamba\/AP<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, avalia que, apesar da ligeira queda em 2018 no n\u00famero de pessoas com inseguran\u00e7a alimentar aguda, a forma mais extrema de fome, &#8220;o n\u00famero ainda \u00e9 alto demais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que \u00e9 preciso investimentos de grande porte no desenvolvimento, ajuda humanit\u00e1ria e na constru\u00e7\u00e3o da paz &#8220;para construir a resili\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es afetadas e pessoas vulner\u00e1veis&#8221;, acrescentando que &#8220;para salvar vidas, tamb\u00e9m temos que salvar os meios de subsist\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor-executivo do PAM, David Beasley, observou que para erradicar a fome \u00e9 necess\u00e1rio atacar suas causas fundamentais. &#8220;Conflitos, instabilidade, impacto dos choques clim\u00e1ticos. Rapazes e mo\u00e7as precisam ser bem nutridos e educados, as mulheres precisam ser verdadeiramente fortalecidas, a infraestrutura rural deve ser fortalecida para conseguirmos esse objetivo de fome zero&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio pede o fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o entre a preven\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o no atendimento \u00e0s necessidades humanit\u00e1rias urgentes e \u00e0s causas profundas, que incluem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, choques econ\u00f4micos, conflitos e deslocamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio apresentado pela Uni\u00e3o Europeia, FAO e PAM destaca que o problema da inseguran\u00e7a alimentar afeta principalmente o continente africano. Causa maior s\u00e3o os conflitos armados. 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