{"id":47639,"date":"2023-05-15T09:02:02","date_gmt":"2023-05-15T12:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=47639"},"modified":"2023-05-15T09:02:02","modified_gmt":"2023-05-15T12:02:02","slug":"maternidade-e-esporte-agatha-roseli-e-celia-contam-como-as-filhas-mudaram-suas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2023\/05\/15\/maternidade-e-esporte-agatha-roseli-e-celia-contam-como-as-filhas-mudaram-suas-vidas\/","title":{"rendered":"Maternidade e esporte: \u00c1gatha, Roseli e C\u00e9lia contam como as filhas mudaram suas vidas"},"content":{"rendered":"\n<p>Esporte de alto rendimento e maternidade envolvem rotina, dedica\u00e7\u00e3o e muita paix\u00e3o. S\u00e3o diferentes, mas com muitos pontos em comum. <\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de uma atleta-m\u00e3e (\u00c1gatha Bednarczuk), uma m\u00e3e de atleta (Roseli Lopes) e uma t\u00e9cnica-m\u00e3e (C\u00e9lia Targat).As tr\u00eas apresentam um pouco dessa rela\u00e7\u00e3o umbilical com as filhas e falam sobre como o esporte pode ser um canal para aproximar relacionamentos e transformar a vida para melhor. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1GATHA BEDNARCZUK RIPPEL \u2013 A medalhista ol\u00edmpica de v\u00f4lei de praia \u00c1gatha Bednarczuk (Rio 2016) e campe\u00e3 mundial \u00e9 m\u00e3e recente da pequena Kahena, que nasceu no final do ano passado. Aos 39 anos, ela vive o est\u00e1gio da volta aos treinos para conquistar a vaga ol\u00edmpica para Paris 2024, agora ao lado da nova parceira nas areias, Rebecca, com a rotina intensa de cria\u00e7\u00e3o da filha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu sempre tive o sonho de ser m\u00e3e, mas eu nunca imaginei que estaria jogando ao mesmo tempo. Sempre imaginei que j\u00e1 estaria aposentada, ent\u00e3o tudo que eu venho vivendo hoje em dia tem sido uma surpresa. A experi\u00eancia da maternidade tem sido muito gostosa, a sensa\u00e7\u00e3o que tenho \u00e9 que o amor cresce cada dia mais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Kahena est\u00e1 com seis meses e transformou a vida de \u00c1gatha. A rotina ficou mais intensa, assim como a vontade de terminar o trabalho e chegar em casa correndo.\u201cTenho acordado de madrugada para dar o mamazinho dela, e antes de sair para treinar tenho que amament\u00e1-la e deixar leite para depois, ent\u00e3o tive que criar esse tipo de log\u00edstica no meu dia a dia para conseguir estar ao lado da Kahena e conseguir treinar ao mesmo tempo&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p> &#8220;Mas \u00e9 uma del\u00edcia poder acabar meu dia e saber que tenho um pacotinho, uma bolotinha, me esperando&#8221;.Essa rotina envolve tamb\u00e9m o marido e personal trainer dela, Renan Rippel, que \u00e9 parceiro n\u00e3o s\u00f3 na cria\u00e7\u00e3o da filha, mas tamb\u00e9m na carreira de atleta.<\/p>\n\n\n\n<p> \u201cEstamos vivendo um processo de voltar para a alta performance e temos esse grande sonho que \u00e9 ter a Kahena do nosso lado. Ele tem sido um parceiro nessa caminhada, um paiz\u00e3o super presente, estamos adorando esse momento\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gatha conta que pretende inclu\u00ed-la ao m\u00e1ximo na sua carreira esportiva. \u201cEstou trazendo a Kahena para o meu mundo, ent\u00e3o ela vai aos treinos comigo, me acompanhou na minha primeira viagem, na minha primeira competi\u00e7\u00e3o depois da gravidez. Eu t\u00f4 focada nisso, que ela esteja presente na minha vida, dentro dessa rotina\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que a principal mensagem assimilada pela maternidade \u00e9 a de n\u00e3o desperdi\u00e7ar os poucos momentos de tempo livre livre com bobagens. \u201cA maternidade me trouxe isso de n\u00e3o gastar tempo livre com bobeira, e o principal, ela me trouxe muito amor, os meus dias s\u00e3o muito mais floridos\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00c9LIA TARGAT \u2013 Desde 1991 atuando como t\u00e9cnica de nata\u00e7\u00e3o, C\u00e9lia Targat j\u00e1 treinou diversos atletas que conquistaram grandes resultados na modalidade, como Ana Carolina Ghellere, que em 2022 ganhou 21 medalhas em campeonatos brasileiros e integrou a sele\u00e7\u00e3o brasileira nos Jogos Sul-Americanos, onde tamb\u00e9m foi medalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para C\u00e9lia, um dos maiores orgulhos da vida \u00e9 a filha, Maria Eduarda (Duda), que tamb\u00e9m \u00e9 atleta, e treina com a m\u00e3e desde os nove anos. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDurante o treino ela me chama de C\u00e9lia e discute comigo como qualquer atleta, fica brava quando a s\u00e9rie \u00e9 dif\u00edcil, mas em casa me chama de m\u00e3e, \u00e9 outra rela\u00e7\u00e3o. Constru\u00edmos isso juntas\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse pacto come\u00e7ou cedo. Quando Duda nasceu, C\u00e9lia unia a carreira de dona de uma academia de nata\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica de equipes profissionais em Foz do Igua\u00e7u. A filha e o marido Omar Pinheiro tiveram que acompanhar a rotina de viagens para competi\u00e7\u00f5es, o que aos poucos a inseriu nesse novo universo. A nata\u00e7\u00e3o virou uma paix\u00e3o de ambas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a Duda era pequena, eu treinava a equipe master, e sempre a levava para os campeonato. N\u00e3o faltava gente para cuidar e dar colo, ela dormia ao som dos gritos de torcida e adorava viajar. Meu marido tamb\u00e9m nadava nesses campeonatos, ent\u00e3o sempre est\u00e1vamos juntos. \u00c9ramos uma fam\u00edlia completa competindo Brasil afora\u201d, diz. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando a t\u00e9cnica assumiu a equipe principal, as viagens aumentaram e nem sempre o marido pode acompanhar, mas a filha estava sempre junto. E o que parecia uma rotina apenas esportiva virou um grande aprendizado.\u201cN\u00e3o tem receita pronta para educar um filho, e n\u00e3o \u00e9 diferente com o filho dos outros. Como t\u00e9cnica, aprendi a entender esse conceito. Ser m\u00e3e me transformou como t\u00e9cnica por essa rela\u00e7\u00e3o que estabeleci com a Duda, em especial para lidar com os adolescentes\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e9lia acredita que a maternidade foi uma de suas maiores conquistas. \u201cA Duda \u00e9 meu presente do c\u00e9u, minha companheira, amiga, minha raz\u00e3o de vida. O mais gostoso \u00e9 que \u00e9 percept\u00edvel o orgulho que ela tem da C\u00e9lia t\u00e9cnica e tamb\u00e9m da C\u00e9lia m\u00e3e. No esporte, encontramos essa grande conex\u00e3o\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSELI LOPES \u2013 Roseli Lopes \u00e9 o outro lado dessa parceria. Ela n\u00e3o \u00e9 esportista, mas m\u00e3e de B\u00e1rbara, ou Babi, ginasta paranaense que disputa vaga nas pr\u00f3ximas Olimp\u00edadas.<\/p>\n\n\n\n<p> Babi come\u00e7ou a se interessar pela gin\u00e1stica muito cedo e Roseli e o marido logo buscaram locais para que a filha pudesse treinar. Em 2004, ela come\u00e7ou a praticar gin\u00e1stica art\u00edstica, mas depois mudou para a ginastica r\u00edtmica, onde est\u00e1 at\u00e9 hoje. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 poucos dias, ela conquistou um in\u00e9dito ouro na prova de fita para o Brasil em um Grand Prix, na Fran\u00e7a, e marcou o nome na hist\u00f3ria da modalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A vida de m\u00e3e de uma ginasta \u00e9 de al\u00edvios e apreens\u00f5es, segundo Roseli. No come\u00e7o, o temor era se ela e o marido teriam condi\u00e7\u00f5es de arcar com os custos da modalidade. \u201cA gente olhava o talento e o lado t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m se conseguir\u00edamos bancar esse apoio financeiramente. Mas fomos dando suporte, nos virando, abrindo m\u00e3o de algumas coisas, para que ela alcan\u00e7asse seus sonhos, e agora ela \u00e9 campe\u00e3 mundial\u201d, afirma. <\/p>\n\n\n\n<p>Roseli sempre esteve muito presente em toda a carreira esportiva da filha, tanto que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo ainda costurava os collants, como se estivesse presente nos movimentos das apresenta\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com os 20 anos de carreira j\u00e1 consolidada da filha, se dedica \u00e0 pr\u00f3pria rotina, mas segue acompanhando as competi\u00e7\u00f5es, nem que for pela tela de um celular. A saudade que a dist\u00e2ncia f\u00edsica provoca ainda bate forte.\u201cQuando me perguntam se fico com saudades eu falo que j\u00e1 me acostumei, mas \u00e9 mentira, a gente n\u00e3o se acostuma com essa dist\u00e2ncia. \u00c9 coisa de m\u00e3e. N\u00f3s vamos nos adequando \u00e0 falta dela, mas nunca ligamos pedindo para ela voltar, mesmo com saudades, porque esse \u00e9 o trabalho dela, o sonho dela\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dica para os pais de atletas, segundo ela, \u00e9 &#8220;entrar de cabe\u00e7a&#8221;. &#8220;Faz toda a diferen\u00e7a. Ter um filho no esporte significa sa\u00fade, ficar longe de certos c\u00edrculos de influ\u00eancia que n\u00e3o s\u00e3o muito bons, e principalmente consolidar a chance de construir uma grande personalidade. Haver\u00e1 obst\u00e1culos, mas n\u00e3o se deve desistir. O esporte \u00e9 muito bonito&#8221;, complementa. <\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esporte de alto rendimento e maternidade envolvem rotina, dedica\u00e7\u00e3o e muita paix\u00e3o. S\u00e3o diferentes, mas com muitos pontos em comum. 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