{"id":44738,"date":"2023-03-17T15:55:00","date_gmt":"2023-03-17T18:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=44738"},"modified":"2023-03-31T14:28:41","modified_gmt":"2023-03-31T17:28:41","slug":"caso-evandro-justica-mantem-condenacao-de-beatriz-por-morte-de-menino-desaparecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2023\/03\/17\/caso-evandro-justica-mantem-condenacao-de-beatriz-por-morte-de-menino-desaparecido\/","title":{"rendered":"Caso Evandro: Justi\u00e7a mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o de Beatriz por morte de menino desaparecido"},"content":{"rendered":"\n<p>Desembargadores da 2\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJ-PR) decidiram nesta quinta-feira (16),<strong>&nbsp;por tr\u00eas votos a dois,<\/strong>&nbsp;manter a condena\u00e7\u00e3o de Beatriz Abagge pelo desaparecimento e morte do menino Evandro Ramos Caetano. A defesa pode recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio registrado em abril de 1992, em&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pr\/parana\/cidade\/guaratuba\/\">Guaratuba<\/a>, no litoral do Paran\u00e1, ficou nacionalmente conhecido como Caso Evandro. O menino tinha seis anos e sumiu no trajeto entre a casa onde morava e a escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o de Beatriz foi definida em julgamento de recurso apresentado pela defesa dela no qual pedem a anula\u00e7\u00e3o das condena\u00e7\u00f5es ou o reconhecimento da inoc\u00eancia, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes socias, Beatriz Abagge disse que &#8220;j\u00e1 esperava&#8221; a decis\u00e3o e sinalizou que deve recorrer. A defesa dela complementou que aguarda a inclus\u00e3o ao processo da \u00edntegra dos votos do julgamento desta quinta para apresentar recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da sess\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 (MP-PR), disse que aguardaria o resultado para uma eventual manifesta\u00e7\u00e3o sobre o caso. O&nbsp;<strong>g1<\/strong>&nbsp;entrou em contato com o \u00f3rg\u00e3o e aguarda uma resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi apresentado ap\u00f3s a defesa de Beatriz alegar que grava\u00e7\u00f5es em fita comprovam que ela e outros r\u00e9us confessaram os supostos crimes mediante tortura. As grava\u00e7\u00f5es foram reveladas por s\u00e9rie documental da Globoplay, baseada no podcast Projeto Humanos, do jornalista Ivan Mizanzuk.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o&nbsp;Governo do Paran\u00e1 formalizou um pedido de desculpas&nbsp;a Beatriz por &#8220;sev\u00edcias indesculp\u00e1veis&#8221; sofridas por ela \u00e0 \u00e9poca da investiga\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>A carta \u00e9 assinada pelo ent\u00e3o secret\u00e1rio estadual de Justi\u00e7a, Trabalho e Fam\u00edlia, Ney Leprevost. No documento, ele afirma que, ap\u00f3s ver a s\u00e9rie documental,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pr\/parana\/noticia\/2022\/01\/15\/caso-evandro-governo-do-parana-faz-carta-com-pedido-de-perdao-por-torturas-a-condenada-por-morte-da-crianca.ghtml\">formou conv<\/a>ic\u00e7\u00e3o pessoal&nbsp;de que Beatriz e &#8220;outros condenados no caso foram v\u00edtimas de torturas grav\u00edssimas&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Principal argumenta\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/gppDI11nRrO6Mw4jQ_GpRiyx-4Q=\/0x0:500x263\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/06\/08\/menino.jpg\" alt=\"Evandro tinha 6 anos quando desapareceu \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Evandro tinha 6 anos quando desapareceu \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o, o advogado de defesa de Beatriz apresentou trechos da s\u00e9rie documental em que a fita revela a tortura contra os condenados.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador Mauro Bley Pereira Junior, foi&nbsp;acompanhado pela maioria&nbsp;no entendimento de que as grava\u00e7\u00f5es n\u00e3o poderiam ser aceitas como prova por precisarem passar por comprova\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de votar pela manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o, o relator destacou que a defesa pode fazer um novo pedido para reavalia\u00e7\u00e3o do caso ap\u00f3s a prova com os trechos de tortura passar por per\u00edcias oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>RPC<\/strong>, antes do julgamento do recurso, o advogado de Beatriz, Antonio Figueiredo Basto, disse que a grava\u00e7\u00e3o da fita \u00e9 leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou, tamb\u00e9m, que a grava\u00e7\u00e3o estava nos autos do processo desde a \u00e9poca da condena\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, a vers\u00e3o utilizada para incriminar Beatriz e os demais suprimia os trechos de tortura. A vers\u00e3o de agora, segundo ele, cont\u00e9m a \u00edntegra da grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Ela [fita] estava nos autos do processo, n\u00e3o \u00e9 nem prova nova. \u00c9 uma prova que estava nos autos. E que, se \u00e0 \u00e9poca dos fatos tivesse permanecido dentro da investiga\u00e7\u00e3o, certamente esse processo jamais teria existido. A tortura \u00e9 um meio il\u00edcito de obten\u00e7\u00e3o de prova. \u00c9 repugnante.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desembargadores da 2\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJ-PR) decidiram nesta quinta-feira (16),&nbsp;por tr\u00eas votos a dois,&nbsp;manter a condena\u00e7\u00e3o de Beatriz Abagge pelo desaparecimento e morte do menino Evandro Ramos Caetano. A defesa pode recorrer. 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