{"id":4435,"date":"2019-04-04T09:31:42","date_gmt":"2019-04-04T12:31:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=4435"},"modified":"2019-04-04T09:33:02","modified_gmt":"2019-04-04T12:33:02","slug":"adeus-mamografia-vem-ai-os-testes-ao-sangue-para-detetar-o-cancro-da-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/04\/adeus-mamografia-vem-ai-os-testes-ao-sangue-para-detetar-o-cancro-da-mama\/","title":{"rendered":"Adeus mamografia: v\u00eam a\u00ed os testes ao sangue para detetar o cancro da mama"},"content":{"rendered":"\n<p> Nos \u00faltimos tempos, v\u00e1rios centros de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e3o na corrida para criar testes ao sangue para detetar marcadores de cancro da mama antes de este ser vis\u00edvel na mamografia. A Universidade de Heidelberg anuncia ter um teste pronto para entrar no mercado ainda em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>&#8220;Esta t\u00e9cnica \u00e9 muito menos penosa para as mulheres. N\u00e3o d\u00f3i nem implica exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> Sarah Schott and Christof Sohn, do Hospital Universit\u00e1rio de Heidelberg, antes da confer\u00eancia de imprensa na qual anunciaram o novo teste ao sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer emagrecer definitivamente? Sugerimos que acesse esse link para saber mais sobre essa dica que realmente tem resultados incr\u00edveis: <\/p>\n\n\n\n<p><br>Sarah Schott, do Hospital Universit\u00e1rio de Heidelberg, na Alemanha, est\u00e1 convicta de que o teste que a sua equipa desenvolveu estar\u00e1 dispon\u00edvel no mercado ainda este ano e poder\u00e1 com grande vantagem substituir a mamografia na detec\u00e7\u00e3o do cancro da mama, pelo menos nas mulheres com menos de 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<p> Descrito pelos investigadores como &#8220;uma biopsia l\u00edquida&#8221; e &#8220;n\u00e3o invasiva&#8221;, o teste, intitulado HeiScreen, j\u00e1 detetou 15 tipos diferentes de c\u00e9lulas de cancro da mama e tem ainda a vantagem de identificar o cancro antes de este ser vis\u00edvel atrav\u00e9s das t\u00e9cnicas de raios X ou ecografia. \u00c9 tamb\u00e9m mais econ\u00f4mico, requerendo apenas alguns mililitros de sangue e podendo ser feito em qualquer laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para desenvolver o teste, que tamb\u00e9m deteta novas met\u00e1stases de cancros em recidiva, mais de 900 mulheres foram testadas ao longo de um ano, 500 das quais com cancro da mama.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ainda de acordo com o Hospital Universit\u00e1rio de Heidelberg, o teste \u00e9 particularmente adequado a mulheres abaixo dos 50 e para aquelas que t\u00eam um historial familiar de cancro da mama. O n\u00edvel de fiabilidade do HeiScreen para mulheres abaixo dos 50 \u00e9 de 86%, bastante mais elevado que o de outro teste similar ao sangue j\u00e1 existente, o CancerSEEK, que apresenta apenas 70% de sucesso na detec\u00e7\u00e3o do cancro. Em mulheres acima dos 50, a fiabilidade do HeiScreen desce para 60%.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Para desenvolver o teste, que tamb\u00e9m deteta novas met\u00e1stases de cancros em recidiva, mais de 900 mulheres foram testadas ao longo de um ano, 500 das quais com cancro da mama.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, o cancro \u00e9 a segunda causa de morte mais frequente na Europa, com mais de 3,7 milh\u00f5es de novos casos e 1,9 milh\u00f5es de mortes anualmente. O cancro da mama mata mais mulheres que qualquer outro tipo de cancro; em 2018, cerca de 627,000 morreram de cancro da mama em todo o mundo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>A detec\u00e7\u00e3o precoce do cancro cria mais hip\u00f3teses de sobreviv\u00eancia, por encaminhar logo as pacientes para tratamento. Se for descoberto precocemente, como no est\u00e1gio 2, a hip\u00f3tese de sobreviv\u00eancia para este tipo de cancro \u00e9 de 93 a 100%; a percentagem cai para 72% quando a doen\u00e7a \u00e9 descoberta no est\u00e1gio 3 e para 22% no est\u00e1gio 4.<\/p>\n\n\n\n<p> Em Portugal, h\u00e1 em m\u00e9dia seis mil novos casos de cancro da mama anualmente, mas o pa\u00eds est\u00e1 no pelot\u00e3o da frente no que respeita \u00e0 taxa de sobreviv\u00eancia, ao lado da Su\u00e9cia e da Noruega, de acordo com um estudo recente da Lancet. &#8220;Estamos a falar de uma taxa de sobreviv\u00eancia global de 85% aos cinco anos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>S\u00e3o not\u00edcias muito boas, que devem servir para encorajar as pessoas a continuarem alerta, a terem consci\u00eancia de que \u00e9 uma doen\u00e7a que se pode tratar&#8221;, disse \u00e0 TSF, a prop\u00f3sito do dito estudo, o oncologista Joaquim Abreu de Sousa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>Na base desta taxa de sucesso no tratamento estar\u00e3o, de acordo com Carlos Oliveira, presidente do N\u00facleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, os rastreios iniciados nos anos 1990. Mas, ainda assim, este investigador prev\u00ea que em Portugal, at\u00e9 2030, o cancro da mama cres\u00e7a 17%. <\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos tempos, v\u00e1rios centros de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e3o na corrida para criar testes ao sangue para detetar marcadores de cancro da mama antes de este ser vis\u00edvel na mamografia. A Universidade de Heidelberg anuncia ter um teste pronto para entrar no mercado ainda em 2019. &#8220;Esta t\u00e9cnica \u00e9 muito menos penosa para as mulheres. 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