{"id":44261,"date":"2023-02-24T09:40:16","date_gmt":"2023-02-24T12:40:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=44261"},"modified":"2023-02-24T09:40:17","modified_gmt":"2023-02-24T12:40:17","slug":"nova-ponte-entre-pr-e-ms-pode-restabelecer-protagonismo-de-portos-na-exportacao-de-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2023\/02\/24\/nova-ponte-entre-pr-e-ms-pode-restabelecer-protagonismo-de-portos-na-exportacao-de-soja\/","title":{"rendered":"Nova ponte entre PR e MS pode restabelecer protagonismo de portos na exporta\u00e7\u00e3o de soja"},"content":{"rendered":"\n<p>O Porto de Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, j\u00e1 foi o principal ponto de sa\u00edda da soja produzida no Brasil. Em 2004, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea), de cada 100 toneladas do gr\u00e3o exportadas no pa\u00eds, 30 delas eram embarcadas no porto paranaense. O protagonismo do setor foi aos poucos sendo passado para o Porto de Santos, que hoje \u00e9 respons\u00e1vel por 27% das exporta\u00e7\u00f5es de soja.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio, por\u00e9m, se modifica drasticamente quando os portos s\u00e3o analisados em conjunto, como os do Arco Norte do Brasil. Somados, os portos de Porto Velho (RO), Miritituba (PA), Santar\u00e9m (PA), Barbacena (PA), Itacoatiara (AM), Manaus (AM) e Itaqui (MA) exportaram, em 2022, mais gr\u00e3os do que a unidade santista \u2013 \u00e9 a primeira vez que o Arco Norte, com 38% das exporta\u00e7\u00f5es de soja no Brasil, superou o Porto de Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Imea, um dos fatores que explica essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o custo do frete, mais barato para o norte do Brasil. Uma carga de gr\u00e3os com origem em Sorriso (MT) e destino ao porto de Miritituba (PA) teve queda no custo de transporte rodovi\u00e1rio de 53% entre os anos de 2016 e 2022 em rela\u00e7\u00e3o ao custo de frete para enviar o mesmo produto ao Porto de Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reverter este cen\u00e1rio e voltar a tornar o Porto de Paranagu\u00e1 mais atraente para os transportadores, uma nova ponte entre os estados do Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul est\u00e1 mais perto de sair do papel. A estrutura, que ligar\u00e1 as cidades de S\u00e3o Pedro do Paran\u00e1 (PR) e Taquarussu (MS), ter\u00e1 cerca de dois quil\u00f4metros de extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 13, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paran\u00e1 (DER-PR), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o do projeto, anunciou a empresa vencedora para a elabora\u00e7\u00e3o dos Estudos de Viabilidade T\u00e9cnica, Econ\u00f4mica e Ambiental (EVTEA) para a nova ponte. A empresa Prosul \u2013 Projetos, Supervis\u00e3o e Planejamento arrematou o preg\u00e3o com a proposta de R$ 2.992.382,95, com prazo de 18 meses para concluir os estudos. O valor ser\u00e1 custeado pela Itaipu Binacional, ap\u00f3s um acordo firmado entre a hidrel\u00e9trica e os governos de ambos os estados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Prosul havia ficado em segundo lugar no preg\u00e3o eletr\u00f4nico, e acabou sendo convocada ap\u00f3s a primeira colocada entre as arrematantes ter sido inabilitada por descumprimento das exig\u00eancias quanto aos documentos de comprova\u00e7\u00e3o de qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m prev\u00ea, no lado paranaense, a restaura\u00e7\u00e3o de 19,8 km da rodovia PR-577, incluindo a constru\u00e7\u00e3o de um contorno em Porto S\u00e3o Jos\u00e9, distrito de S\u00e3o Pedro do Paran\u00e1. J\u00e1 no per\u00edmetro sul-mato-grossense, ser\u00e1 realizada a implanta\u00e7\u00e3o de 30 km da rodovia MS-473, al\u00e9m de um viaduto de acesso em Taquarussu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma ponte de integra\u00e7\u00e3o&#8221;, diz diretor-geral do DER-PRPara o diretor-geral do DER-PR, Alexandre Castro Fernandes, a nova ponte \u00e9 uma alternativa importante para o escoamento dos gr\u00e3os. Segundo ele, a estrutura pode representar uma economia no transporte da soja at\u00e9 o Porto de Paranagu\u00e1, tornando assim a unidade paranaense mais atraente para os exportadores.\u201cEssa ponte tem um papel fundamental que \u00e9 integrar dois estados que s\u00e3o bastante pujantes. N\u00f3s estamos reconhecendo que existe uma quantidade significativa de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que \u00e9 escoada desde o Mato Grosso, passa pelo Mato Grosso do Sul e vem para o Paran\u00e1 com destino aos portos. Essa \u00e9 uma ponte de integra\u00e7\u00e3o, mais um acesso para o escoamento das cargas, de uma parte importante da produ\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, avaliou, em entrevista \u00e0 Gazeta do Povo.Nova ponte vai desviar de contorno em S\u00e3o PauloO presidente do Sistema Fetranspar e do Conselho Regional do Sest Senat no Paran\u00e1, coronel S\u00e9rgio Malucelli, avalia que o Paran\u00e1 precisa melhorar a infraestrutura com obras de mobilidade que conectem o campo \u00e0s cidades e aos portos. Ele ressalta que a novidade vai evitar um contorno que \u00e9 feito pelo estado de S\u00e3o Paulo, o que gera atrasos e lentid\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p><div>\u201cEssa nova liga\u00e7\u00e3o deixar\u00e1 o caminho mais curto, bem como diminuir\u00e1 os custos do escoamento agr\u00edcola at\u00e9 o porto de Paranagu\u00e1. Informa\u00e7\u00f5es preliminares nos mostram que a obra trar\u00e1 outros pacotes de melhorias nos acessos da nova ponte, principalmente no lado paranaense, com restaura\u00e7\u00e3o de trechos da PR-577 e a inclus\u00e3o de contorno no munic\u00edpio de S\u00e3o Pedro do Paran\u00e1. Tudo isso agrega a infraestrutura e melhora a atua\u00e7\u00e3o das empresas e profissionais da \u00e1rea de transporte no estado\u201d, comentou, em entrevista \u00e0 Gazeta do Povo.<\/div><\/p>\n\n\n\n<p>Para o governo do Mato Grosso do Sul, a estrutura poder\u00e1 alavancar, num futuro pr\u00f3ximo, o desenvolvimento da regi\u00e3o conhecida como Vale do Ivinhema, no sudeste do estado. De acordo com o titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Mato Grosso do Sul (Semadesc), Jaime Verruck, a nova ponte tem potencial para estimular o desenvolvimento da economia do estado. \u201cAjuda a desafogar o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es, principalmente de gr\u00e3os, e tamb\u00e9m vai promover o maior desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Embarque de farelo de soja no Porto de Paranagu\u00e1.| Foto: Claudio Neves\/Portos do Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Porto de Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, j\u00e1 foi o principal ponto de sa\u00edda da soja produzida no Brasil. Em 2004, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea), de cada 100 toneladas do gr\u00e3o exportadas no pa\u00eds, 30 delas eram embarcadas no porto paranaense. 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