{"id":4346,"date":"2019-04-03T14:05:22","date_gmt":"2019-04-03T17:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=4346"},"modified":"2019-04-03T14:05:25","modified_gmt":"2019-04-03T17:05:25","slug":"como-educar-uma-geracao-digital-com-tanta-dificuldade-para-se-concentrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/03\/como-educar-uma-geracao-digital-com-tanta-dificuldade-para-se-concentrar\/","title":{"rendered":"Como educar uma gera\u00e7\u00e3o digital com tanta dificuldade para se concentrar?"},"content":{"rendered":"\n<p>Os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/6942cb29-9d3f-4c9c-9806-0a0578c286d6\">estudantes de hoje<\/a>&nbsp;t\u00eam de lidar com um problema &#8211; e ele n\u00e3o est\u00e1 escrito no quadro negro. Eles est\u00e3o t\u00e3o acostumados a constantes est\u00edmulos de aplicativos de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/31684f19-84d6-41f6-b033-7ae08098572a\">smartphone e plataformas de streaming<\/a>&nbsp;que n\u00e3o conseguem se concentrar na aula.<\/p>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es Z (idades entre 10 e 24 anos) e alpha (at\u00e9 9 anos de idade) nasceram em um mundo onde os algoritmos os mant\u00eam clicando e navegando em um ritmo fren\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um desenvolvimento pessoal e profissional \u00e9 necess\u00e1rio uma segunda l\u00edngua. Veja essa dica! <\/p>\n\n\n\n<p>Agora, os professores tamb\u00e9m t\u00eam um problema. Como voc\u00ea adapta o curr\u00edculo escolar para estudantes criados em meio \u00e0 tecnologia? E isso pode comprometer a educa\u00e7\u00e3o tradicional?<\/p>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento inicial do c\u00e9rebro \u00e9 um assunto complexo, mas, nos \u00faltimos anos, pesquisadores em todo o mundo manifestaram preocupa\u00e7\u00f5es sobre o impacto que smartphones e o h\u00e1bito de consumir diferentes m\u00eddias simultaneamente podem ter sobre a capacidade de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 um conjunto crescente de evid\u00eancias &#8211; que n\u00e3o ainda foram totalmente validadas e podem ser contestadas &#8211; de que a tecnologia, as redes sociais, o acesso instant\u00e2neo \u00e0 internet e os smartphones prejudicam a capacidade das crian\u00e7as de se concentrar&#8221;, diz Jim Taylor, autor de\u00a0<em>Raising Generation Tech<\/em>(Criando a Gera\u00e7\u00e3o Tech, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos mudando a forma como crian\u00e7as pensam e como seus c\u00e9rebros se desenvolvem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11479\/production\/_106177707_43ba7663-2063-4309-96e6-8278c834e6bf.jpg\" alt=\"Menino boceja em sala de aula\"\/><figcaption>Image captionA aten\u00e7\u00e3o em sala de aula funciona como porta de entrada para formas mais profundas de aprendizado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os professores tamb\u00e9m j\u00e1 notaram isso. &#8220;\u00c9 um problema. Para come\u00e7ar, o adolescente m\u00e9dio s\u00f3 consegue prestar aten\u00e7\u00e3o por cerca de 28 segundos&#8221;, diz Laura Schad, que d\u00e1 aulas para alunos de 12 a 14 anos na Filad\u00e9lfia, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz que, embora os smartphones tenham afetado claramente os c\u00e9rebros em pleno desenvolvimento de seus alunos, falta treinamento para lidar com a quest\u00e3o: como a educa\u00e7\u00e3o deve evoluir para atender alunos que s\u00e3o nativos digitais n\u00e3o foi algo tratado em sua forma\u00e7\u00e3o profissional, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leitura prejudicada<\/h2>\n\n\n\n<p>Os efeitos da tecnologia ficam mais claros em uma das atividades escolares mais tradicionais, a leitura, especialmente quando as crian\u00e7as migram das m\u00eddias digitais baseadas em texto para aplicativos repletos de imagens como Instagram e Snapchat.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer emagrecer, sugerimos que acesse esse link para saber mais sobre essa dica que realmente tem resultados incr\u00edveis: <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje, os alunos parecem achar especialmente exaustivo ler textos complexos ou longos sem fazer pausas constantes. No passado, os alunos pareciam estar acostumados a se dedicar a um texto por um longo per\u00edodo de tempo&#8221;, diz Erica Swift, professora do 6\u00ba ano de uma escola de Sacramento, nos Estados Unidos. &#8220;Voc\u00ea percebe a falta de resist\u00eancia deles, ao pedir intervalos de descanso ou ao conversar com os colegas em vez de estudar. Alguns at\u00e9 mesmo desistem por completo de leituras mais longas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Simplesmente transferir o texto para um aparelho eletr\u00f4nico n\u00e3o ajuda, o que indica que o problema \u00e9 mais complexo do que uma simples prefer\u00eancia pelas telas em detrimento de algo impresso em papel.<\/p>\n\n\n\n<p>Taylor explica que o ato de prestar aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 tem um valor inerente, mas funciona como porta de entrada para formas mais profundas de aprendizado &#8211; especialmente em termos de mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sem a capacidade de prestar aten\u00e7\u00e3o, crian\u00e7as n\u00e3o conseguem processar [informa\u00e7\u00f5es]. Eles n\u00e3o consolidam o conhecimento na mem\u00f3ria, o que significa que n\u00e3o podem interpretar, analisar, resumir, criticar e chegar a uma conclus\u00e3o sobre a informa\u00e7\u00e3o recebida&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A sala de aula do futuro<\/h2>\n\n\n\n<p>Se os alunos n\u00e3o parecem prestar aten\u00e7\u00e3o por longos per\u00edodos, muitos professores simplesmente dividem as li\u00e7\u00f5es em partes menores. Gail Desler, especialista em integra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do distrito escolar de Elk Grove, onde fica a escola de Swift, diz: &#8220;Uma ideia comum entre os professores \u00e9 que algo mais curto \u00e9 melhor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Desler tamb\u00e9m d\u00e1 como exemplo professores que iniciam as aulas com exerc\u00edcios de aten\u00e7\u00e3o plena ou de medita\u00e7\u00e3o quando os alunos precisam se concentrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma professora do ensino m\u00e9dio em Salinas, nos Estados Unidos, usa o aplicativo Calm para ajudar os alunos a meditar, mas um estudo de 2013 indicou que qualquer tipo de &#8220;intervalo de descanso da tecnologia&#8221; pode combater a ansiedade por realizar m\u00faltiplas coisas ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16299\/production\/_106177709_8356bef9-4ad3-415c-83aa-8cd412feee21.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as usando tablets em sala de aula\"\/><figcaption>Image captionUm estudo de 2018 descobriu que alunos da gera\u00e7\u00e3o Z evitam livros e apontam v\u00eddeos como sua fonte preferida de informa\u00e7\u00f5es<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alguns professores tamb\u00e9m escolhem &#8220;ir ao encontro dos alunos&#8221; em plataformas como o YouTube e o Instagram. Asha Choksi, vice-presidente de pesquisa global da editora educacional Pearson, d\u00e1 o exemplo de um professor que filma a si mesmo realizando um experimento cient\u00edfico, publica no YouTube e usa o v\u00eddeo na aula para ilustrar o material no livro did\u00e1tico, que pode ser visto como algo chato para os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, Schad busca manter os alunos dedicados \u00e0s tarefas por meio de lembretes no Instagram sobre o dever de casa e as pr\u00f3ximas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes recursos podem manter os alunos atentos quando refletem seus interesses. Desler elogia professores que fazem coisas como relacionar a hist\u00f3ria da propaganda nazista ao&nbsp;<em>cyberbullying<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Trata-se de introduzir informa\u00e7\u00f5es relevantes em um curr\u00edculo obrigat\u00f3rio, de maneira que os alunos se vejam refletidos no que \u00e9 ensinado&#8221;, diz ela. &#8220;Ao fazer conex\u00f5es com coisas que est\u00e3o acontecendo aqui e agora, voc\u00ea entra no mundo deles e os envolve.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, plataformas especializadas de aprendizado como o Flipgrid, que permite aos alunos compartilhar v\u00eddeos de si mesmos fazendo apresenta\u00e7\u00f5es, ajudam os professores a envolver os alunos usando as m\u00eddias que eles est\u00e3o acostumados a usar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 2018 da Pearson descobriu que os alunos da gera\u00e7\u00e3o Z evitam livros e apontam v\u00eddeos como sua fonte preferida de informa\u00e7\u00f5es, atr\u00e1s apenas dos pr\u00f3prios professores. Ao se inserir nos meios dos quais as crian\u00e7as j\u00e1 participam e com os quais criam, os professores podem captar melhor sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns distritos escolares j\u00e1 migraram digitalmente para plataformas como o Google Classroom, que permite que alunos e pais monitorem notas e tarefas futuras e acompanhem o desempenho dos estudantes para entender melhor no que eles est\u00e3o deixando a desejar.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia pode at\u00e9 mesmo ajudar a reparar danos causados \u200b\u200b\u00e0 habilidade de leitura. Schad diz que, em sua escola na Filad\u00e9lfia, os professores usam computadores lidar com as dificuldades apresentadas pelos estudantes. A plataforma de leitura da escola, a Lexia, adota elementos de videogames para estimular a participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa tamb\u00e9m separa automaticamente os alunos com base no seu desempenho, oferecendo aos alunos mais bem sucedidos tarefas mais avan\u00e7adas no mundo real e exerc\u00edcios digitais extras para aqueles com mais dificuldades, at\u00e9 que aprendam totalmente a li\u00e7\u00e3o. Essa abordagem personalizada ajuda a lidar com as diferentes formas como estudantes s\u00e3o afetados pela tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o l\u00edderes globais em tecnologia educacional, com empresas de tecnologia de ponta recebendo US$ 1,45 bilh\u00e3o (R$ 5,7 bilh\u00f5es) em investimentos em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas empresas como a Flipgrid e a Lexia ter\u00e3o cada vez mais concorr\u00eancia vinda do exterior. A ind\u00fastria de tecnologias para educa\u00e7\u00e3o no leste da \u00c1sia est\u00e1 crescendo, conforme plataformas americanas como a Knewton se expandem internacionalmente e geram um crescente interesse global em adaptar as salas de aula para estudantes que s\u00e3o nativos digitais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2E01\/production\/_106177711_2f1b6114-b907-4a78-91d3-4ef14da39358.jpg\" alt=\"Meninas olham para tela de computador em sala de aula\"\/><figcaption>Image captionTransformar li\u00e7\u00f5es em jogos pode ajudar a melhorar o desempenho dos alunos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma forma de &#8216;aprendizado misto&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda assim, enquanto alguns educadores est\u00e3o adotando a tecnologia em sala de aula, v\u00e1rios estudos mostraram que salas de aula tradicionais podem ter mais sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 2015 da London School of Economics mostrou que os resultados do teste GCSE, que avalia estudantes do ensino m\u00e9dio no Reino Unido, melhoraram quando escolas de Birmingham, Londres, Leicester e Manchester proibiram os celulares em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de neuroci\u00eancia William Klemm, autor de&nbsp;<em>The Learning Skills Cycle<\/em>&nbsp;(O Ciclo de Habilidades de Aprendizado, em tradu\u00e7\u00e3o livre), destaca um estudo de 2014 que apontou que anota\u00e7\u00f5es \u00e0 m\u00e3o ajudam alunos a reter mais informa\u00e7\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com o uso de um computador.<\/p>\n\n\n\n<p>Klemm tamb\u00e9m aponta que dividir li\u00e7\u00f5es em partes menores pode ser prejudicial, porque isso pode impedir que os alunos tenham uma compreens\u00e3o mais ampla do que \u00e9 ensinado. Ele diz que os estudantes precisam de tempo para se envolver com um tema.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo educadores que veem com bons olhos o uso da tecnologia acreditam que os m\u00e9todos tradicionais t\u00eam seu valor e sugerem uma abordagem de &#8220;aprendizagem mista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tenho visto muita discuss\u00e3o entre acad\u00eamicos nos \u00faltimos anos sobre se o formato de palestra \u00e9 algo do passado e que deve ser extinto&#8221;, diz Katie Davis, professora da Escola de Informa\u00e7\u00e3o da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acho que isso se resume a se voc\u00ea acredita que existem habilidades valiosas envolvidas no processo de acompanhar um argumento complexo que \u00e9 apresentado linearmente em tempo real.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Davis admite que as novas m\u00eddias poderiam ajudar a desenvolver habilidades importantes, ela ainda acredita que as palestras t\u00eam o seu valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Educadores com diferentes opini\u00f5es sobre o uso da tecnologia concordam que a autoridade do professor continua sendo de m\u00e1xima import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Elizabeth Hoover, diretora de tecnologia para escolas p\u00fablicas de Alexandria City, nos Estados Unidos, busca melhorar a educa\u00e7\u00e3o em seu distrito por meio da tecnologia, mas diz que isso nunca substituir\u00e1 o aprendizado diretamente com um professor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A intera\u00e7\u00e3o pessoal ainda \u00e9 o componente mais importante em uma sala de aula&#8221;, diz ela, para quem a tecnologia deve ser empregada apenas quando aprimora uma li\u00e7\u00e3o de maneiras que seriam imposs\u00edveis de outra forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Schad tamb\u00e9m diz que muitos professores confiam na tecnologia apenas porque n\u00e3o t\u00eam recursos anal\u00f3gicos suficientes. Programas como o Lexia n\u00e3o seriam necess\u00e1rios se as escolas fornecessem mais recursos para contratar mais profissionais que auxiliem no aprendizado, o que permitiria liberar professores para se concentrarem nos alunos que enfrentam dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7C21\/production\/_106177713_9da554aa-6c45-4eae-9bf0-8877a971c791.jpg\" alt=\"Alunos em sala de aula com celulares sobre a mesa\"\/><figcaption>Image captionAlguns professores filmam suas li\u00e7\u00f5es e publicam no YouTube para envolver os alunos em plataformas que eles j\u00e1 usam<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A professora Sophia Date, que ensina Ci\u00eancias Sociais para o 12\u00ba ano de uma escola da Filad\u00e9lfia, tamb\u00e9m questiona o investimento em tecnologia em detrimento de investimentos em mais professores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 um enorme vontade de levar a tecnologia para a sala de aula, mas, \u00e0s vezes, isso \u00e9 feito no lugar de mudan\u00e7as maiores e mais necess\u00e1rias. As organiza\u00e7\u00f5es que doam fundos para educa\u00e7\u00e3o t\u00eam prazer em dar dinheiro para comprar tablets e computadores, mas n\u00e3o est\u00e3o dispostas a custear um sal\u00e1rio de um professor por um ano&#8221;, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Date defende que ampliar o acesso \u00e0 tecnologia continua a ser algo crucial para ajudar a diminuir a diferen\u00e7a entre as condi\u00e7\u00f5es oferecidas a estudantes de baixa e alta renda, mas diz que isso n\u00e3o pode substituir mudan\u00e7as no sistema educacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aprendendo a raciocinar<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a tecnologia mine alguns aspectos da educa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m capacita estudantes de formas inesperadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Existe essa vis\u00e3o de que os jovens ficam um pouco ap\u00e1ticos, pregui\u00e7osos, distra\u00eddos com a tecnologia&#8221;, diz Choksi, da Pearson. &#8220;Realmente, subestimamos o papel que a tecnologia est\u00e1 desempenhando na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e o poder que isso d\u00e1 a elas em seu aprendizado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, alunos que n\u00e3o tem paci\u00eancia para esperar que os educadores respondam a suas perguntas est\u00e3o cada vez mais dispostos a buscar as respostas por si mesmos. &#8220;Eles podem estar estudando \u00e1lgebra e ir ao YouTube para descobrir como resolver um problema antes de consultar um professor ou um livro did\u00e1tico&#8221;, diz Choksi.<\/p>\n\n\n\n<p>Swift diz que isso deve ser estimulado nos alunos. &#8220;Voc\u00ea quer que eles fa\u00e7am novas perguntas e busquem novas respostas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Taylor aponta que, conforme a informa\u00e7\u00e3o se torna onipresente, o sucesso n\u00e3o se resume a saber mais, mas na capacidade de pensar de forma cr\u00edtica e criativa, que s\u00e3o, ironicamente, as habilidades que a m\u00eddia digital prejudica ao reduzir a capacidade de prestar aten\u00e7\u00e3o dos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se voc\u00ea pensar em Mark Zuckerberg, Bill Gates e em todas estas pessoas que obtiveram sucesso no mundo da tecnologia, elas n\u00e3o chegaram at\u00e9 a\u00ed porque sabiam programar, mas porque s\u00e3o capazes de raciocinar&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nativos digitais continuar\u00e3o a adotar vorazmente as novas m\u00eddias. Os professores n\u00e3o t\u00eam escolha a n\u00e3o ser evoluir, n\u00e3o apenas para garantir que alunos possam acessar e tirar proveito das tecnologias, mas para fazer com que os alunos tenham sucesso em um mundo que est\u00e1 constantemente tentando distra\u00ed-los.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os&nbsp;estudantes de hoje&nbsp;t\u00eam de lidar com um problema &#8211; e ele n\u00e3o est\u00e1 escrito no quadro negro. Eles est\u00e3o t\u00e3o acostumados a constantes est\u00edmulos de aplicativos de&nbsp;smartphone e plataformas de streaming&nbsp;que n\u00e3o conseguem se concentrar na aula. 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