{"id":42567,"date":"2023-01-16T16:03:27","date_gmt":"2023-01-16T19:03:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=42567"},"modified":"2023-01-16T16:03:28","modified_gmt":"2023-01-16T19:03:28","slug":"com-vestibular-especifico-parana-facilita-acesso-de-indigenas-a-cursos-nas-universidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2023\/01\/16\/com-vestibular-especifico-parana-facilita-acesso-de-indigenas-a-cursos-nas-universidades\/","title":{"rendered":"Com vestibular espec\u00edfico, Paran\u00e1 facilita acesso de ind\u00edgenas a cursos nas universidades"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas o Paran\u00e1 implementou uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior para estudantes oriundos de etnias, comunidades e territ\u00f3rios ind\u00edgenas localizados em todo o Estado. Anualmente, de forma gratuita, s\u00e3o ofertadas 52 vagas para diferentes cursos regulares de gradua\u00e7\u00e3o, por meio de um processo seletivo exclusivo, denominado Vestibular dos Povos Ind\u00edgenas do Paran\u00e1. Eles s\u00e3o no formato presencial e na modalidade educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EaD), em n\u00edvel de bacharelado, licenciatura e tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o 42 vagas distribu\u00eddas entre as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maring\u00e1 (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paran\u00e1 (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paran\u00e1 (UENP) e do Paran\u00e1 (Unespar); e dez vagas pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). A cada edi\u00e7\u00e3o, os processos seletivos s\u00e3o organizados em um sistema de rod\u00edzio pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino, que atuam em parceria.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 291 estudantes ind\u00edgenas s\u00e3o universit\u00e1rios e 195 j\u00e1 se formaram, sendo 92 nos \u00faltimos quatro anos. O Brasil registrou um aumento de 695% no n\u00famero de ind\u00edgenas matriculados no ensino superior entre 2010 e 2018, \u00faltimo ano em que os dados foram divulgados no Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep). Eram 7.256 ind\u00edgenas matriculados e esse quantitativo passou para 57.706, o que representa 0,68% do total de estudantes em universidades, centros universit\u00e1rios e faculdades.<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1 vivem cerca de 13.300 ind\u00edgenas e aproximadamente 70% pertence ao povo caingangue, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia e perenidade do projeto. O Estado tem 23 terras ind\u00edgenas demarcadas pelo governo federal: Apucarana, Av\u00e1-Guarani do Oco\u00ed, Bar\u00e3o de Antonina, Boa Vista, Cerco Grande, Faxinal, Herarek\u00e3 Xet\u00e1, Ilha da Cotinga, Iva\u00ed, Laranjinha, Mangueirinha, Marrecas, Palmas (divisa com SC), Pinhalzinho, Queimadas, Rio Areia, Rio das Cobras, Sambaqui, S\u00e3o Jer\u00f4nimo, Tekoh\u00e1 A\u00f1etete, Tekoha Itamar\u00e3, Tibagy\/Mococa e Yvypor\u00e3 Laranjinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta reportagem da s\u00e9rie \u201cParan\u00e1, o Brasil que d\u00e1 certo\u201d mostra como o acesso \u00e0 universidade tem transformado a realidade de estudantes oriundos de comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ronaldo Alves da Silva, com o nome ind\u00edgena Awa Djerokydju, que significa dan\u00e7arino sagrado, tem 33 anos, pertence \u00e0 etnia Guarani e \u00e9 da Terra Ind\u00edgena Pinhalzinho, no Norte Pioneiro, onde vivem cerca de 160 ind\u00edgenas. Na escola ele j\u00e1 percebeu a necessidade da presen\u00e7a de professores ind\u00edgenas que trabalhassem com a cultura local. E esse cen\u00e1rio foi o que motivou Ronaldo a buscar uma forma\u00e7\u00e3o de ensino superior para contribuir com a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu optei por um curso que me formasse para voltar \u00e0 minha comunidade e trabalhar nas escolas com as crian\u00e7as ind\u00edgenas, por isso escolhi ser professor\u201d, explica. Em 2009 ele ingressou na Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM) para cursar Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. No in\u00edcio teve dificuldade em se adaptar na cidade e tamb\u00e9m sentia falta da fam\u00edlia. Com o apoio da Cuia (Comiss\u00e3o Universidade para os Povos Ind\u00edgenas), em 2013 pediu transfer\u00eancia para o curso de Pedagogia, no qual se formou em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cinco anos ele \u00e9 professor na Escola Estadual Ind\u00edgena Yvy Por\u00e3, no munic\u00edpio de Tomazina, tamb\u00e9m no Norte Pioneiro, e atua no ensino fundamental. O seu principal objetivo \u00e9 valorizar a cultura ancestral e a origem dos povos ind\u00edgenas. \u201cProcuramos formar as crian\u00e7as mostrando para elas as ra\u00edzes, fortalecendo a identidade cultural e mostrando o quanto a nossa cultura \u00e9 importante\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o curso de Pedagogia, Ronaldo ainda fez uma Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Escolar Ind\u00edgena, tamb\u00e9m na UEM, e&nbsp;incentivou a esposa Adriane da Silva a cursar Pedagogia. Desde o ano passado ela trabalha na mesma escola que ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade t\u00eam um papel importante nas terras ind\u00edgenas, o que ficou muito evidente para todos os brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Por isso, Silvana Matias, da etnia Guarani Nhandewa, decidiu entrar na universidade. Seu nome ind\u00edgena \u00e9 Kunh\u00e3 Poty Por\u00e3, que significa flor bonita. Ela tem 48 anos e mora na Terra Ind\u00edgena Laranjinha, localizada no munic\u00edpio de Santa Am\u00e9lia, no Norte Pioneiro. A comunidade existe h\u00e1 104 anos e, atualmente, re\u00fane 238 moradores de 78 fam\u00edlias ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela come\u00e7ou o curso de Medicina na UEM em 2005, mas a dist\u00e2ncia da fam\u00edlia e dos filhos e a mudan\u00e7a de cidade fizeram com que Silvana voltasse \u00e0 comunidade. No ano seguinte, pediu transfer\u00eancia para o curso de Enfermagem e retornou, dessa vez com a fam\u00edlia, para Maring\u00e1. Durante o percurso, Silvana trabalhou como agente ind\u00edgena de Sa\u00fade e depois como t\u00e9cnica em Enfermagem, \u00e1rea que tem forma\u00e7\u00e3o na comunidade. No dia a dia percebe a necessidade de aumentar o n\u00famero de profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade para atuar na aldeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de concluir efetivamente o curso, ela voltou a trabalhar na Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade Ind\u00edgena (UBSI), onde coordena uma equipe multidisciplinar com 14 pessoas, todos ind\u00edgenas. Na UBSI tamb\u00e9m atuam uma m\u00e9dica e uma dentista, formadas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). As duas profissionais tamb\u00e9m ingressaram no ensino superior pelo Vestibular dos Povos Ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com a comunidade da qual faz parte \u00e9 muito importante. \u201cAcompanhamos o pr\u00e9-natal, vemos a crian\u00e7a nascer, desenvolver e crescer com a nossa ajuda. Voc\u00ea v\u00ea o idoso confiar na sua palavra, chamar voc\u00ea pra contar algo que aconteceu com ele, \u00e9 especial\u201d, diz Silvana.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia da atividade que desenvolve na aldeia, ela destaca o reconhecimento que recebe dos demais membros da aldeia. \u201cVoc\u00ea volta para a comunidade diferente, sendo um exemplo a ser seguido, \u00e9 muito gratificante. Quando voc\u00ea faz uma palestra e chama o pessoal, eles te veem como uma refer\u00eancia, e isso \u00e9 muito gratificante\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O contato com ind\u00edgenas que sa\u00edram da aldeia para estudar e que voltam para contribuir com a comunidade \u00e9 um incentivo para outros ind\u00edgenas a buscar a educa\u00e7\u00e3o superior, seja para atuar na pr\u00f3pria terra ind\u00edgena ou fora dela. Silvana \u00e9 exemplo para os dois filhos: Isabelly Nathuane Matias Claudino, que estudou Enfermagem na UEM e agora faz Resid\u00eancia T\u00e9cnica em Gest\u00e3o da Seguran\u00e7a P\u00fablica, em Maring\u00e1, e Mateus Henrique Matias Claudino, que desde 2021 cursa Medicina na UEPG.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ACOMPANHAMENTO&nbsp;<\/strong>\u2013 A Comiss\u00e3o Universidade para os Povos Ind\u00edgenas (Cuia) \u00e9 outra conquista das universidades paranaenses. Ela foi criada para acompanhar pedagogicamente os alunos ind\u00edgenas, promover o acesso, perman\u00eancia e a conclus\u00e3o dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o. A comiss\u00e3o \u00e9 vinculada \u00e0 Secretaria de Estado da Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior do Paran\u00e1 e tem representantes da pasta e das universidades envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios envolve adapta\u00e7\u00f5es curriculares e pedag\u00f3gicas para inclus\u00e3o dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o nos modelos educacionais. A Cuia, al\u00e9m de ser respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o do vestibular, tamb\u00e9m analisa e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es relacionadas ao investimento para a perman\u00eancia dos estudantes ind\u00edgenas na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de matriculados, os universit\u00e1rios ind\u00edgenas recebem o aux\u00edlio instala\u00e7\u00e3o no valor de R$ 1.125,00 e o aux\u00edlio perman\u00eancia, durante o per\u00edodo que estiverem na universidade, no valor de R$ 1.125,00, com acr\u00e9scimo de 50% do valor para os que possuem filhos, totalizando R$ 1.687,50. As bolsas pagas pelo Governo do Estado\u00a0<strong>foram reajustadas em 25% no ano passado<\/strong>, e o aux\u00edlio pago pelo governo federal segue com o valor de R$ 900.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2019 e 2021, o governo do Paran\u00e1 destinou R$ 8,5 milh\u00f5es para o custeio desses benef\u00edcios acad\u00eamicos, com impacto significativo na redu\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o universit\u00e1ria e, consequentemente, na diploma\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio estadual da Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destaca o pioneirismo do Estado nas pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. \u201cOutras universidades tamb\u00e9m oferecem a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para estudantes ind\u00edgenas, mas s\u00f3 no Paran\u00e1 existe um programa estadual estruturado e organizado para o acesso dessa popula\u00e7\u00e3o ao ensino superior. Temos diversos estudantes ind\u00edgenas formados em diferentes \u00e1reas e isso demonstra a aten\u00e7\u00e3o que o estado dedica aos povos origin\u00e1rios\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do Vestibular dos Povos Ind\u00edgenas do Paran\u00e1, as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior tamb\u00e9m oferecem possibilidades para o ingresso de ind\u00edgenas pelo sistema de cotas sociais nos vestibulares convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora da Cuia, professora Dulcin\u00e9ia Galliano Pizza, explica a import\u00e2ncia do acesso ao ensino superior para estudantes ind\u00edgenas. \u201cAs pol\u00edticas de acesso e perman\u00eancia de estudantes ind\u00edgenas ao ensino superior \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia, tendo em vista as diferen\u00e7as culturais, na qualifica\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e das oportunidades entre os ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas\u201d, refor\u00e7a a docente, que \u00e9 vinculada \u00e0 Unespar.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o afirmativa paranaense assegura o direito dos povos origin\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, conforme determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e a Lei Estadual n\u00ba 14.453\/2004, com amparo tamb\u00e9m nas leis n\u00ba 13.134\/2001 e n\u00ba 14.995\/2006. Al\u00e9m desses instrumentos normativos,\u00a0<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.legislacao.pr.gov.br\/legislacao\/listarAtosAno.do?action=exibir&amp;codAto=82875&amp;indice=2&amp;totalRegistros=91&amp;anoSpan=2010&amp;anoSelecionado=2007&amp;mesSelecionado=0&amp;isPaginado=true\" target=\"_blank\">resolu\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.legislacao.pr.gov.br\/legislacao\/listarAtosAno.do?action=exibir&amp;codAto=255793&amp;indice=4&amp;totalRegistros=163&amp;anoSpan=2022&amp;anoSelecionado=2019&amp;mesSelecionado=0&amp;isPaginado=true\" target=\"_blank\">portaria<\/a><\/strong>\u00a0da Seti estabelecem a Cuia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VESTIBULAR 2023&nbsp;<\/strong>\u2013 Neste ano, as&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/vestibular.unicentro.br\/2023i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inscri\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>&nbsp;para o 22\u00ba Vestibular dos Povos Ind\u00edgenas do Paran\u00e1 seguem abertas at\u00e9 13 de fevereiro. Os candidatos devem apresentar documento comprobat\u00f3rio da origem ind\u00edgena e comprovar a conclus\u00e3o do Ensino M\u00e9dio. Segundo o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/vestibular\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2022\/11\/XXII_VESTIBULAR_IND_GENA_MANUAL_DO_CANDIDATO_63875a9628944.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manual do Candidato<\/a><\/strong>, as institui\u00e7\u00f5es disponibilizaram 551 op\u00e7\u00f5es de cursos de gradua\u00e7\u00e3o em diferentes c\u00e2mpus localizados em Curitiba e em 32 munic\u00edpios do interior paranaense, nos turnos da manh\u00e3, tarde e noite.<\/p>\n\n\n\n<p>As provas ser\u00e3o aplicadas nos dias 7 e 8 de maio, na Capital e em territ\u00f3rios ind\u00edgenas de seis cidades: Corn\u00e9lio Proc\u00f3pio, Mangueirinha, Manoel Ribas, Nova Laranjeiras, Santa Helena e Tamarana. No primeiro dia ser\u00e1 uma prova oral de L\u00edngua Portuguesa e no segundo dia uma prova objetiva, com quest\u00f5es de Portugu\u00eas (interpreta\u00e7\u00e3o de texto), Matem\u00e1tica, Biologia, F\u00edsica, Qu\u00edmica, Hist\u00f3ria, Geografia e L\u00ednguas Estrangeiras e Ind\u00edgenas (Ingl\u00eas, Espanhol, Guarani ou Caingangue), al\u00e9m da reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Galeria-de-Imagens\/Politicas-publicas-ampliam-acesso-da-populacao-indigena-universidades#&amp;gid=1&amp;pid=22\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/imagem\/2023-01\/whatsapp_image_2023-01-16_at_08.41.12.jpg\" alt=\"Pol\u00edticas p\u00fablicas ampliam acesso da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e0s universidades paranaenses\"\/><\/a><figcaption>Silvana Matias, da etnia Guarani Nhandewa, decidiu entrar na universidade para cuidar da sa\u00fade do seu povo. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><strong>OUTRO EXEMPLO<\/strong>\u00a0\u2013 Outra\u00a0conquista para entrar para a hist\u00f3ria dos povos ind\u00edgenas do Paran\u00e1 aconteceu no final do ano passado. 22 estudantes das etnias caiagangue, guarani, guarani mbya e xet\u00e1 colaram grau na\u00a0primeira formatura do curso de Pedagogia Ind\u00edgena da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A diploma\u00e7\u00e3o foi, tamb\u00e9m, a primeira de um curso de gradua\u00e7\u00e3o desenvolvido em uma terra demarcada na hist\u00f3ria do Estado. Ela foi realizada na comunidade de Rio das Cobras, no interior de Nova Laranjeiras (Centro-Sul do Estado).<\/p>\n\n\n\n<p>A formatura \u00e9 resultado de um extenso trabalho. Em 2022, ap\u00f3s quatro anos de an\u00e1lises, o curso de Pedagogia Ind\u00edgena passou pelo processo de reconhecimento do Governo do Estado. Ele recebeu nota 4,7, sendo a m\u00e1xima 5, levando em conta os seguintes crit\u00e9rios: metodologia pedag\u00f3gica, corpo docente e estrutura. A avalia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m recomendou que a universidade trabalhe para que o curso, criado para atender um ciclo, se torne permanente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00c9RIE\u00a0<\/strong>\u2013 \u201cParan\u00e1, o Brasil que d\u00e1 certo\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie de reportagens da Ag\u00eancia Estadual de Not\u00edcias. S\u00e3o apresentadas iniciativas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual que s\u00e3o refer\u00eancia para o Brasil em suas \u00e1reas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira a quantidade de cursos ofertados por universidade e as cidades:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>UEL \u2013 65 cursos (Londrina)<\/p>\n\n\n\n<p>UEM \u2013 86 cursos (Maring\u00e1, Cianorte, Cidade Ga\u00facha, Goioer\u00ea, Ivaipor\u00e3 e Umuarama)<\/p>\n\n\n\n<p>UEPG \u2013 75 cursos (Ponta Grossa e Tel\u00eamaco Borba)<\/p>\n\n\n\n<p>Unioeste \u2013 65 cursos (Cascavel, Foz do Igua\u00e7u, Francisco Beltr\u00e3o, Marechal C\u00e2ndido Rondon e Toledo)<\/p>\n\n\n\n<p>Unicentro \u2013 58 cursos (Guarapuava, Chopinzinho, Coronel Vivida, Irati, Pitanga e Prudent\u00f3polis)<\/p>\n\n\n\n<p>UENP \u2013 29 cursos (Jacarezinho, Bandeirantes e Corn\u00e9lio Proc\u00f3pio)<\/p>\n\n\n\n<p>Unespar \u2013 78 cursos (Curitiba, Apucarana, Campo Mour\u00e3o, Paranagu\u00e1, Paranava\u00ed e Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria)<\/p>\n\n\n\n<p>UFPR \u2013 95 cursos (Curitiba, Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina, Pontal do Paran\u00e1 e Toledo)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o do Vestibular 2023:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es: at\u00e9 13 de fevereiro \u2013&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/vestibular.unicentro.br\/2023i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AQUI<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Homologa\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00f5es: 15 de fevereiro<\/p>\n\n\n\n<p>Ensalamento: 24 de abril<\/p>\n\n\n\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o de provas: 7 e 8 de maio<\/p>\n\n\n\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o de gabarito: 9 de maio<\/p>\n\n\n\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o de aprovados: 31 de maio<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Ronaldo Alves da Silva\/Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas o Paran\u00e1 implementou uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior para estudantes oriundos de etnias, comunidades e territ\u00f3rios ind\u00edgenas localizados em todo o Estado. Anualmente, de forma gratuita, s\u00e3o ofertadas 52 vagas para diferentes cursos regulares de gradua\u00e7\u00e3o, por meio de um processo seletivo exclusivo, denominado Vestibular dos Povos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42568,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[72],"tags":[],"class_list":{"0":"post-42567","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-educacao"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/aen_1.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42567"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42567"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42567\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42570,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42567\/revisions\/42570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}