{"id":40855,"date":"2022-12-12T16:23:47","date_gmt":"2022-12-12T19:23:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=40855"},"modified":"2022-12-12T16:23:47","modified_gmt":"2022-12-12T19:23:47","slug":"onze-pinguins-de-magalhaes-voltam-ao-mar-apos-reabilitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2022\/12\/12\/onze-pinguins-de-magalhaes-voltam-ao-mar-apos-reabilitacao\/","title":{"rendered":"Onze Pinguins-de-Magalh\u00e3es voltam ao mar ap\u00f3s reabilita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Pela primeira vez no litoral paranaense em sete anos de Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) tr\u00eas grupos de Pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) voltam \u00e0 natureza num mesmo ano. Ao todo, as tr\u00eas solturas somam 29 pinguins resgatados e devolvidos ao mar em 2022.A terceira soltura aconteceu na manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira, 08. Foram onze pinguins que compuseram o grupo solto na praia de Pontal do Sul, no munic\u00edpio de Pontal do Paran\u00e1, ap\u00f3s dois meses e meio em reabilita\u00e7\u00e3o.&nbsp;Esse trabalho \u00e9 realizado pela equipe do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) da UFPR, respons\u00e1vel pelo trecho paranaense do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental das atividades da Petrobras.&nbsp;A soltura \u00e9 um momento de consolida\u00e7\u00e3o do trabalho de atendimento \u00e0 fauna marinha executado por toda equipe PMP-BS, segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio F\u00e1bio Henrique de Lima. \u201cSoltar esses animais pela terceira vez \u00e9 reafirmar os votos do trabalho de conserva\u00e7\u00e3o que n\u00f3s estamos realizando constantemente\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REABILITA\u00c7\u00c3O<\/strong><br>As aves marinhas foram resgatadas nas praias do litoral paranaense, via monitoramento do projeto e acionamento da comunidade. A maioria apresentava quadro de desnutri\u00e7\u00e3o e debilita\u00e7\u00e3o.\u00a0A equipe multidisciplinar PMP-BS\/UFPR formada por veterin\u00e1rios, bi\u00f3logos, ocean\u00f3grafos, tratadores e outros profissionais, fez os procedimentos e tratamentos necess\u00e1rios para que os animais recuperassem a sa\u00fade e estarem aptos para voltar ao mar.\u00a0Segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio F\u00e1bio Henrique de Lima, a reabilita\u00e7\u00e3o foi mais desafiadora devido ao calor desta \u00e9poca do ano, por\u00e9m a equipe conseguiu a revers\u00e3o do quadro de debilidade dos animais.\u00a0Al\u00e9m das dificuldades com as altas temperaturas, houve a preocupa\u00e7\u00e3o da equipe com as mudan\u00e7as das correntes marinhas que acontecem nesta \u00e9poca do ano. Essas correntes s\u00e3o importantes para a migra\u00e7\u00e3o dos pinguins para suas col\u00f4nias reprodutivas. \u201cMas a soltura aconteceu com tempo h\u00e1bil para os pinguins se adaptarem e voltarem \u00e0 natureza\u201d, comenta Lima.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MIGRA\u00c7\u00c3O<br><\/strong>Essa esp\u00e9cie de pinguim vive na regi\u00e3o do Estreito de Magalh\u00e3es, na Patag\u00f4nia Argentina e Chilena. Durante o inverno, eles deixam suas col\u00f4nias reprodutivas e nadam numa viagem de cerca de 4.000 km at\u00e9 o litoral brasileiros, em busca de alimento. No final da primavera, essas aves marinhas precisam regressar ao sul.Esse deslocamento consome muita energia dos animais, fazendo com que alguns fiquem debilitados e encalhem nas praias da regi\u00e3o, principalmente os mais jovens, que s\u00e3o menos experientes e t\u00eam menor reserva energ\u00e9tica para realizar esta jornada.\u00a0Com o resgate e tratamento dos animais, a equipe PMP-BS\/LEC-UFPR forma grupos de pinguins saud\u00e1veis para devolv\u00ea-los ao mar, j\u00e1 que essa esp\u00e9cie tem comportamento natural de conviver em bandos. A forma\u00e7\u00e3o de grupos para soltura contribui para a garantia da sobreviv\u00eancia e de melhores condi\u00e7\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o para os animais reabilitados na volta \u00e0 Patag\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE O PMP-BS<br><\/strong>O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) \u00e9 uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.\u00a0Esse projeto tem como objetivo avaliar os poss\u00edveis impactos das atividades de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo sobre as aves, tartarugas e mam\u00edferos marinhos, atrav\u00e9s do monitoramento das praias e do atendimento veterin\u00e1rio aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.\u00a0O projeto \u00e9 realizado desde Laguna\/SC at\u00e9 Saquarema\/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O LEC\/UFPR monitora o Trecho 6 (Paran\u00e1), compreendido entre os munic\u00edpios de Guaratuba e Guaraque\u00e7aba.Ao encontrar animais marinhos debilitados ou mortos nas praias paranaenses \u00e9 poss\u00edvel acionar a equipe do PMP-BS\/Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR pelo 0800 642 33 41 ou pelo whatsapp (41) 9 92138746.<\/p>\n\n\n\n<p>UFPR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez no litoral paranaense em sete anos de Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) tr\u00eas grupos de Pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) voltam \u00e0 natureza num mesmo ano. 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