{"id":4065,"date":"2019-04-02T10:46:52","date_gmt":"2019-04-02T13:46:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=4065"},"modified":"2019-04-02T10:46:54","modified_gmt":"2019-04-02T13:46:54","slug":"parana-tem-mais-de-100-mil-criancas-autistas-segundo-estimativas-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/02\/parana-tem-mais-de-100-mil-criancas-autistas-segundo-estimativas-da-onu\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 tem mais de 100 mil crian\u00e7as autistas, segundo estimativas da ONU"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (2) celebra-se o Dia Mundial da Conscientiza\u00e7\u00e3o do Autismo, um transtorno no desenvolvimento do c\u00e9rebro que afeta cerca de 70 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. Criado em 2007 pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), a data tem o intuito de alertar as sociedades e seus governantes sobre a doen\u00e7a, a fim derrubar preconceitos e esclarecer a popula\u00e7\u00e3o sobre os Transtornos de Especto Autista (TEA).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o existam dados oficiais sobre a preval\u00eancia do transtorno no pa\u00eds, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a partir de estudos internacionais, estima que existam 2 milh\u00f5es de autistas no Brasil. Por extrapola\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, temos que, somente no Paran\u00e1, seriam 108.863 pessoas que apresentam tra\u00e7os de autismo, o equivalente a 0,96% da popula\u00e7\u00e3o do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O transtorno do desenvolvimento \u00e9 marcado por tr\u00eas caracter\u00edsticas fundamentais: inabilidade para interagir socialmente; dificuldade no dom\u00ednio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simb\u00f3licos; e padr\u00e3o de comportamento restritivo e repetitivo. Pessoas de todas as classes sociais e etnias s\u00e3o acometidas, sendo que o grau de comprometimento varia de leve a grave, de acordo com a capacidade (ou incapacidade) do paciente manter contato interpessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a etiologia (ou seja, a causa) do TEA ainda n\u00e3o seja totalmente conhecida, investiga-se a rela\u00e7\u00e3o do transtorno com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas relacionadas ao meio ambiente, agentes infecciosos, fatores nutricionais, idade gestacional, baixo peso ao nascimento, infec\u00e7\u00f5es maternas, estresses f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos e influ\u00eancia de fatores gen\u00e9ticos. Ademais, existe certo consenso entre os especialistas de que esta doen\u00e7a \u00e9 decorrente de disfun\u00e7\u00f5es do sistema nervoso central (SNC), que levam a uma altera\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o do desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo feito em 2017 por Roberto Gaspari Beck, mestre em Ci\u00eancias da Sa\u00fade, apontou o estado do Paran\u00e1 como tendo a maior preval\u00eancia de TEA na regi\u00e3o Sul. O estudo, publicado em 2017, analisou 1.254 casos do transtorno, com preval\u00eancia estimada em 4,32 casos a cada 10.000 nascimentos no Paran\u00e1, enquanto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina as taxas verificadas foram de 3,31 e 3,94, respectivamente. Ademais, verificou-se uma raz\u00e3o de 2,2 casos do sexo masculino para cada caso do sexo feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, inclusive, o diagn\u00f3stico de TEA tem crescido em todo o mundo. At\u00e9 pouco tempo, estimava-se que uma a cada 500 crian\u00e7as no mundo possu\u00eda o transtorno. Hoje, j\u00e1 s\u00e3o uma a cada 88 crian\u00e7as, segundo estudo feito nos Estados Unidos. Tal aumento, por\u00e9m, n\u00e3o indica necessariamente que mais pessoas estejam sendo acometidas. Em verdade, \u00e9 um reflexo das mudan\u00e7as no diagn\u00f3stico e aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pioneiro, Estado prepara censo sobre o autismo<\/strong><br>O Paran\u00e1 tem se destacado como pioneiro quando o assunto \u00e9 o TEA. No ano passado, por exemplo, foi lan\u00e7ado o Programa de Aten\u00e7\u00e3o ao Autismo, voltado \u00e0s pessoas com autismo e suas fam\u00edlias. Al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais da Rede P\u00fablica, de pais e cuidadores e do Cadastro da pessoa com TEA, o programa prev\u00ea ainda a realiza\u00e7\u00e3o de um censo, cujo intuito \u00e9 determinar, de forma mais precisa, quantos pessoas apresentam tra\u00e7os de autismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Curitiba servir\u00e1 de piloto para o programa, que aos poucos ser\u00e1 ampliado para todos os 399 munic\u00edpios paranaenses. A expectativa do governo \u00e9, nos pr\u00f3ximos cinco anos, impactar todas as crian\u00e7as com autismo entre 2 e 9 anos de idade, melhorando a vida das pessoas nas \u00e1reas em que elas mais precisam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OS TIPOS DE AUTISMO<\/strong><br>O Manual de Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o (DSM-5) apresenta quatro subcategorias do transtorno autista. Abaixo, voc\u00ea confere mais informa\u00e7\u00f5es sobre cada um desses subtipos.<br><br><strong>&#8211; S\u00edndrome de Asperger<\/strong><br>Considerada a forma mais leve de autismo, tr\u00eas vezes mais comum em meninos do que meninas. Geralmente, quem possui a s\u00eddrome tamb\u00e9m conta com uma intelig\u00eancia superior \u00e0 media, tanto que tamb\u00e9m se costuma chamar de \u201cautismo de alto funcionamento\u201d. Nesses casos, \u00e9 comum o paciente apresentar obsess\u00e3o por um objeto ou assunto. Mas se a s\u00edndrome n\u00e3o for diagnostica preconcemente, na fase adulta a pessoa ter\u00e1 mais chances de desenvolver quadros depressivos e de ansiedade<br><br><strong>&#8211; Transtorno invasivo do desenvolvimento<\/strong><br>Considerada uma fase intermedi\u00e1ria do transtorno, apresenta sintomas vari\u00e1veis. Em linhas gerais, o paciente apresentada uma menor quantidade de comportamentos repetitivos, dificuldades de intera\u00e7\u00e3o social e uma compet\u00eancia lingu\u00edstica inferior na compata\u00e7\u00e3o com a S\u00edndrome de Asperger<br><br><strong>&#8211; Transtorno autista<\/strong><br>Tipo \u2018cl\u00e1ssico\u2019 de autismo, apresenta v\u00e1rias capacidades afetadas de forma mais intensa em rela\u00e7\u00e3o aos dois subtipos j\u00e1 citados, bem como uma presen\u00e7a mais intensa de comportamentos repetitivos. Os principais sintomas s\u00e3o: falta de contato com os olhos; comportamentos repetitivos (como bater ou balan\u00e7ar as m\u00e3os); dificuldades em verbalizar peedidos; e desenvolvimento tardio da linguagem<br><br><strong>&#8211; Transtorno desintegrativo da inf\u00e2ncia ou S\u00edndrome de Heller<\/strong><br>Subtipo mais grave e tamb\u00e9m menos comum do espectro autista. A crian\u00e7a costuma apresentar um per\u00edodo normal de desenvolvimento, mas a partir dos dois anos passa a perder as habilidades intelectuais, lingu\u00edsticas e sociais, sem conseguir recuper\u00e1-las. Afeta as mesmas \u00e1reas dos TEA anteriores (linguagem, func\u00e3o social e motricidade), mas se diferencia por seu car\u00e1ter regressivo e repentino.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a-feira (2) celebra-se o Dia Mundial da Conscientiza\u00e7\u00e3o do Autismo, um transtorno no desenvolvimento do c\u00e9rebro que afeta cerca de 70 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. 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