{"id":4040,"date":"2019-04-02T10:31:06","date_gmt":"2019-04-02T13:31:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=4040"},"modified":"2019-04-02T10:31:09","modified_gmt":"2019-04-02T13:31:09","slug":"lider-na-producao-de-pescados-parana-preve-crescimento-de-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/02\/lider-na-producao-de-pescados-parana-preve-crescimento-de-20\/","title":{"rendered":"L\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de pescados, Paran\u00e1 prev\u00ea crescimento de 20%"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00edder na produ\u00e7\u00e3o nacional de pescados, o Paran\u00e1 projeta crescimento da ordem de 20% na atividade em 2019. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a expectativa \u00e9 atingir a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe. O incremento vem sendo alavancado pela til\u00e1pia, que representa 80% do volume total do Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta previs\u00e3o otimista se baseia principalmente no incentivo ao consumo de peixe e tamb\u00e9m \u00e0 entrada de novas ind\u00fastrias no segmento, aumentando a oferta e visibilidade do produto para o consumidor\u201d, aponta o analista de piscicultura do Deral, Edmar Gerv\u00e1sio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom uma maior oferta de prote\u00edna oriunda de peixes e um cen\u00e1rio otimista, acreditamos que os pre\u00e7os ao consumidor final devam ficar est\u00e1veis e at\u00e9 apresentar um vi\u00e9s de redu\u00e7\u00e3o, principalmente pelo aumento da competi\u00e7\u00e3o na g\u00f4ndola do supermercado\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Superior&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O consumo de peixe no Brasil gira em torno de 10 kg per capita\/ano, valor abaixo do que a FAO preconiza como ideal, de 12 kg\/ano. \u201cO consumo de pescados vem crescendo ano a ano e em percentuais superiores a outras carnes, como a bovina e de frango, que s\u00e3o as mais consumidas hoje no Brasil\u201d, ressalta Gerv\u00e1sio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o Deral estima que o Paran\u00e1 tenha alcan\u00e7ado 140 mil toneladas de pescados produzidas. O levantamento consolidado das informa\u00e7\u00f5es deve ser divulgado em junho. Se confirmada a expectativa, ser\u00e1 um crescimento de aproximadamente 15% em rela\u00e7\u00e3o a 2017, quando foram contabilizadas 122 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produtividade<\/h2>\n\n\n\n<p>O forte crescimento do setor decorre do incremento na produtividade. \u201cPassou de 4 a 6 toneladas por hectare para uma m\u00e9dia em torno de 15-20 ton\/ha, chegando a 35-50 ton\/ha por ciclo em algumas propriedades em viveiros de terra\u201d, aponta o coordenador regional de aquicultura da Emater de Toledo, Gelson Hein.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo isso se deve ao incremento em tecnologia de produ\u00e7\u00e3o com aera\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, alimentadores autom\u00e1ticos, biorremediadores, melhoria da gen\u00e9tica dos peixes e melhoria da qualidade das ra\u00e7\u00f5es fornecidas aos peixes\u201d, cita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Produtor&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Claudio Schulz apostou na atividade e vivenciou esse salto na produ\u00e7\u00e3o de pescados. Em 2002, come\u00e7ou a produzir til\u00e1pia org\u00e2nica em Marip\u00e1, no Oeste. Atra\u00eddo pela perspectiva de retorno financeiro, em 2006 ele migrou para a til\u00e1pia convencional. \u201cNo primeiro ano, foram 23 toneladas. Fui aumentando ano a ano. Em 2015, fiz um investimento grande em automatiza\u00e7\u00e3o e ampliei a produ\u00e7\u00e3o para 65 toneladas. Ano passado, entreguei 79 toneladas\u201d, compara.<\/p>\n\n\n\n<p>Na propriedade de tr\u00eas alqueires de terra, ele tem 16 mil metros quadrados de l\u00e2mina de \u00e1gua, com capacidade para produzir 90 toneladas. A til\u00e1pia \u00e9 vendida para a cooperativa Copisces, de Toledo. \u201cNa quest\u00e3o t\u00e9cnica, a Emater \u00e9 um dos grandes aliados na amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia na regi\u00e3o, junto com as universidades, como a Unioeste, que t\u00eam cursos de Engenharia de Pesca&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apoio t\u00e9cnico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Governo do Paran\u00e1 oferece apoio t\u00e9cnico para o desenvolvimento da piscicultura, principalmente aos agricultores familiares. A Emater &#8211; Instituto Paranaense de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural \u2013 atua desde o fomento at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o da atividade na propriedade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA assist\u00eancia t\u00e9cnica \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos peixes nas propriedades atualmente tem sido o maior foco do nosso trabalho, que tem toda a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade da \u00e1gua, fornecimento correto de ra\u00e7\u00e3o, bem-estar dos peixes e manejo correto dos efluentes e retirada dos peixes dos viveiros\u201d, detalha Gelson Hein, coordenador regional de aquicultura da Emater de Toledo. O instituto oferece desde apoio para comercializa\u00e7\u00e3o em feiras e pesque-pagues at\u00e9 para instala\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos e abatedouros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Emater&nbsp;tamb\u00e9m oferece aos produtores o licenciamento ambiental junto ao \u00f3rg\u00e3o competente, o que viabiliza acesso a planos de cr\u00e9dito.&nbsp;\u201cProdutores que desejam ampliar ou iniciar a atividade de piscicultura s\u00e3o orientados e tamb\u00e9m podem fazer seus projetos t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos de viabilidade, al\u00e9m do acompanhamento das obras de implanta\u00e7\u00e3o na propriedade com nossos t\u00e9cnicos\u201d,&nbsp;orienta Hein.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Munic\u00edpios<br><\/h2>\n\n\n\n<p>As atividades de pesca de captura e de cria\u00e7\u00e3o em cativeiro ainda n\u00e3o representam 1% do Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o (VBP) paranaense. Mas t\u00eam import\u00e2ncia regional para v\u00e1rios munic\u00edpios no Estado. 60% do VBP e 66% da produ\u00e7\u00e3o de pescados v\u00eam do Oeste, principalmente das regi\u00f5es de Toledo e Cascavel, onde a til\u00e1pia representa mais de 95% do total.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pescado marinho vem perdendo espa\u00e7o no VBP em fun\u00e7\u00e3o dos investimentos que est\u00e3o sendo realizados para a produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia no Estado. Atualmente, 84% do VBP da atividade do Paran\u00e1 vem do pescado de \u00e1gua doce e 16% do marinho. A maior parte da produ\u00e7\u00e3o de peixes \u00e9 feita em viveiros de terra e uma pequena parte em tanques rede.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Oeste do Estado, o crescimento dos \u00faltimos anos se deve ao aumento da produtividade, fruto dos investimentos em tecnologia, e tamb\u00e9m \u00e0 entrada das cooperativas Copacol e C. Vale, que respondem por dois ter\u00e7os do volume produzido na regi\u00e3o e continuam em expans\u00e3o. \u201cElas trabalham em sistemas de integra\u00e7\u00e3o, como em su\u00ednos e aves, e vislumbram para breve mercados de exporta\u00e7\u00e3o\u201d, sinaliza Gelson Hein, da Emater. Atualmente, o volume de pescados que o Brasil exporta ainda \u00e9 inexpressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edder na produ\u00e7\u00e3o nacional de pescados, o Paran\u00e1 projeta crescimento da ordem de 20% na atividade em 2019. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a expectativa \u00e9 atingir a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe. 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