{"id":40349,"date":"2022-10-06T14:28:49","date_gmt":"2022-10-06T17:28:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=40349"},"modified":"2022-10-06T14:28:50","modified_gmt":"2022-10-06T17:28:50","slug":"mais-de-800-pinguins-encalharam-no-litoral-paranaense-no-ultimo-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2022\/10\/06\/mais-de-800-pinguins-encalharam-no-litoral-paranaense-no-ultimo-mes\/","title":{"rendered":"Mais de 800 pinguins encalharam no litoral paranaense no \u00faltimo m\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Setembro foi o m\u00eas de maior n\u00famero de registros no estado este ano<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9poca do ano \u00e9 marcada pela chegada de Pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) no litoral brasileiro. S\u00f3 em setembro deste ano, foram registrados 834 encalhes da esp\u00e9cie no litoral do Paran\u00e1. Os animais foram atendidos pela equipe do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC), da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), respons\u00e1vel pelo trecho paranaense do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental das atividades da Petrobras. Foi o maior n\u00famero de pinguins resgatados este ano pela equipe na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Entre os meses de maio e in\u00edcio de novembro, \u00e9 comum encontrarmos pinguins na costa brasileira do sul e sudeste. Isso acontece porque eles deixam suas \u00e1reas reprodutivas no sul da Patag\u00f4nia (Argentina e Chile) e migram para as \u00e1guas brasileiras em busca de alimento. O trajeto de quase 4.000 km muitas vezes deixa os animais cansados e debilitados, facilitando o encalhe, principalmente dos animais mais jovens, que s\u00e3o inexperientes e t\u00eam menor quantidade de reservas energ\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40350\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/MG_1113-630x420.jpg 630w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>\u201cOs encalhes s\u00e3o mais frequentes quando os animais encontram situa\u00e7\u00f5es ruins oceanogr\u00e1ficas e clim\u00e1ticas, como as frentes frias que afetam a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos animais j\u00e1 debilitados e trazem suas carca\u00e7as para as praias\u201d, explica a bi\u00f3loga e coordenadora do PMP-BS via LEC-UFPR, Camila Domit.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Desde o in\u00edcio deste ano, foram registrados 1.368 encalhes de pinguins na costa paranaense. Cerca de 3% deles foram resgatados vivos e entre estes a maioria apresentava quadro de desnutri\u00e7\u00e3o e debilita\u00e7\u00e3o. Os veterin\u00e1rios e tratadores da equipe do LEC, via PMP-BS, fazem o atendimento dos animais para que recuperem a sa\u00fade e voltem \u00e0 natureza. No caso dos pinguins, em geral, s\u00e3o formados grupos de oito a dez aves para soltura.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O trabalho da equipe do PMP-BS tem como desafio registrar os animais encalhados e conhecer os impactos \u00e0 biodiversidade marinha, mas tamb\u00e9m contribuir com a recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da fauna marinha resgatada e ajud\u00e1-los a voltar para a natureza. Coletivamente as a\u00e7\u00f5es executadas pelo LEC tem o objetivo de colaborar com a ci\u00eancia para conhecermos a qualidade ambiental e sa\u00fade do oceano, assim como com a conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies marinhas que habitam o oceano Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O monitoramento, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade dos ecossistemas marinhos e costeiros e da sua sa\u00fade \u00e9 parte de um dos dez desafios da D\u00e9cada das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Ci\u00eancia Oce\u00e2nica para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, declarada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas como o per\u00edodo de 2021 a 2030 dedicado \u00e0 estimular o conhecimento sobre o mar em busca de um oceano limpo, saud\u00e1vel, previs\u00edvel, seguro, produtivo e conhecido. A UFPR, atrav\u00e9s do LEC e de seus projeto, \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es participantes das a\u00e7\u00f5es a n\u00edvel global em busca de desenvolver \u201cA ci\u00eancia que necessitamos para o oceano que queremos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE O PMP-BS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) \u00e9 uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esse projeto tem como objetivo avaliar os poss\u00edveis impactos das atividades de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo sobre as aves, tartarugas e mam\u00edferos marinhos, atrav\u00e9s do monitoramento das praias e do atendimento veterin\u00e1rio aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O projeto \u00e9 realizado desde Laguna\/SC at\u00e9 Saquarema\/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O LEC\/UFPR monitora o Trecho 6 (Paran\u00e1), compreendido entre os munic\u00edpios de Guaratuba e Guaraque\u00e7aba.<br>Ao encontrar animais marinhos debilitados ou mortos nas praias de Pontal do Paran\u00e1 e de todo o litoral paranaense \u00e9 poss\u00edvel acionar a equipe do PMP-BR\/Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR pelo 0800 642 33 41 ou pelo whatsapp (41) 9 92138746.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro foi o m\u00eas de maior n\u00famero de registros no estado este ano Esta \u00e9poca do ano \u00e9 marcada pela chegada de Pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) no litoral brasileiro. S\u00f3 em setembro deste ano, foram registrados 834 encalhes da esp\u00e9cie no litoral do Paran\u00e1. 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