{"id":39818,"date":"2022-08-12T16:21:35","date_gmt":"2022-08-12T19:21:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=39818"},"modified":"2022-08-12T16:21:36","modified_gmt":"2022-08-12T19:21:36","slug":"tartaruga-verde-resgatada-se-recupera-apos-expelir-lixos-plasticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2022\/08\/12\/tartaruga-verde-resgatada-se-recupera-apos-expelir-lixos-plasticos\/","title":{"rendered":"Tartaruga-verde resgatada se recupera ap\u00f3s expelir lixos pl\u00e1sticos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O animal ser\u00e1 devolvido \u00e0 natureza em breve, depois de um m\u00eas de tratamento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma tartaruga-verde (<em>Chelonia mydas<\/em>) juvenil ser\u00e1 solta na Praia de Superagui, no munic\u00edpio de Guaraque\u00e7aba, ap\u00f3s um m\u00eas de tratamento. O animal foi resgatado muito debilitado pela equipe do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC\/UFPR), via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Durante o tratamento, os profissionais respons\u00e1veis acharam lixos entre as fezes expelidas pela tartaruga no recinto, o que indicava que ela havia ingerido pl\u00e1sticos e outros materiais similares ao se alimentar, causando sua debilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-39820\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22-696x928.jpeg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22-315x420.jpeg 315w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-10.23.22.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A tartaruga foi resgatada no dia 26 de junho na praia na regi\u00e3o do Parque Nacional do Superagui. Ela estava encalhada com o ventre para cima e muito magra. Num primeiro momento, a equipe de monitoramento do PMP-BS\/UFPR acreditou que o animal estivesse morto, mas, ao realizar o resgate, verificou que apresentava sinais de vida. A carapa\u00e7a da tartaruga estava coberta por epibiontes &#8211; algas inofensivas que usam a carapa\u00e7a dos animais como moradia -, o que indicava que o animal n\u00e3o estava se movimentando de forma frequente, possivelmente por estar debilitado ou doente.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o tratamento no Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), em Pontal do Paran\u00e1, os veterin\u00e1rios e tratadores verificaram que a tartaruga estava expelindo peda\u00e7os de lixo pl\u00e1stico. A ingest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos, como pl\u00e1stico r\u00edgido e flex\u00edvel, \u00e9 perigosa para os animais marinhos, pois pode obstruir o sistema digestivo, causar les\u00f5es internas ou infec\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo levar os animais \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio F\u00e1bio Henrique de Lima, a ingest\u00e3o de lixo pode acontecer por tr\u00eas principais raz\u00f5es: apar\u00eancia, cheiro ou mistura na alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cPor vezes, o pl\u00e1stico se confunde com as algas que a tartaruga-verde come; h\u00e1 casos em que o lixo no mar fica envolto por microalgas que exalam o mesmo \u2018cheiro\u2019 da alga que \u00e9 alimento da tartaruga; ou o pl\u00e1stico se mistura nas algas e invertebrados de cost\u00f5es rochosos e \u00e9 inevit\u00e1vel que o animal consuma o lixo junto com o alimento\u201d, explica o veterin\u00e1rio que acompanhou o caso desde o resgate.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a tartaruga-verde est\u00e1 se recuperando bem. Neste \u00faltimo m\u00eas ela conseguiu expelir os lixos ingeridos, passou a se alimentar melhor, aumentou seu peso e est\u00e1 reidratada. O tratamento est\u00e1 pr\u00f3ximo do fim e em breve ela estar\u00e1 apta para retorno ao mar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Video-para-imprensa.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O LIXO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de setenta por cento das tartarugas dessa esp\u00e9cie resgatadas pelo LEC-UFPR via PMP-BS apresentam res\u00edduos de lixo s\u00f3lido ingerido. Esse dado vem se mantendo constante desde 2015, ano em que o projeto come\u00e7ou a realizar esse monitoramento. S\u00f3 em 2022, das 22 tartarugas analisadas, 20 apresentavam res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O alto \u00edndice de pl\u00e1stico encontrado nesses animais \u00e9 preocupante porque na maioria dos casos s\u00e3o animais juvenis resgatados nessa situa\u00e7\u00e3o.&nbsp; \u201cNessa fase \u00e9 poss\u00edvel que o lixo ingerido afete o crescimento do animal e a forma\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os importantes para a fase adulta da tartaruga\u201d, explica o analista laboratorial Dr. M\u00e1rio Roberto Castro Meira Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um material sint\u00e9tico, n\u00e3o h\u00e1 decompositores na natureza que possam converter o pl\u00e1stico aos elementos que originalmente o formam. O lixo pl\u00e1stico se fragmenta e perde seu formato original ao longo dos anos, mas continua existindo no ambiente e, em muitos casos, se acumula no oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um dos problemas abordados e discutidos na <a href=\"https:\/\/www.oceandecade.org\/br\/\">D\u00e9cada das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Ci\u00eancia Oce\u00e2nica para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>, declarada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas como o per\u00edodo de 2021 a 2030 dedicado \u00e0 estimular o conhecimento sobre o mar em busca de um oceano limpo, saud\u00e1vel, previs\u00edvel, seguro, produtivo e conhecido. Essa iniciativa re\u00fane esfor\u00e7os a n\u00edvel global e a UFPR, atrav\u00e9s do LEC, \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es participantes das a\u00e7\u00f5es em busca de desenvolver \u201cA ci\u00eancia que necessitamos para o Oceano que queremos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE O PMP-BS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) \u00e9 uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse projeto tem como objetivo avaliar os poss\u00edveis impactos das atividades de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo sobre as aves, tartarugas e mam\u00edferos marinhos, atrav\u00e9s do monitoramento das praias e do atendimento veterin\u00e1rio aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>O PMP-BS \u00e9 realizado desde Laguna (SC) at\u00e9 Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O LEC\/UFPR monitora o Trecho 6 (Paran\u00e1), compreendido entre os munic\u00edpios de Guaratuba e Guaraque\u00e7aba.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao encontrar animais marinhos debilitados ou mortos nas praias de Pontal do Paran\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel acionar a equipe do PMP-BR\/Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR pelo 0800 642 33 41 ou pelo whatsapp (41) 9 92138746.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O animal ser\u00e1 devolvido \u00e0 natureza em breve, depois de um m\u00eas de tratamento Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) juvenil ser\u00e1 solta na Praia de Superagui, no munic\u00edpio de Guaraque\u00e7aba, ap\u00f3s um m\u00eas de tratamento. 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