{"id":3948,"date":"2019-04-01T14:58:18","date_gmt":"2019-04-01T17:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3948"},"modified":"2019-04-01T14:58:20","modified_gmt":"2019-04-01T17:58:20","slug":"efeito-manada-nas-redes-sociais-e-economia-disruptiva-podem-estimular-turismo-predatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/01\/efeito-manada-nas-redes-sociais-e-economia-disruptiva-podem-estimular-turismo-predatorio\/","title":{"rendered":"&#8216;Efeito manada&#8217; nas redes sociais e &#8216;economia disruptiva&#8217; podem estimular turismo predat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos est\u00e3o impactando negativamente o mercado do turismo, mas uso respons\u00e1vel poderia gerar receita e promover gest\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/h4>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros mostram que o mundo est\u00e1 viajando mais. De acordo com dados do Banco Mundial, foram 3,97 bilh\u00f5es de viagens de avi\u00e3o em 2017. Em 2007, apenas dez anos antes, foram 2,2 bilh\u00f5es \u2013 um crescimento de 80% no per\u00edodo. No entanto, o aumento do turismo em escala global acende sinais de alerta para os impactos negativos da atividade, inclusive sobre o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o do turismo em algumas centenas de cidades e pa\u00edses \u00e9 o problema que mais chama aten\u00e7\u00e3o. E essa concentra\u00e7\u00e3o, segundo especialistas, ocorre em partes por conta da populariza\u00e7\u00e3o de tecnologias e redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/7Q2BLwQSJHbyRgKfHl6Gaw3LrAE=\/0x0:5472x3648\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/q\/t\/SLj7klSgiupzQbQodONg\/yosemite.jpg\" alt=\"Turistas tiram selfie diante de cachoeira no Yosemite National Park, na California. \u2014 Foto: Lucy Nicholson\/Reuters\/Arquivo\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Turistas tiram selfie diante de cachoeira no Yosemite National Park, na California. \u2014 Foto: Lucy Nicholson\/Reuters\/Arquivo<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2020, os 20 pa\u00edses mais visitados do planeta v\u00e3o receber mais voos internacionais do que todo o resto do mundo somado, segundo um relat\u00f3rio do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/01\/o-que-sigmund-freud-diria-sobre-nossa-obsessao-pelas-selfies\/\">O que Sigmund Freud diria sobre nossa obsess\u00e3o pelas selfies?<\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/01\/o-que-sigmund-freud-diria-sobre-nossa-obsessao-pelas-selfies\/\" target=\"_blank\">h<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As cidades e atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas mais famosas n\u00e3o cresceram no mesmo ritmo que a ind\u00fastria do turismo, que hoje j\u00e1 representa 10% do PIB mundial. Cidades hist\u00f3ricas e cen\u00e1rios naturais populares que recebem milh\u00f5es de visitantes continuam exatamente com o mesmo tamanho que tinham quando recebiam apenas milhares de turistas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/tHpR7FiG3k6KDy__tmjDaJIK49A=\/0x0:940x589\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/10\/15\/000_dv1327135.jpg\" alt=\"Moradores e turistas molham os p\u00e9s em meio \u00e0 primeira 'acqua alta' da temporada em Veneza, na It\u00e1lia. O fen\u00f4meno ocorre com a combina\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s altas e um forte siroco, vento caracter\u00edstico da regi\u00e3o do Mar Mediterr\u00e2neo. \u2014 Foto: Andrea Pattaro\/AFP\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Moradores e turistas molham os p\u00e9s em meio \u00e0 primeira &#8216;acqua alta&#8217; da temporada em Veneza, na It\u00e1lia. O fen\u00f4meno ocorre com a combina\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s altas e um forte siroco, vento caracter\u00edstico da regi\u00e3o do Mar Mediterr\u00e2neo. \u2014 Foto: Andrea Pattaro\/AFP<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Clarissa Gagliardi, professora do departamento de turismo da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA) da USP, as redes sociais t\u00eam papel fundamental no fen\u00f4meno da hiperconcentra\u00e7\u00e3o do turismo. \u201cS\u00e3o plataformas que garantem uma visibilidade nunca antes imaginada para os destinos\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>A viraliza\u00e7\u00e3o de uma foto nas redes sociais pode acarretar um aumento no fluxo de turistas sem que haja um planejamento pr\u00e9vio do destino para acomodar essa demanda, explica Gagliardi. Sem infraestrutura, os efeitos negativos do turismo predat\u00f3rio aparecem com ainda mais for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o do turismo em determinadas atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas acaba padronizando o conte\u00fado compartilhado nas redes. O perfil @Insta_Repeat tira sarro dessa situa\u00e7\u00e3o e mostra fotos quase id\u00eanticas tiradas por diferentes viajantes no mesmo destino. Criada pela fot\u00f3grafa americana Emma Sheffer, a p\u00e1gina re\u00fane cliques similares de um mesmo local em colagens com ao menos 12 fotos praticamente iguais.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BlmZJmyHOsz\/embed\/captioned\/?cr=1&amp;v=7&amp;wp=646&amp;rd=https%3A%2F%2Fg1.globo.com&amp;rp=%2Fnatureza%2Fdesafio-natureza%2Fnoticia%2F2019%2F04%2F01%2Fefeito-manada-nas-redes-sociais-e-economia-disruptiva-podem-estimular-turismo-predatorio.ghtml#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A3081.0749999945983%7D\" allowfullscreen=\"true\" height=\"938\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAinda h\u00e1 muitos destinos que s\u00e3o pouco visitados e que t\u00eam espa\u00e7o para crescer\u201d, aponta Luigi Cabrini, presidente do Conselho Global para o Turismo Sustent\u00e1vel (GSTC, na sigla em ingl\u00eas), o bom uso das redes sociais poderia combater o efeito manada.. \u201cN\u00f3s podemos usar o Instagram e o Facebook para tentar resolver o problema.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Cabrini cita como exemplo a Costa Rica, pa\u00eds da Am\u00e9rica Central que conseguiu, por meio das redes sociais, melhorar sua imagem no exterior. \u201cTrata-se de um pa\u00eds muito menor que o Brasil, mas que foi capaz de criar uma reputa\u00e7\u00e3o positiva nas redes, de destino sustent\u00e1vel, verde e respons\u00e1vel\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Economia compartilhada<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando surgiram, servi\u00e7os como Airbnb e Uber eram vistos como uma alternativa aos hot\u00e9is e t\u00e1xis. O benef\u00edcio desse tipo de servi\u00e7o seria desconcentrar a receita gerada pelo turismo, beneficiando mais os moradores e a comunidade como um todo. Usando essas plataformas, moradores podem oferecer servi\u00e7os usando seus pr\u00f3prios bens. Assim, o turista passaria a gastar seu dinheiro n\u00e3o apenas em com\u00e9rcios e servi\u00e7os de grandes redes, mas tamb\u00e9m em neg\u00f3cios que geram renda diretamente para os locais.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos est\u00e3o impactando negativamente o mercado do turismo, mas uso respons\u00e1vel poderia gerar receita e promover gest\u00e3o sustent\u00e1vel. Os n\u00fameros mostram que o mundo est\u00e1 viajando mais. De acordo com dados do Banco Mundial, foram 3,97 bilh\u00f5es de viagens de avi\u00e3o em 2017. 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