{"id":39072,"date":"2022-07-21T11:40:27","date_gmt":"2022-07-21T14:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=39072"},"modified":"2022-07-21T11:40:28","modified_gmt":"2022-07-21T14:40:28","slug":"processo-de-busca-da-indicacao-geografica-da-ostra-tem-inicio-em-guaratuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2022\/07\/21\/processo-de-busca-da-indicacao-geografica-da-ostra-tem-inicio-em-guaratuba\/","title":{"rendered":"Processo de busca da Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica da ostra tem in\u00edcio em Guaratuba"},"content":{"rendered":"\n<p>A ostra de Guaratuba, litoral do Paran\u00e1, \u00e9 um dos produtos com potencial para buscar a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG). Com a realiza\u00e7\u00e3o da parceria do Sebrae Paran\u00e1 e a Prefeitura de Guaratuba, ser\u00e3o promovidas a\u00e7\u00f5es junto aos produtores para levantar documentos, identificar os cultivos e realizar a estrutura\u00e7\u00e3o do pedido de IG das ostras para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) at\u00e9 o final de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse foco, o Sebrae ir\u00e1 atuar diretamente no processo, com a promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es em diferentes frentes, como o resgate hist\u00f3rico da produ\u00e7\u00e3o; a elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico para avaliar o potencial de IG para as Ostras; a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos parceiros e produtores para o projeto; levantamento e escritura\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do desenvolvimento do produto; pesquisa e escritura\u00e7\u00e3o em fontes hist\u00f3ricas com fotografias, desenhos, gravuras e pinturas; e a elabora\u00e7\u00e3o de documentos comprobat\u00f3rios do reconhecimento do territ\u00f3rio como centro produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Sebrae estar\u00e1 em contato direto com a cadeia produtiva, o que envolve entrevistas e escritura\u00e7\u00e3o com produtores e pesquisadores; levantamento de filmagens de elementos que comprovem o produto e suas caracter\u00edsticas; bem como o levantamento de desafios e oportunidades do projeto com os produtores por meio de documentos, sistemas de controle, regulamento de produ\u00e7\u00e3o, normas, ensaios e testes que existem para a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ostra do nosso litoral possui um reconhecimento, o munic\u00edpio de Guaratuba j\u00e1 tem essa notoriedade e notamos tamb\u00e9m essa possibilidade em Guaraque\u00e7aba. Dessa forma, vamos fazer um diagn\u00f3stico para validar essa informa\u00e7\u00e3o e, com base nisso, entendemos que h\u00e1 um cen\u00e1rio positivo para a obten\u00e7\u00e3o do registro de IG. Estamos iniciando os trabalhos nos locais e vamos ter o setor produtivo envolvido diretamente\u201d, diz o consultor do Sebrae Paran\u00e1, Bruno Gon\u00e7alves Valentim de Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>A ostra da regi\u00e3o da ba\u00eda de Guaratuba se destaca por ser uma esp\u00e9cie nativa adaptada ao ecossistema e \u00e9 vista como um \u00f3timo produto por especialistas e consumidores. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Guaratubana de Maricultores (Aguamar), foram produzidas 1,2 milh\u00e3o (100 mil d\u00fazias) de ostras em 2021, n\u00famero que demonstra crescimento em compara\u00e7\u00e3o com as 960 mil (80 mil) e 864 mil (72 mil) cultivadas, respectivamente, em 2020 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio da Pesca e Agricultura de Guaratuba, Cidalgo Jos\u00e9 Chinasso Filho, aponta que \u201ca iniciativa do projeto visando \u00e0 IG da ostra vai contribuir para o fortalecimento da comercializa\u00e7\u00e3o local. Ela tem um diferencial das demais, devido \u00e0 excelente qualidade da \u00e1gua em nossa Ba\u00eda. As expectativas s\u00e3o otimistas, pois j\u00e1 temos o reconhecimento no que se refere ao sabor da ostra de Guaratuba, e esta iniciativa ir\u00e1 certamente alavancar a produ\u00e7\u00e3o, fomentando a economia local\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, segundo dados da Aguamar, existem 20 fam\u00edlias ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ostras, sendo dez produtores ativos. Um dos produtores da regi\u00e3o \u00e9 Nereu de Oliveira. Com in\u00edcio das atividades em 2003, ele conta que cultiva cerca de 60 mil ostras (cinco mil d\u00fazias) por ano, que s\u00e3o comercializadas para o p\u00fablico e tamb\u00e9m utilizadas em seu restaurante, o S\u00edtio Sambaqui.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ostra nativa, que \u00e9 a que produzimos, s\u00f3 est\u00e1 nas \u00e1reas de manguezal. Ela possui um sabor mais adocicado, com uma textura diferente. Para quem gosta, isso \u00e9 um atrativo muito grande. Al\u00e9m disso, pelo fato de estar dentro de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua \u00e9 de boa qualidade e tamb\u00e9m agrega qualidade ao produto\u201d, comenta o empreendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu restaurante, Nereu conta que todo o card\u00e1pio \u00e9 especializado em ostras, com 24 op\u00e7\u00f5es diferentes. Localizado na regi\u00e3o do Cabaraquara, o consumidor que for visitar o estabelecimento pode ainda andar por uma passarela pr\u00f3xima do manguezal, onde \u00e9 realizada a produ\u00e7\u00e3o. Quando perguntado sobre a busca pela IG, o empres\u00e1rio celebra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que isso pode alavancar e valorizar o produto, at\u00e9 porque j\u00e1 temos pesquisas que identificaram que as pessoas conhecem a ostra da regi\u00e3o e que est\u00e3o acostumadas a viajar. Acredito que o p\u00fablico vai ter ainda mais olhos para a nossa ostra, isso pode agregar valor e desenvolver a comunidade como um todo\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Relev\u00e2ncia<\/p>\n\n\n\n<p>A Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) \u00e9 importante para os pequenos neg\u00f3cios e produtores, pois \u00e9 considerada um diferencial competitivo. Al\u00e9m disso, esse signo permite a valoriza\u00e7\u00e3o dos produtos tradicionais brasileiros e a heran\u00e7a hist\u00f3rico-cultural, protegendo as regi\u00f5es produtoras. Nesse contexto, o legado agrega \u00e0 \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos s\u00e3o desenvolvidos e a disciplina quanto ao m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o, garantindo um padr\u00e3o de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 possui, ao todo, nove produtos paranaenses com o registro de IG. S\u00e3o eles: a Bala de Banana de Antonina, Melado de Capanema, Goiaba de Carl\u00f3polis, Queijo de Witmarsum, Uvas de Marialva, Caf\u00e9 do Norte Pioneiro, Mel do Oeste, Mel de Ortigueira, Erva-mate S\u00e3o Matheus, do Sul do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros cinco produtos aguardam receber a certifica\u00e7\u00e3o do INPI, como os Vinhos de Bituruna, Barreado do Litoral do Paran\u00e1, Farinha de Mandioca do Litoral do Paran\u00e1, Cacha\u00e7a de Morretes e Morango do Norte Pioneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Agencia Sebrae de Not\u00edcias do Paran\u00e1&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ostra de Guaratuba, litoral do Paran\u00e1, \u00e9 um dos produtos com potencial para buscar a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG). 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