{"id":37370,"date":"2022-04-27T13:34:22","date_gmt":"2022-04-27T16:34:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=37370"},"modified":"2022-04-27T13:34:24","modified_gmt":"2022-04-27T16:34:24","slug":"projeto-da-uel-incentiva-compostagem-e-horta-comunitaria-em-escolas-municipais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2022\/04\/27\/projeto-da-uel-incentiva-compostagem-e-horta-comunitaria-em-escolas-municipais\/","title":{"rendered":"Projeto da UEL incentiva compostagem e horta comunit\u00e1ria em escolas municipais"},"content":{"rendered":"\n<p>Incentivar a pr\u00e1tica de transformar lixo org\u00e2nico em fertilizantes em escolas municipais de Londrina e regi\u00e3o. Esse \u00e9 o objetivo do projeto,\u00a0Compostagem comunit\u00e1ria: gerando fertilizantes e engajamento ambiental a partir do lixo, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina, h\u00e1 17 anos. A ideia da compostagem \u00e9 transformar o lixo. A iniciativa \u00e9 uma parceria com a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e, no momento, atende oito escolas de Londrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Compostagem \u00e9, segundo o coordenador Efraim Rodrigues, professor do Departamento de Agronomia, do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias (CCA), a transforma\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos em fertilizante. Esse produto serve de adubo para as hortas, por isso \u00e9 considera que as duas a\u00e7\u00f5es precisam andar de m\u00e3os dadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto prop\u00f5e \u00e0s crian\u00e7as e \u00e0s escolas \u201ctransformar problema em vantagem\u201d. O lixo org\u00e2nico, que atrai moscas, gera chorume e seria levado para o lix\u00e3o \u2013 sem utilidade alguma \u2013 transforma-se em fertilizante agr\u00edcola. \u201cAo inv\u00e9s de criar problemas, estimula a pessoa a ter horta, produzir o pr\u00f3prio alimento\u201d, defende Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir introduzir a atividade nas escolas foi preciso adapt\u00e1-la ao cotidiano e a particularidade de cada uma. O professor reconhece a dificuldade em manter as a\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito dos adultos com descarte do lixo org\u00e2nico da maneira como sempre foi feito. Por isso, sabe que mais do que conscientizar \u00e9 necess\u00e1rio propor mudan\u00e7a de cultura, o que vai refletir diretamente como as crian\u00e7as v\u00e3o fazer a transforma\u00e7\u00e3o do lixo no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Participam do projeto em Londrina as escolas municipais Armando Ros\u00e1rio Castelo, Prof. H\u00e9lvio Esteves e Maria Carmelita Vilela Magalh\u00e3es, e os centros municipais de Educa\u00e7\u00e3o Infantil (CMEIs) Laura Verg\u00ednia de Carvalho Ribeiro, Clelia Regina Guilherme de Almeida Zotelli, Marisa Arruda dos Santos, Vanderlaine Aparecida Rodrigues Ribeiro e Water Okano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMPOSTAGEM CASEIRA&nbsp;<\/strong>\u2013 A compostagem \u00e9 algo simples de ser feito. A grande preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 com o cheiro forte e a presen\u00e7a de insetos. Mas diferente do senso comum, o professor explica que isso s\u00f3 acontece porque o lixo org\u00e2nico fica fechado, sem \u201crespirar\u201d, e \u00e9 justamente isso que o faz cheirar mal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que o processo de decomposi\u00e7\u00e3o gera o conhecido chorume, um l\u00edquido escuro de cheiro forte, sem oxig\u00eanio, mas se for mantido aberto, n\u00e3o produz odor algum.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essa a ideia que o professor quer disseminar, principalmente para as pessoas que duvidam ou t\u00eam resist\u00eancia de que \u00e9 poss\u00edvel fazer uma composteira em casa ou apartamento. \u201cCada um pode cuidar do seu lixo, sem cheiro, de maneira simples\u201d, reitera.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, s\u00f3 \u00e9 preciso uma caixa pl\u00e1stica grande, como as de mercado, folha ou capim seco para forrar a caixa no in\u00edcio, e depois jogar o lixo org\u00e2nico, como cascas, resto de frutas, legumes e verduras no recipiente. \u201cO ar ajuda a secar o lixo. Depois de um tempo vai ter uma mistura org\u00e2nica ideal de lixo antigo, que \u00e9 seco, e de lixo novo, que \u00e9 \u00famido\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HORTAS EM ROL\u00c2NDIA&nbsp;<\/strong>\u2013 Por iniciativa dos estudantes do 3\u00ba ano do curso de Agronomia, Francesco Bazza Henrique e Marcos Leandro Lacerda Marchioli, integrantes do projeto, as hortas foram levadas para o munic\u00edpio de Rol\u00e2ndia \u2013 cidade natal dos alunos. Eles se reuniram com o prefeito Ailton Maistro e o secret\u00e1rio da Agricultura, Audinil Maringonda J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos conseguiram apoio para comprar as mudas e fazer a horta, primeiro na CMEI Terezinha Bertochi e, depois, na Escola Municipal Dr. Vitorio Franklin. Al\u00e9m disso, pelas a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas com a Prefeitura de Londrina, tamb\u00e9m conseguiram um sistema de irriga\u00e7\u00e3o de baixo custo elaborado pelo agr\u00f4nomo Paulo Roberto Guilherme, da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A vantagem da horta, segundo os estudantes, \u00e9 para a parte pedag\u00f3gica, como forma de ensinar as crian\u00e7as e promover uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Eles relatam que durante a pandemia as hortali\u00e7as foram distribu\u00eddas nas casas dos alunos e eles comiam por saber que era da horta da escola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROCURA\u00a0<\/strong>\u2013 Atualmente, h\u00e1 uma grande procura para iniciar a horta e o objetivo \u00e9 que a a\u00e7\u00e3o seja levada para 20 escolas do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incentivar a pr\u00e1tica de transformar lixo org\u00e2nico em fertilizantes em escolas municipais de Londrina e regi\u00e3o. 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