{"id":3638,"date":"2019-03-30T16:39:50","date_gmt":"2019-03-30T19:39:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3638"},"modified":"2019-03-30T16:39:51","modified_gmt":"2019-03-30T19:39:51","slug":"safra-paranaense-de-graos-deve-chegar-a-37-milhoes-de-toneladas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/30\/safra-paranaense-de-graos-deve-chegar-a-37-milhoes-de-toneladas\/","title":{"rendered":"Safra paranaense de gr\u00e3os deve chegar a 37 milh\u00f5es de toneladas"},"content":{"rendered":"\n<p>A safra de gr\u00e3os 2018\/19 do Paran\u00e1 deve atingir 37,1 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com o relat\u00f3rio mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Apesar das quebras em algumas culturas na primeira safra, especialmente soja e feij\u00e3o, ocasionadas pelo clima, a expectativa atual \u00e9 de que a produ\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 na safra 18\/19 seja 5% superior \u00e0 safra 17\/18, que foi de 34,5 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiba mais sobre esse importante curso que acontecer\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas, ser\u00e1 incr\u00edvel esperamos voc\u00ea l\u00e1: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO contexto \u00e9 de perspectivas positivas para o milho, cuja produtividade est\u00e1 com um bom potencial. Tamb\u00e9m vale destacar a estimativa de produ\u00e7\u00e3o, maior do que na safra anterior\u201d, disse o secret\u00e1rio de Estado da Agricultura Norberto Ortigara. \u201cA expectativa para o feij\u00e3o da segunda safra tamb\u00e9m \u00e9 positiva, embora seja uma cultura suscet\u00edvel a varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, e consequentemente os pre\u00e7os se tornam muito vol\u00e1teis\u201d, observou. \u201cH\u00e1 possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o no outono\/inverno, colocando a\u00ed talvez como a segunda maior safra da hist\u00f3ria do Paran\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o chefe do Deral, Salatiel Turra, no in\u00edcio da safra os agricultores tiveram dificuldade devido \u00e0 escassez de chuvas, que resultou em baixa produtividade nas maiores regi\u00f5es produtoras de soja, principalmente no Oeste do Paran\u00e1. Depois, com o decorrer do ciclo da soja, a chuva dificultou a entrada das colhedoras em algumas regi\u00f5es. \u201cDe uma forma geral, o plantio do milho da segunda safra est\u00e1 adiantado, na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, por\u00e9m, em algumas regi\u00f5es pontuais, as chuvas das \u00faltimas semanas atrapalharam os trabalhos\u201d, explicou Turra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Feij\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A primeira safra do feij\u00e3o, j\u00e1 absorvida pelo mercado, teve uma redu\u00e7\u00e3o de 23% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, que no in\u00edcio era de cerca de 320 mil toneladas, e agora est\u00e1 em 246,8 mil toneladas. Essa redu\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelos problemas clim\u00e1ticos do per\u00edodo, como a seca, calor excessivo, e posteriormente a chuva e o frio, que causaram a perda de aproximadamente 74 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda safra, o feij\u00e3o apresenta boas perspectivas. A totalidade da \u00e1rea est\u00e1 plantada e com boas condi\u00e7\u00f5es de campo. Este ano, a \u00e1rea aumentou cerca de 7%, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, e chegou a 228,4 mil hectares. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 estimada em 436,1 mil toneladas, cerca de 57% superior ao obtido em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que a produ\u00e7\u00e3o seja satisfat\u00f3ria, sem previs\u00e3o de quebras, embora a cultura seja especialmente sens\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Os pre\u00e7os tamb\u00e9m est\u00e3o positivos para o produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2018, a saca de 60 kg feij\u00e3o-preto era comercializada a R$ 108 e agora a R$ 154 &#8211; um aumento de 43%. O crescimento foi ainda maior nos pre\u00e7os do feij\u00e3o-carioca, quase 240%, passando de R$ 82 no ano passado para R$ 276 agora, reflexo da quebra nas principais regi\u00f5es produtoras, como o Paran\u00e1, Goi\u00e1s e Minas Gerais, segundo o economista do Deral Marcelo Garrido.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do pre\u00e7o do feij\u00e3o, embora seja bom para o produtor, tem impacto direto na cesta b\u00e1sica, o que pode ser percebido no mercado brasileiro desde dezembro de 2018. Agora, com o fim das f\u00e9rias escolares, a demanda pelo produto voltou a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Soja<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Cerca de 80% da \u00e1rea de 5,4 milh\u00f5es de hectares cultivados nesta safra j\u00e1 est\u00e1 colhida. \u201cMesmo com problemas clim\u00e1ticos nas principais regi\u00f5es produtoras, a colheita est\u00e1 dentro da m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado\u201d, explica Garrido. Na compara\u00e7\u00e3o com o boletim do Deral do m\u00eas passado, houve redu\u00e7\u00e3o na estimativa de produtividade da soja, depois da reavalia\u00e7\u00e3o de campo do Deral, passando de 16% para 18%.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da safra, a produ\u00e7\u00e3o era estimada em 19,6 milh\u00f5es de toneladas, e agora a expectativa \u00e9 de 16,1 milh\u00f5es. \u201cFatores clim\u00e1ticos como a seca e o excesso de calor desde o in\u00edcio de setembro, quando come\u00e7ou o plantio, ajudam a explicar esses n\u00fameros\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Deral, o pre\u00e7o da saca de 60 kg da soja est\u00e1 satisfat\u00f3rio para os produtores, e se manteve pr\u00f3ximo aos R$ 68, enquanto que em mar\u00e7o do ano passado a saca era comercializada a R$ 69. H\u00e1 tend\u00eancia de varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os, dependendo das rela\u00e7\u00f5es comerciais e varia\u00e7\u00f5es de mercado dos EUA, um dos principais produtores mundiais junto com o Brasil. Apesar da quebra da safra e redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, os resultados ainda apontam para uma safra grande e satisfat\u00f3ria para o Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Milho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A colheita do milho da primeira safra est\u00e1 quase finalizada. A produ\u00e7\u00e3o, embora esteja um pouco abaixo do esperado, mostrou um desempenho melhor do que a soja. Os dados do Deral apontam aumento da disponibilidade do gr\u00e3o no Estado &#8211; a produ\u00e7\u00e3o, de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, foi 7% maior do que na safra passada.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparativamente com o potencial inicial, a safra teve redu\u00e7\u00e3o de 5%, pois a expectativa do Deral era que essa cultura atingisse 3,3 milh\u00f5es de toneladas em condi\u00e7\u00f5es de clima normais. A \u00e1rea do milho registrou aumento de 8%, passando de 330,7 mil hectares para 357,6 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>O milho da segunda safra tem \u00e1rea estimada em 2,2 milh\u00f5es de hectares, um crescimento de 6% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 17\/18, quando era de 2,1 milh\u00f5es de hectares. O Deral estima a produ\u00e7\u00e3o de 13 milh\u00f5es de toneladas, 42% a mais do que na safra anterior, quando atingiu 9,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 reflexo da boa condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica neste momento do ano, e por isso espera-se que a produ\u00e7\u00e3o possa at\u00e9 superar a expectativa inicial, de acordo com o t\u00e9cnico do Deral Edmar Gerv\u00e1sio. \u201cEsse aumento percentual \u00e9 significativo, principalmente porque a safra passada teve uma perda de produ\u00e7\u00e3o em torno de 23%. Ent\u00e3o, esses 42% representam uma recupera\u00e7\u00e3o do volume produzido no Paran\u00e1, al\u00e9m de um ganho de produtividade e \u00e1rea\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os ao produtor nesta cultura continuam bons. A saca de 60 kg est\u00e1 sendo comercializada por R$ 30,00, 23% superior ao custo vari\u00e1vel. \u201cO cen\u00e1rio n\u00e3o indica que haver\u00e1 grandes oscila\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os, e o mercado brasileiro ter\u00e1 um bom abastecimento do cereal\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trigo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A partir do m\u00eas que vem, os produtores devem come\u00e7ar a plantar o trigo. Os pre\u00e7os est\u00e3o em torno de R$ 48,00 a saca de 60 kg, valor 37% acima dos praticados no mesmo per\u00edodo do ano passado. Os custos de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aumentaram, mas em escala menor, 18%, chegando a praticamente R$ 45,00 a saca. Os pre\u00e7os m\u00ednimos estabelecidos pelo governo federal tamb\u00e9m foram reajustados, passando de R$ 36,17 para R$ 40,57.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o todas positivas para o produtor, e poderiam gerar um aumento da \u00e1rea plantada. No entanto, os n\u00fameros apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 6%, de 1,10 milh\u00e3o de hectares para 1,04 milh\u00e3o. \u201cO des\u00e2nimo moment\u00e2neo dos produtores brasileiros pode ser explicado por duas frustra\u00e7\u00f5es de safra consecutivas nos \u00faltimos anos e pelo recente aumento da competitividade argentina\u201d, disse o engenheiro agr\u00f4nomo do Deral Carlos Hugo Winckler Godinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O plantio deve se estender at\u00e9 julho, possibilitando que os produtores revejam seu planejamento, ou seja, h\u00e1 bastante indecis\u00e3o ainda. Caso se confirme a \u00e1rea atual, a produ\u00e7\u00e3o pode superar 3,3 milh\u00f5es de toneladas, suficiente para abastecer todos moinhos paranaenses ao longo do ano safra.<\/p>\n\n\n\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A safra de gr\u00e3os 2018\/19 do Paran\u00e1 deve atingir 37,1 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com o relat\u00f3rio mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. 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