{"id":3560,"date":"2019-03-30T14:15:43","date_gmt":"2019-03-30T17:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3560"},"modified":"2019-03-30T14:15:44","modified_gmt":"2019-03-30T17:15:44","slug":"gas-usado-como-arma-nas-guerras-mundiais-acabou-servindo-para-salvar-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/30\/gas-usado-como-arma-nas-guerras-mundiais-acabou-servindo-para-salvar-vidas\/","title":{"rendered":"G\u00e1s usado como arma nas Guerras Mundiais acabou servindo para salvar vidas"},"content":{"rendered":"\n<p> Durante a Primeira Guerra Mundial, o g\u00e1s mostarda foi uma das armas mais letais no campo de batalha. Mesmo sendo denominado g\u00e1s, trata-se, na verdade, de um l\u00edquido, tamb\u00e9m chamado de mostarda sulfurada, que era lan\u00e7ado dentro de proj\u00e9teis contra o inimigo. Ironicamente, anos depois ele seria a base para os tratamentos de quimioterapia, salvando in\u00fameras vidas. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando usada nos campos de batalha, a subst\u00e2ncia oleaginosa provocava bolhas, ulcera\u00e7\u00f5es e grandes queimaduras. Ao ser inalado, o g\u00e1s mostarda irritava a mucosa da traqueia e afetava especialmente os br\u00f4nquios, pulm\u00f5es e olhos.&nbsp;O terror que essa arma qu\u00edmica gerou entre os soldados da Primeira Guerra fez que a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra de 1925 proibisse seu uso em qualquer confronto b\u00e9lico. No entanto, durante a Segunda Guerra, o g\u00e1s mostarda fez parte de todos os arsenais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2 de dezembro de 1943, enquanto o navio SS John Harvey, dos EUA, permanecia atracado no porto italiano de Bari, a Alemanha lan\u00e7ou um ataque a\u00e9reo. O barco, que afundou junto a outros 16 navios, continha uma carga secreta de 100 toneladas de g\u00e1s mostarda.&nbsp;A nuvem t\u00f3xica que emanou do navio o cobriu inteiro, matando mais de mil pessoas. Quando o m\u00e9dico norte-americano Stewart F. Alexander obteve o resultado das aut\u00f3psias, constatou que o g\u00e1s mostarda havia atacado especialmente as c\u00e9lulas brancas do sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>No boletim m\u00e9dico elaborado por Alexander, ele destacou que, se o g\u00e1s afetava essas c\u00e9lulas, chamadas leuc\u00f3citos, poderia ent\u00e3o ser \u00fatil no tratamento da leucemia. Sua recomenda\u00e7\u00e3o somou-se a estudos anteriores, que destacavam as propriedades do g\u00e1s no tratamento de diferentes tipos de linfoma.\u00a0Ainda que na \u00e9poca ningu\u00e9m suspeitasse, acabava de nascer a era da quimioterapia antineopl\u00e1sica. Em 1946, foram publicados os resultados preliminares que, posteriormente, dariam lugar aos primeiros agentes quimioter\u00e1picos.<\/p>\n\n\n\n<p>History<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a Primeira Guerra Mundial, o g\u00e1s mostarda foi uma das armas mais letais no campo de batalha. Mesmo sendo denominado g\u00e1s, trata-se, na verdade, de um l\u00edquido, tamb\u00e9m chamado de mostarda sulfurada, que era lan\u00e7ado dentro de proj\u00e9teis contra o inimigo. 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