{"id":3536,"date":"2019-03-30T10:59:57","date_gmt":"2019-03-30T13:59:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3536"},"modified":"2019-03-30T10:59:58","modified_gmt":"2019-03-30T13:59:58","slug":"carros-ameacam-dunas-em-jericoacoara-veja-problemas-do-turismo-em-4-parques-nacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/30\/carros-ameacam-dunas-em-jericoacoara-veja-problemas-do-turismo-em-4-parques-nacionais\/","title":{"rendered":"Carros amea\u00e7am dunas em Jericoacoara; veja problemas do turismo em 4 parques nacionais"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dados mostram que houve aumento do turismo e a verba n\u00e3o cresceu no mesmo ritmo. Especialistas em &#8216;turismo sustent\u00e1vel&#8217; apontam falhas na fiscaliza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o federal.<\/h4>\n\n\n\n<p> Enfrentar os preju\u00edzos do turismo desordenado est\u00e1 longe de ser um problema exclusivo do Parque Estadual de Ibitipoca, em Minas Gerais, destino retratado nesta edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/natureza\/desafio-natureza\/\">Desafio Natureza<\/a>. Tamb\u00e9m entre parques nacionais h\u00e1 casos em que foi necess\u00e1rio limitar ou controlar de forma mais r\u00edgida o acesso dos turistas. Mas as dificuldades v\u00e3o al\u00e9m. Por isso, analisamos o cen\u00e1rio em quatro unidades de gest\u00e3o federal<em>\u00a0(Jericoacoara, Len\u00e7\u00f3is, Tijuca e Capivara)\u00a0<\/em>que, em comum, sofrem com os dilemas de conciliar aumento no n\u00famero de visitantes, or\u00e7amento escasso e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. <\/p>\n\n\n\n<p>Saiba mais sobre esse importante curso que acontecer\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas, ser\u00e1 incr\u00edvel esperamos voc\u00ea l\u00e1: <\/p>\n\n\n\n<p>As amea\u00e7as v\u00e3o desde a presen\u00e7a de ve\u00edculos em \u00e1reas protegidas de Jericoacoara e dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses at\u00e9 a falta de verbas para fiscalizar as cavernas cheias de pinturas rupestres na Serra da Capivara, passando por inc\u00eandios causados por turistas no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recursos x visitantes<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2018, os parques nacionais tiveram um aumento de 6,15% em visita\u00e7\u00e3o e chegaram a 12,4 milh\u00f5es de visitas. O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, administra todas as 334 unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais, que incluem \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APAs) e Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas. Os parques s\u00e3o a categoria mais visitada de unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal, com 71% da frequ\u00eancia total.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o or\u00e7amento de alguns parques nacionais foi menor em 2018 do que em 2017. Enquanto certos parques tiveram incremento nos gastos, outras unidades tiveram or\u00e7amento executado reduzido em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave em unidades que verificaram aumento de visita\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia nacional e, ainda assim, tiveram or\u00e7amento reduzido, como \u00e9 o caso do Parque Nacional de Jericoacoara.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pela WWF Brasil em parceria com a ONG Contas Abertas em 2018 mostrou que, para as a\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias que tratam de cria\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o, monitoramento e projetos de manejo em \u00e1reas protegidas, foi destinada em 2018 uma verba de R$ 122,9 milh\u00f5es, contra uma previs\u00e3o de gastos de R$ 244,5 milh\u00f5es na lei or\u00e7ament\u00e1ria de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sidnei Raimundo, professor da gradua\u00e7\u00e3o em lazer e turismo na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o Brasil tem boas pol\u00edticas p\u00fablicas para a gest\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, mas falta efic\u00e1cia na aplica\u00e7\u00e3o das regras que j\u00e1 existem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Do ponto de vista legal, das leis e normas, o pa\u00eds est\u00e1 bem assistido&#8221;, avalia. &#8220;Os problemas s\u00e3o a falta de ferramentas e o pessoal reduzido para fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas normas e leis, ou seja, a vigil\u00e2ncia para o cumprimento dessas regras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Luigi Cabrini, presidente do Conselho Global para o Turismo Sustent\u00e1vel (GSTC, na sigla em ingl\u00eas), acredita que o Brasil pode melhorar a gest\u00e3o de parques nacionais envolvendo mais a popula\u00e7\u00e3o local na administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 essencial que as pessoas que moram dentro dos parques ou nos arredores estejam envolvidas n\u00e3o s\u00f3 trabalhando no parque no dia-a-dia, mas tamb\u00e9m planejando as estrat\u00e9gias de administra\u00e7\u00e3o.\u201d &#8211; Luigi Cabrini, presidente do Conselho Global para o Turismo Sustent\u00e1vel<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Os turistas n\u00e3o querem ir para um parque natural que parece a Disney. Eles querem autenticidade e, para isso, \u00e9 preciso envolver os locais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, conhe\u00e7a os desafios que a gest\u00e3o de turismo sustent\u00e1vel e or\u00e7amento limitado imp\u00f5em em quatro parques nacionais brasileiros:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parque Nacional de Jericoacoara (CE)<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Rip5rY26yi8GF-xdh-c3h1EWWbk=\/0x0:1920x1080\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/V\/i\/AxyzTtRbq4SyKaKmo5Yg\/jeri4.jpg\" alt=\"Pedra Furada, principal atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica de Jericoacoara \u2014 Foto: TVM\/Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pedra Furada, principal atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica de Jericoacoara \u2014 Foto: TVM\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"26\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-192.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3538\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/xT9MVee390be197T5vGZYvVk87U=\/0x0:650x678\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/g\/3\/aa1U4VToioyiRp84s2uw\/comparativo-parque-nacional-jericoacoara.jpg\" alt=\"Parque Nacional de Jericoacoara - visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Nacional de Jericoacoara &#8211; visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos parques que sempre figura no ranking de mais visitados do pa\u00eds \u00e9 o de Jericoacoara, no Cear\u00e1. Ele foi o terceiro mais frequentado do Brasil em 2018. De 2013 a 2018 o p\u00fablico do parque aumentou de 100 mil visitas por ano para 1,09 milh\u00e3o, um crescimento de quase 1.000%. Apesar disso, o or\u00e7amento executado pelo ICMBio ficou praticamente est\u00e1vel: a verba gasta no parque foi de R$ 223 milh\u00f5es em 2013 contra R$ 288 milh\u00f5es em 2018. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a verba executada em 2018 caiu 16% enquanto o volume de visitantes cresceu 36% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecido pelas grandes festas de R\u00e9veillon na praia e pelas lagoas de \u00e1gua doce, o destino corre o risco de ficar famoso por caracter\u00edsticas menos promissoras. O excesso de visitantes est\u00e1 fazendo com que a Duna do P\u00f4r do Sol, que fica em \u00e1rea protegida, diminua de tamanho. O fen\u00f4meno, segundo Jer\u00f4nimo Martins, chefe do parque, ocorre devido \u00e0 eros\u00e3o causada pelo adensamento da zona tur\u00edstica. A desova das tartarugas marinhas nas praias do parque nacional tamb\u00e9m foi impactada negativamente pelo aumento no n\u00famero de turistas pisando nas areias da \u00e1rea protegida.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o tr\u00e1fego de ve\u00edculos est\u00e1 prejudicando outras dunas, de acordo com o chefe do parque. &#8220;Temos 1.383 ve\u00edculos cadastrados para o turismo, entre bugues, quadriciclos e jardineiras. Ainda tem os de moradores e os que n\u00e3o s\u00e3o cadastrados, ou seja, que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o irregular&#8221;, explica Martins. &#8220;Isso traz um preju\u00edzo ineg\u00e1vel para o parque.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desses ve\u00edculos, h\u00e1 ainda o problema de outros carros, dirigidos por particulares, serem autorizados a entrar no territ\u00f3rio do parque. Hoje, visitantes com jipes ou carros com tra\u00e7\u00e3o 4&#215;4 circulam com seus pr\u00f3prios ve\u00edculos na \u00e1rea protegida.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar controlar o turismo na cidade e aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o com a atividade, a prefeitura de Jijoca de Jericoacoara passou a cobrar uma taxa de turismo sustent\u00e1vel de R$ 5 por dia por visitante desde setembro de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a da taxa sucede a inaugura\u00e7\u00e3o do Aeroporto Regional de Jericoacoara, em junho de 2017. Segundo estimativas da Secretaria do Turismo do Cear\u00e1 o n\u00famero de turistas deve crescer at\u00e9 20% nos tr\u00eas anos seguintes \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o do novo terminal.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a receita arrecadada pela prefeitura com a cobran\u00e7a da taxa n\u00e3o \u00e9 repassada ao parque nacional. Com equipe limitada, as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o empreendidas pelos funcion\u00e1rios do ICMBio n\u00e3o aumentaram no mesmo ritmo do n\u00famero de visitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a prefeitura, a verba arrecadada com a taxa est\u00e1 sendo usada para obras na cidade, como a amplia\u00e7\u00e3o da rede el\u00e9trica, limpeza p\u00fablica, revitaliza\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de banheiros p\u00fablicos e reestrutura\u00e7\u00e3o da usina de reciclagem local.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses (MA)<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"14\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-194.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3540\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/LFI9ew8Hx4EaMRh0wu4IMmb5Y7A=\/0x0:1920x1080\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/o\/E\/07HF38RX6v2p0thSn1VA\/foto-lencois-1.jpg\" alt=\"Belezas naturais dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses podem se tornar Patrim\u00f4nio Natural pela Unesco em 2020. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Mirante\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Belezas naturais dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses podem se tornar Patrim\u00f4nio Natural pela Unesco em 2020. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Mirante<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"27\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-193.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3539\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/HRPv0ULs-rzYxxJEjuLqin5mH1I=\/0x0:650x714\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/I\/Q\/JHBB5fRh60DiW23doKYQ\/comparativo-parque-nacional-lencois-maranhenses.jpg\" alt=\"Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses - visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses &#8211; visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>No Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses o maior impacto causado pelo turismo tamb\u00e9m \u00e9 resultado do uso de ve\u00edculos 4&#215;4. O acesso principal ao parque \u00e9 feito pelo munic\u00edpio de Barreirinhas, distante 250 quil\u00f4metros de S\u00e3o Lu\u00eds, capital do estado. Nos mais de 155 mil hectares protegidos ocorrem tr\u00eas biomas diferentes: Cerrado, Caatinga e Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pelas condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o apenas carros com tra\u00e7\u00e3o 4&#215;4 conseguem circular pelo parque&#8221;, explica Dan\u00fabia Melo, servidora do parque. &#8220;O problema \u00e9 que existem muitas estradas dentro da \u00e1rea protegida e, com os alagamentos peri\u00f3dicos, novos desvios s\u00e3o feitos a cada dia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito por funcion\u00e1rios do parque aponta que 1 mil hectares da reserva s\u00e3o, hoje, estradas. Essas rotas substituem a vegeta\u00e7\u00e3o nativa constituindo um tipo de desmatamento. Nas dunas onde n\u00e3o h\u00e1 cobertura vegetal a circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos \u00e9 uma amea\u00e7a para os ninhos de aves e tartarugas. Al\u00e9m disso, como os ve\u00edculos circulam tamb\u00e9m por \u00e1reas alagadas, a \u00e1gua das lagoas fica contaminada com o \u00f3leo dos motores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017 o parque restringiu a entrada de ve\u00edculos para diminuir o impacto negativo no ecossistema. Carros particulares e excurs\u00f5es em 4&#215;4 pequenos foram proibidos na chamada zona primitiva do parque, que engloba boa parte das lagoas. Hoje, apenas podem circular carros credenciados para condu\u00e7\u00e3o de visitantes, que transportam mais turistas por vez, e ve\u00edculos de servi\u00e7os essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o residente do parque. Para n\u00e3o afetar negativamente a receita gerada pelo turismo, a equipe do parque est\u00e1 impulsionando atividades como o trekking e o kitesurf, que causam menos preju\u00edzo ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses tamb\u00e9m experimentou nos \u00faltimos anos um aumento no n\u00famero de visitantes. Em 2018 foram 126.364 visitas, um aumento de 72% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No entanto, apenas no ano passado, com a implanta\u00e7\u00e3o do voucher digital da prefeitura de Barreirinhas, tivemos n\u00fameros de visita\u00e7\u00e3o mais consolidados&#8221;, explica Dan\u00fabia Melo. &#8220;Antes disso o n\u00famero de visitantes era uma estimativa feita a partir dos dados enviados pelas operadoras de turismo e da quantidade de ve\u00edculos de turismo abordados nas a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parque Nacional da Tijuca (RJ)<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/RkdGIM2r_2FXnyPANR5ncLVOZAo=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/01\/26\/vistachinesa.jpg\" alt=\"VISTA CHINESA - Do mirante em estilo chin\u00eas localizado dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca \u00e9 poss\u00edvel apreciar as belezas da cidade por v\u00e1rios \u00e2ngulos. De l\u00e1, \u00e9 poss\u00edvel ver os principais cart\u00f5es postais do Rio.  \u2014 Foto: Ricardo Zerrener\/RioTur\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>VISTA CHINESA &#8211; Do mirante em estilo chin\u00eas localizado dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca \u00e9 poss\u00edvel apreciar as belezas da cidade por v\u00e1rios \u00e2ngulos. De l\u00e1, \u00e9 poss\u00edvel ver os principais cart\u00f5es postais do Rio. \u2014 Foto: Ricardo Zerrener\/RioTur<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"27\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-196.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3542\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/BXGAtrtd1K-gw4NPmdgpG2FRLEM=\/0x0:650x714\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/H\/Q\/oovPcuRVS4dOVtp1cAfQ\/comparativo-parque-nacional-tijuca.jpg\" alt=\"Parque Nacional da Tijuca - visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Nacional da Tijuca &#8211; visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Com acesso a partir de diversos pontos da capital carioca, o Parque Nacional da Tijuca abriga trilhas para alguns dos pontos tur\u00edsticos mais conhecidos do Rio de Janeiro. Pedra Bonita, Pedra da G\u00e1vea e at\u00e9 o Morro do Corcovado, onde fica a est\u00e1tua do Cristo Redentor, s\u00e3o alguns dos atrativos naturais que ficam dentro da \u00e1rea do parque nacional mais visitado do pa\u00eds. No entanto, o mau comportamento de visitantes faz com que o turismo predat\u00f3rio seja uma amea\u00e7a ao patrim\u00f4nio protegido.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cHoje temos como impactos do descumprimento das regras a degrada\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, seja pelo acendimento de fogueiras, seja pela abertura de atalhos irregulares, a perturba\u00e7\u00e3o da fauna, devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o sonora e \u00e0s disputas com animais dom\u00e9sticos, e tamb\u00e9m a ocupa\u00e7\u00e3o de locais restritos fora do hor\u00e1rio de funcionamento e a deposi\u00e7\u00e3o de lixo\u201d, explica Sonia Kinker, chefe do parque.<\/p><p><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, h\u00e1 impactos ao patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural decorrentes de a\u00e7\u00f5es de vandalismo como picha\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos maiores preju\u00edzos \u00e0 Floresta da Tijuca causados pelo turismo predat\u00f3rio ocorreu no R\u00e9veillon de 2016. Na ocasi\u00e3o, fogueiras acesas durante a noite por visitantes que pernoitaram no parque causaram um inc\u00eandio que durou dois dias e castigou a reserva de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 proibido acender fogueiras e velas dentro do parque. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 permitido acampar e pernoitar no territ\u00f3rio. N\u00e3o h\u00e1 limite de visitantes por dia, mas cada \u00e1rea tem hor\u00e1rios de funcionamento diferentes que mudam inclusive de acordo com a \u00e9poca do ano. O parque n\u00e3o cobra ingressos, mas uma empresa terceirizada faz a cobran\u00e7a para a visita\u00e7\u00e3o do Cristo Redentor, que fica no setor Corcovado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro risco ao patrim\u00f4nio natural da Floresta da Tijuca s\u00e3o as oferendas religiosas deixadas no parque. Muitas cont\u00eam alimentos e bebidas alco\u00f3licas que poluem os rios e as matas e podem afetar os animais silvestres que se alimentam delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiba mais sobre esse importante curso que acontecer\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas, ser\u00e1 incr\u00edvel esperamos voc\u00ea l\u00e1: <\/p>\n\n\n\n<p>O uso de equipamentos sonoros, como caixas de som, tamb\u00e9m prejudica o bem-estar dos animais que moram ali. &#8220;N\u00f3s temos uma equipe de monitores ambientais que percorre as trilhas da unidade com frequ\u00eancia orientando visitantes que portem instrumentos musicais, ou equipamento port\u00e1til de som, sobre a proibi\u00e7\u00e3o do uso destes no interior da unidade&#8221;, diz Sonia Kinker. A administra\u00e7\u00e3o estabelece um limite de 85 decib\u00e9is para o volume do som em atividades e eventos autorizados realizados no territ\u00f3rio do parque.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 picha\u00e7\u00f5es em equipamentos como o Reservat\u00f3rio M\u00e3e D\u2019\u00c1gua, que faz parte do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico nacional e fica dentro do parque. Hoje, a constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo revitalizada. Em 2018, uma fonte de \u00e1gua tombada pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) tamb\u00e9m foi depredada por visitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio na reserva \u00e9 a viol\u00eancia urbana que atinge parte do territ\u00f3rio. Assaltos s\u00e3o comuns em algumas \u00e1reas da reserva, como no Mirante Dona Marta e na trilha que vai do Parque Lage at\u00e9 o Cristo Redentor.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia \u00e9 apontada como uma poss\u00edvel motiva\u00e7\u00e3o para a queda na visita\u00e7\u00e3o total do Parque Nacional da Tijuca em 2018. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o n\u00famero de visitas caiu 16%, totalizando 2,65 milh\u00f5es de visitas. &#8220;Houve redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de visitantes registrados no Parque, mas especificamente nas trilhas n\u00e3o houve uma diminui\u00e7\u00e3o t\u00e3o consider\u00e1vel&#8221;, diz Kinker. &#8220;A maioria dos registros de ocorr\u00eancias policiais ocorreu em estradas e n\u00e3o nas trilhas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/_qjX2JkTCu3S6sOh86IUMyKY29Y=\/0x0:620x465\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/01\/23\/pedra-furada-ok.jpg\" alt=\"A Pedra Furada na Serra da Capivara \u00e9 um dos pontos mais visitados do parque \u2014 Foto: Pedro Santiago\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Pedra Furada na Serra da Capivara \u00e9 um dos pontos mais visitados do parque \u2014 Foto: Pedro Santiago\/G1<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"27\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-198.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3544\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Xk6zkXKlui6CRUFbJkjA0o04t6Q=\/0x0:650x714\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/U\/v\/AwyNmMSRir2FmnK885Zw\/comparativo-serra-capivara.jpg\" alt=\"Parque Nacional da Serra da Capivara - visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Nacional da Serra da Capivara &#8211; visita\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piau\u00ed, abriga os mais antigos vest\u00edgios da ocupa\u00e7\u00e3o humana no Brasil, incluindo pinturas rupestres com mais de 25 mil anos de idade. Seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico \u00e9 tombado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco). Apesar dessa credencial de peso, o parque chegou a fechar as portas por falta de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>O auge da crise aconteceu em agosto de 2016, quando as verbas foram insuficientes para o pagamento de funcion\u00e1rios essenciais para o funcionamento da unidade. Hoje com as contas mais equilibradas, o parque j\u00e1 correu risco de enfrentar vandalismo e ver seu patrim\u00f4nio degradado por falta de verbas para manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do fechamento, em 2016, ordenado pela administradora e arque\u00f3loga Ni\u00e8de Guidon, o ent\u00e3o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, autorizou um repasse emergencial de R$ 1 milh\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o do parque, o que possibilitou a reabertura ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura de fiscaliza\u00e7\u00e3o, no entanto, est\u00e1 menor atualmente por conta das limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias. A equipe, que j\u00e1 contabilizou cerca de 250 funcion\u00e1rios, teve seu quadro enxugado. Em 2018, demiss\u00f5es sistem\u00e1ticas reduziram para apenas 20 o n\u00famero de funcion\u00e1rios respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o dos quase 130 mil hectares de \u00e1rea protegida.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, Elisabeth Medeiros, servidora da Funda\u00e7\u00e3o Museu do Homem Americano (Fundham), que administra o parque, acredita que o vandalismo ainda n\u00e3o amea\u00e7a o patrim\u00f4nio local. &#8220;A entrada no parque \u00e9 feita obrigatoriamente com o acompanhamento de condutor, justamente para assegurar a integridade do patrim\u00f4nio tanto cultural quanto ambiental&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida evita que as cavernas sejam danificadas, mas tamb\u00e9m limita o potencial tur\u00edstico do parque, j\u00e1 que os visitantes precisam ser acompanhados em todas as visitas e, quando n\u00e3o h\u00e1 funcion\u00e1rios dispon\u00edveis, as visitas n\u00e3o podem ser realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter recebido em 2018 um p\u00fablico 25% maior que o do ano anterior, o Parque Nacional da Serra da Capivara ainda \u00e9 considerado pouco visitado. &#8220;Estamos preparados para receber um n\u00famero muito maior de turistas por ano&#8221;, conta Elisabeth Medeiros. &#8220;Mas, para isso, \u00e9 necess\u00e1ria a melhoria dos acessos e a operacionaliza\u00e7\u00e3o do aeroporto que j\u00e1 est\u00e1 pronto, mas precisa funcionar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados mostram que houve aumento do turismo e a verba n\u00e3o cresceu no mesmo ritmo. 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