{"id":35351,"date":"2021-11-08T13:56:04","date_gmt":"2021-11-08T16:56:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=35351"},"modified":"2021-11-08T13:56:06","modified_gmt":"2021-11-08T16:56:06","slug":"os-esforcos-da-conservacao-dos-cavalos-marinhos-para-a-fauna-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/11\/08\/os-esforcos-da-conservacao-dos-cavalos-marinhos-para-a-fauna-brasileira\/","title":{"rendered":"Os esfor\u00e7os da conserva\u00e7\u00e3o dos cavalos marinhos para a fauna brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p>Os cavalos-marinhos s\u00e3o peixes \u00f3sseos que pertencem \u00e0 fam\u00edlia Syngnathidae (nome grego devido ao focinho em forma de tubo), que tamb\u00e9m inclui peixes-cachimbo, cavalos-cachimbo e drag\u00f5es-do-mar. Hoje, no mundo, s\u00e3o conhecidas 51 esp\u00e9cies de cavalos-marinhos, todas do g\u00eanero Hippocampus.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, h\u00e1 registros da ocorr\u00eancia das seguintes esp\u00e9cies: Hippocampus reidi, H. erectus e H. patagonicus, estando as tr\u00eas na Lista Vermelha da IUCN (Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza), como \u201cem decl\u00ednio populacional\u201d. Embora o H. reidi \u2013 cavalo-marinho de focinho longo \u2013 seja mais avistado em nossa costa, est\u00e1 classificado como \u201cquase amea\u00e7ado\u201d, enquanto as duas outras esp\u00e9cies est\u00e3o \u201cvulner\u00e1veis\u201d \u00e0 extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para preservar, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer as esp\u00e9cies, sua ecologia e seus comportamentos, bem como as principais \u00e1reas de ocorr\u00eancia. Diversas iniciativas, em v\u00e1rias \u00e1reas do saber, t\u00eam sido desenvolvidas, tais como: din\u00e2mica populacional; reprodu\u00e7\u00e3o e cultivo, com fechamento do ciclo de vida em cativeiro; pesquisas sobre doen\u00e7as e parasitas; estudos gen\u00e9ticos; estat\u00edsticas pesqueiras tendo cavalos-marinhos como fauna acompanhante, entre outros. Contudo, ainda h\u00e1 grandes lacunas no conhecimento desses animais. A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e a taxonomia das popula\u00e7\u00f5es de cavalos-marinhos, bem como o morfotipo brasileiro do Hippocampus erectus &#8211; que apresenta diferen\u00e7as n\u00edtidas em rela\u00e7\u00e3o ao do Atl\u00e2ntico Norte \u2013 s\u00e3o exemplos disso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"784\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-784x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35353\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-784x1024.jpeg 784w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-230x300.jpeg 230w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-768x1003.jpeg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-696x909.jpeg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1-322x420.jpeg 322w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/cavalo-1.jpeg 846w\" sizes=\"(max-width: 784px) 100vw, 784px\" \/><figcaption>Indiv\u00edduo da esp\u00e9cie Hippocampus reidi, registrado em Angra dos Reis-RJ pela fot\u00f3grafa subaqu\u00e1tica profissional, Noeli Ribeiro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora sejam mestres do disfarce, camuflando-se muito bem, cavalos-marinhos costumam habitar locais de f\u00e1cil acesso aos humanos (sejam moradores ou turistas), tais como ambientes estuarinos, recifes, ba\u00edas, cost\u00f5es rochosos e manguezais, o que os torna suscet\u00edveis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o ilegal e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o com\u00e9rcio desses peixes \u2013 vivos, como organismos ornamentais, e secos, como base para medicinas tradicionais, principalmente asi\u00e1ticas (sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica) \u2013 os colocou em situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade e perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a Gr\u00e9cia Antiga, os cavalos-marinhos est\u00e3o presentes no imagin\u00e1rio popular, sendo representados em pinturas, poemas, lendas, esculturas etc. Com tanto carisma, s\u00e3o considerados excelentes esp\u00e9cies-bandeira, embaixadores para a conserva\u00e7\u00e3o dos oceanos. Mas a import\u00e2ncia desses peixes fant\u00e1sticos n\u00e3o para por a\u00ed. Do ponto de vista ecol\u00f3gico, eles t\u00eam uma significativa fun\u00e7\u00e3o como&#8230; predadores! Sim, apesar de sua apar\u00eancia fr\u00e1gil, esses animais s\u00e3o carn\u00edvoros, podendo comer de 50 a 300 pequenos crust\u00e1ceos por hora, ajudando a controlar as popula\u00e7\u00f5es de diversos invertebrados marinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda mais curioso \u00e9 o fato de que s\u00e3o os cavalos-marinhos machos que engravidam! A partir de uma dan\u00e7a do acasalamento, que pode durar horas, as f\u00eameas colocam seus ov\u00f3citos (c\u00e9lulas reprodutivas) dentro da bolsa incubadora dos machos. No interior desse \u00f3rg\u00e3o, ocorre a fertiliza\u00e7\u00e3o, e o pai fica \u201cgr\u00e1vido\u201d, guardando os futuros beb\u00eas at\u00e9 a hora do parto, que acontece com fortes contra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou o que pode fazer pelos cavalos-marinhos e seus ambientes? H\u00e1 v\u00e1rias maneiras de colaborar; algumas muito simples, como reduzir a gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos e ser um turista consciente. Outras s\u00e3o mais espec\u00edficas, como n\u00e3o tocar nos cavalos-marinhos (nem em outros animais) durante o mergulho, porque isso os estressa e tira a prote\u00e7\u00e3o natural que t\u00eam na pele. N\u00e3o comprar esses seres (nem vivos e nem mortos), divulgar essas informa\u00e7\u00f5es e apoiar a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o dos oceanos tamb\u00e9m s\u00e3o \u00f3timas formas. H\u00e1 mais de sete anos, o Projeto Cavalos do Mar (Instagram: @cavalos_do_mar) destaca-se pelas iniciativas de prote\u00e7\u00e3o aos cavalos-marinhos no Brasil. Dentre seus grandes esfor\u00e7os, est\u00e1 a campanha 20 Raz\u00f5es para Acreditar, um alerta para mostrar que, embora os cavalos-marinhos existam no planeta h\u00e1 mais de 20 milh\u00f5es de anos, podem desaparecer em menos de 20, se os humanos n\u00e3o mudarem as atitudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza. Vamos ajudar?<\/p>\n\n\n\n<p>Por <strong>Robin Hilbert Loose<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cavalos-marinhos s\u00e3o peixes \u00f3sseos que pertencem \u00e0 fam\u00edlia Syngnathidae (nome grego devido ao focinho em forma de tubo), que tamb\u00e9m inclui peixes-cachimbo, cavalos-cachimbo e drag\u00f5es-do-mar. Hoje, no mundo, s\u00e3o conhecidas 51 esp\u00e9cies de cavalos-marinhos, todas do g\u00eanero Hippocampus. 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