{"id":33163,"date":"2021-07-27T08:49:22","date_gmt":"2021-07-27T11:49:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=33163"},"modified":"2021-07-27T08:49:23","modified_gmt":"2021-07-27T11:49:23","slug":"frio-como-a-ciencia-explica-temperaturas-extremamente-baixas-que-devem-chegar-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/07\/27\/frio-como-a-ciencia-explica-temperaturas-extremamente-baixas-que-devem-chegar-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Frio: Como a Ci\u00eancia explica temperaturas extremamente baixas que devem chegar ao Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Meteorologistas de diversos \u00f3rg\u00e3os anunciam a chegada, nos pr\u00f3ximos dias, de uma forte massa de ar polar, que deve causar uma queda hist\u00f3rica nas temperaturas de todo o Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que o frio intenso comece na ter\u00e7a-feira (27\/7) e se estenda at\u00e9 domingo (1\/8).<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o Sul, os term\u00f4metros podem registrar temperaturas negativas durante mais de uma semana. Nas serras catarinense e ga\u00facha, a previs\u00e3o do Climatempo \u00e9 de m\u00ednimas entre -8\u00baC e -10\u00baC. Mas fortes ventos podem causar uma sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de at\u00e9 -25\u00baC.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio de Janeiro, h\u00e1 a possibilidade de nevar no Pico do Itatiaia, localizado a 2.450 metros de altitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a previs\u00e3o do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) \u00e9 de que a m\u00ednima prevista para a madrugada de sexta-feira (30\/7) seja de 3\u00baC, com m\u00e1xima de 13\u00baC.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima vez que a cidade registrou uma temperatura t\u00e3o baixa em 13 de junho de 2016 (3,5\u00baC). H\u00e1 tamb\u00e9m previs\u00e3o de geada para toda a regi\u00e3o da Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Climatempo, diversas capitais devem registrar as menores temperaturas do ano, como Curitiba, Florian\u00f3polis, Porto Alegre, Campo Grande, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A menor temperatura j\u00e1 registrada na capital paulista, desde 1943, foi de -2,1\u00baC no dia 2 de agosto de 1955, na esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica do Inmet no Mirante de Santana, que \u00e9 a esta\u00e7\u00e3o oficial para registro de recordes.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a previs\u00e3o desta semana se concretize, ser\u00e1 o dia mais frio dos \u00faltimos 27 anos na capital paulista. No dia 9 de julho de 1994, o Inmet registrou 2\u00baC e, no dia 10 de julho de 1994, 0,8\u00baC. Na \u00e9poca, as baixas temperaturas devastaram cafezais em cidades no interior paulista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Por-que-faz-tanto-frio\">Por que faz tanto frio?<\/h2>\n\n\n\n<p>Meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que a passagem de massas de ar frio \u00e9 comum nesta \u00e9poca do ano. No entanto, a magnitude e frequ\u00eancia desses fen\u00f4menos podem ter sido alterados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio desta semana ser\u00e1 a terceira de grande porte registrada em 2021. O mais comum, diz ele, \u00e9 apenas uma ou duas massas de ar polar significativas por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso est\u00e1 associado \u00e0 alta variabilidade clim\u00e1tica e aquecimento global, que causam esses extremos. Da mesma forma que o frio extremo aqui, vemos o forte calor no Hemisf\u00e9rio Norte&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/A63F\/production\/_119595524_gettyimages-153811338.jpg\" alt=\"Pessoa corre em gramado, com vapor d'\u00e1gua em cima de lagoa em cen\u00e1rio de frio\"\/><figcaption>Legenda da foto,Pessoa corre em parte de Curitiba; capital paranaense esta entre cidades que devem registrar menor temperatura do ano<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Questionado, por\u00e9m, Assis diz que essa deve ser a \u00faltima grande onda de frio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Normalmente, as temperaturas mais baixas s\u00e3o registradas entre a segunda quinzena de junho e durante o m\u00eas de julho. \u00c9 muito improv\u00e1vel que uma nova onda como essa aconte\u00e7a de novo porque, a partir de agosto, come\u00e7a a esquentar&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco de Assis explica que as massas de ar que atingiram o Brasil neste ano causaram mais frio porque foram mais consistentes, extensas e conseguiram subir com intensidade at\u00e9 o Sudeste do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As massas de ar polar do ano passado n\u00e3o atingiram a regi\u00e3o do caf\u00e9 em Minas, no sudeste do Estado. J\u00e1 as deste ano, inclusive a desta semana, t\u00eam mais for\u00e7a para atingir a regi\u00e3o Sudeste&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que essas massas nascem na Ant\u00e1rtida e sobem. Elas passam pela Argentina, Uruguai e perdem for\u00e7a ao chegar no Sudeste, onde correntes na alta atmosfera as arrastam de oeste para leste. Desta maneira, elas s\u00e3o levadas para o oceano e chegam ao sul da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco de Assis, no Inmet, afirma que uma das regi\u00f5es que sentir\u00e1 uma das maiores varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do pa\u00eds \u00e9 Cuiab\u00e1, no Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso porque a Baixada Cuiabana registrou 37\u00baC no fim de semana e m\u00ednima de 21\u00baC. A m\u00e1xima vai cair para 20\u00baC na quinta (29\/7) e a m\u00ednima vai a 7\u00baC&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz que esse contraste ocorre porque na regi\u00e3o h\u00e1 o predom\u00ednio de uma forte massa de ar quente e seca. A chegada de um sistema de ar frio causa esse contraste.<\/p>\n\n\n\n<p>A massa de ar frio ainda pode derrubar as temperaturas no sul do Amazonas, do Acre e Rond\u00f4nia \u2014 fen\u00f4meno conhecido como friagem. Ela tamb\u00e9m deve causar chuvas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e parte do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 previs\u00e3o de ressaca e mar agitado desde o extremo sul do litoral do Rio Grande do Sul at\u00e9 as praias de Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Muita-geada-mas-pouca-neve\">Muita geada, mas pouca neve<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/F45F\/production\/_119595526_gettyimages-1161260208-1.jpg\" alt=\"Gelo em cima de plantas\"\/><figcaption>Legenda da foto,Gelo em plantas de Campo Alegre, Santa Catarina<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A meteorologista do Climatempo Jos\u00e9lia Pegorim disse \u00e0 BBC News Brasil que, apesar de registrar temperaturas negativas, as tr\u00eas capitais do Sul n\u00e3o devem ter neve.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o basta o frio intenso para nevar. A neve \u00e9 uma precipita\u00e7\u00e3o e precisa cair de uma nuvem. As condi\u00e7\u00f5es para neve ser\u00e3o restritas aos dias 28 e 29 de julho, mas n\u00e3o h\u00e1 chance de ocorrer em Curitiba, por exemplo. Apenas no planalto e serra do Rio Grande do Sul e Santa Catarina&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirmou que a massa de ar desta semana ser\u00e1 t\u00e3o significativa que at\u00e9 mesmo algumas \u00e1reas no sul do Tocantins, da Bahia e do Par\u00e1 sentir\u00e3o uma queda na temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas nessas regi\u00f5es (essa massa) vai apenas aliviar o calor porque est\u00e1 muito quente. Teremos uma atua\u00e7\u00e3o bastante forte mesmo no continente, nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meteorologistas de diversos \u00f3rg\u00e3os anunciam a chegada, nos pr\u00f3ximos dias, de uma forte massa de ar polar, que deve causar uma queda hist\u00f3rica nas temperaturas de todo o Brasil. A previs\u00e3o \u00e9 que o frio intenso comece na ter\u00e7a-feira (27\/7) e se estenda at\u00e9 domingo (1\/8). 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