{"id":33022,"date":"2021-07-16T15:25:26","date_gmt":"2021-07-16T18:25:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=33022"},"modified":"2021-07-16T15:25:27","modified_gmt":"2021-07-16T18:25:27","slug":"vacina-contra-a-covid-19-protege-afirma-a-parnanguara-lucimar-primeira-paranaense-imunizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/07\/16\/vacina-contra-a-covid-19-protege-afirma-a-parnanguara-lucimar-primeira-paranaense-imunizada\/","title":{"rendered":"&#8220;Vacina contra a Covid-19 protege\u201d, afirma a parnanguara Lucimar, primeira paranaense imunizada"},"content":{"rendered":"\n<p>A parnanguara Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, recebeu a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/modules\/noticias\/article.php?storyid=110543\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">primeira dose<\/a>&nbsp;da vacina contra a Covid-19&nbsp;exatamente \u00e0s 21h48 do dia 18 de janeiro de 2021. A enfermeira, que atua no Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), foi a primeira paranaense a ser vacinada contra o novo coronav\u00edrus. Nesta sexta-feira (16), quase seis meses depois,&nbsp;s\u00e3o 5.364.524vacinados com a primeira dose ou com a dose \u00fanica da vacina e quase 7 milh\u00f5es de um&nbsp;mesmo gesto: vacina no bra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim que eu fui informada de que tinha sido escolhida como a primeira mulher, negra e&nbsp;enfermeira, a ser vacinada,&nbsp;me senti honrada. Fiquei muito feliz, muito grata e um pouco ansiosa, principalmente por estar na linha de frente. Naquele momento a gente ainda aprendia a lidar com&nbsp;doen\u00e7a, o que era correto ou n\u00e3o, o que era preciso ser feito, era um momento muito triste\u201d, conta a enfermeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A vacina de Lucimar e de colegas da \u00e1rea da sa\u00fade&nbsp;marcou o in\u00edcio da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o do Governo do Estado. Neste dia, pousou em solo paranaense, pela primeira vez, um avi\u00e3o carregado com 265.600 doses do imunizante CoronaVac, produzido pelo laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Seis meses depois algumas dezenas de avi\u00f5es pousaram em solo paranaense trazendocerca de 8 milh\u00f5es de&nbsp;imunizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do in\u00edcio da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o, naquele momento a data marcou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/modules\/noticias\/article.php?storyid=110544&amp;tit=Hospital-do-Trabalhador-comemora-74-anos-com-a-primeira-vacinacao-contra-a-Covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">74\u00ba anivers\u00e1rio do Complexo Hospitalar do Trabalhador<\/a>. A noite de 18 de janeiro foi realmente especial para os profissionais de sa\u00fade do complexo, que se tornou refer\u00eancia no atendimento de pacientes de Covid-19&nbsp;na Capital e no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente o Complexo M\u00e9dico do Trabalhador conta com 91 leitos exclusivos para Covid-19 e 94 leitos de isolamento&nbsp;tamb\u00e9m separados para pacientes infectados com o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DESAFIO&nbsp;<\/strong>\u2013Lucimar se formou em enfermagem em 2020 e nem desconfiava do desafio que enfrentaria naquele mesmo ano, em meio \u00e0 maior crise sanit\u00e1ria do planeta. Contratada como bolsista em meados de mar\u00e7o do ano passado, durante os refor\u00e7os preparados pelo Governo do Estado na luta contra a pandemia, em alguns meses foi efetivada como enfermeira. Era preciso aumentar o quadro de profissionais da sa\u00fade que atuariam na linha de frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis meses depois de imunizada e um ano e meio do in\u00edcio do combate \u00e0 doen\u00e7a, Lucimar refor\u00e7a um alerta para que a popula\u00e7\u00e3o continue a manter os cuidados e lembra que a luta contra a doen\u00e7a que ainda n\u00e3o acabou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstando na linha de frente, eu tenho que ter a consci\u00eancia de que eu estou imunizada, mas os pacientes n\u00e3o, na maioria dos casos. Sempre oriento que mantenham o uso das m\u00e1scaras, uso da lavagem das m\u00e3os e o uso do \u00e1lcool gel. A vacina protege, mas a gente tem que ter o h\u00e1bito de se proteger por conta pr\u00f3pria. Ainda n\u00e3o&nbsp;podemos baixar a guarda. Ainda estamos numa guerra, n\u00e9? Mas vamos chegar l\u00e1\u201d, afirma a enfermeira.<\/p>\n\n\n\n<p>No pronto-socorro de Covid-19 desde o in\u00edcio da pandemia, Lucimar conta que, apesar da vacina, a rotina no trabalho continua intensa. A enfermeira avalia que sem a prote\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o estaria muito pior e lamenta que a divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina tenha afastado muitas pessoas da fila imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos evitar as fake news, h\u00e1 muitas pessoas dizendo por a\u00ed que a vacina mata. N\u00e3o, a vacina n\u00e3o mata, ela te protege. E n\u00e3o \u00e9 porque eu fui imunizada que eu posso n\u00e3o adquirir a Covid-19, mas ter sido vacinada n\u00e3o deixa o v\u00edrus t\u00e3o agressivo&nbsp;como ele pode ser em quem ainda n\u00e3o se vacinou\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a escolha das vacinas, outra novidade ruim da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o e que estava completamente fora da imagina\u00e7\u00e3o coletiva nacional naquele 18 de janeiro, a enfermeira&nbsp;diz que os profissionais de sa\u00fade do setor p\u00fablico e privado est\u00e3o orientando diariamente sobre a import\u00e2ncia da imuniza\u00e7\u00e3o com a vacina que estiver \u00e0&nbsp;disposi\u00e7\u00e3o nos pontos de atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe fato as pessoas abrem m\u00e3o de tomar a vacina que est\u00e1 dispon\u00edvel, esperando a vacina escolhida, como se isso fosse poss\u00edvel. A gente vem orientando muito que n\u00e3o \u00e9 hora de escolher a vacina, a gente tem que ser imunizado\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTRAT\u00c9GIA&nbsp;<\/strong>\u2013Para o diretor-geral do Hospital do Trabalhador, Geci Labres de Souza, a estrat\u00e9gia de vacina\u00e7\u00e3o do grupo de sa\u00fade foi fundamental para a seguran\u00e7a no combate da doen\u00e7a. Seis meses depois dos primeiros vacinados, todos os trabalhadores do complexo est\u00e3o completamente&nbsp;imunizados e o grupo n\u00e3o perdeu nenhum colaborador desde o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante destacar que durante todo o ano passado&nbsp;fomos um centro de refer\u00eancia de atendimento \u00e0 Covid-19 na forma grave e ainda n\u00e3o havia vacina. Ent\u00e3o vivemos o momento do medo das pessoas em levar a doen\u00e7a para casa, contaminar os familiares, alguns n\u00e3o queriam nem atender essa patologia\u201d, recorda Geci.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO complexo foi escolhido para a estreia da vacina\u00e7\u00e3o como reconhecimento a essa coragem e a essa disposi\u00e7\u00e3o de atender as doen\u00e7as infecciosas, algo que se espraia at\u00e9 os dias de hoje\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor explica, ainda, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o, que naquele momento foram vacinados os profissionais das UTIs, depois do pronto-socorro Covid-19, e em seguida os demais. A decis\u00e3o trouxe seguran\u00e7a para todo o grupo, o que&nbsp;refletiu tamb\u00e9m na garantia de atendimento aos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso trouxe seguran\u00e7a e reconhecimento \u00e0 import\u00e2ncia desses profissionais. Al\u00e9m do risco de ter uma evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel, poder\u00edamos perder&nbsp;esse profissional para atender os leitos diariamente. Portanto, a estrat\u00e9gia de vacinar os profissionais de sa\u00fade, em especial os hospitais de refer\u00eancia para Covid-19, foi muito acertada e ficamos felizes porque recebemos no ano passado os primeiros pacientes&nbsp;do Estado do Paran\u00e1\u201d, afirma o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSalvamos muitas pessoas&nbsp;com os nossos leitos estando abertos o todo tempo. Alguns hospitais tiveram quase metade dos seus funcion\u00e1rios contaminados no ano passado. N\u00f3s tivemos um n\u00famero muito pequeno de contaminados e gra\u00e7as a Deus n\u00e3o perdemos nenhum funcion\u00e1rio durante toda pandemia por \u00f3bito em contamina\u00e7\u00e3o nesse hospital\u201d, comemora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/modules\/galeria\/uploads\/67619\/Geci_Labres_de_Souza_004.JPG\" alt=\"\"\/><figcaption>&nbsp;Geci Labres de Souza,&nbsp;diretor-geral do Hospital do Trabalhador. Foto: Gilson Abreu\/AEN<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MARCO&nbsp;<\/strong>\u2013A vacina\u00e7\u00e3o foi um marco no combate da doen\u00e7a. Por\u00e9m, ainda \u00e9 cedo para que a popula\u00e7\u00e3o relaxe na rotina de cuidados. Os casos est\u00e3o diminuindo ap\u00f3s a vacina, mas ainda n\u00e3o se trata de uma redu\u00e7\u00e3o definitiva, segundo a Secretaria de Estado da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe perguntam se est\u00e1 diminuindo e eu digo:&nbsp;est\u00e1 reduzindo sim o n\u00famero de consultas em Unidades de Pronto Atendimento e o&nbsp;n\u00famero de novos contaminados diariamente. Mas ainda estamos longe do ideal. Os leitos dos hospitais mais complexos est\u00e3o ocupados e \u00e9 preciso ter cuidado\u201d, explica Geci.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 indispens\u00e1vel entender que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para um problema t\u00e3o grave \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o, que \u00e9 coletiva. Todas as vacinas s\u00e3o eficientes e, portanto, todas s\u00e3o ben\u00e9ficas para a sociedade\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VACINA\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong>\u2013 Quase seis meses ap\u00f3s o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o, o Paran\u00e1 \u00e9 o sexto em n\u00fameros absolutos que mais aplicou doses e o terceiro na contagem da popula\u00e7\u00e3o em geral (18 a 59 anos). Mais de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/modules\/noticias\/article.php?storyid=113846&amp;tit=Parana-imunizou-mais-de-60-da-populacao-adulta-contra-Covid-19-com-ao-menos-uma-dose\" target=\"_blank\">60% da popula\u00e7\u00e3o vacin\u00e1vel<\/a>\u00a0est\u00e1 imunizada com ao menos uma dose e\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/modules\/noticias\/article.php?storyid=113866&amp;tit=Um-em-cada-cinco-paranaenses-com-idade-superior-a-18-anos-esta-imunizado-contra-a-Covid-19\" target=\"_blank\">20% com a dose \u00fanica ou segunda dose<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A parnanguara Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, recebeu a&nbsp;primeira dose&nbsp;da vacina contra a Covid-19&nbsp;exatamente \u00e0s 21h48 do dia 18 de janeiro de 2021. 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