{"id":32783,"date":"2021-06-30T16:26:57","date_gmt":"2021-06-30T19:26:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32783"},"modified":"2021-06-30T16:26:59","modified_gmt":"2021-06-30T19:26:59","slug":"assexualidade-como-orientacao-sexual-invisivel-saiu-do-armario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/06\/30\/assexualidade-como-orientacao-sexual-invisivel-saiu-do-armario\/","title":{"rendered":"Assexualidade: como orienta\u00e7\u00e3o sexual &#8216;invis\u00edvel&#8217; saiu do arm\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Em uma transmiss\u00e3o ao vivo de v\u00eddeo em 6 de abril, a modelo brit\u00e2nica e ativista assexual Yasmin Benoit moderou um painel com participantes da B\u00e9lgica, Brasil, Vietn\u00e3, Paquist\u00e3o, Nepal e Nig\u00e9ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todos eles se identificavam dentro do espectro assexual (&#8220;ace&#8221;) e\/ou arrom\u00e2ntico (&#8220;aro&#8221;). E debateram sobre o engajamento da comunidade assexual em seus respectivos pa\u00edses, como parte de um evento em homenagem ao primeiro Dia Internacional da Assexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As experi\u00eancias deles variavam. Na B\u00e9lgica, Martine contou que encontrou demonstra\u00e7\u00f5es de apoio e inclus\u00e3o por parte do governo e da organiza\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ mais ampla; por outro lado, Jan, na Nig\u00e9ria, observou que as leis &#8220;criminalizam os encontros queer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, independentemente da localiza\u00e7\u00e3o global, a quest\u00e3o da visibilidade estava no centro de quase todas as respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a assexualidade \u2014 n\u00e3o sentir atra\u00e7\u00e3o sexual por outras pessoas, como costuma ser definida \u2014 tem sido chamada de &#8220;orienta\u00e7\u00e3o invis\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tende a ser mal interpretada e pouco discutida; muitos costumam n\u00e3o acreditar que algu\u00e9m possa realmente ser assexual ou ignoram totalmente a assexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Equ\u00edvocos comuns sobre a assexualidade incluem que essa orienta\u00e7\u00e3o sexual equivale ao celibato (n\u00e3o \u00e9 verdade), ou que \u00e9 uma escolha (\u00e9 uma orienta\u00e7\u00e3o), explica Michael Dor\u00e9, membro da equipe do projeto global Asexual Visibility and Education Network (AVEN).<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns tamb\u00e9m acreditam erroneamente que algu\u00e9m s\u00f3 \u00e9 assexual se nunca sentiu atra\u00e7\u00e3o sexual ou praticou sexo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a assexualidade \u00e9 um espectro, em que alguns podem se identificar como demissexual, por exemplo, o que significa que n\u00e3o sentem atra\u00e7\u00e3o sexual at\u00e9 formar um v\u00ednculo emocional com algu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de arromantismo, o que se aplica a quem n\u00e3o sente atra\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da confus\u00e3o e &#8216;invisibilidade&#8217;, as vozes assexuadas t\u00eam se tornado mais altas e exigido reconhecimento na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Indiv\u00edduos, ativistas e grupos come\u00e7aram a contar suas hist\u00f3rias para um p\u00fablico mais amplo e a desfilar em paradas do Orgulho LGBTQIA+ ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, os esfor\u00e7os dos ativistas assexuais est\u00e3o em manter esse trabalho e amplificar as vozes assexuais fora dos pa\u00edses ocidentais de l\u00edngua inglesa, de onde vem a maior parte das hist\u00f3rias e do ativismo assexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado, junto ao novo dia internacional, est\u00e3o surgindo iniciativas para tirar a assexualidade das sombras \u2014 tornando mais f\u00e1cil para as pessoas se declararem assexuais em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"N\u00e3o-\u00e9-nada-demais-como-era-antes\">&#8216;N\u00e3o \u00e9 nada demais como era antes&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma consci\u00eancia limitada da assexualidade tornou mais dif\u00edcil para as gera\u00e7\u00f5es passadas de jovens perceberem suas identidades \u2014 at\u00e9 mesmo os millennials.<\/p>\n\n\n\n<p>Anah\u00ed Charles, de 34 anos, que mora no M\u00e9xico, come\u00e7ou a ver que era diferente de suas colegas no ensino m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto todas babavam pelos integrantes da banda americana Backstreet Boys, Charles n\u00e3o conseguia entender aquele fasc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles pareciam &#8220;esteticamente bonitos&#8221;, diz ela, o que n\u00e3o era suficiente para compreender o que fazia suas amigas serem t\u00e3o loucas por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Charles levou v\u00e1rios anos \u2014 bem depois desse epis\u00f3dio na juventude \u2014 para aprender sobre sua orienta\u00e7\u00e3o e encontrar seu lugar no espectro ace\/aro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem acesso a fontes sobre a assexualidade, Charles diz que estava &#8220;em nega\u00e7\u00e3o&#8221; por n\u00e3o sentir atra\u00e7\u00e3o sexual por ningu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo depois de ficar sabendo sobre a assexualidade por meio de um post na p\u00e1gina Have a Gay Day no Facebook, em 2013, ela ainda questionava se havia algo &#8220;errado&#8221; com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Charles fez exames m\u00e9dicos e testes hormonais para tentar descobrir o que estava acontecendo. E estava completamente saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O atestado de boa sa\u00fade serviu de catalisador para a autoaceita\u00e7\u00e3o. Ela encontrou mais informa\u00e7\u00f5es sobre assexualidade no Facebook e percebeu o quanto ela se relacionava com aquilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois, virou administradora de um grupo assexual do Facebook no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, nos Estados Unidos, Marisa Manuel, de 28 anos, lutou para denominar sua orienta\u00e7\u00e3o. Ela ouviu o termo &#8220;assexual&#8221; pela primeira vez quando estava no col\u00e9gio, mas diz que estava &#8220;mal informada&#8221; sobre seu significado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Algu\u00e9m me disse que eram pessoas que queriam ficar sozinhas&#8221;, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gosto de estar perto das pessoas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Na faculdade, ela conheceu algu\u00e9m que se identificava como ace, o que a levou a aprender mais sobre o que isso realmente significava.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/B35F\/production\/_118691954_foto_02.jpg\" alt=\"Anah\u00ed Charles\"\/><figcaption>Legenda da foto,Anah\u00ed Charles, de 34 anos, \u00e9 administradora de um grupo assexual do Facebook no M\u00e9xico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ela percebeu o quanto se identificava com o que descobriu e, desde ent\u00e3o, abra\u00e7ou totalmente sua identidade \u2014 passou a escrever artigos sobre sua identifica\u00e7\u00e3o como ace, assim como resenhas de livros de autores ace.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, as gera\u00e7\u00f5es mais jovens podem ter acesso agora a mais informa\u00e7\u00f5es sobre a assexualidade \u2014 e tamb\u00e9m ser mais empoderadas a expressar suas identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A representatividade e os recursos aumentaram significativamente desde que Charles e Manuel estavam na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente ao aumento das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em larga escala, as pessoas tamb\u00e9m se identificam prontamente como ace nas plataformas de rede social e fazem quest\u00e3o de compartilhar detalhes sobre suas experi\u00eancias com outros usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Representatividade-\u00e9-um-recurso\">&#8216;Representatividade \u00e9 um recurso&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma representatividade maior \u00e9 fundamental para permitir que as pessoas reconhe\u00e7am e entendam a assexualidade, assim como normalizem essa orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A representatividade \u00e9 um recurso&#8221;, diz Manuel.<\/p>\n\n\n\n<p>E embora alguns recursos tenham aumentado, a representatividade \u2014 sobretudo na m\u00eddia convencional \u2014 ainda n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3ria, ela acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 outros meios em que a visibilidade est\u00e1 aumentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas com plataformas maiores, como a modelo brit\u00e2nica Benoit e a drag queen Venus Envy, falam abertamente sobre sua identifica\u00e7\u00e3o como aces para grandes bases de f\u00e3s em v\u00e1rios canais de rede social.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma representatividade cada vez maior na literatura; autores no espectro ace, incluem Darcie Little Badger, Akemi Dawn Bowman e Maia Kobabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Personagens de fic\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajudam, como Todd Chavez do livro&nbsp;<em>Bojack Horseman<\/em>, de quem Manuel tem uma estatueta de pl\u00e1stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela est\u00e1 tentando aumentar esta lista cada vez maior de representatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do Dia Internacional da Assexualidade, Manuel criou o AceChat, uma conta no Instagram em que compartilha regularmente hist\u00f3rias de diferentes pessoas que se identificam como ace.<\/p>\n\n\n\n<p>A recep\u00e7\u00e3o foi positiva, e ela continua ouvindo indiv\u00edduos que querem contar suas hist\u00f3rias. H\u00e1 agora cerca de 100 pessoas envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuel diz que o pr\u00f3ximo passo \u00e9 expandir o alcance do AceChat. Pessoas da Fran\u00e7a, R\u00fassia, Vietn\u00e3, Reino Unido e Canad\u00e1 j\u00e1 come\u00e7aram a entrar em contato, e tradutores tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 causa.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o pode ser fundamental, j\u00e1 que alguns lugares t\u00eam comunidades ace menores do que outros, o que significa que geralmente t\u00eam menos recursos e menos informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para pessoas que buscam aprender sobre a assexualidade em seu idioma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Moscou, Daniel, de 20 anos, que est\u00e1 omitindo seu sobrenome por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, conta que a comunidade ace\/aro da qual faz parte tem apenas cerca de 50 membros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Poucas pessoas conhecem termos como &#8216;assexual'&#8221;, diz ele, talvez em parte por causa da intoler\u00e2ncia \u00e0s comunidades LGBTQ+ no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como muitas hist\u00f3rias e materiais ace est\u00e3o em ingl\u00eas, Daniel tem se empenhado em traduzi-los para russo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele diz estar otimista que a assexualidade ter\u00e1 mais reconhecimento nos pr\u00f3ximos anos, mesmo em seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"N\u00e3o-desistimos\">&#8216;N\u00e3o desistimos&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Junto \u00e0s lutas hist\u00f3ricas das comunidades ace para ganhar mais visibilidade, elas tamb\u00e9m tiveram que trabalhar para serem vistas dentro dos grupos LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/DA6F\/production\/_118691955_foto_03.jpg\" alt=\"Manifesta\u00e7\u00e3o\"\/><figcaption>Legenda da foto,Embora as coisas estejam mudando, assexuais e arrom\u00e2nticos enfrentaram historicamente desafios em termos de reconhecimento e visibilidade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Isso pode causar surpresa, uma vez que a identidade assexual tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente inclu\u00edda quando nos referimos a comunidades queer (por exemplo, no acr\u00f4nimo de inclus\u00e3o &#8216;LGBTQIA&#8217;, em que &#8216;A&#8217; significa &#8216;assexual&#8217;.)<\/p>\n\n\n\n<p>Charles, que organizou encontros assexuais na Cidade do M\u00e9xico, sentiu isso na pele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz que seu grupo desfilou pela primeira vez como um coletivo na Parada do orgulho LGBTQIA+ em 2015, mas a grande comunidade LGBTQIA+ de l\u00e1 ainda n\u00e3o tinha aceitado as pessoas que se identificam como ace de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tinha at\u00e9 gente da comunidade LGBTQIA+ com pena de n\u00f3s, dizendo: &#8216;N\u00e3o queria estar no seu lugar'&#8221;, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas n\u00e3o desistimos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Grupos como o de Charles e suas iniciativas educacionais subsequentes realmente ajudaram a fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que quando voltou \u00e0 Parada do orgulho LGBTQIA+ com um grupo maior no ano seguinte, &#8220;fomos mais bem recebidos porque havia mais informa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o foi como, olha l\u00e1 aqueles esquisitos, est\u00e3o desfilando de novo&#8221;, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi mais como, olha os assexuais, est\u00e3o desfilando de novo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa luta pela aceita\u00e7\u00e3o, os grupos de assexuais t\u00eam crescido e prosperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grupos assexuais internacionais mais proeminentes \u00e9 o AVEN, fundado em 2001 pelo ativista assexual David Jay.<\/p>\n\n\n\n<p>Michael Dor\u00e9, que se juntou \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o em 2009 no Reino Unido, diz que a AVEN surgiu com dois objetivos principais: &#8220;construir uma comunidade e&#8230; legitimar a assexualidade como orienta\u00e7\u00e3o sexual&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu n\u00famero crescente de membros chega atualmente a 135.539, de acordo com Dor\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a oportunidade de educar e aumentar a visibilidade expandiu ainda mais. A AVEN, que recentemente completou 20 anos, aproveitou o aumento das comunica\u00e7\u00f5es virtuais durante a pandemia para fortalecer suas conex\u00f5es globais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses bate-papos virtuais internacionais acabaram estabelecendo um dia \u00fanico dedicado \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da assexualidade em todo o mundo: o Dia Internacional da Assexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sentimos que este dia era necess\u00e1rio&#8221;, diz Dor\u00e9, que deixa claro que a data n\u00e3o \u00e9 propriedade da AVEN ou de nenhuma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma coisa genuinamente internacional.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da data n\u00e3o s\u00f3 estabelece um dia anual de visibilidade, como tamb\u00e9m marca o surgimento de um intenso esfor\u00e7o internacional para reunir uma comunidade pouco reconhecida, ajudando indiv\u00edduos e grupos assexuais em pa\u00edses onde falta informa\u00e7\u00e3o e representatividade a obter acesso a esses recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, diz Dor\u00e9, h\u00e1 uma consci\u00eancia cada vez maior da assexualidade em pa\u00edses da \u00c1sia \u2014 sobretudo na \u00cdndia, ele observa, onde o grupo Indian Aces est\u00e1 prosperando no Facebook.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos grupos dedicados \u00e0 assexualidade tamb\u00e9m surgiram em toda a \u00c1frica nos \u00faltimos anos, acrescenta ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, embora haja bons sinais de avan\u00e7o, as pessoas continuam a interpretar mal a assexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuel conta que escreveu um artigo sobre relacionamento assexual para o site&nbsp;<em>Huffington Post<\/em>&nbsp;h\u00e1 dois anos, que teve boa acolhida.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, quando o artigo foi compartilhado de novo recentemente, &#8220;houve muito mais rea\u00e7\u00f5es negativas&#8221; na se\u00e7\u00e3o de coment\u00e1rios, diz ela<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas escreveram que ela estava confusa, insistindo que ela n\u00e3o estava \u00e0 procura de um namorado \u2014 mas, sim, de amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso me fez perceber que, por mais que a gente tenha avan\u00e7ado na quest\u00e3o da representatividade e visibilidade, ainda n\u00e3o chegamos l\u00e1&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma transmiss\u00e3o ao vivo de v\u00eddeo em 6 de abril, a modelo brit\u00e2nica e ativista assexual Yasmin Benoit moderou um painel com participantes da B\u00e9lgica, Brasil, Vietn\u00e3, Paquist\u00e3o, Nepal e Nig\u00e9ria. Todos eles se identificavam dentro do espectro assexual (&#8220;ace&#8221;) e\/ou arrom\u00e2ntico (&#8220;aro&#8221;). 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