{"id":32404,"date":"2021-05-27T14:37:51","date_gmt":"2021-05-27T17:37:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32404"},"modified":"2021-05-27T14:37:54","modified_gmt":"2021-05-27T17:37:54","slug":"e-o-maior-anuncio-para-o-agronegocio-paranaense-nos-ultimos-50-anos-afirma-governador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/05\/27\/e-o-maior-anuncio-para-o-agronegocio-paranaense-nos-ultimos-50-anos-afirma-governador\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 o maior an\u00fancio para o agroneg\u00f3cio paranaense nos \u00faltimos 50 anos\u201d, afirma governador"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cEsse \u00e9 o maior an\u00fancio para o agroneg\u00f3cio paranaense nos \u00faltimos 50 anos\u201d. Esse \u00e9 o sentimento do governador Carlos Massa Ratinho Junior ao comemorar o\u00a0novo status de \u00e1rea livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, concedido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade Animal (OIE) nesta quinta-feira (27). \u201c\u00c9 um dia que temos que celebrar, porque coloca o Paran\u00e1 em um grau alto de qualidade sanit\u00e1ria animal no mundo todo. A conquista abre um mercado importante n\u00e3o apenas para a carne bovina, mas tamb\u00e9m para outras prote\u00ednas e seus derivados, gerando uma cadeia de oportunidades de novos investimentos no Estado\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento foi comemorado pelo governador durante uma live promovida pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento na manh\u00e3 desta quinta para destacar a conquista, que\u00a0remonta mais de 50 anos de esfor\u00e7os. Junto do Paran\u00e1, tamb\u00e9m receberam o selo Rio Grande do Sul, Acre, Rond\u00f4nia e parte do Amazonas e do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos a alegria de ser o maior produtor de prote\u00edna animal do Brasil, representando 22% do total do Pa\u00eds; somos l\u00edderes no frango e no peixe, o segundo em su\u00ednos, um dos maiores na pecu\u00e1ria. O agroneg\u00f3cio \u00e9 o grande alicerce da economia do Paran\u00e1\u201d, enfatizou o governador. \u201cE agora estamos falando de bilh\u00f5es de d\u00f3lares que nossos produtores passam a ter a oportunidade de acessar. \u00c9 muito dinheiro envolvido que vai ajudar na gera\u00e7\u00e3o de empregos e na atra\u00e7\u00e3o de novos investimentos na agroind\u00fastria. \u00c9 um mercado fant\u00e1stico que vai fazer do Paran\u00e1 ainda mais protagonista na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, com alta qualidade e de forma sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, o Paran\u00e1 produziu mais de R$ 5,7 milh\u00f5es de toneladas de carne de porco, boi e frango \u2013 o que representa quase um quarto do que foi produzido no Pa\u00eds. No frango, o Estado lidera a produ\u00e7\u00e3o brasileira com 33% do total. No peixe, o percentual \u00e9 de 21,4%, tamb\u00e9m em primeiro lugar. A expectativa \u00e9 que, com o novo selo, os n\u00fameros se fortale\u00e7am nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MARCO&nbsp;<\/strong>\u2013A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do marco dos seis estados que receberam o reconhecimento da OIE. \u201cHoje celebramos uma importante conquista para a agropecu\u00e1ria brasileira. O Brasil possui, agora, 44 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado em \u00e1reas livres de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, o que corresponde a 20% do nosso rebanho bovino. No caso da suinocultura, \u00e9 quase 50% do rebanho brasileiro, e 58% dos frigor\u00edficos de abate su\u00edno com Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal est\u00e3o agora em regi\u00f5es com esse novo status sanit\u00e1rio. Ressalto o empenho dos pecuaristas brasileiros e de toda a cadeia produtiva em cumprir as normas sanit\u00e1rias\u201d, afirmou a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos Estados que obtiveram a certifica\u00e7\u00e3o nesta quinta-feira (27), soma-se Santa Catarina, que mant\u00e9m seu status desde 2007. A meta \u00e9 que todo o territ\u00f3rio brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o at\u00e9 2026. \u201cComemoramos hoje, mas seguimos trabalhando diariamente para o fortalecimento da defesa agropecu\u00e1ria nacional, mirando no objetivo de levar todo o Brasil para a condi\u00e7\u00e3o de livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o&#8221;, completou a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>No Estado, os esfor\u00e7os para erradicar a febre aftosa somam d\u00e9cadas de trabalho integrado entre diferentes atores, que v\u00e3o desde o pequeno produtor at\u00e9 o Governo do Estado. Para as entidades do setor produtivo paranaense, o motivo \u00e9 de celebra\u00e7\u00e3o pelos novos potenciais econ\u00f4micos, mas tamb\u00e9m de responsabilidade sanit\u00e1ria que envolve transpar\u00eancia e rapidez nas a\u00e7\u00f5es contra zoonoses. No evento, eles relembraram as principais conquistas e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma not\u00edcia esperada h\u00e1 mais de 50 anos e que nos leva \u00e0 euforia. Mas \u00c9 preciso manter o p\u00e9 no ch\u00e3o porque, nesse momento, temos que acompanhar os desdobramentos com rela\u00e7\u00e3o a uma vigil\u00e2ncia mais forte. Temos a responsabilidade de lembrar aos produtores para estarem atentos e vigilantes sobre quest\u00f5es relacionadas ao rebanho\u201d, disse Otamir Cesar Martins, diretor-presidente da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar).<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, refor\u00e7ou que o selo n\u00e3o \u00e9 apenas um certificado para ser emoldurado na parede, mas a lembran\u00e7a de um esfor\u00e7o de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria que ser\u00e1 permanente. Esse investimento reverte para o Estado um impacto direto em novos mercados para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFaz bem para o ego dizer que subimos a r\u00e9gua e fomos reconhecidos como eficientes do ponto de vista do servi\u00e7o veterin\u00e1rio, com capacidade de superar problemas tipo aftosa. Mas, para n\u00f3s, isso \u00e9 neg\u00f3cio. Queremos vender, e nos preparamos para disputar mercados in\u00e9ditos\u201d, afirmou Ortigara. \u201cAs cria\u00e7\u00f5es que t\u00eam a ver com aftosa s\u00e3o porco e boi, mas quando mostramos ao mundo a efici\u00eancia do servi\u00e7o veterin\u00e1rio, damos a confian\u00e7a para o consumidor de que se pode importar qualquer produto daquele peda\u00e7o de ch\u00e3o chamado Paran\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Roberto Ricken, presidente da Ocepar, estima que a certifica\u00e7\u00e3o possa dobrar a exporta\u00e7\u00e3o do Estado em produtos do agroneg\u00f3cio, j\u00e1 que 65% do mercado internacional ainda n\u00e3o compram do Paran\u00e1. &#8220;Ainda n\u00e3o estamos presentes em grande parte do mercado porque se entende que quem faz a vacina\u00e7\u00e3o ainda tem circula\u00e7\u00e3o de v\u00edrus e n\u00e3o possui um sistema adequado de sanidade. Hoje, n\u00f3s estamos provando que o temos, o que vai movimentar a economia e impulsionar a cadeia do agroneg\u00f3cio como um todo\u201d, relembrou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EMPREGO&nbsp;<\/strong>\u2013Para al\u00e9m do investimento direto trazido atrav\u00e9s da movimenta\u00e7\u00e3o na economia, o Estado tamb\u00e9m \u00e9 beneficiado pelo fortalecimento das cadeias de produ\u00e7\u00e3o, gerando mais emprego e renda como consequ\u00eancia. \u00c9 o que lembra Marcos Brambilla, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores da Agricultura do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA expectativa \u00e9 que tudo isso se transforme num grande processo de distribui\u00e7\u00e3o das riquezas que essa oportunidade traz para o Estado, tanto de gera\u00e7\u00e3o de trabalho no campo e na ind\u00fastria, quanto de renda aos produtores. \u00c9 um avan\u00e7o consider\u00e1vel e requer cuidado e responsabilidade de todos de manter esse status ileso\u201d, afirmou Brambilla.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um reconhecimento muito importante para uma luta de d\u00e9cadas do setor produtivo, dos governos federal e estadual e de diversas institui\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso: o mais importante \u00e9 o reconhecimento da seguran\u00e7a da defesa agropecu\u00e1ria no Estado&#8221;, refor\u00e7ou Cleverson Freitas, superintendente do Mapa no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PRESEN\u00c7AS\u00a0<\/strong>\u2013\u00a0Participaram da videoconfer\u00eancia o vice-governador Darci Piana, o secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Agricultura, Marcos Montes Cordeiro; o secret\u00e1rio de Defesa Agropecu\u00e1ria, Jos\u00e9 Guilherme Leal; o diretor do Departamento de Sa\u00fade Animal do Minist\u00e9rio, Geraldo Moraes; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes; o governador do Amazonas, Wilson Lima; o vice-governador de Rond\u00f4nia, Jos\u00e9 At\u00edlio Salazar Martins; o secret\u00e1rio estadual de Produ\u00e7\u00e3o e Agroneg\u00f3cio do Acre, Jos\u00e9 Aristides Junqueira; os senadores Luis Carlos Heinze e Ana Am\u00e9lia Lemos; o presidente da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA), deputado federal S\u00e9rgio Souza, o deputado federal Daniel Trzeciak; Ottorino Cosivi, diretor da Panaftosa; Gede\u00e3o Pereira, representante da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), e autoridades dos demais Estados participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEsse \u00e9 o maior an\u00fancio para o agroneg\u00f3cio paranaense nos \u00faltimos 50 anos\u201d. 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