{"id":32369,"date":"2021-05-25T11:01:48","date_gmt":"2021-05-25T14:01:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32369"},"modified":"2021-05-25T11:02:44","modified_gmt":"2021-05-25T14:02:44","slug":"a-crise-dos-40-a-segunda-adolescencia-e-o-lapso-de-consciencia-por-carlos-colect","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/05\/25\/a-crise-dos-40-a-segunda-adolescencia-e-o-lapso-de-consciencia-por-carlos-colect\/","title":{"rendered":"A CRISE DOS 40: a segunda adolesc\u00eancia e o lapso de consci\u00eancia por Carlos Colect"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea, certamente, j\u00e1 ouviu falar sobre a crise dos quarenta ou, at\u00e9 mesmo, pode estar atravessando esse acidentado terreno cr\u00edtico, vivenciando um estado de confus\u00e3o acerca de si mesmo e do caminho que at\u00e9 aqui trilhou. <\/p>\n\n\n\n<p>Pois certo, realmente, a crise \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o desconfortante para quem a vivencia no seu n\u00edvel mais profundo, pois h\u00e1 uma sa\u00edda do conforto produzido pelas certezas. Contudo, em sua grande maioria, o momento cr\u00edtico n\u00e3o come\u00e7a de um dia para o outro, como num passe de m\u00e1gica, ele \u00e9 constru\u00eddo e nasce como resultado de nossas a\u00e7\u00f5es, conscientes e inconscientes. <\/p>\n\n\n\n<p>No decorrer de nossos passos no mundo, adentramos e sa\u00edmos de lugares internos e externos (relacionamentos, pensamentos, cidades,&#8230;), baseados em in\u00fameros fatores que desconhecemos, mas, que, na posi\u00e7\u00e3o de inconsci\u00eancia, acreditamos saber. Acreditamos que tomamos decis\u00f5es e escolhas de acordo com os nossos entendimentos superficiais. Todavia, conforme a neuroci\u00eancia e a psican\u00e1lise, &nbsp;h\u00e1 um vasto mundo sob o limiar das \u00e1guas do insond\u00e1vel oceano ps\u00edquico.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas crises, portanto, formam-se quando o nosso psiquismo, sem o consentimento pr\u00e9vio, come\u00e7a uma nova configura\u00e7\u00e3o do que estendemos como \u201cEu\u201d. A vida vai se tornando imposs\u00edvel ao deixarmos de realizar o poss\u00edvel, isto \u00e9, quando perdemos a no\u00e7\u00e3o das possibilidades e temos a\u00e7\u00f5es impulsivas, firmadas em \u00edmpetos que visam simplesmente a satisfa\u00e7\u00e3o do desejo e o al\u00edvio pelo prazer. <\/p>\n\n\n\n<p>De certo modo, todo esse processo corresponde ao sistema primitivo de preserva\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia. O inconsciente nos protege de n\u00f3s mesmos e das nossas dores, para isso, existe. Por\u00e9m, o uso excessivo da defesa \u00e9 prejudicial. No caso, em alguns momentos da vida, surgir\u00e1 a crise existencial \u2014 um lapso de consci\u00eancia que questionar\u00e1 tudo o que foi feito de forma inconsciente, tudo o que foi vivido apenas por tentativa e erro, tudo o que foi feito apenas seguindo o fluxo,&#8230; A imagem que sempre esteve diante do espelho \u00e9, finalmente, desnudada, percebida e descoberta. Perguntas nascem: \u201conde est\u00e1 a minha vida, o que eu fiz com a minha vida, quem sou Eu, quem eu fui, n\u00e3o devia ter feito aquilo,&#8230;?<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caminho, constru\u00eddo quase que totalmente sem consci\u00eancia, mas agora posto \u00e0 prova por um lapso de consci\u00eancia, a Incerteza sai detr\u00e1s das cortinas, entra em cena e desestabiliza o espet\u00e1culo da vida, outrora confort\u00e1vel. Ela questiona o papel de cada personagem que criamos em nossa trajet\u00f3ria, as falas do script que escrevemos para cada ocasi\u00e3o, a posi\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio, fixa os olhos nos expectadores e lhe dirige a palavra: \u201co que voc\u00eas est\u00e3o fazendo aqui?; por que est\u00e3o aqui?; nada h\u00e1 para ver aqui!\u201d. A Incerteza se torna a protagonista e caminha de m\u00e3os dadas com a sua filha \u2014 a D\u00favida \u2014 que, como uma crian\u00e7a impulsiva, come\u00e7a a dan\u00e7ar pelo teatro, entre os convidados e atores, provocando olhares desconcertantes. <\/p>\n\n\n\n<p>O desconcerto dos participantes da pe\u00e7a, por sua vez, produz uma desordem generalizada, onde o entendimento e a lucidez fogem a compreens\u00e3o racional. As luzes se apagam e o Surto \u2014 emo\u00e7\u00e3o que se ergue fortemente \u2014, veemente, toma o seu lugar e contracena com a Incerteza e a D\u00favida, enquanto, em meio \u00e0 escurid\u00e3o, a Desorienta\u00e7\u00e3o se faz presente. Ela, convocada pelo Surto, passeia entre os corredores, juntamente com a suas irm\u00e3s Ansiedade e Ang\u00fastia. Os cora\u00e7\u00f5es aceleram diante da vis\u00e3o que se perdeu e todos clamam para que as luzes sejam acessas novamente. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse espet\u00e1culo desorganizado \u00e9 experienciado na crise dos quarenta &#8211; a segunda adolesc\u00eancia, em cuja fase as perguntas essenciais \u201cQuem eu fui e quem agora sou no mundo?\u201d saem das profundezas do inconsciente e vem \u00e0 tona. Esta \u00e9 a base do per\u00edodo em que denominamos Adolesc\u00eancia. Fase em que as ilus\u00f5es surgem com facilidade, as emo\u00e7\u00f5es afloram e a identidade \u00e9 uma busca essencial. T\u00e3o embora, devido ao inc\u00f4modo, a mente produza ilus\u00f5es e fantasias afloradas, desejamos o ser-real. Ansiamos pela realiza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, pelo ato de tornar real ou verdadeiro. Buscar a realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar se sentir real, n\u00e3o mais uma proje\u00e7\u00e3o. Neste sentido, sentimo-nos realizados quando nos desfazemos das imagens projetadas que se fundiram em nosso Ser. Este \u00e9 o desejo dentro da adolesc\u00eancia: descobrir-se real.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira adolesc\u00eancia, quando nascem os pelos, ou seja, na puberdade (<em>pubertas<\/em>&nbsp;lt. = pelos, barba), estamos no p\u00e9 da montanha, no momento da subida da trajet\u00f3ria existencial, quando os horm\u00f4nios s\u00e3o vorazes e a crian\u00e7a d\u00e1 lugar ao desejo por independ\u00eancia e por encontrar o seu lugar do mundo. O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o e passagem \u00e9 perturbador, visto que convida a descoberta de quem se \u00e9. Tateando, seguimos em dire\u00e7\u00e3o ao topo. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegarmos ao topo, a segunda adolesc\u00eancia come\u00e7a a surgir. Por\u00e9m, a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira \u00e9 que esta precede a descida da trajet\u00f3ria existencial. No topo da montanha, no meio da vida, os olhos mentais inconscientes vislumbram tudo ao redor e iniciam um processo de an\u00e1lise e questionamento acerca do caminho trilhado, se ele realmente valeu a pena, se esteve em conformidade com as exig\u00eancias sociais (casamento, filhos, vida financeira est\u00e1vel,&#8230;) ou se as metas pessoais foram alcan\u00e7adas (profiss\u00e3o que queria, moradia que desejava, pessoa que se tornou,&#8230;). Caso haja um descontentamento com o que se observa e questiona, a Incerteza, a D\u00favida, o Surto, a Desorienta\u00e7\u00e3o, a Ansiedade e a Ang\u00fastia entram em cena. <\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, para compararmos, a primeira adolesc\u00eancia \u00e9 quando come\u00e7amos a subir, a segunda \u00e9 quando come\u00e7amos a descer; na primeira h\u00e1 uma busca por identidade, na segunda h\u00e1 um questionamento da identidade; na primeira os horm\u00f4nios est\u00e3o em ebuli\u00e7\u00e3o, na segunda eles est\u00e3o esfriando; na primeira h\u00e1 uma busca por ser adulto, na segunda h\u00e1 uma busca por ser jovem. Contudo, em ambas, existem extremos emocionais e a\u00e7\u00f5es inconsequentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, nem todos sentir\u00e3o este momento de igual modo, h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es de acordo com a viv\u00eancia de cada indiv\u00edduo. Alguns podem demonstrar a introspec\u00e7\u00e3o, comportamento de isolamento social e depressivo, outros podem se tornar mais extrovertidos, exc\u00eantricos (fora do comum) e radicais em rela\u00e7\u00e3o a sua imagem externa \u2014 assim como na primeira adolesc\u00eancia, onde o jovem exc\u00eantrico faz tatuagem, coloca <em>piercing<\/em>, pinta o cabelo, deixa o cabelo crescer,&#8230;. ou o jovem depressivo se corta e se isolam socialmente. Estes s\u00e3o os extremos, todavia, h\u00e1 quem passe de forma tranquila. Como dito, se o anteriormente vivido consistir numa vida insatisfat\u00f3ria, baseada em fuga e inconsci\u00eancia das a\u00e7\u00f5es, mais a crise ser\u00e1 sentida na sua forma extrema. A busca pela vida real ser\u00e1 intensificada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante, nesse per\u00edodo, compreender e aceitar o que foi vivido como sendo parte de si, e que a rejei\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria implica na rejei\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio. Trazer a mente para o aqui e agora \u00e9 acolher a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, ser grato pelo caminho que trouxe at\u00e9 aqui e acolher a ideia de que hoje se \u00e9 quem deveria ser e que se est\u00e1 onde deveria estar. Por isso, contente-se e acolha este momento como um momento de crescimento. Ali\u00e1s, a palavra \u201cadolesc\u00eancia\u201d vem do latim \u201c<em>adolescere\u201d <\/em>e significa \u201ccrescer\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Vale, neste ponto, acrescentar que o n\u00famero quarenta \u00e9 muito utilizado na mitologia e simbologia b\u00edblica-hebraica para se referir a per\u00edodos de mudan\u00e7as significativas. Cito alguns epis\u00f3dios: Mois\u00e9s ficou quarenta dias e quarenta noites no monte Sinai para receber a <em>Torah<\/em>&nbsp;(instru\u00e7\u00e3o-lei \u2013 10 mandamentos) (\u00caxodo 24,18); a travessia de quarenta anos do povo de Israel pelo deserto (N\u00fameros 14,33); No\u00e9 enfrentou o dil\u00favio de quarenta dias e quarenta noites (G\u00eanesis 7,4.12); Jesus foi tentado por quarenta dias e quarenta noites no deserto (Mateus 4,2). Todos os epis\u00f3dios citados revelam um momento de transi\u00e7\u00e3o, convite a uma nova perspectiva e um encontro com o que habita no interior de si pr\u00f3prio (desejos e medos), bem como manifestam o enfrentamento em rela\u00e7\u00e3o a isso que se observa em si mesmo. <\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esta rela\u00e7\u00e3o an\u00e1loga, observe a transi\u00e7\u00e3o, a nova perspectiva, a revela\u00e7\u00e3o do teu interior, enfrente e siga em frente. Decida, hoje, desvencilhar-se dos la\u00e7os do tempo e dos sentimentos de culpa. Vomite-se do ventre de Chronos. Desprenda-se de suas entranhas. Decida, hoje, reconciliar-se com o real presente, desvincular-se dos modelos ideais frustrados e dos desejos n\u00e3o cumpridos. Abrace o que est\u00e1 diante de teus olhos. Decida, hoje, vivenciar e aceitar o momento, compreendendo que o passado n\u00e3o se pode modificar. Isto \u00e9 a prova de que o que fazemos se torna eterno e imut\u00e1vel; uma hora h\u00e1 de retornar. Precisamos compreender que a a\u00e7\u00e3o do agora tem car\u00e1ter eterno, ou seja, sempre vivenciaremos de alguma maneira. Assim instrui a filosofia \u2014 inspirada nos fil\u00f3sofos estoicos \u2014 do Eterno Retorno e Amor Fati (aos fatos) de Nietzsche, do amor (<em>filia<\/em>) aristot\u00e9lico e da Odisseia de Homero. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe, assim, refletir sobre a a\u00e7\u00e3o do presente, amar o agora e entender onde firmo a minha eternidade, como a exemplo de Ulisses, na Odisseia, que desejava voltar para a sua casa, por\u00e9m, foi levado cativo para a Ilha da deusa Calypso, a qual lhe ofereceu a juventude e eternidade. Entretanto, aquela eternidade n\u00e3o era o que desejava, desejava estar em outro lugar, desejava estar em casa. A tua a\u00e7\u00e3o \u2014 no agora \u2014 se eterniza. O que voc\u00ea quer que seja eternizado? Seja um pouco mais consciente, hoje, para que, no amanh\u00e3, a tua consci\u00eancia n\u00e3o te cobre com afinco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-circle-mask\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-1016x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31945\" width=\"128\" height=\"128\" srcset=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-1016x1024.jpg 1016w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-768x774.jpg 768w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-1524x1536.jpg 1524w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-696x702.jpg 696w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-1068x1077.jpg 1068w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n-417x420.jpg 417w, https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/169378234_10216591315970202_5445465300462970994_n.jpg 1999w\" sizes=\"(max-width: 128px) 100vw, 128px\" \/><figcaption> Por Carlos Colect \u2013 psicanalista\/fil\u00f3sofo <\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea, certamente, j\u00e1 ouviu falar sobre a crise dos quarenta ou, at\u00e9 mesmo, pode estar atravessando esse acidentado terreno cr\u00edtico, vivenciando um estado de confus\u00e3o acerca de si mesmo e do caminho que at\u00e9 aqui trilhou. 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