{"id":32366,"date":"2021-05-25T10:57:38","date_gmt":"2021-05-25T13:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32366"},"modified":"2021-05-25T10:57:42","modified_gmt":"2021-05-25T13:57:42","slug":"em-quatro-meses-rios-do-parana-sao-repovoados-com-500-mil-peixes-nativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/05\/25\/em-quatro-meses-rios-do-parana-sao-repovoados-com-500-mil-peixes-nativos\/","title":{"rendered":"Em quatro meses, rios do Paran\u00e1 s\u00e3o repovoados com 500 mil peixes nativos"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde janeiro deste ano, mais de 500 mil alevinos de esp\u00e9cimes nativas est\u00e3o contribuindo para o repovoamento dos rios Paran\u00e1, Piquiri e Igua\u00e7u. O Instituto \u00c1gua e Terra (IAT),&nbsp;\u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Secretaria do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e do Turismo (Sedest),&nbsp;oferece apoio t\u00e9cnico \u00e0 iniciativa de recupera\u00e7\u00e3o da fauna do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O repovoamento dos rios teve in\u00edcio com a cria\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtube.com\/channel\/UCWVPz80_u2YIzewsTRPpGzg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Promulp<\/a>, em 2018, por pescadores e diretoria do Clube de Pesca Maring\u00e1. Trata-se de um projeto social de clubes de pesca para multiplica\u00e7\u00e3o de peixes.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a a\u00e7\u00e3o ganhou a parceria da Itaipu Binacional, que doou matrizes para desova,&nbsp;e do Instituto Federal do Paran\u00e1 (IFPR), que realizou a produ\u00e7\u00e3o das larvas em laborat\u00f3rio. S\u00e3o feitas a indu\u00e7\u00e3o hormonal, fertiliza\u00e7\u00e3o artificial e desenvolvimento dos embri\u00f5es em incubadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente no \u00faltimo final de semana&nbsp;60 mil alevinos de pacus foram soltos no Clube de Pesca Amambay, em Foz do Igua\u00e7u. De acordo com o chefe regional do IAT em Foz do Igua\u00e7u e patrono do Promulp, Carlos Piton, esse incentivo vem de encontro com a pol\u00edtica de sustentabilidade do Governo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA garantia de peixes nativos, principalmente no rio Paran\u00e1, significa um ganho muito grande para a pesca, que \u00e9 uma atividade milenar, e tamb\u00e9m para o lazer familiar e para o turismo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso que os peixes se desenvolvam at\u00e9 15 cm de cumprimento para estarem aptos \u00e0 soltura. Os cuidados di\u00e1rios para o desenvolvimento das larvas at\u00e9 sua matura\u00e7\u00e3o incluem o desenvolvimento e ra\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nesta fase de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom todo esse cuidado, conseguimos atingir a marca de 60% de aproveitamento das larvas que recebemos da Itaipu e do IFPR. Pesquisas apontam que, normalmente, o aproveitamento de larvas em laborat\u00f3rio n\u00e3o ultrapassa 15%\u201d, destacou Carlos Piton.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente do Clube Maring\u00e1, entidade colaboradora do Promulp, Renato Cesar F\u00e1varo, a parceria com o \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual permitiu a produ\u00e7\u00e3o direta de peixes nativos para soltura na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi o suporte do IAT que permitiu que esse projeto caminhasse de forma legal, com a emiss\u00e3o de licen\u00e7as para soltura adequada e peixes com certifica\u00e7\u00e3o e gen\u00e9tica\u201d, destacou. \u201cSentimos a necessidade de fazer alguma coisa quando vimos a falta de peixes nos rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os peixes foram soltos nas regi\u00f5es Oeste e Noroeste do Estado. Para o chefe regional do IAT em Toledo, Taciano Maranh\u00e3o, junto com a manuten\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies est\u00e1 a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que passa a saber da import\u00e2ncia delas no rio Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas esp\u00e9cies s\u00e3o&nbsp;afetadas pela pesca predat\u00f3ria e nessa regi\u00e3o, principalmente, n\u00e3o tem reprodu\u00e7\u00e3o do peixe, por n\u00e3o haver \u00e1reas alagadas. A \u00fanica maneira de garantir a fauna nativa, portanto, \u00e9 atrav\u00e9s da soltura de peixes, ou seja, o repovoamento\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REPOVOAMENTO<\/strong>&nbsp;\u2013 Os 500 mil alevinos soltos nos rios do Estado s\u00e3o pacus e curimbas. A expectativa \u00e9 desenvolver, ainda neste ano, outros 150 mil esp\u00e9cimes de piracanjubas, piaparaa e curimbas. Este \u00faltimo faz parte da cadeia alimentar de outros peixes nativos, como dourado, surubi e ja\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o gerente do Clube Maring\u00e1, Ozires Narinatsu, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver resultados positivos e pr\u00e1ticos, especialmente no Oeste do Estado. \u201cRecebemos o retorno dos pescadores sobre a presen\u00e7a de peixes novos, o que n\u00e3o existia nessa regi\u00e3o, onde s\u00f3 subiam peixes maiores. Isso \u00e9 bom para todos os lados, porque \u00e9 nessa fase que eles podem se reproduzir\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEIXAMENTO<\/strong>\u00a0\u2013 Em abril deste ano, a\u00a0Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta Sedest\/IAT 10\/2021\u00a0definiu normas para estocagem e repovoamento de peixes no Estado do Paran\u00e1,\u00a0com o objetivo de proteger a fauna silvestre e o ambiente natural contra esp\u00e9cies invasoras. A medida oferece seguran\u00e7a para o licenciamento da atividade de repovoamento dos rios com esp\u00e9cimes de peixes nativos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom essa resolu\u00e7\u00e3o,&nbsp;evitamos a contamina\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, zoonoses, consanguinidade, e outros danos poss\u00edveis de ocorrer em repeixamentos feitos sem crit\u00e9rio\u201d, afirmou superintendente de pesca da Sedest,&nbsp;Francisco Caetano Martin.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as a\u00e7\u00f5es de soltura e repovoamento de peixes nas bacias hidrogr\u00e1ficas do Paran\u00e1 e seus afluentes devem ter autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual.&nbsp;\u00c9 proibido povoar com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas ou invasoras, de origem estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies do Brasil, mas n\u00e3o origin\u00e1rias do local especificamente (al\u00f3ctones), \u00e9 pass\u00edvel de autoriza\u00e7\u00e3o mediante an\u00e1lise e estudo de impacto ambiental na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 considerada ex\u00f3tica a esp\u00e9cie presente em determinada \u00e1rea geogr\u00e1fica, da qual n\u00e3o \u00e9 origin\u00e1ria, tendo sido introduzida pelo homem. A introdu\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o podem amea\u00e7ar a diversidade biol\u00f3gica local.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 al\u00f3ctones s\u00e3o esp\u00e9cies presentes em um outro ecossistema ou \u00e1rea geogr\u00e1fica, mas origin\u00e1rias do mesmo pa\u00eds, esp\u00e9cie, subesp\u00e9cie de hierarquia inferior, ocorrendo fora de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o natural, por\u00e9m com capacidade de sobreviver e reproduzir-se.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de esp\u00e9cies permitidas para e soltura em rios, mares e estu\u00e1rios no Paran\u00e1 pode ser consultada\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.legislacao.pr.gov.br\/legislacao\/listarAtosAno.do?action=exibir&amp;codAto=246406&amp;indice=1&amp;totalRegistros=10&amp;anoSpan=2021&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=0&amp;isPaginado=true\" target=\"_blank\"><strong>AQUI<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde janeiro deste ano, mais de 500 mil alevinos de esp\u00e9cimes nativas est\u00e3o contribuindo para o repovoamento dos rios Paran\u00e1, Piquiri e Igua\u00e7u. 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